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quinta-feira, 16 de abril de 2020

Acalmar uma criança com celular impede que ela aprenda a se acalmar



Menino menina, tocando, telefone móvel - Download Vetores Gratis ...Boy angry shouting with mother — Stock Vector © watcartoon #128190350 
 

O telefone celular é uma das maiores invenções da história da humanidade, sendo usado em várias tarefas diárias e até para entreter as crianças.

Devido a esse uso peculiar, o telefone celular recebeu o nome jocular de “babá inteligente” ou “chupeta digital”, graças ao fato de os pais usarem esse dispositivo para distrair seus filhos .

Para acalmá-los durante uma birra ou para fazer as crianças ficarem quietas e permitir que seus pais trabalhem em casa ou descansem. O telefone celular se tornou lentamente a ferramenta preferida para distrair e divertir os pequenos da casa.

Seu uso “eficaz” como distrator levou muitos pais ao redor do mundo a procurar o telefone celular para tranquilizar, negociar e subjugar seus filhos. No entanto, essa atividade “inocente” é um risco para os pequenos, a ponto de representar uma ameaça ao seu desenvolvimento, dizem os psicólogos.

Embora muitas pessoas questionem o alarme de especialistas para essa situação cada vez mais comum em residências. A verdade é que a dependência celular tem seus efeitos mesmo nos menores.

O celular aliado ou inimigo das crianças?
Para muitos adultos, o telefone celular é a ferramenta perfeita para entreter as crianças, devido às suas muitas funções, jogos e aplicativos. Algumas delas são destinadas ao conhecimento, com atividades recreativas que podem ser úteis para educar e revisar em casa.


No entanto, todos os seres humanos exigem certos processos biológicos naturais para alcançar um desenvolvimento saudável desde a infância até a idade adulta. Esse processo inclui a interação e o relacionamento entre pais e filhos, um elo afetado pela presença do telefone celular na vida das pessoas.

E é que as atividades normais do dia-a-dia, como conversar, brincar, discutir, comer e ensinar, são interações que todas as crianças precisam fazer com os pais. Isso o ajuda a se desenvolver como indivíduo e a fortalecer os laços com os familiares, uma atividade que não pode ser substituída por dispositivos eletrônicos.

Além disso, ao usar o telefone celular como uma distração das birras de seus filhos, você afeta o desenvolvimento da paciência e o controle da frustração.

Porque, ao eliminar o que a aflige ou desafia (nesse caso, a razão da birra), você impede que a criança aumente seu nível de paciência e tolerância. Enquanto no caso da frustração, é um sentimento que toda pessoa deve experimentar em sua vida, para fortalecer sua determinação sobre o que realmente deseja fazer.

Para evitar esse efeito negativo, lembre-se de que o mais importante é o vínculo entre uma criança e seus pais. Os dispositivos eletrônicos são um método de entretenimento e, somente isso, não podem se tornar a substituição de pais ou professores na vida das crianças, sem consequências para isso. 


Fonte: https://www.nuncamelohubieraimaginado.com/

Rejane Regio
Graduada em Pedagogia, Habilitação Educação Infantil e Séries Iniciais, Pós-Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional e Gestão Escolar. Mãe de dois filhos, apaixonada por tudo o que faz, procurando sempre o melhor em tudo e em todos. Atualmente Diretora de Escola Municipal.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Pais que estabelecem limites buscam a felicidade de seus filhos




 
Criar um filho sem regras é condená-lo ao sofrimento. Você sabe impor os limites necessários?

Na semana passada eu estava fazendo compras em um supermercado. Enquanto olhava os eletrodomésticos, uma menina de cerca de 10 anos passou atrás de mim gritando com seu pai, que estava um pouco à frente dela. A garota ficou furiosa porque não lhe compraram um brinquedo. O homem – já bem velho – ficou vermelho e tentou fugir do momento embaraçoso andando rápido, mas não conseguiu.

Pouco depois, quando eu estava andando por um dos corredores em busca de alguns biscoitos, a menina passou ao lado de seu pai com um brinquedo na mão. A garota estava com uma expressão de triunfo no rosto e já não havia sinal de choro ou raiva.

Para ser completamente honesta com você, admito que não sou do tipo que acha certo satisfazer os caprichos de uma criança, menos ainda se ela dá um show para atingir seu objetivo.

Naturalmente, cada pai ou mãe cria seus filhos como bem entendem; no entanto, há atitudes e comportamentos que, em hipótese nenhuma, podem ser ignorados. Não apenas por serem prejudiciais às crianças, mas porque, quando forem adultos, serão infelizes e tornarão infelizes aqueles que os amam. 
 
Você quer um filho feliz? Estabeleça limites

Uma criança aprende a obedecer às regras da sociedade quando se acostuma a seguir o que seus pais estabelecem em casa. Quando não há regras em casa, a criança se tornará obstinada e teimosa, pois sabe que, se quiser ganhar alguma coisa de seus pais, irá obtê-lo através de uma birra.

Mas a vida longe de casa, na escola e em outros lugares que a criança deverá frequentar ao longo da infância, não funciona dessa maneira. Imagine que a criança faça uma excursão a um parque com seu professor e, por não lhe darem um balão ou um doce, dá um chilique. Quem vai ser o vilão da história para quem está no passeio? Você, como mãe ou pai, porque não soube educar seu filho nas diretrizes mínimas para se viver em harmonia com o resto da sociedade.

Os pais devem estabelecer as normas sociais e regras em casa, não como um mero ornamento ou algo para aplicar quando for conveniente, não devem ser aplicadas com qualquer tipo de flexibilidade; são preceitos a que a criança deve se adaptar a cumprir, para seu próprio bem. 
 
Por que é saudável educar a criança com limites?

Porque além de torná-la apta a viver em sociedade, ajudando-a a controlar seus impulsos, aprenderá a respeitar os outros, a saber onde seus direitos e deveres começam e terminam e, a longo prazo, evitará problemas com autoridade e com a sociedade em geral.

A criança que é educada com limites frouxos se tornará uma criatura impertinente, inconstante e obstinada – que achará que todos devem agradá-la – com muitos problemas de conduta, agressiva e, portanto, incapaz de trabalhar ou viver em grupo.

Além disso, se tornará um adulto com pouco controle de suas emoções e com muito pouca tolerância à frustração, o que o deixará muito infeliz.

Como pai, você pode não querer ver seu filho sofrendo (nenhum pai quer), por isso faz as suas vontades. No entanto, tudo o que está fazendo é prejudicar o seu futuro, porque a vida e as pessoas não vão tratá-lo como você o tratou na infância. 
 
Maneira adequada de educar com limites

Você deve, primeiramente, saber que educar com limites não é o mesmo que restringir a independência de seu filho e se impor para que a criança faça a sua vontade.

Limites são regras básicas que a criança deve cumprir, por exemplo:
  • Dormir às 8h da noite ou na hora que você considera prudente
  • Guardar os brinquedos ou arrumar o quarto depois de brincar
  • Fazer a lição de casa antes de brincar ou assistir TV
  • Recolher os pratos e levá-los para a pia

Essas regras devem ir mudando, à medida que a criança cresce e você supõe ou vê que pode lhe dar mais responsabilidades.

É muito importante que você tenha pulso firme ao fazer com que essas regras sejam cumpridas, é basicamente disso que depende o seu sucesso. Não há sentido em estabelecer um número “x” de regras, se você não fizer com que seu filho as cumpra. Você vai fraquejar na primeira decepção que evidenciar.

“Síndrome do Imperador”


Já ouviu falar de filhos adolescentes batendo nos pais? Que praticam delitos e cumprem pena de reclusão desde cedo? Já se deparou com uma trágica notícia de filhos que mataram seus pais? Bem, eles eram crianças com a Síndrome do Imperador.

A Síndrome do Imperador nada mais é do que o produto da falta de coragem para estabelecer regras e fazer com que os filhos as obedeçam desde cedo.

Sim, a ideia com a qual comecei este tópico é terrível, mas um toque de realidade é, às vezes, o que precisamos para levar a sério esse tipo de situação.

Se ama seus filhos, você procurará fazer com que eles cresçam com algumas diretrizes básicas que irão evitar muitos problemas, tanto em seus relacionamentos afetivos, quanto em seu trabalho e na comunidade onde vivem. 
 
Você pode se sentir mal, mas é para o bem deles

Compreendo que muitos pais queiram dar a seus filhos tudo o que eles não puderam ter. Pode acreditar, eu entendo disso. Não estou dizendo que você deva dizer “não” para tudo, mas que deve, antes de sair de casa, deixar claro para o seu filho que vocês vão comprar a comida da semana e que você concorda em comprar apenas um sorvete ou alguns biscoitos para ele comer quando vocês chegarem em casa. A criança deve estar bem ciente de que as coisas serão assim e você não vai mudar.

Você deve aprender a manter o “não”, e seu filho deve saber que quando você diz “não”, não é uma piada ou brincadeira, mas que você está falando sério e que, se ele não obedecer, será repreendido por não aceitar as condições que você estabelece no momento sair de casa (por exemplo).

Pense que tudo que você fizer para seus filhos é para o bem deles, para a busca de um bem maior. Eles vão lhe agradecer no futuro.




Traduzido e adaptado por Erika Strassburger do orgininal Los padres que ponen límites buscan la felicidad de sus hijos

Erika Otero Romero
Erika é psicóloga com experiência em trabalhos comunitários, com crianças e adolescentes em situação de risco.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Trocados pela Internet: A Geração de Filhos Órfãos de Pais que NÃO Largam o Celular!


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https://www.rbsdirect.com.br/imagesrc/17586115.jpg?w=700
 

“Só um segundinho, filho! O papai está só postando um story no instagram e daqui a pouco fala com você!” Esta frase, que pode soar como um diálogo de esquete de humor, serve perfeitamente como alegoria para uma questão extremamente contemporânea que vem contaminando as relações entre pais e filhos.

Cerca de 42% das crianças com idades entre 8 e 13 se sentem trocadas pelo celular dos seus pais, revela uma etapa do estudo Digital Diaries, realizado em junho de 2015 pela AVG, uma das maiores empresas globais de tecnologia de segurança. Ficou surpreso com os dados? Então espere até ler o restante da matéria!
Para o estudo, a AVG entrevistou 6.117 pessoas de países como Austrália, Brasil, República Tcheca, França, Alemanha, Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos. Ou seja, o estudo reflete a realidade de pais e filhos de diferentes nacionalidades e culturas, o que reforça o argumento de que o problema não é apenas reflexo do comportamento de um grupo específico de pessoas..

O estudo apontou ainda que 54% das crianças reclamaram da frequência com que seus pais olham o celular, especialmente durante a conversa com elas, fazendo surgir nelas outro dado relevante: o sentimento de desprezo (32%) pela falta de concentração no diálogo.


“Meus pais ficam no telefone todos os dias. Odeio o celular e queria que ele nunca tivesse sido inventado”. Essa foi a declaração de uma criança após responder uma pergunta simples feita por uma professora americana, chamada Jen Adams: “Que invenção você gostaria que nunca tivesse sido criada?”.
“Se eu tivesse que te contar de qual invenção eu não gosto, diria que não gosto do celular. Eu não gosto do celular porque meus pais ficam no celular todos os dias. O celular às vezes é um hábito muito ruim. Eu odeio o celular da minha mãe e gostaria que ela nunca tivesse um. Essa é uma invenção de que eu não gosto”, respondeu outro aluno da 2ª série de um colégio no estado de Louisiana.

Donald W. Winnicott e Henri Paul H. Wallon, dois dos principais teóricos da aprendizagem, apontaram a relação mãe-bebê como um fator-chave para o sucesso do bom desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças em seus primeiros meses e anos de vida. O período que vai dos 0 aos 5 anos, também, para teóricos como Sigmund Freud, Melanie Klein, Lev Vygotsky, Jean Piaget, constitui uma fase crucial para esse desenvolvimento.

Não se trata do desenvolvimento motor e cognitivo, apenas, mas do emocional. Quanto mais segura afetivamente a criança se sente, melhor se torna o aparato psíquico dela diante do mundo. Para se desenvolver a criança se espelha em referências. Os pais são a maior referência. É com base no comportamento dos pais que a criança constrói sua ideia de mundo, especialmente de relacionamentos. A autoimagem da criança, isto é, a maneira como ela se enxerga, também é reflexo da maneira como os seus pais lhe tratam.


A falta de segurança e referência na vida das crianças na geração atual tem produzido uma geração emocionalmente vulnerável, carente, insegura e ansiosa.
Crianças de apenas 7, 10, 11 anos (período compatível com a evolução da internet) estão cada vez mais externando problemas de ordem afetiva associados à falta de atenção dos pais, e isso também está relacionado à disciplina.
Essa é a geração que nos últimos anos tem apresentado maiores índices de psicopatologias, suicídio, automutilação, depressão e “rebeldias”. Não é só a falta de referência dos pais, mas a substituição dela por outra qualquer, literalmente, já que diante da ausência da família, a criança busca se espelhar no que o mundo lhe oferece de forma fácil e rápida.

E qual seria a solução?

É preciso que pais e mães dediquem parte das suas vidas ao momento mais crucial para a vida dos seus filhos, correspondente ao período em que a personalidade se forma e as primeiras habilidades sociais se desenvolvem.


Essa fase vai dos 0 aos 5 anos, sendo esse um período crítico, mas que se consolida até os 10/12 anos.
A partir da adolescência, já no início da puberdade (11/12 em diante), a lógica começa a se inverter. Os filhos querem se ver mais independentes dos pais. Eles querem se provar diante do mundo e é nessa fase que começam a “trocar” os pais pelos amigos. Isso é natural e necessário. É uma preparação para o mundo e algo contrário a isso não é um bom sinal.

Será nessa fase da adolescência que seus filhos colocarão à prova toda a herança recebida durante a infância. Os que tiverem tido boa referência e segurança, dificilmente deixarão para trás os conselhos dos seus pais, mas pelo contrário, vão utilizá-los para encarar a vida. O bom vínculo parental construído até os primeiros 10/12 anos de relação servirá de âncora para toda a juventude.


Ou seja, vale a pena investir atenção ao seu filho sem a presença da tecnologia. E no mais, você pode atualizar o seu Facebook enquanto a criança dorme ou está distraída vendo desenho animado na TV. Porque ninguém é de ferro, não é mesmo?

 
https://www.saudecuriosa.com.br/trocados-pela-internet-a-geracao-de-filhos-orfaos-de-pais-que-nao-largam-o-celular/?


sexta-feira, 9 de agosto de 2019

UMA ORIENTAÇÃO AOS PAIS SOBRE A “MÚSICA DO BOB”


Resultado de imagem para MÚSICA DO BOB


Desde ontem tenho recebido inúmeras mensagens me questionando sobre a minha opinião a respeito da “música do Bob.” Confesso que eu particularmente não conhecia a letra como também a melodia.
 
A “música do Bob” com aproximadamente cinco milhões de visualizações no Youtube e que possui um ritmo envolvente tornou-se hit nas redes sociais nos últimos dias. Mas o que “Bob” tem de diferente de outras músicas para atrair tanta audiência? A resposta é simples : a canção trata um amigo imaginário com ênfase em suicídio, drogas, assassinato, adultério e ocultismo. Ademais, a letra é depreciativa com a figura dos pais, trata de aborto, foca numa mãe que usa antidepressivos, um pai que consume cocaína, adultério, e outras coisas mais. Diante do exposto aconselho aos pais:
1-) Estejam atentos aquilo que seus filhos estão ouvindo na internet.

2-) Não permitam que seus filhos ouçam essa música.

3-) Se por acaso eles ja ouviram conversem a respeito dela com eles e desconstruam em sua mente toda malignidade por ela produzida.

4-) Ore por e com seus filhos.

Renato Vargens
 

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Harvard comprova que levar filhos à igreja gera benefícios físicos e mentais na fase adulta



A Universidade de Harvard publicou o relatório de um estudo que comprova que a educação religiosa exerce influência direta nos resultados positivos obtidos por jovens adultos em suas vidas. Ou seja: levar os filhos à igreja faz bem.

Os benefícios abrangem as áreas física e mental, além das questões espirituais. O estudo foi realizado pela Harvard T. H. Chan School of Public Health e divulgado em 2018. Nele, os pesquisadores descobriram que as crianças que eram levadas à igreja pelos pais semanalmente ou eram incentivadas à oração se transformaram em adultos mais satisfeitos com a vida ao chegarem à fase adulta.

Esses jovens adultos, na faixa dos 20 anos, demonstravam uma tendência a escolher um estilo de vida mais saudável – evitando o abuso de bebidas alcoólicas, fumo, drogas e a promiscuidade sexual.

A equipe de pesquisadores de Harvard se debruçou sobre um universo de cinco mil crianças, no período de 8-14 anos. Ao final, o estudo fez revelações impressionantes: pelo menos 18% dos frequentadores regulares da igreja relataram níveis mais altos de felicidade em seus vinte anos do que seus colegas não religiosos.

Outro ponto de destaque: 29% dessa amostra tendiam a se unir a causas comunitárias e 33% se afastavam de drogas ilícitas, segundo informações do portal Aleteia.

Ying Chen, um dos responsáveis pelo estudo, declarou que a formação religiosa das crianças no contexto familiar e da igreja “pode afetar poderosamente sua saúde física, saúde mental, felicidade e bem-estar geral”.

Este tipo de benefício já havia sido constatado anteriormente por um estudo que apontou vantagens na educação religiosa. A diretora do Centro DeVos para Religião e Sociedade Civil da Fundação Heritage, Emilie Kao, afirmou que “as crenças religiosas dão às pessoas forças espirituais que levam a hábitos saudáveis, constroem suas redes sociais e lhes dão a capacidade de superar obstáculos em suas vidas”.

“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” – Provérbios 22:6

 https://noticias.gospelmais.com.br/harvard-filhos-igreja-beneficios-fase-adulta-115925.html

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Não faça seu filho carregar o que não é dele




Seu filho não quer comer e você diz "Se você não comer, mamãe vai ficar triste". Ele não quer fazer a atividade na sala de aula e a professora diz "Se você não fizer a atividade, papai vai ficar triste". Ele não quer dormir e você diz "Se você não dormir, papai do céu vai ficar triste". O que tem demais nessas frases? Antes de tudo, precisamos explicar os REAIS motivos pelos quais nossos filhos devem agir de uma forma ou outra.

Seu filho não tem que comer pra que VOCÊ fique feliz, pra te agradar, mas sim pra não sentir fome, ou pra ter uma saúde melhor.

Ele não tem que fazer a atividade da escola pro papai ficar feliz, mas sim pra que possa aprender.

Ele não tem que dormir pro papai do céu não ficar triste, mas sim pra descansar o corpo, repor as energias.
Se o seu filho te bate, você pode dizer que bater dói e aí sim dizer que você ficou triste. Há uma relação direta com o comportamento de bater, com a empatia, com o respeito pelo corpo do outro.

As crianças querem se sentir aceitas, pertencentes e não gostam de ver os pais tristes, então, os adultos acabam usando esse argumento com a intenção (indiretamente) de que elas se sintam culpadas e modifiquem os comportamentos.

Só que esse tipo de fala pode prejudicar o desenvolvimento emocional do seu filho, que pode passar a fazer tudo "pra agradar aos outros". Seu filho pode passar a se responsabilizar por aquilo que os outros sentem. "Deixei meu pai triste!", "deixei papai do céu triste", quando na verdade o "ficar triste" depende da forma de pensar de cada um. A forma como eu encaro as situações é que vai me gerar tristeza ou não.

Procure sempre explicar os reais motivos pro seu filho, sem ficar desviando por outros caminhos. Podemos falar dos nossos sentimentos DESDE QUE haja relação com os comportamentos dele.

Não faça seu filho carregar o que não é dele e viver sempre preocupado em agradar os outros.


Texto Éllen Shumiski

https://www.facebook.com/saudementalnojapao

segunda-feira, 4 de março de 2019

Pa is bonzinhos, filhos folgados, adultos relaxados


IMAGEM: https://i.ytimg.com/vi/SsA_hQ6T8W0/maxresdefault.jpg
Por Ana Maria Ribas Bernardelli

 Pais “muito bonzinhos” são um dilema existencial para carregar, mais tarde.

O que é mais importante para os pais: manter a casa em ordem, ou deixar os filhos à vontade, sem disciplina, e sem ordem? A resposta adequada seria: manter a casa em ordem, e esperar que os filhos fiquem à vontade sob disciplina e ordem. Basta que eles sejam educados para isso.

O que é mais importante para família: um marido satisfeito, feliz, relaxado, à custa de cuecas jogadas pelo banheiro, e toalhas molhadas sobre a cama, ou um parceiro ordeiro e colaborativo? A resposta adequada seria: um marido feliz, satisfeito, ordeiro e colaborativo, que ajude a manter a casa longe do caos. E para esposa, o que seria?

A verdade é que há situações que não se excluem, pelo contrário, se complementam.

Esse é um tema nada excludente. Filhos, esposas e maridos devem colaborar com a mínima ordem reinante sob pena de se tornarem abusivos fora do convívio familiar. Não há felicidade na desordem. Não pode haver tolerância com a desordem organizada sistematicamente como se a desordem fosse a ordem.

A criança que cresce sem envolvimento com a ordem, aprenderá a envolver-se com a desordem. O adulto que foi criança e não guardou o brinquedo que usou, terá grandes possibilidades de vir a ser pouco colaborativo, daquele tipo que levanta da mesa na casa da tia sem retirar e lavar o seu prato, ou sem arrumar a sua cama.

Não é de nenhum tratado filosófico que retirei essas conclusões; é da vida, da experiência, da análise prática.

Todas as crianças que são deixadas sem a disciplina da ordem criam uma desordem amplificada, depois de adultos. As casas que habitam são uma bagunça. As tarefas que deveriam ser resolvidas diariamente passam a ser desempenhadas em prazos dilatados por semanas, meses, e anos. A louça é lavada quando não há mais lugar sobre a pia e embaixo da pia. As roupas vão para a máquina, quando a última calcinha vai para o corpo. Tudo é abusivamente acumulado.

Não há regras que possam valer para quem foi criado sem regra alguma.

Há nos desordeiros domésticos uma forte tendência para se tornarem acumuladores, aqueles indivíduos que guardam todo tipo de lixo fora e dentro deles. Começam por não catalogar objetos que, sem lugar definido, se misturam sob as mais diversas categorias. Livros no chão fazem companhia a chinelos jogados, documentos espalhados, travesseiros abandonados pelo caminho. As mais diversas coisas e coisinhas cujo destino é incerto, somam-se às coisas maiores que se acumulam na superfície.

A Teoria do Caos prevê a grosso modo que, se uma casa for deixada limpa, arejada, arrumada, com todos os objetos em seus devidos lugares, basta um tempo relativamente curto para que o abandono se encarregue de instalar o caos.

O que quero dizer com isso? Quero dizer que todas as forças do Universo decaído trabalham a favor do caos.

Não é preciso que eu e você façamos coisa alguma para que o caos se instale. Basta que não o façamos.

Dentro de pouco tempo, a poeira fina se depositará sobre a superfície em camadas sedimentadas, as aranhas farão suas teias, o mofo se expandirá sobre as áreas que guardam algum vestígio de umidade e tudo- absolutamente tudo- entrará em processo de desintegração e morte.

A vida cobra a sua e a minha colaboração para que o universo se mantenha em cadência de ritmo, harmonia, e perfeita intencionalidade da ordem.

Alguns pais parecem ignorar essa necessidade e não colocam os seus filhos na cadeia da ordem. Preferem que eles se juntem à cadeia da desordem.

É a pior coisa que os pais podem fazer.

Pais muito “bonzinhos” se tornam incubadores de adultos porcalhões e relaxados. Pais muito “bonzinhos”, inconscientemente, esperam que seus filhos oss amem mais por isso, e, no devido tempo, cobrarão que esse “amor” lhes seja devolvido.

Pais “muito bonzinhos” são um dilema existencial para carregar, mais tarde. Choramingam o tempo todo dizendo quãobons foram para os seus filhos, e exatamente por terem criado filhos irresponsáveis, bagunceiros e relaxados, não receberão de volta nem o amor, e nem a ordem minimamente necessária, que a última etapa de vida pede, para que se morra em paz.


Dia desses, fui testemunha de um fato bastante humano e convincente: Diante do quarto do menino que apresentava um cenário bagunçado, a mãe o mandou tomar banho, e enquanto ele tomava o banho, ela entrou no quarto e confiscou o Ipad.

Ao sair, o menino perguntou:

– Mãe você pegou o meu Ipad?

– Peguei. O Ipad só volta quando o seu quarto estiver tão organizado como você o recebeu pela manhã.”

Assim aconteceu por dois dias. Não foi preciso mais do que dois dias para que o hábito se instalasse.

Haveria três caminhos: fazer tudo pelo filho; repetir todos os dias a mesma cantilena, elevando a voz; exercer autoridade acompanhada do sequestro de um privilégio ao qual ele se acostumara: o uso do Ipad.

Penso que ela fez uma ótima escolha.

Então, é isso: pais eduquem os seus filhos para a manutenção da ordem. É um benefício que fará grande diferença na vida adulta e é tão importante que até o ar, o céu, o sol, o mar, as árvores, as plantas, os rios, os peixes, os animais, os homens de boa vontade, a Terra, e o Universo agradecem.

Nota: Pais são aqueles que criam e podem ser mães, pais, avós ou qualquer outro responsável que esteja a frente da educação da criança.


https://www.contioutra.com/mae-boazinha-filhos-folgados-adultos-relaxados


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

QUANDO OS PAIS NÃO DISCIPLINAM SEUS PRÓPRIOS FILHOS





Por: Julio Severo

A questão da disciplina dentro da família encontra-se bem tratada na Palavra de Deus. E o Novo Testamento até a utiliza para demonstrar como Deus não age diferente dentro de sua própria família espiritual:

Vocês se esqueceram da palavra de ânimo que ele lhes dirige como a filhos: “Meu filho, não despreze a disciplina do Senhor, nem se magoe com a sua repreensão, pois o Senhor disciplina a quem ama, e castiga todo aquele a quem aceita como filho”. Suportem as dificuldades, recebendo-as como disciplina; Deus os trata como filhos. Ora, qual o filho que não é disciplinado por seu pai? Se vocês não são disciplinados, e a disciplina é para todos os filhos, então vocês não são filhos legítimos, mas sim ilegítimos. Além disso, tínhamos pais humanos que nos disciplinavam, e nós os respeitávamos. Quanto mais devemos submeter-nos ao Pai dos espíritos, para assim vivermos! Nossos pais nos disciplinavam por curto período, segundo lhes parecia melhor; mas Deus nos disciplina para o nosso bem, para que participemos da sua santidade. Nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados. (Hebreus 12:5-11 NVI, o destaque é meu).

Esse simples texto da Bíblia que lida com a questão da repreensão e castigo resume muito bem a essência da disciplina. O texto inteiro foi baseado no seguinte versículo de Provérbios: “Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR nem se magoe com a sua repreensão”. (Provérbios 3:11 NVI) O Novo Testamento fez assim uma referência bem relevante, pois não há livro em toda a Bíblia que contenha mais orientação sobre disciplina de filhos do que Provérbios. 


Um pai da Bíblia que corrigia os filhos - só com palavras 

Se Provérbios é um livro que explica muito bem o que é a disciplina, então todos os pais mencionados na Palavra de Deus sabiam aplicá-la? Não. Nem todos os pais da Bíblia corrigiam seus filhos. Alguns escolhiam simplesmente a correção verbal, e nada mais. O sacerdote Eli, por exemplo, criou os filhos no sacerdócio e, quando se tornaram homens, eles cometiam frequentemente pecados contra Deus. Eles estavam até violando os sacrifícios oferecidos a Deus na casa de Deus:

Os filhos do sacerdote Eli não prestavam e não se importavam com Deus, o SENHOR. Eles não obedeciam aos regulamentos a respeito daquilo que os sacerdotes tinham o direito de exigir do povo. Assim os filhos de Eli tratavam com muito desprezo as ofertas trazidas a Deus, o SENHOR. E para o SENHOR o pecado desses moços era muito grave. (1 Samuel 2:12,13a,17 NTLH).

Eli via os pecados de seus filhos e, como todo pai bonzinho, não ficava em silêncio. Ele sempre abria a boca para dar uma bronca neles.
“Eli já estava muito velho. Ele ouvia falar de tudo o que os seus filhos faziam aos israelitas e também que eles estavam tendo relações com as mulheres que trabalhavam na entrada da Tenda Sagrada. Então Eli disse: — Por que é que vocês estão fazendo essas coisas? Todos me falam do mal que vocês estão praticando. Parem com isso, meus filhos! Eu estou ouvindo o povo do SENHOR Deus dizer coisas terríveis a respeito de vocês! Se uma pessoa peca contra outra, o SENHOR pode defendê-la. Mas quem pode defender aquele que peca contra Deus?” (1 Samuel 2:22-24,25a NTLH, o destaque é meu).
Há pais que se calam diante de pecados horríveis dos próprios filhos, nem ousando mencionar para eles que parem seu comportamento sexual errado, mas essa fraqueza Eli não tinha. Ele apontava os erros no nariz dos filhos. No entanto, a Palavra de Deus revela claramente a reação dos filhos de Eli às repreensões do pai e a reação do Senhor à desobediência e teimosia deles: “Mas eles não ouviram o pai, pois o SENHOR havia resolvido matá-los.” (1 Samuel 2:25b NTLH).

Deus, em seu amor, faz visitações proféticas a Eli 

Como sacerdotes do Senhor, tanto Eli quanto seus filhos conheciam muito bem a Palavra de Deus. Mas mesmo assim, os filhos de Eli estavam decididos a desobedecer à Palavra de Deus e ao seu próprio pai, e Eli estava decidido a não disciplinar ninguém — limitando-se no máximo a passar um sermão. Já que todos estavam assim decididos contra as ordens e conselhos da Palavra de Deus, Deus também resolveu decidir: ele decidiu que a solução para os filhos de Eli era a pena de morte.

Apesar de que Eli estava entristecendo muito a Deus pela sua falta de ação, Deus sempre demonstrou misericórdia, na esperança de que Eli pudesse se arrepender e finalmente assumir a postura de um pai que age. Através de mensagens proféticas, Deus deixou bem claro para Eli que ele queria muito mais do que só palavras. Se os filhos teimavam em desobedecer, a obrigação de Eli era, além de repreender, tomar medidas concretas. Foi nesse ponto que Deus mandou um profeta a Eli:
“Então um profeta procurou Eli e lhe deu esta mensagem de Deus, o SENHOR: —Eu me revelei ao seu antepassado Arão quando ele e a sua família eram escravos no Egito. Você sabe que eu os escolhi, entre todas as tribos de Israel, para serem meus sacerdotes, servirem no altar, queimarem incenso e usarem o manto sacerdotal na minha presença. E dei a eles o direito de ficarem com uma parte dos sacrifícios queimados no altar. Por que é que vocês olham com tanta ganância para os sacrifícios e ofertas que eu ordenei que me fossem feitos? Eli, por que você honra os seus filhos mais do que a mim, deixando que eles engordem, comendo a melhor parte de todos os sacrifícios que o meu povo me oferece? Eu, o SENHOR, o Deus de Israel, prometi no passado que a sua família e os seus descendentes me serviriam para sempre como sacerdotes. Mas agora eu digo que isso não vai continuar. Pois respeitarei os que me respeitam, mas desprezarei os que me desprezam. Olhe! Está chegando o tempo em que eu matarei todos os moços da sua família e da família do seu pai para que nenhum homem da sua família chegue a ficar velho. Você passará dificuldades e terá inveja de todas as coisas boas que vou dar ao povo de Israel, mas ninguém da sua família chegará a ficar velho. Deixarei vivo apenas um dos seus descendentes, que será meu sacerdote. Mas ele ficará cego e perderá toda a esperança. E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta. Hofni e Finéias, os seus dois filhos, morrerão no mesmo dia, e isso será uma prova para você de que o que eu disse é verdade. Escolherei para mim um sacerdote fiel, e ele fará tudo o que eu quero. Darei a ele descendentes que sempre estarão a serviço do rei que eu escolher. E todos os outros descendentes de você que, por acaso, ficarem com vida terão de se curvar diante do rei para pedir dinheiro e comida e implorarão para ajudar os sacerdotes, a fim de terem alguma coisa para comer”. (1 Samuel 2:27-36 NTLH).
Deus já havia decidido que a penalidade para as ofensas que os sacerdotes Hofni e Finéias estavam cometendo era a morte. Mas como Eli não queria cumprir sua responsabilidade como pai e como supremo sacerdote de punir severamente as maldades deles, a maldição e pena de morte que estavam sobre Hofni e Finéias cairiam sobre a família inteira de Eli. Deu até usou o menino Samuel para avisar Eli:
“E o SENHOR disse: — Eu vou fazer com o povo de Israel uma coisa tão terrível, que todos os que ouvirem a respeito disso ficarão apavorados. Naquele dia farei contra Eli tudo o que disse a respeito da família dele, do começo até o fim. Eu lhe disse que ia castigar a sua família para sempre porque os seus filhos disseram coisas más contra mim. Eli sabia que eu ia fazer isso, mas não os fez parar. Por isso, juro à família de Eli que nenhum sacrifício ou oferta poderá apagar o seu terrível pecado.” (1 Samuel 3:11-14 NTLH).
Depois de tal repreensão divina, um homem sábio se prostraria diante de Deus, agradeceria sua visitação sobrenatural, pediria perdão e se comprometeria diante do Senhor a agir de acordo com a Palavra de Deus, castigando quem merecia ser castigado, mesmo que envolvesse um castigo de pena capital. Mas qual foi a reação de Eli quando Samuel lhe entregou o recado profético?
“Então Samuel contou tudo, sem esconder nada. E Eli disse: — Ele é Deus, o SENHOR. Que ele faça tudo o que achar melhor!” (1 Samuel 3:18 NTLH).
Em outras palavras, Eli quis dizer: “Se Deus quiser agir e fazer o que eu mesmo não estou fazendo, ele pode fazer o que ele quiser, mas eu não vou agir. Que Deus aja sozinho”. Como se diz, ele tirou o corpo fora — não aceitando a chance de colaborar com Deus na ordem da família de Deus e na própria família dele! Ele queria simplesmente continuar tratando seus filhos adultos do mesmo jeito que ele vinha tratando-os desde a infância: sem lhes ministrar castigo físico.

Consequências da negligência de um pai 

Eli evitou sua responsabilidade de castigar, e as maldições sobre Hofni e Finéias se cumpriram, atingindo muito mais do que suas próprias vidas — afetando a nação inteira de Israel. Quando Israel enfrentou seus terríveis inimigos filiteus em batalha — sob a liderança “espiritual” de Hofni e Finéias —, houve grande derrota. Os israelitas descobriram, da pior forma, que estavam sem proteção espiritual:
“ — O povo de Israel fugiu dos filisteus! — respondeu o mensageiro. — Foi uma terrível derrota para nós. Além de tudo, os seus filhos Hofni e Finéias foram mortos, e os filisteus tomaram a arca da aliança. Quando ouviu falar na arca, Eli caiu da cadeira para trás, perto do portão da cidade. Ele estava muito velho e gordo. Por isso, quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Eli foi o líder do povo de Israel quarenta anos.” (1 Samuel 4:17-18 NTLH).
Eli não se preocupou muito com a morte dos filhos, pois ele já sabia que não havia outro destino para eles. Ele se preocupou mais com o destino da arca. Contudo, se ele tivesse agido energicamente, sua família não receberia maldição nem a arca seria tomada.

Poucos anos depois, praticamente toda a família sacerdotal de Eli foi brutalmente assassinada pelo rei Saul (cf. 1 Samuel 22), cumprindo-se assim a palavra profética dirigida a Eli: “E todos os seus outros descendentes morrerão de morte violenta”. (1 Samuel 2:33b). A teimosia de um pai em não punir a teimosia e maldade dos próprios filhos removeu a segurança espiritual que poderia proteger os netos, bisnetos e outros familiares de Eli contra a fúria cega e assassina de Saul anos depois.

O profeta Samuel, em sua infância e juventude, viu tudo o que aconteceu com Eli e seus filhos. Ele viveu no ambiente sacerdotal de Eli, mas a diferença é que Samuel não era filho de Eli.

Ana, uma esposa israelita estéril, havia orado muito a Deus pedindo um filho. Deus respondeu dando-lhe a bênção de conceber Samuel em seu ventre. Depois do nascimento de Samuel, Ana o levou à casa de Deus — onde Eli ocupava a função de supremo sacerdote — e o entregou e consagrou ao serviço de Deus, separando-se fisicamente dele. (Veja 1 Samuel 1).

Do ponto de vista humano, o menino Samuel corria o risco de sofrer o mesmo tipo de deficiência educativa que Eli havia dado a seus próprios filhos — pois os filhos de Eli não sabiam o que era castigo físico. Do ponto de vista divino, tudo o que Ana e seu marido não podiam fazer por seu filho Samuel, Deus daria. Aliás, Deus soberanamente preencheu com sua maravilhosa graça toda a deficiência e má influência de Eli na criação e educação de Samuel. 

O que Deus fala aos pais através de Provérbios
 
Nas muitas orientações que escreveu sobre correção de filhos, Salomão não foi influenciado por costumes de sua família nem pela cultura ao seu redor. Ele estava sem condições de escrever com base na própria experiência, pois ele e seus irmãos não sabiam o que era receber disciplina do pai. Foi a inspiração direta de Deus que o levou a sustentar a posição não de seu pai nem de sua cultura nem de seu próprio coração, mas de Deus na questão da disciplina física. A sabedoria de Deus o capacitou a entender e ver o que mesmo seu pai e Samuel não viam. Deus, através da sabedoria de Salomão em Provérbios, ensina:
  • “Aquele que poupa a vara odeia seu filho, mas aquele que o ama tem o cuidado de discipliná-lo”. (Provérbios 13:24 NIV).
  • “Quem se recusa a surrar seu filho o odeia, mas quem ama seu filho o disciplina desde cedo”. (Provérbios 13:24 GW).
  • “Aquele que poupa sua vara [de disciplina] odeia seu filho, mas aquele que o ama o disciplina com diligência e o castiga desde cedo”. (Provérbios 13:24 Bíblia Ampliada).
  • “Os açoites que ferem, purificam o mal; E as feridas alcançam o mais íntimo do corpo.” (Provérbios 20:30 TB).
  • “Os castigos curam a maldade da gente e melhoram o nosso caráter.” (Provérbios 20:30 NTLH).
  • “Os golpes e os ferimentos eliminam o mal; os açoites limpam as profundezas do ser”. (Provérbios 20:30 NVI).
  • “É natural que as crianças façam tolices, mas a correção as ensinará a se comportarem.” (Provérbios 22:15 NTLH).
  • “A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele.” (Provérbios 22:15 RC).
  • “A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela”. (Provérbios 22:15 NVI).
  • “Todas as crianças são sem juízo, mas correção firme as fará mudar”. (Provérbios 22:15 CEV).
  • “A crianças por natureza fazem coisas tolas e indiscretas, mas uma boa surra as ensinará como se comportar”. (Provérbios 22:15 GNB).
  • “Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Provérbios 23:13-14 RC).
  • “Não evite disciplinar a criança; se você a bater nela e castigá-la com a vara [fina], ela não morrerá. Você a surrará com a vara e livrará a alma dela do Sheol (Hades, o lugar dos mortos)”. (Provérbios 23:13-14 Bíblia Ampliada).
  • “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno”. (Provérbios 23:13-14 RA).
  • “Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livrá-la da morte”. (Provérbios 23:13-14 NTLH).
  • “Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura”. (Provérbios 23:13-14 NVI).
  • “É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha”. (Provérbios 29:15 NTLH).
  • “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RA).
  • “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe”. (Provérbios 29:15 RC).
  • “Uma surra e um aviso produzem sabedoria, mas uma criança sem disciplina envergonha sua mãe”. (Provérbios 29:15 GW).
  • Contudo, embora favoreça surras com vara, a Palavra de Deus não apóia o excesso e a violência:
  • “Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas”. (Provérbios 19:18 NTLH).
  • “Castiga teu filho enquanto há esperança, mas para o matar não alçarás a tua alma”. (Provérbios 19:18 RC).
  • “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. (Provérbios 19:18 RA).
  • “Corrija seus filhos antes que seja tarde demais; se você não castigá-los, você os está destruindo”. (Provérbios 19:18 CEV).
  • “Discipline seus filhos enquanto você ainda tem a chance; ceder aos desejos deles os destrói”. (Provérbios 19:18 MSG).
Portanto, a Palavra de Deus não aceita nenhum tipo de excesso — nem falta de disciplina, nem surras violentas que colocam a vida da criança em risco.

A falta de disciplina pode representar derrota em muitas áreas para pais cristãos negligentes, que abrem a boca para repreender e mais nada. Embora os meios de comunicação freqüente e insistentemente destaquem os abusos de pais que utilizam a violência no lugar da disciplina, não há espaço igual para alertar o público sobre os perigos da falta de disciplina. Aliás, a elite liberal e esquerdista — dona dos meios de comunicação — escolheu o radicalismo no lugar do bom senso, preferindo apoiar esforços para proibir toda forma de castigo físico em crianças, tornando a falta de disciplina a norma em toda a sociedade.

O ponto preocupante é que se a falta de disciplina em lares cristãos fortes pode provocar grandes prejuízos, o que poderia ocorrer então a uma sociedade inteira que se deixou seduzir pela propaganda enganadora de que toda disciplina física equivale à violência? A Palavra de Deus pode não ter sido escrita por especialistas em psicologia, mas uma Mente Sábia está por traz de sua orientações. Trocar essas orientações por conselhos e leis da moda podem trazer alívio e acomodação no presente, mas também o espectro de um futuro incerto e sombrio, pois não há indivíduo ou sociedade que tenha experimentado sucesso rejeitando as orientações da Palavra de Deus.

Certos entendidos da Bíblia gostam de afirmar que algumas passagens da Bíblia não são mais válidas, porque na opinião deles sua aplicação só tem relevância para a cultura e sociedade do passado. Por exemplo, se Eli e Davi utilizassem a vara para disciplinar seus filhos, esses entendidos concluiriam, conforme seus próprios desejos, que o uso da vara como instrumento de correção no lar tinha uma aplicação cultural para aquela época que hoje não mais tem. Mas a realidade é bem outra, de modo que seria muito interessante ver esses estudiosos se contorcendo para interpretar, contra seus próprios gostos, que a falta de disciplina é uma prática cultural do antigo Israel sem valor para os dias de hoje! Mas esses estudiosos não agem assim. Só quando lhes é conveniente é que eles reinterpretam a Bíblia utilizando o argumento cultural.

A disciplina e os castigos fazem parte da família espiritual e humana

Assim como Deus disciplina seus próprios filhos espirituais, ele também quer que os pais aqui na terra disciplinem seus próprios filhos.

Embora as medidas de Deus contra a teimosia, rebelião e desobediência de seu povo sejam extremamente enérgicas e duras, ele limitou as ações enérgicas dos pais à utilização da vara em casos de necessidade.

No Novo Testamento, o Senhor Jesus se utiliza de repreensões e castigos para lidar com a desobediência de algumas igrejas. Uma das igrejas recebeu a seguinte censura do Senhor:

“No entanto, contra você tenho isto: você tolera Jezabel, aquela mulher que se diz profetisa. Com os seus ensinos, ela induz os meus servos à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos. Dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua imoralidade sexual, mas ela não quer se arrepender. Por isso, vou fazê-la adoecer e trarei grande sofrimento aos que cometem adultério com ela, a não ser que se arrependam das obras que ela pratica. Matarei os filhos dessa mulher. Então, todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda mentes e corações, e retribuirei a cada um de vocês de acordo com as suas obras”. (Apocalipse 2:20-23 NVI).
Deus cuida de sua família espiritual, educando-a, treinando-a e castigando-a, e ele nos deixou o Livro de Provérbios a fim de que também eduquemos, treinemos e castiguemos nossos filhos. A educação de crianças de Provérbios pode ser resumida num só versículo:
“Eduque a criança no caminho em que deve andar, e até o fim da vida não se desviará dele”. (Provérbios 22:6 NTLH).
Com os conselhos sábios de Provérbios, os pais podem treinar seus filhos a andar no caminho do comportamento bom e certo, e até o fim da vida eles praticarão o que aprenderam e evitarão os maus comportamentos.

Ninguém é mais sábio do que Deus em matéria de criação de filhos. Nenhum livro da Bíblia fala tanto de sabedoria quanto Provérbios. E ninguém na terra foi mais sábio do que Salomão, pois sua sabedoria vinha de Deus. Assim, a sabedoria de Deus juntamente com a sabedoria de seu servo Salomão produziram os conselhos mais sábios que os pais precisam para desempenhar a responsabilidade de treinar seus filhos no bom caminho. 

Os “sábios” deste mundo — que são verdadeiros tolos diante de Deus — só aceitam o que seus amigos “sábios” ensinam. Mas os verdadeiros sábios aceitam o que a Mente mais sábia do universo ensina em Provérbios.

“O tolo pensa que sempre está certo, mas os sábios aceitam conselhos.” (Provérbios 12:15 NTLH).

“Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal.”
(Provérbios 13:20 NTLH).

Educação sem displina, na moda desde os tempos de Eli 
 
A propaganda da moda, que segue o método de Eli de conversar e repreender sem usar uma vara, prega que a disciplina física leva a violência aos lares e à vida dos filhos. Hofni, Finéias, Amnom, Absalão e Adonias — onde quer que eles estejam hoje — jamais concordariam com esse tipo de opinião! Eles se tornaram maus e violentos e agora estão pagando um elevado preço, sofrendo castigo eterno. Quem acha que o método de criação e educação de filhos sem castigo físico é invenção moderna superando práticas passadas, não conhece a vida de Eli e Davi. Esse método não foi inventado pelos especialistas de psicologia de hoje. Foi inspirado no coração humano e está em vigor há milhares de anos.

Assim como no caso de Salomão, que não escreveu sobre disciplina baseado nas experiências de infância que teve na casa de seu pai, o autor deste artigo e sua esposa vêm de lares onde os pais não acreditavam na eficácia dos castigos físicos. Acreditavam apenas no método de Eli, jamais tolerando que uma criança levasse uma palmadinha para corrigir atos de teimosia e rebelião. Aliás, num de nossos lares, além de abundantes revistas “especializadas” em criação de filhos com abundantes conselhos psicológicos à la Eli, havia também um manual do Dr. Benjamin Spock, responsável pela moderna rejeição em massa ao uso da disciplina física. Os livros do Dr. Spock são vendidos há mais de meio século — criando pelo menos três gerações inteiras de pais que amam e seguem suas teorias como se fossem tão ou mais sagradas do que todas as orientações do Livro de Provérbios.

Hoje, apesar de toda essa tradição em nossas famílias, acreditamos na Palavra de Deus, que está acima das experiências, tradições, modismos e opiniões humanas — até mesmo de cristãos bem intencionados que são uma bênção em muitas áreas, mas seguem os passos de Davi e Eli quando falam e ensinam sobre criação de filhos. O melhor manual de criação de filhos sempre foi e sempre será a Bíblia, e o maior mestre não é o Dr. Benjamin Spock. É o Autor da Bíblia.

É claro que Deus não aceita abusos de autoridade, porém não é certo utilizar os casos de violência e excessos para anular as orientações do Livro de Provérbios para os pais, pois a Palavra de Deus é clara que é justamente a falta da aplicação de castigos físicos que pode levar as famílias e seus filhos a destinos trágicos. Essas tragédias poderão ter um grande aumento em toda a sociedade, pois a meta do governo é proibir os pais de disciplinar os filhos. Essa proibição inevitavelmente tornará ilegal e crime obedecer às orientações de Deus em Provérbios.

Eli morreu há mais de três mil anos, mas seus seguidores hoje são muitos, principalmente entre educadores, psicólogos e defensores dos “direitos” das crianças. Se estivesse vivo, ele exigiria sua marca registrada do método que muitos psicólogos hoje arrogantemente atribuem a seus próprios conceitos. Ele diria o que é muito comum em nossos dias: “Quero meus direitos! Eu sou o pai desse método! Essa invenção pertence a mim!” Ele poderia até processar os psicólogos por lhe terem roubado a invenção da “disciplina sem castigo físico”. Bom então para os psicólogos que Eli não esteja vivo!

Brincadeiras de lado, Eli e seus filhos podem estar sofrendo castigo eterno por não reconhecerem o valor do castigo físico aqui na terra. Pai e filhos podem estar pagando o mesmo preço, por causa de seus pecados. Bem que a Palavra de Deus avisa:
“Não fique com medo de corrigir seus filhos; uma surra não os matará. Uma boa surra, aliás, pode salvá-los de algo pior do que a morte.” (Provérbios 23:13-14 MSG).

FONTE:
 http://conscienciacativa.blogspot.com/2013/03/quando-os-pais-nao-disciplinam-seus.html