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terça-feira, 30 de abril de 2019

A verdadeira submissão




Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.
Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.
Efésios 5:22-28


O que é submissão? 

É o ato ou efeito de submeter, obediência voluntária, sujeição , humildade humilhação voluntaria, passividade e subserviência.


FRASE: limitar-se voluntariamente ao outro, sem contrariar a nossa consciência. 

A submissão foi criada ou começou em Eva, no Genesis 3:16.
E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.
Gênesis 3:16

Mas deve compreender o motivo e os porquês e como tudo começou; para isso devemos compreender a história do primeiro casal, porque o motivo se resume em família; então a todo o momento sua mente tem que estar voltada para família.

Adão foi criado um ser perfeito e completo e lhe foi chamado de alma vivente. Deus com sua infinita sabedoria decidiu que o homem atingissem um grau de completude e para isso o dividiu em dois, a parte doadora, o canal ativo (masculina) e a parte receptora (feminina). 

Para que a alma atingisse o estado em que pudesse ser preenchida com o infinito e eterno prazer, primeiro tinha que aprender o significado tanto de receber como o de doar. Por esta razão, o Criador dividiu-a em duas metades: "uma metade masculina"- o atributo da doação, e uma "metade feminina"- o atributo da recepção. 

Os cônjuges devem perceber que o casamento é mais do que uma instituição inventada pelo homem. Faz parte de um abrangente e espiritual processo de reaproximar as duas partes da alma. Percebendo isso, será mais fácil para os cônjuges cooperar. Entretanto, não poderemos ter sucesso se tentarmos preencher nossas necessidades somente a partir das coisas deste mundo, focando apenas nossas metas mundanas.

Se quisermos que os nossos relacionamentos sobrevivam, temos que imbuir-lhes de seu verdadeiro e espiritual significado. E isso apenas pode ser feito quando ambos os cônjuges estão conscientes da sua mútua e espiritual meta.
E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Gênesis 2:18
A família foi criada por Deus para que – entre outras coisas – um ajude o outro. 

Bem, a expressão usada por Deus como “auxiliadora idônea” é muito significativa. O termo hebraico usado para definir “auxiliadora” é “ezer” que significa:
(Da raiz hebraica rodear, circundar, isto é, proteger, defender, socorrer, prestar auxílio ou ajudar).

- “alguém que está junto” – “alguém que está ao lado de” –“alguém sempre pronto para ajudar”.

Já a palavra “idônea”, no hebraico é “neged” – de difícil tradução, porém aponta para um sentido de:
- “corresponde a”- “apropriado para”.

Adjutora idônea. Esse termo não significa que ela recebera um papel secundário. De acordo com os eruditos bíblicos, a expressão “adjutora idônea” vem do hebraico ‘ezer kenegdo, que literalmente significa “oposto a ele”, “correspondendo a ele”, o que indica que seria semelhante a ele, mas, ao mesmo tempo, seu oposto, diferente dele.

Entenda a criação e o casamento é uma unicidade e não unidade. 

UNIDADE é duas coisas que se unem. UNICIDADE são duas coisas que se fundem e se formam em uma. Isto é o verdadeiro sentido do casamento e da criação. Existe não para dois para se unir, e sim dois para se fundirem e se formarem um para poder coexistir. 

Quando Adão viu Eva, chamou-a de “varoa”, o que indica tanto a forma como ela foi criada como a forma como ele a reconhecia, como alguém igual a ele, e não como sua subordinada. Adão reconheceu Eva como sua complementação, não como sua rival, e muito menos como sua escrava. “É osso dos meus ossos, é carne da minha carne, é igual a mim.” E unicamente dois seres que fossem diferentes mas iguais poderiam se tornar uma só carne.

Adão precisava de alguém que o completasse , alguém com quem estar em comunhão. Somente alguém que fosse igual e ao mesmo tempo diferente poderia completá-lo. Por isso Deus criou o homem para a mulher e a mulher para o homem. 
 
O fato de Eva ter sido “extraída” de Adão indica que a única forma de superar essa separação “antinatural” é buscando essa reunificação que os torna uma só carne.

O homem é o canal ativo, é dele que estando no caminho ele transfere para a mulher que é seu canal receptivo. Então o homem recebe de DEUS a luz e transfere para a mulher.

Ele é a antena central pelo qual desce a luz divina e a seu redor recebendo também desta luz esta a mulher o rodeando, protegendo, o incentivando o orientando, dando força quando ele fraquejar, cada um no seu lugar. Ele não vive sem ela e nem ela vive sem ele, porque são feitos da parte que falta no outro.


Com o desejo da mulher, o homem alcança o entendimento e passa para a mulher.

Entendeu? A mulher tem o desejo de conhecer e incentiva o homem a ir e buscar com a sua força e destreza e traze-la o que ela deseja. É um conjunto.


Ela é responsável pelo desejo do homem para o espiritual, ela o incentiva o obriga a atrair a realização superior.


Vejamos: Toda mulher sábia edifica a sua casa; mas a tola a derruba com as próprias mãos. Provérbios 14:1

Notaram algo estranho nesta passagem? a mulher tem o poder de construir e de derrubar, isso quer dizer que o equilíbrio do relacionamento esta com elas, os machistas que me perdoe, mas sendo assim é a mulher que tem a ultima palavra dada por Deus.

O homem é o cabeça porque é ele que tem receber de DEUS suas diretrizes e passar para a mulher que é a receptora do marido, isso é organização. Porque DEUS trabalha com ordem e decência.

Agora vejamos as palavras do sábio Rei Salomão: "Uma Mulher de valor é a coroa do seu marido." Assim como a coroa fica acima e além da cabeça. Também a luz interior da feminilidade possui uma qualidade essencial, num local que a mente não pode atingir.

O valor merecido para a mulher dado pelo rei. 
 
Então se a mulher é a coroa do marido, porque é primeira peça em destaque em um rei, segundo é algo de valor inestimável, é ela que o representa, se ela não esta polida e nem brilha a união e zelo do rei para com ela ta errada. entenderam?

Submissão não é uma responsabilidade exclusiva da mulher.

Efésios 5:21 deixa claro que, como fruto da plenitude do Espírito em nossas vidas (Ef 5:18), todos nós temos uma responsabilidade de submissão mútua: "sujeitando-os uns aos outros". Todos nós vivemos debaixo de autoridade.

O Espírito de Deus produz um "alinhamento" (sentido literal do verbo grego) no Corpo de Cristo (e especialmente na família) através de autoridades em nossas vidas a quem nos submetemos. Somente quando todos nós "entramos na linha" é que haverá relacionamentos saudáveis no lar.

Assim como os vários anéis de uma dobradiça precisam ser encaixadas para que uma porta revolva direito, assim esposas, maridos, pais e filhos precisam submeter-se a Deus e uns aos outros no desempenho de seus respectivos papéis no lar. Afirmar que submissão é uma "maldição exclusiva" da mulher ignora o ensino bíblico claro sobre o assunto.

Submissão não significa inferioridade da mulher.

Alguns, infelizmente, têm interpretado o ensino bíblico sobre submissão como se significasse a inferioridade da mulher. Mas submissão feminina é, acima de tudo, uma questão funcional, não "essencial".

Deus criou o homem E a mulher à imagem dEle (Gn 1:27). Criou a mulher justamente para socorrer o homem e complementá-lo onde ELE era fraco (Gn 2:15-18; veja Gl 3:28).

Na própria Bíblia encontramos mulheres mais corajosas que os homens (Débora X Baraque), mais capazes como comunicadoras da Palavra que seus maridos (Priscila e Áquila) e mais comprometidas com Jesus (Maria e Marta).

Isso significa que não há diferenças funcionais e práticas no bom andamento do lar? Não. Em sua infinita graça Deus designou um membro do lar como líder, protetor e provedor, e outro como sua companheira, amiga e complemento, assim evitando muito conflito e atrito na família

Submissão da esposa não é para todos os homens em todos os contextos.

Tenho ouvido vários homens falando como se todas as mulheres fossem subservientes a eles. Mas o texto bíblico é unânime e claro ao declarar não menos de QUATRO vezes que submissão é da esposa ao seu próprio marido (Cl 3:18, 1 Pe 3:1, Ef 5:22, Tt 2:2-5).

O jovem namorado não tem direito nem razão em exigir "submissão" da parte de sua namorada, assim como um homem não tem direito de "mandar" na esposa de outro.

A ordem bíblica aplica-se ao lar e, conforme alguns outros textos bíblicos, algumas situações de liderança na igreja. Mas nada na Palavra justifica uma aplicação de "submissão feminina" ao contexto político, empresarial ou social. Tomemos cuidados para falar o que a Palavra fala, não mais nem menos.

Submissão não significa escravidão.

Se existe escravidão no lar, o "escravo" é o homem e não a mulher. Jesus chamou o homem para liderar o lar com amor sacrificial, e exemplificou essa liderança amorosa pela vida de servo. Infelizmente, o movimento feminista tem escravizado ainda mais as mulheres, "libertando-as" para uma vida em que não somente ganham o pão de cada dia, mas, também continuam cuidando de boa parte do serviço da casa.

Alguns homens têm contribuído para esse quadro. Interpretam a frase "auxiliadora idônea" de Gn 2:15-18 como "capacho eficiente", quando de fato significa que a mulher é um complemento ao homem-diferente-mas-semelhante ao homem, para socorrê-lo em suas muitas encrencas! Certamente não justifica um homem deitado no sofá com controle remoto em mãos gritando para sua esposa atarefada trazer um refrigerante da geladeira com pedaço de limão!

Submissão não implica em autonomia masculina no lar.

Submissão no lar não significa que o homem toma todas as decisões independentemente de qualquer consulta, palpite ou opinião dos outros membros do lar.

Não é isso que diz as escrituras.
A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 1 Coríntios 7:4
O ponto na criação da mulher foi justamente a necessidade que o homem tinha (e tem) de alguém ao seu lado como companheira, amiga, complemento e socorro. Que burrice ignorar e anular os dons da pessoa que Deus colocou ao nosso lado para nos completar! Conheço homens que não permitem que suas esposas comprem um pão francês sozinhas, mas que saem para adquirir um novo carro, terreno ou apartamento sem sequer consultar suas esposas! Esse não é o plano de Deus para relacionamentos saudáveis no lar.

Agora que preparamos a tela, descobrindo o que submissão feminina NÃO significa, podemos pintar o retrato da nossa "Mona Lisa", a mulher submissa cujo valor é inestimável diante de Deus.



 Os judeus não chamam suas mulheres de donas de casa, mas lhe chamam de akeret ha'bait - o principio da casa, o fundamento da casa.

Jacó homenageou sua esposa no nome de seu filho, quando ela deu a luz e morreu, antes de morrer deu o nome de ben noni - filho de minha aflição, mas Jacó o deu o nome de Ben Yamin - filho de meu braço direito.

O rei Salomão declarou que a mulher é a coroa do seu marido, e a mulher sábia ela edifica a sua casa e a tola a derruba. declarando que ela tem o poder progredir e de destruir.

Na própria Bíblia encontramos mulheres mais corajosas que os homens (Débora X Baraque), mais capazes como comunicadoras da Palavra que seus maridos (Priscila e Áquila) e mais comprometidas com Jesus (Maria e Marta).

Então, aquele que é machista, onde encontrou respaldo em dizer que na bíblia a mulher não tem valor?
 

https://iadrn.blogspot.com/2013/04/a-verdadeira-submissao.html?m


quarta-feira, 27 de março de 2019

EVA = ‘AUXILIADORA’ DE ADÃO?



Em Gênesis 2:18, lemos: “Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea”. A tradução ‘auxiliadora’, bastante comum, pode dar a entender que Eva era uma assistente, em algum sentido inferior a Adão.

Sobre a expressão “ajudadora [ou auxiliadora] que lhe seja idônea”, o teólogo adventista Richard Davidson, professor de Antigo Testamento da Universidade Andrews (EUA), comenta que “o substantivo masculino ʿēzer é costumeiramente traduzido como ‘ajudar’ ou ‘ajudador’ em inglês [e em português]. Entretanto, essa é uma tradução que pode induzir em erro, porque a palavra ‘ajudador’ tende a sugerir alguém que é um assistente, subordinado, inferior, quando na verdade o hebraico ʿēzer não carrega tal conotação.

“De fato, das 21 ocorrência dessa palavra na Bíblia Hebraica [isto é, o Antigo Testamento], 16 empregam-na para descrever o próprio Deus como o ‘ajudador’ de Israel [veja, por exemplo, Êx 18:4; Dt 33:7, 26; Sl 33:20; 70:4; 115:9-11]. Outras três ocorrências fora de Gênesis 2 denotam aliados militares. Nunca nas Escrituras essa palavra se refere a um ‘ajudador subordinado’ (a menos que Gn 2 seja visto como uma exceção para o seu uso consistente em outros lugares). A palavra ʿēzer é um termo relacional, descrevendo um relacionamento benéfico, mas em si mesma não especifica posição, seja de inferioridade ou superioridade.”

Dessa forma, uma tradução literal para a palavra “idônea” (em hebraico, kenegdo) é “‘igual a sua contraparte’. Usado com a palavra ajudadora (ēzer), essa frase preposicional indica nada menos do que igualdade sem hierarquia: Eva é uma ‘auxilidora’ de Adão, alguém que em posição e status corresponde a ele, igual e adequada. Eva é um ‘poder igual ao homem’; ela é a ‘alma-gêmea’ de Adão, sua parceira igual tanto ontologicamente [isto é, no ser] quanto funcionalmente [isto é, em sua função, status]. [...] Aqui pode ser afirmado que a frase ʿēzer kĕnegdô (auxiliadora idônea) de forma alguma implica uma liderança masculina ou submissão feminina como parte da ordem da criação”.


Fonte: Richard M. Davidson, Flame of Yahweh: Sexuality in the Old Testament (Peabody, MA: Hendrickson, 2007), p. 29-30.

Sobre o autor e a obra: Richard M. Davidson, Ph.D., é professor de Antigo Testamento na Universidade Andrews (EUA), e um dos mais renomados teólogos adventistas. Esse livro, de 880 páginas, é considerado, por cristãos e judeus, o estudo mais importante já escrito sobre o tema da sexualidade no Antigo Testamento.

(Via Erick Costa de Farias, adaptado por Matheus Cardoso)
 https://religiaorelevante.blogspot.com/2015/08/eva-auxiliadora-de-adao-rpsp.html?
 
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Recasados e seus desafios familiares


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O texto abaixo foi extraído do livreto Ajuda para Família de Recasados, de Winston T. Smith, da Série Aconselhamento, lançamento de agosto de 2018, da Editora Fiel.

A sua família inclui filhos de casamentos anteriores? Em caso positivo, você é membro de um tipo de família singular – uma família de recasados. Talvez você tenha visto retratos felizes de famílias de recasados na televisão, como na série norte-americana A Família Sol-Lá-Si-Dó, em que os desafios que ela enfrenta são resolvidos em trinta minutos. No entanto, se você realmente faz parte de uma família de recasados, você sabe o quão diferente e, às vezes, difícil pode ser a vida de uma família de recasados.

Misturar duas famílias distintas em um lar raramente é um processo fácil. As tradições familiares, os valores, os interesses e os estilos de cuidado paternais ou maternais são, muitas vezes, diferentes, logo, perguntas simples como: “Quem vai lavar a louça hoje à noite?” ou “Onde passaremos o Natal?” podem rapidamente tornar-se pontos de conflito.

Contudo, se você faz parte de uma família de recasados ou está prestes a fazer parte de uma, não perca a esperança. Deus “faz que o solitário more em família” (Sl 68.6), e isso inclui também as famílias de recasados. Essas famílias enfrentam desafios singulares, porém, à medida que você compreender quais são esses desafios e pedir ajuda a Deus, você descobrirá que também existem bênçãos singulares a serem encontradas em sua família nova e misturada.

Desafios únicos da família de recasados

Na língua inglesa, a palavra “step” – prefixo da palavra stepfamily cuja tradução em português é família de recasados – provém da palavra, em inglês arcaico, steop cujo significado é “perda”. Em toda família de recasados, ao menos alguns dos membros perderam um relacionamento com um cônjuge ou com um dos pais devido à morte ou ao divórcio. Perdas significativas fazem parte do cenário normal de uma família de recasados. Maridos perderam esposas, esposas perderam maridos, e filhos perderam uma família que incluía dois pais biológicos. Você sabe como essas perdas impactam você e os seus relacionamentos dentro de sua nova família? Você sabe como a perda impacta outros na sua família de recasados?

Dentro de uma família de recasados, como o marido e a esposa são afetados pela perda? Quando você se casa outra vez após a morte de seu cônjuge, é fácil sentir-se culpado. Sua culpa pode impedi-lo de comprometer-se por completo em seu novo casamento. Ou você pode criar uma imagem idealizada de seu falecido cônjuge à qual o seu novo cônjuge não consegue se igualar. Casar novamente depois do divórcio pode resultar em uma ira ou amargura prolongada que afeta o seu relacionamento com o novo cônjuge. Isso se torna especialmente difícil se o seu ex-cônjuge está sempre em cena.
 
Dentro de uma família de recasados, como os filhos são afetados pela perda? Se você é um filho que faz parte de uma família de recasados, você também está lidando com a perda. Não importa o quão infelizes os seus pais biológicos estavam, provavelmente, você não queria que eles se divorciassem. Mesmo agora, você pode, em secreto, ter esperança de que seus pais se reconciliem. É difícil perder a esperança e deixar outro pai ou outra mãe entrar em sua vida. Frequentemente, os filhos na sua posição estão bravos com seus pais por eles terem desistido de seu casamento e ressentidos com o padrasto ou a madrasta por tornarem a reconciliação impossível. Para você, em vez de um novo começo, a vida na família de recasados significa viver em diversos lares, ter novos irmãos empurrando-o e aprender uma nova série de regras.

Ou pode ser que um de seus pais tenha morrido. Você experimentou uma das perdas mais terríveis que qualquer filho pode experimentar. Agora, aquele que ficou vivo está casado outra vez. Você sabe que ninguém poderia jamais substituir a pessoa que você perdeu, sendo assim, simplesmente parece errado que sua mãe ou seu pai se case com outra pessoa. Ter um padrasto ou uma madrasta o deixa irado, triste e confuso. Você quer que sua mãe ou seu pai seja feliz, porém não sabe o que fazer com o seu sentimento de perda e dor.

Dentro de uma família de recasados, como os pais são afetados pela perda? Você é padrasto ou madrasta? Você também está enfrentando muitos desafios. Muitas vezes, seus enteados não o amarão automaticamente, não o aceitarão ou não responderão à sua disciplina. Também é difícil ser pai biológico ou mãe biológica em uma família de recasados. É tentador buscar proteger seus próprios filhos dos efeitos do divórcio ou da morte e lidar com sua culpa em relação ao rompimento de seu casamento (ou o seu novo casamento depois da morte de seu cônjuge) sendo excessivamente tolerante. Como resultado, seu cônjuge pode se sentir desacatado quando tentar realizar a função de pai ou mãe. Se ambos trouxeram filhos para o casamento de vocês, pode-se criar uma atmosfera corrosiva de favoritismo que divide a família em facções competitivas.

Espere pelas dificuldades, pense biblicamente


Você pode reconhecer algumas dessas dificuldades em sua própria família de recasados e, provavelmente, pode acrescentar seus problemas particulares a ela. Porém, em vez de ficar desaminado, saiba que: dificuldades são esperadas em uma família que vivencia perdas. A família de recasados não representa simplesmente duas pessoas se unindo em matrimônio; cada padrasto ou madrasta representa dois mundos – mundos de esperanças, sonhos, expectativas, hábitos, tradições, personalidades – unindo-se dentro do contexto da perda. As dificuldades da família de recasados não significam que você ou os membros de sua família são, de alguma maneira, problemáticos ou fracassados, mas sim que vocês terão de aprender a pensar biblicamente sobre questões que outras famílias não terão de pensar.


Autor Winston T. Smith
Winston T. Smith é membro do CCEF e possui mestrado pelo Westminster Theological Seminary. Ele serve como conselheiro bíblico há... 
 
 
 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Masturbação e Pornografia – Duas coisas que quase ninguém consegue se libertar


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Masturbação é um problema inerente na vida de toda e qualquer pessoa, seja homem ou mulher. A masturbação é algo que já faz parte até do cotidiano de algumas pessoas. Esse texto é escrito sem hipocrisia, não é um Superman que está escrevendo, é um homem de 22 anos, que é e sempre foi sujeito aos problemas da sexualidade como qualquer outro.
 
A Bíblia não fala da masturbação em si, tal prática não é descrita como pecado, não há um versículo que fale sobre, porém a maioria dos teólogos ou fundamentalistas de tese sobre o assunto fomentam a ideia de que o ato estaria sujeito à imoralidade sexual, que é sim pecado, isto é, a masturbação em si, não é um pecado específico, agrava-se ou torna-se pecado quando associado à pornografia, desejos carnais, desejo da mulher ou homem de outrem e etc.

Alguns chegam a citar a história de Onã que praticava o Coito Interrompido, na hora de ejacular, ele retirava o pênis da Mulher para que ela não tivesse filhos e Deus o puniu por isso. Gênesis 38:6-8, mas não é considerado “Masturbação” a grosso modo.

Eu julgo que seja mais complicado de se “curar” não da masturbação, e sim da pornografia e o pensamento sexual imoral, porque até homens e mulheres casados masturbam-se, ou seja, não há algo que te iniba de praticar. Cansei de ouvir relatos de esposas que preferiam masturbar-se a transar com o marido, às vezes na mente humana, o sexo solitário é mais prazeroso que o sexo com o cônjuge, por exemplo.
 
Na verdade as pessoas estão cansadas de receber o mesmo tipo de conselho sobre masturbação. Os evangélicos criaram uma resposta universal para todos os problemas da humanidade: “Vá orar” Tá com problema na vida? Vá orar. Está com problemas no casamento? Vá orar. – Não velho –, a oração não é um remédio que você toma e fica bom imediatamente. É um erro pensar dessa maneira. Principalmente, quando se trata de masturbação. Esse conselho de “Vá orar” na mente da pessoa com problema acaba por criar uma imagem de que Deus, durante a oração, vai arrancar todos os seus hormônios. E não, Ele não vai.

Deus não vai retirar sua libido, Deus não vai retirar seus hormônios, muito menos vai tirar a sua vontade de fazer sexo ou de se masturbar. Observando o que diz a Bíblia, eu acredito que a ação do Espírito Santo é suficiente para te fazer ter autocontrole, e também é suficiente para te fazer filtrar aquilo que é pecado e o que não é. Mas mesmo com a ação do Espírito Santo na sua vida, você não está imune às práticas pecaminosas. Você continuará errando, só que com a consciência do erro e com a tentativa diária de tentar melhorar, sabendo da redenção através do sangue de Jesus Cristo.
 
Para você que é solteiro ou casado, tente não se dobrar a imoralidade sexual, tente moldar-se à maturidade sem a pornografia. Não deseje a mulher ou homem do próximo. Eu não estou dizendo que você vai se masturbar pensando na floresta amazônica, estou dizendo que antes de fazer, pare e se pergunte se Deus se agrada do que você está fazendo, pergunte-se se Deus está feliz com o seu pecado, é isso que você tem que se questionar antes de executar certas ações, não só a masturbação, mas a fornicação, o pensamento imoral, a boca que profere imoralidades e etc.

Um exemplo de pessoa que se libertou da pornografia e consequentemente da prática compulsiva da masturbação, é o de Terry Crews, aquele que faz o “Julius” na série “Todo mundo odeia o Chris”, ele dá um relato de como a vida sexual dele melhorou após ter se libertado da pornografia, de como a sua vida está mais plena sem a execução desse pecado.

O meu conselho sempre é: Não faça. Mas se fizer, seja responsável, todas as vezes que orar, peça perdão e se arrependa de seus erros, não só esse, lógico. Se for casado (a), ao invés de masturbação, faça sexo com seu cônjuge, experimente coisas novas, há uma infinidade de sexy shop’s (até gospel), para que seja dada uma incrementada no relacionamento, eu acredito que entre quatro paredes, e devidamente casados, tudo é válido.

Então vale a observância desses detalhes, a masturbação é algo que é comum entre as pessoas, mas pelo menos se liberte da pornografia, uma coisa que eu faço sempre que erro em algo desse tipo é conversar com alguém de confiança, alguém que não te julgará ou punirá, alguém que te entende. É bem verdade que nessas questões sexuais, nós cristãos temos uma plena inibição de conversar com nossos pastores por medo de punições eclesiásticas e etc. Então procure alguém que seja responsável e que te entenda, que te abrace e te aconselhe a melhorar e não praticar mais, ou não tanto quanto você faz.

 
Autor: Paulo Ricardo Lima – Teólogo de Boteco, Pregador, Palestrante DESMOTIVACIONAL.
 
http://botecoteologico.com.br/masturbacao-e-pornografia-duas-coisas-que-quase-ninguem-consegue-se-libertar/
 
 

terça-feira, 12 de junho de 2018

10 Coisas que Você deve Saber sobre o Homem e a Mulher


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1. Homem e mulher foram criados por desígnio divino
Segundo o relato da criação, Deus criou homem e mulher (Gênesis 1:26-28). Masculinidade e feminilidade são criacionais, não contratuais. Elas são divinamente instituídas e não socialmente definidas. Assim, nossa identidade de gênero não pode simplesmente ser renegociada da maneira pela qual refinanciamos uma hipoteca ou reagendamos um compromisso. Deus nos criou como homens e mulheres.

2. Homem e mulher foram criados à imagem de Deus
O desígnio binário de gênero da humanidade como homem e mulher reflete de algum modo misterioso a natureza de Deus. Ao compartilhar uma humanidade comum, homem e mulher são únicos e complementares, e não idênticos. Essa complementaridade, por sua vez, reflete uma faceta da própria natureza de Deus: Ele também é uma unidade dentro da diversidade (três em um, igual em pessoa, diferente em papel). Essa unidade na diversidade é maravilhosamente refletida no casamento humano, onde os dois se tornam uma só carne (Gênesis 2:24-25).

3. O homem foi criado primeiro e recebeu a responsabilidade de liderar
A Escritura ensina que o homem foi criado primeiro por um ato divino direto de criação e recebeu a responsabilidade de liderar. Posteriormente, a mulher foi criada por Deus do homem (Gênesis 2:5-9) e para o homem (Gênesis 2:18-20). Ele deve dominar a terra e recebe o nome de “Adão”, que também serve como o nome de toda a raça humana. Deus chama o homem para prestar contas e o responsabiliza pela queda.

4. Homem e mulher são parceiros no exercício do domínio sobre a criação de Deus
Homem e mulher recebem, em conjunto, a ordem de Deus para multiplicar, encher a terra e dominá-la. Deus cria os dois como parceiros genuínos, e essa parceria envolve a liderança do homem, o apoio e participação da mulher, de tal forma que os dois trabalhem em conjunto, com complementaridade. Esta parceria pode ser totalmente refletida hoje, onde os homens exercem liderança piedosa sem dominação e encorajam a participação fundamental das mulheres dentro dos limites bíblicos.

5. Quem somos como homens e mulheres define o núcleo de nossa existência, não apenas o âmbito
Tendo sido criados homens e mulheres, somos maridos e esposas, pais e mães, filhos e filhas, irmãos e irmãs. Portanto, a maneira pela qual vivemos nossas vidas é dentro e através de nossas identidades de gênero divinamente criadas. Essas identidades de gênero, por sua vez, não são apenas superficiais, mas profundas, afetando quem somos como pessoas, membros da família, membros da igreja e cidadãos. Enquanto o evangelho se estende a todos nós, não deixamos de existir como homens e mulheres.

6. A queda distorceu, corrompeu e confundiu quem somos como homens e mulheres
Homens e mulheres devem viver a diversidade de gênero na unidade. A queda destruiu essa perspectiva. A dominação masculina e / ou feminina são alguns dos extremos resultantes das relações de gênero fragmentadas. Somente aqueles redimidos em Cristo podem esperar recuperar e viver o desígnio pretendido por Deus. Devemos lembrar que o problema final é o pecado, não um projeto de gênero defeituoso ou a corrupção de um original perfeito. Dito isto, mesmo em seu estado decaído, a humanidade ainda expressa laivos do propósito divino.

7. O desígnio de Deus é o melhor
O projeto de Deus da humanidade com homem e mulher não pode ser melhorado! Os caminhos de Deus são muito superiores aos nossos. O plano de Deus para o homem e a mulher – manifesto na liderança masculina com a parceria homem-mulher – é uma expressão de sua beleza, sabedoria e bondade. Por meio da fé, e somente da fé, podemos nos apropriar do poder de Deus para viver este projeto individualmente e em relação uns com os outros.

8. O ensino da Bíblia sobre o desígnio de Deus para o homem e a mulher é consistente e coerente
De Gênesis a Apocalipse, a Bíblia pinta um quadro unificado do que significa ser homem e mulher. O padrão dual de liderança masculina e parceria homem-mulher permeia toda a Escritura: da criação à queda, à redenção em Cristo e à consumação final.

9. Cada geração deve manifestar e ensinar o projeto de Deus para o homem e a mulher das próximas gerações
A vontade de Deus é que os homens liderem suas famílias, que os pais sejam mentores de seus filhos na masculinidade bíblica que honra a Deus, e que as mães ensinem a feminilidade bíblica que honra a Deus às suas filhas. Isso não acontece apenas na família natural, mas também na família de Deus, a igreja (por exemplo, Tito 2), especialmente onde as estruturas familiares são esfaceladas. Como você e eu estamos preparando nossos filhos e filhas para viverem o propósito dado por Deus como homens e mulheres? Como nossas igrejas estão equipando aqueles que não têm modelos?

10. As tendências culturais hodiernas refletem o rompimento da humanidade e a rebelião profundamente enraizada contra o Criador e seu desígnio para homens e mulheres
A cultura atual, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a transexualidade, são apenas sintomas, o resultado da rejeição da humanidade ao seu Criador (Romanos 1). A razão humana autônoma e libertária insiste em seu direito de se definir em oposição e rebelião contra Deus. Infelizmente, essa rebelião radical incorre em julgamento eterno, a menos que as pessoas se voltem para Cristo. Como crentes, pela graça e fé, temos o privilégio de mostrar Deus vivendo seu sábio e belo desígnio diante de um mundo que definha no pecado e precisa desesperadamente de salvação.

Autor: Andreas Kostenberger
Fonte: Crossway
Tradução: Leonardo Dâmaso
Divulgação: Reformados 21

 http://reformados21.com.br/2018/06/08/10-coisas-que-voce-deve-saber-sobre-o-homem-e-a-mulher/

quinta-feira, 31 de maio de 2018

“Posso Deixar Meu Filho Ir às Festas Juninas?”


 https://rarosantana.files.wordpress.com/2016/06/junina2.jpg?w=956
 
por Simone Quaresma

Chegando o mês de junho, vêm com ele as dúvidas sobre como lidar com as festas dedicadas aos santos católicos. Como devemos tratar deste assunto com nossos filhos? Como preservá-los neste período? Será que eles vão se sentir deslocados demais na escola? Até que ponto participar destes festejos compromete nossa integridade cristã?

Em primeiro lugar gostaria de descrever o que as festas juninas são. Não há qualquer mistério ou dificuldade de entender a procedência desta festa, até porque, elas também são chamadas pelo nome dos santos que elas representam: São João, São Pedro e Santo Antônio. Poderíamos terminar este artigo por aqui, afinal, que dúvida um crente pode ter se deve ou não tomar parte de uma festa oferecida a ídolos de uma de outra religião? Quão confortável você se sentiria em fazer uma lavagem nas escadas do “ Senhor do Bonfim”, ou de, na virada de ano, levar flores para iemanjá, na praia de Copacabana? Todas as festas citadas acima, são, assim como as festas de São João, festas católicas que não têm nada a ver com nossas crenças e com a fé que professamos.

O argumento de que a festa virou folclore, também deve ser analisado com muito cuidado, porque se partirmos do princípio de que, só porque é folclore, eu posso participar, poderemos inclusive, passar a comemorar o Carnaval! Nenhuma outra festa representa tanto a cultura brasileira como esta! Você também pode argumentar: “ eu participo da festa de São João, São Pedro e Santo Antônio, mas para mim, estas festas não representam o que elas intrinsecamente, representam.” Não fica esquisito pensar assim? Podemos tentar contemporizar à vontade, mas não tem como fugir: trata-se de uma festa do calendário católico, e como tal, é uma festa pagã.

Se você ainda não tinha pensado sobre isso, deixe-me mostra-lhe uma pequena e rápida pesquisa, que pode ser encontrada facilmente na internet, sobre os elementos que compõem estes festejos.
 
As festas juninas e seus símbolos

A fogueira: segundo a tradição, é considerada um símbolo de reunião entre amigos e familiares, além de simbolizar a purificação; serve de proteção contra espíritos, homenageia e agradece aos deuses.

Balões: são uma oferta aos céus, cujo propósito é realizar pedidos ou agradecer pelos que foram atendidos.

Fogos: a crença popular diz que o som produzido pelos fogos de artifício serve para espantar os espíritos maus e para acordar São João para a festa.

Casamento caipira: é uma celebração típica, em que a noiva engravida antes de casar. O noivo, bêbado, tenta fugir, mas é impelido ao casamento pelo delegado armado, que o obriga a casar.

Quadrilha: esta é uma tradição inglesa, que foi trazida ao Brasil pelos portugueses e que significa o agradecimento aos santos pelas boas colheitas.

Lavagem dos Santos: as bandeiras, simbolizadas pelas bandeirinhas, são mergulhadas em água, significando purificação em todo o ambiente da festa. Por isso, ao passar por baixo das bandeirinhas, que representam as bandeiras dos santos, os devotos são abençoados.

Simpatias: são feitas, principalmente, para trazer sorte no amor. Nesta tradição, a imagem de Santo Antônio recebe castigos até que a pessoa encontre o seu amor.

Estes, dentre tantos outros símbolos, não deixam dúvidas quanto a origem e propósito das festas de São João. A pergunta que me faço, diante destes fatos é: como nós, crentes, podemos fazer vistas grossas e tomar parte numa festividade religiosa que celebra ídolos pagãos? Como podemos permitir que nossos filhos compactuem e se juntem aos católicos em seus festejos? Será que temos esquecido de quantas recomendações Deus fez questão de dar e reiterar ao seu povo, antes que chegassem na terra prometida? Eles estariam cercados de povos pagãos, e não deveriam imitar seus feitos, tomar para si seus deuses, ou aprender seus costumes. Veja comigo:
“ Quando o SENHOR, teu Deus, eliminar de diante de ti as nações, para as quais vais para possuí-las, e as desapossares e habitares na sua terra, guarda-te, não te enlaces com imitá-las, após terem sido destruídas diante de ti; e que não indagues acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações aos seus deuses, do mesmo modo também farei eu. Não farás assim ao SENHOR, teu Deus, porque tudo o que é abominável ao SENHOR e que ele odeia fizeram eles a seus deuses, pois até seus filhos e suas filhas queimaram aos seus deuses. Tudo o que eu te ordeno observarás; nada lhe acrescentarás, nem diminuirás.” Dt 12.29-31
“Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos.” Dt 18.9
De que mais Deus estava alertando ao povo, se não que não se misturassem, não mesclassem e religião verdadeira e revelada com as religiões pagãs seguidas por aqueles povos? Quando os crentes e seus filhos tomam parte nestes festejos católicos, estão fazendo exatamente o que Deus proibiu que seu povo, no passado, fizesse.

Não há dificuldade nenhuma em explicar estas coisas aos nossos filhos! Nossas crianças precisam aprender desde muito cedo que eles não são iguais as outras crianças, que muitas coisas que estas fazem, as suas jamais farão. Eles precisam desde cedo, conhecer ao Deus que seus pais servem, e as coisas que Ele tolera, assim como as que Ele proíbe. Não tenha medo, portanto, de dizer não aos seus filhos e de prepará –los para, se necessário, darem a razão da sua fé!


AUTORIA:
* Simone Quaresma é casada há 25 anos com o Rev. Orebe Quaresma, pastor da Igreja Presbiteriana de Ponta da Areia em Niterói, Rio de Janeiro. Professora de educação infantil, deixou a profissão para ser mãe em tempo integral de 4 preciosidades: Lucas (23 anos), Israel (22 anos), Davi (19 anos) e Júlia (17 anos). Ela trabalha com aconselhamento e estudos bíblicos com as mulheres da Congregação.

 http://www.mulherespiedosas.com.br/sao-joao/


sexta-feira, 30 de março de 2018

Quero me casar e morar em casa separada, é certo isso?

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Sou uma mulher de 32 anos e meu noivo tem 29 anos. Somos profissionais liberais , ambos com a vida já estabilizada, temos nossos apartamentos, eu tenho o meu e ele tem o dele, e vamos nos casar. Entretanto, queremos continuar morando cada um em seu próprio apartamento e assim, só nos encontraríamos para nos amar, namorar, passear juntos, coisas assim. Acreditamos que isso fará bem a nossa relação, eternos namorados. Bom, mas a dúvida é essa: Será que isso está certo diante de Deus?

Olá irmã, isso é uma nova onda, coisa muito recente que a meu ver, vem carregada de um egoísmo exacerbado. A ordem bíblica é “Deixará o homem, pai e mãe, e unir-se –á a sua mulher, e tornar-se-ão uma só carne”. Veja que morar em casas separadas está na contra mão da vontade de Deus. A ideia é que o casal chegue ao ponto de tornar-se uma só carne, ajustados de modo a ficarem parecidos um com o outro com relação a seus pensamentos, desejos, propósitos de vida e também na relação com Deus. Em Deuteronômio 24.5 o Senhor manda que o homem que se casar não vá à guerra, nem faça trabalhos forçados, antes fique em casa com sua mulher por um ano, para que assim procedendo ele faça dela uma mulher feliz. Então, o que torna uma mulher feliz, segundo Deus? A presença do marido que passa tempo com ela, com exclusividade, com qualidade. É na convivência que eles podem ir se ajustando, corrigindo atitudes, e dando estabilidade a relação. Casamento é aliança e exige compromisso de mutualidade, um cuida do outro. E não vejo isso na proposta de casas separadas, salvo em situações muito especiais, como é o caso quando um mora em outra cidade em virtude do trabalho ou estudos. Morar separados passa a mensagem de individualismo e a Bíblia fala em I Co 11.11, “o marido não vive independente da esposa e nem a esposa vive independente do marido.”. Quando se vive independente não se pode ou não se consegue atender os objetivos de Deus para o casamento que a construção de uma família sagrada, com filhos para Deus. Quem vive separado não dá testemunho do amor conjugal comparado ao amor de Cristo para com sua noiva, que é tão forte o desejo de estar sempre junto que um dia Cristo ao se separar de sua noiva (igreja) por ocasião de sua ascensão ao céu , disse:
“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós”. Jo 14.1-6

Abraços, Pr Ismael e Pra,Cleire. "Fiquem com Deus, fique em família" Palestrante para casais e famílias. 
 

https://casadosemcristo.blogspot.com.br/2014/10/quero-me-casar-e-morar-em-casa-separada.html
 
 

sábado, 16 de setembro de 2017

Uma ajuda para quem aconselha casais (e outras pessoas)


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Por Jônatas Abdias
 

O conselho que tenho para dar aqui é: pense além dos textos sobre casamento.

As pessoas sustentam uma visão muito superficial do que seja aconselhar biblicamente, se por aconselhar casais você entende aplicar, ainda que corretamente, os textos sobre casamentos encontrados na bíblia, ao problema que o casal está enfrentando. Ainda que isso venha a acontecer, confinar o aconselhamento de casais à isso é reduzir em muito a ajuda que podemos dar ao casal que precisa dos direcionamentos preciosos que Deus nos dá na Palavra, mas estão em outros contextos espalhados pelas suas páginas. Este reducionismo pode ser expresso das mais variadas formas, e por alguns é até justificado. Mas quem faz assim não está fazendo um uso apropriado da Bíblia.

A dificuldade principal, se podemos colocar assim, vem por conta da Bíblia não ser um compêndio temático de problemas humanos com as respectivas respostas divinas, como se pudéssemos, ainda que através de seu complicado índice, achar o problema, que estaria registrado lá, seguido da solução. Justamente por ser esta uma configuração aparentemente mais fácil, podemos imaginar que tenha sido uma das razões para o atual Manual que lista todos os alegados problemas humanos tratáveis pelos profissionais da área de ajuda. Aqui é difícil não generalizar, mas não me restam outras alternativas, peço a gentileza da generosidade do leitor.

Continuando... Creio que haja muita gente bem-intencionada querendo ajudar, com uma aproximação limitada como essa. Você deve estar consciente, desde já, que agir assim é, no mínimo, ser superficial. Por que? Porque pensar biblicamente sobre um problema matrimonial envolve muito mais do que somente levar em consideração somente os textos nos quais o casamento parece ser o foco principal. Pensar biblicamente é dar ao seu sistema de pensamento limites conceituais que nascem de um correto entendimento da Palavra de Deus, entendida em seus apropriados contextos, mas entendida principalmente como a fidedigna revelação de um Deus que nos ama e se importa conosco, ao ponto de fazer registrar não somente as soluções para nossos probleminhas vivenciais, mas na medida que o faz, estar registrando a história da nossa redenção que foi consumada em Cristo na cruz, e é aplicada em nós pelo Espírito Santo.

A beleza de enxergarmos o amor de Deus revelado nas Escrituras vai além do conteúdo. Esta visão deve alcançar a beleza da forma como Deus fez registrar sua revelação especial. Ao fazê-lo como fez, ele não somente nos deu frias soluções de problemas, mas revelou-se a si mesmo. Sim! Em primeiro lugar, o que temos é Deus descortinando seu caráter e seu plano para nós. Aos poucos e amorosamente, Deus foi se fazendo conhecer de um modo que não ficássemos sobrecarregados dele, mas pudéssemos ver claramente sua sabedoria, amor, poder e graça, dentre outras muitas qualidades, sendo não só admitidos pela mente, pelo entendimento, mas experimentadas na vida, na experiência pessoal e comunitária.

Isso nos leva a considerar o outro benefício decorrente do formato de Deus nos ter dado a Escritura como fez. Deus nos deu histórias. Ele mostrou na vida real, de pessoas reais, com problemas reais e iguais aos nossos que sua vontade é a melhor, seu querer é soberano, seu amor é preferível... Que não podemos viver à parte dele. Deus aqueceu cada solução no calor da discussão, mas trouxe pronto refrigério, para que soubéssemos que, quando fôssemos nós a passar pela prova, saberíamos que outros tiveram êxito por que contavam com a mesma excelsa companhia (Deus-Conosco).

Quando nosso campo de visão é aumentado por essa percepção, tomamos consciência de que Pedro realmente tinha razão ao afirmar que já nos fora dado tudo o de que precisamos para viver esta vida piedosamente (2 Pe 1.3). Mas não falta quem sustente a ideia de que se a Bíblia não falou especificamente sobre o problema, então ela não tem nada a dizer sobre o problema.

Portanto, aprenda a fazer uso correto da Escritura no aconselhamento:

1. Quando o problema é tratado diretamente na Bíblia, ela funciona como um preciso mapa. Se houvesse como um GPS para nunca errar, não seria ótimo? Já inventaram um. Seu inventor é Deus, e seu nome é Bíblia. Este divino GPS, quando trata de um problema diretamente é um mapa de precisão nanométrica. Assim, Deus nos guia inequivocamente. Mas nem sempre temos um texto que trata diretamente do nosso problema. Creio que a maioria das pessoas sabe usar (ou saberia usar) a Palavra de Deus quanto há orientações diretas. Mas quando elas faltam? Aí entram os curiosos dizendo que a Escritura nada tem a dizer sobre o tema... O que fazer? Vá para o tópico seguinte.

2. Muitas vezes a Bíblia trata do tema indiretamente. Nesses casos, ela funciona mais como uma proteção, uma certa que delimita claramente os limites da ação cristã. Mesmo que indiretamente, as implicações de uma certa lei, ou de uma certa doutrina se encaixam perfeitamente ao tema. Fique atento para ouvir mais do que está sendo dito, quando estiver ouvindo uma exposição bíblica fiel. Isso resolve até certo ponto, pois a capacidade humana de criar problemas difíceis, unido ao fato de que esse vive num mundo suficientemente complicado, trazem problemas que vão além de orientações diretas e indiretas. Como lidar com a vida de modo agradável a Deus quando não houver instruções, nem diretas, nem indiretas, sobre o problema específico que passamos, ou sobre as dúvidas que nutrimos?

3. Caminhando sobre a fé de que temos na Palavra de Deus tudo de que precisamos, nossos solhos se abrem para o fato de que temos mais na Palavra. Podemos não ter orientações, mas sempre teremos direções gerais. A Bíblia foi forjada na vida, não num ideal imaginário. Vivemos versões modificadas do que todos antes de nós viveram, mas muito dificilmente experimentamos algo realmente inédito (como já dizia o sábio em Eclesiastes, afirmando que nada há de novo debaixo do sol: Ec 1.9). O que fazer com orientações gerais? Eles te servem como um "norte", como em uma bússola. Quando estamos perdidos, e não sabemos como chegar ao local de destino, qualquer ajuda serve. E como é bom quando, mesmo que a orientação não seja tão precisa, sabemos que a saída é "por ali"! Para muitas situações na vida, Deus não dá orientações diretas, pois sabe que Ele mesmo nos deu discernimento suficiente para sair da enrascada que estamos, somente com a seta no "Norte" da sua vontade. Em situações com direcionamentos gerais, a Bíblia funciona como uma infalível bússola.

4. Mas digamos que a Escritura nada fale sobre o tema. Sim, digamos que ela não nos forneça qualquer instrução. Poderia a Escritura, ainda assim, me ser útil em meu problema, dilema, dúvida ou questão? Eu acredito que sim, pois ainda em tais casos extremos, Deus continua jogando luz para o nosso caminho, a fim de não tropeçarmos. Se há horas em que nos sentimos como que barcos perdidos num imenso e revolto mar, desistir não é uma opção para o marinheiro que sabe que, cedo ou tarde, a luz insistente de um longínquo farol haverá de furar as trevas da tempestade, fornecendo uma direção segura.

Olhe além, e você sempre enxergará utilidade na Palavra de Deus. Aconselhe usando "todo o conselho" de Deus, e os casais que estão sob seus cuidados obterão melhor proveito do aconselhamento, ao passo que também aprenderão a ver além dos textos básico, para o todo de uma Revelação que revela mais do que podemos ver.


http://aconselhandocombiblia.blogspot.com.br/2015/10/uma-ajuda-para-quem-aconselha-casais-e.html