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sábado, 1 de dezembro de 2018

Vida Sexual, para onde ela foi?



Para que os dois estejam preparados para enfrentar as tentações, cada um deve cumprir com seu papel quanto ao ato conjugal, como convém aos filhos de Deus.
(I Coríntios 7.2-5).
Busquem a realização mútua, vivam a plenitude dessa bênção sexual.
“Nem sempre o problema está no instrumento. Às vezes, é o músico que não tem habilidade”.
“Por melhor que seja o instrumento, se estiver desafinado, não será possível extrair dele um som agradável. Assim são as mulheres, podem ser bonitas, ter um corpo exuberante e ser inteligentes, porém, se, emocionalmente, estiverem desafinadas, o relacionamento sexual não será com qualidade”.
“Como podemos ter intimidade se não somos íntimos?”
“O ato conjugal entre um casal cristão que se ama é como o encontro das águas de um rio que andou quilômetros para achar o seu mar. A fonte do rio é o amor, e a água do mar, a realização”.
(Marlene Guerrato)

O que você acha de um casal que se relaciona sexualmente uma vez no inverno, outra no verão, outra na primavera e outra no outono?

O casal deve dar o devido valor ao sexo no casamento. Não pode ser mais e nem menos. O sexo não é tudo no casamento, mas tudo pode ser afetado quando não há realização sexual. Uma pergunta muito comum entre os casais: quando é que o sexo acaba no casamento? Essa pergunta merece algumas respostas:

1) Quando os dois não procuram desenvolver a intimidade com base no que cada um tem de melhor para oferecer;

2) Quando a familiaridade que pode gerar o desrespeito leva o casal a viver uma vida de agressões sutis que esmaga a alma, minando assim o desejo para os encontros sexuais. Quem é que se realiza sexualmente no casamento, se a alma está sendo esmagada pelo outro?

3) Quando há falta de criatividade do casal. Isso tem a ver com lugar, posições, forma, ambiente etc. Tudo dentro dos limites do bom senso e das Escrituras Sagradas. A rotina rouba a glória do ato sexual. Tudo o que é feito do mesmo jeito todos os dias perde a graça;

4) Quando não se dá a importância devida à prática do ATO CONJUGAL com qualidade. Com razão, alguém disse: “Depois que um casal aprende a ‘fazer amor’, nunca mais se contenta em apenas fazer sexo”. O grande problema é que muitos estão fazendo apenas “sexo”, e não “amor”. Fazer amor é uma arte que deve ser aprendida e praticada para que os dois, a cada encontro, ganhem mais habilidade e se realizem mutuamente.

5) Quando há um problema de saúde e, por causa do preconceito, medo, machismo ou qualquer outro motivo, o cônjuge não procura ajuda médica, prefere ir empurrando com a “barriga” uma vida conjugal infeliz;

6) Deve o casal algumas vezes sair sozinho para namorar, ter mais privacidade para realizar até uma nova lua-de-mel. Você já ouviu alguém dizer: “Para mim não dá, jamais eu vou deixar os meus filhos com os outros”. Quantos maridos ou esposas estão hoje frustrados(as) sexualmente por esse simples motivo? O casal precisa ter de vez em quando um tempo que seja só para os dois, e mais ninguém. Isso pode fazer toda a diferença no relacionamento.

Finalmente, nunca deixe de incentivar sua relação “afetiva-sexual”. Faça investimentos que resultem no crescimento da qualidade de vida na área sexual. Não se contente em apenas “fazer sexo”. Busque “fazer amor”. Lembre-se que o amor é paciente, benigno, educado, justo, verdadeiro e grato. Fazer amor é deixar que, na hora da intimidade mais profunda entre um homem e sua mulher, vaze, em forma de palavras, gestos, toques, suspiros e gemidos, o gozo que só é possível no encontro dos que se amam. Quem nunca experimentou isso dentro do casamento ainda não sabe o que é “fazer amor”.

Dicas para os dois fazerem amor e não apenas sexo:

Dicas para os maridos

Se você acordou com a alma desejosa por um encontro sexual diferenciado com sua esposa logo mais à noite, dê um “sinal” a ela. Deixe um bilhete romântico, mande um e-mail, passe uma mensagem pelo celular, ligue e deixe um recado na secretária eletrônica. Assim, os dois estarão se preparando para o melhor;

De vez em quando, busque um lugar diferente daquele onde sempre acontece o ato sexual. Seja criativo!

Se a mulher se excita mais com o que ouve, sussurre nos ouvidos da sua amada palavras que externem seu apreço, admiração, afeto, amor, carinho…

Gaste tempo com toques, afagos, abraços e beijos antes do coito. Prolongue o tempo de excitação;

Valorize os perfumes, os cremes, o banho, o fazer a barba…

Não se concentre apenas nos órgãos genitais da esposa. Descentralize o sexo. Há uma viagem a ser feita por caminhos que levam até onde você quer chegar, porém, quanto mais demorado for, melhor para ela. Lembre-se: tudo na vida deve ser feito com criatividade! Leia o livro Cantares, de Salomão. 

Fique atento a tudo aquilo que possa desconcentrar a esposa. Verifique se a porta e a janela estão bem fechadas, se não há possibilidade de as crianças ou uma visita que esteja em casa estar ouvindo os sons espontâneos do encontro e outros cuidados. As mulheres se preocupam com essas coisas muito mais do que os homens, por isso, quando o homem não atenta a esses detalhes, a mulher não fica à vontade para “fazer amor”.

Dicas para as mulheres

• Ao perceber a intenção do marido, procure corresponder, a menos que você tenha uma razão que justifique adiar o encontro sexual;

• Se o homem se excita mais pelo que vê, procure vestir-se de forma sedutora ao seu amado;

• Se o seu marido não é do tipo afetuoso, ele pode aprender com você. Não apenas lhe dê carinho, toques e afagos, mas também verbalize sobre a sua necessidade de ser tocada carinhosamente;

• Seja ousada no “fazer amor”, dê liberdade à sua imaginação, sem ferir o cônjuge e transgredir princípios;

• Valorize o perfume, o bom hálito, os cremes, a música romântica, as roupas adequadas para o momento, as frutas…

• Procure evitar pequenas manias. Não sucumba à “lei do capricho”, isso pode quebrar o clima romântico;

• De vez em quando, surpreenda seu amado, esperando-o de uma forma que ele seja estimulado sexualmente. Prepare a casa, o jantar, a sobremesa. Coloque uma música romântica, vista-se de forma sedutora, se penteie, calce uma sandália, passe o perfume que ele gosta e leve as crianças para ficar com alguém de sua confiança. Monte o cenário para uma noite inesquecível com o seu marido. Qual é o homem que não se rende diante de uma esposa assim?

Quando os instrumentos estão afinados e os músicos tocam bem, o relacionamento a cada dia vai se tornando mais doce, agradável e prazeroso. Repito, não basta fazer sexo, é bem melhor fazer amor.

A diferença entre “fazer sexo” e “fazer amor” está no que significa uma e outra coisa. Fazer amor é se entregar, é desnudar a alma, descobrir-se para o cônjuge, se deixar conhecer e conhecer o outro. A sexóloga Maria Helena Matarazzo diz que quando as pessoas se unem fisicamente sem revelar sua personalidade e sua individualidade, acordam depois do ato e se percebem dois estranhos. Segundo ela, isso acontece porque o amor não é apenas a revelação da nossa parte exterior, mas sim, mais que tudo, é a revelação do nosso mundo interior. “Se não fosse assim, qualquer relacionamento, mesmo o extra ou pré-conjugal, daria certo”, finaliza a sexóloga.

O apóstolo Paulo, instruindo os casais da igreja que estava na cidade de Corinto, escreveu sobre o porque marido e mulher devem buscar sempre um ajustamento nessa área:
“… mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido.
O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido.
A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher.
Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes a oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência”. (1 Co 7.2-5)
Só os casais que fazem amor sabem que a recompensa é encontrar, no prazer, o prazer que se proporciona ao cônjuge. Isso porque o laço que os une é o prazer.

A arte do diálogo sexual

Um olhar, um toque e um beijo
Faz brotar o doce desejo.
Bem antes, bem longe, foi ontem
Deitaram-se, aconchegaram-se, mas não fizeram…
Cansados, exaustos, deitados, adiaram…
Raiou o sol, a noite se foi
Amando, aquecidos, bem dormidos…
Ele quer, ela deseja, os dois decidem
É hoje…
Tudo depende de como foi ontem
Deram-se respeito, aconchego, perdão
Gentileza, carinho e atenção? Sim…
Podem ir, pois, assim construíram
A tenda e o leito do amor, sem peso e sem dor.
Que clima! Tem festa, tem fogo, não tem pressa
Quando se faz amor, se esquece de medir o tempo…
O banho, o cheiro, os dois por inteiro
Vestem-se, cobrem-se, descobrem-se
Não importa onde
Em casa, na sala, no quarto ou no banheiro
Tudo está cercado, protegido e fechado
Só os dois, amando, se entregando por inteiro.
Almas nutridas
Tentadas, não cedem, porque
Sabem viver, beber e absorver
A essência do amor…
Amor que alimenta,
Amor que sustenta.
Sexo no casamento
Só faz sentido
Quando movido
Pelo amor…


Extraído do livro: “23 Atitudes Para Revolucinor o Casamento”.
Autor: Josué Gonçalves
fonte: Padom.com


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Como se libertar do vício sexual e da pornografia


 
 

O sexo se tornou o deus desta era! Escândalos sexuais envolvendo pastores, padres ou líderes religiosos sempre aconteceram na história das religiões. Isso, portanto, não é nenhuma novidade nem tampouco motivo para admiração. Todavia não podemos negar que relatos onde é denunciados o envolvimento de religiosos, inclusive pastores, em práticas sexuais ilícitas têm aumentado em escala geométrica. As cifras já alcançam proporções assustadoras. Agora mesmo quando escrevo este capítulo um famoso blogueiro está expondo na sua página a prisão de um pastor acusado de pedofilia. Ele faz questão de mostrar que se trata de um “pastor da Assembleia de Deus”. Isso é uma observação desnecessária, bairrista e tola, pois batistas, presbiterianos, metodistas e todos os ramos do protestantismo e também do catolicismo, inclusive da confissão de fé desse blogueiro, tem experimentado o gosto amargo advindo com a queda de seus clérigos.

Depois que escrevi em 2006 o livro: Por que Caem os Valentes?, tenho recebido dezenas de e-mails de crentes, muitos deles pastores, contando suas tentações ou narrando alguma aventura sexual que tiveram. Não estou aqui me referindo a uma simples tentação sexual, pois acredito que todos nós estamos sujeitos a ser tentados. Refiro-me a algumas práticas que são chocantes e que de tão sórdidas que são, fica até mesmo difícil de acreditar que as pessoas envolvidas nesses relatos sejam de fato crentes nascidos de novo. Os relatos incluem desde a existência de um “simples caso” até mesmo a prática de pedofilia. Em um deles o amado irmão que me escreveu detalhou a sua odisseia. Narrou que logo após seu casamento envolveu-se com uma antiga namorada e também com a esposa de um parente próximo. Chegou ao fundo do poço quando descobriu que estava assediando uma menina de onze anos. Arrependeu-se, mas as suas palavras demonstram que continua com feridas profundas na alma!

O que então está errado com a sexualidade dos evangélicos hoje? De início podemos afirmar sem medo de errar que é muito mais fácil pecar hoje do que ontem. É mais fácil cometer algum pecado sexual hoje do que há vinte anos passados. Quando me converti ao evangelho, por exemplo, no inicio dos anos oitenta, o acesso a uma revista masculina era muito mais difícil para quem era menor de idade. Alem da embalagem plástica que protegia o periódico, havia também uma tarjeta onde se lia: proibido para menores de dezoito anos! Com o advento da Internet esse fraco muro de proteção foi implodido e o acesso ao caudaloso rio da pornografia está à disposição de crianças, adultos e velhos. Evidentemente que as mídias sociais: Orkut, Facebook e MSN, apenas para citar os mais populares, pontencializaram em muito a possibilidade de alguém se prender nas teias da tentação sexual. Não é mais novidade alguma que a Internet se tornou a grande confidente de homens e mulheres que estão vivendo alguma desilusão nos seus casamentos. A porta está escancarada para uma aventura sexual.

Foi isso que ouvi de um colega pastor quando estive pregando em um outro estado da federação (Ouvi algo incrivelmente semelhante em meu estado). Contou-me que acabara de ver um lar sendo desfeito por conta de um caso extraconjugal envolvendo membros de sua igreja. Segundo me disse, o esposo o procurou para relatar o que havia descoberto no histórico das redes sócias visitadas por sua esposa. Desconfiado do comportamento de sua esposa, aquele irmão contratou um racker para instalar um programa espião em seu computador e assim acompanhar as páginas que a sua esposa visitava na Internet. Foi ai que descobriu que a ela havia se envolvido com um outro homem, inclusive se despindo em frente de sua webcam para o seu amante virtual. O amante virtual se tornou real e o casamento, que começou como um ideal desabou!

Como vimos o advento das mídias eletrônicas e a criação do seu universo virtual, de uma forma mais específica com a criação das redes sociais tais como: Orkut, Face book, MSN,etc., cresceu em proporção geométrica as possibilidades de alguém vir a ter um “caso”extraconjugal. As estatísticas mostram que de fato isso já está acontecendo. Cresce a cada dia o número de lares desfeitos, e com eles um conjunto de consequências nefastas para a sociedade, por conta da infidelidade conjugal. As igrejas também tem sofrido o efeito desse mal.

Convém dizer, no entanto, que a infidelidade conjugal não é algo novo. Sendo a sexualidade algo intrínseca do próprio ser humano, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher. A forma de expressar esse desejo é que é o X da questão. Para o mundo não há regras, mas para o povo de Deus as Escrituras demarcam com precisão em que espaço isso deve acontecer – dentro do casamento legitimamente instituído por Deus. É exatamente aqui que encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para nos orientar contra as intrusões que procuram destruir a vida do casal.

Sábios conselhos sobre a sexualidade humana

É uma dádiva divina

Uma boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito a sexualidade humana e a sua forma correta de expressão. Assim sendo ele dedicou boa parte de três capítulos do seu livro para falar de uma forma profunda sobre o sexo e os desvios aos quais ele está sujeito (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27; 9.13-18). Nestes provérbios há dezenas de máximas que são verdadeiras pérolas que deverão servir de adorno a um relacionamento saudável.

O sábio, quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal em Pv 5.1-23, adverte: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele considera todas as suas veredas” (Pv 5.21). O sexo, incluindo a sua forma correta de expressá-lo, é algo que interessa ao Criador. O Senhor “considera todas as suas veredas”, demonstra um claro cuidado de Deus pelo exercício correto da sexualidade. O sexo é uma criação divina e como tal é uma dádiva à humanidade. Deus considera os caminhos do homem e isso inclui a sua forma de conduzir a sua sexualidade. Não, o sexo não é algo mau ou maligno, ele é divino e, portanto, é também espiritual (1 Pe 3.7)

É algo também humano

Ao dar início a sua coletânea de conselhos como evitar as intrusões na vida conjugal, Salomão chama a atenção do seu “filho”: “Filho meu, atende a minha sabedoria; á minha inteligência inclina os ouvidos para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento” (Pv 5.1). Aqui o texto hebraico de Provérbios tem a palavra ben, traduzida em nossas Bíblias como “filho”. Essa mesma expressão ocorre também nas advertências contra o adultério nos seguintes textos: Pv. 6.20; 7.1. Essa palavra pode se referir a um filho biológico como também a um discípulo. Em todos os casos, a exortação é dirigida a alguém que é humano. Somos humanos e o sexo faz parte de nossa natureza humana e é por isso que estamos sujeitos à tentação! No céu na haverá necessidade da expressão sexual (Mt 22.30) por isso devemos buscar expressar nossa sexualidade com amor dentro dos limites estabelecidos pelo criador.

Sábios conselhos para entender as causas da infidelidade

Concupiscência, luxúria e desejo descontrolado

Um fato interessante logo salta aos olhos de quem ler os conselhos contra a mulher adúltera no livro de Provérbios – não há referência ao diabo nessas advertências! O sábio parece não responsabilizar o anjo caído pelo fracasso moral de alguém, mas põe toda responsabilidade naquele a quem chama de “filho meu”. Não há dúvida que o diabo já existia antes de Salomão e também nos dias dele. Foi Satanás quem incitou Davi a levantar o censo muito antes de Salomão subir ao trono (1 Crônicas 21.1; 2 Sm 24.1), e com certeza Salomão sabia disso. Mas mesmo assim ele nos responsabiliza. Somos agentes morais livres. Temos o poder de escolher o bem ou o mal. Temos desejos tanto bons como ruins e são esses desejos (cobiça) pecaminosos ou concupiscências que nos levam a queda! É por isso que o sábio aconselha: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender por suas olhadelas” (Pv 6.25, veja ainda Gl 5.16).

Ao escrever sobre a natureza da concupiscência, o psiquiatra cristão John White afirmou: “O desejo legítimo dado por Deus se transforma em luxúria no momento em que fizemos dele um deus. Adorar comida é luxúria. A preocupação neurótica em dormir também. A escravidão às sensações eróticas representam a luxúria sexual”.[1]

Ainda segundo White, “o sexo pode ser um anseio quando o amor e o desejo sexual estão separados. Faz pouca diferença a forma da atividade – sexo heterossexual dentro do casamento, ou qualquer outro prazer erótico. Quando amor e desejo sexual não estão juntos (situação extremamente comum), o erotismo assemelha-se ao manjar turco mágico de Edmundo. Ao final, o anseio leva a formas de sexo ilícitas ou patológicas. O mal atinge seu objetivo. Caímos em desejos que nos deixam viciados em pornografia, masturbação, necessidade excessiva de relações sexuais (hetero ou homossexuais), molestamento de crianças e todas as formas de perversão. Ponto comum em tudo isso é uma fome que nunca se aplaca, que deixa o individuo mais vazio do antes”.[2]

Carências
 
Atente para o texto seguinte: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.” (Pv 5.15-17). O sábio usa algumas metáforas para dar conselhos de como deve ser a vida sexual do casal. “Bebe a água da tua própria cisterna”. Isso mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever que um dos cônjuges deve ao outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso assim como é prazeroso se beber água! Quando esse princípio não é observado então um dos cônjuges ficará com a sensação de que alguma coisa está faltando! E está mesmo! Infelizmente muitos vão buscar noutra fonte a água para matar essa sede: “Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores” (Pv 7.18).

O escritor Harry W. Schaumburg, observa que o sexo sem amor, além de gerar um vicio sexual, acaba por criar uma falsa intimidade:“Isso é essencialmente uma ilusão criada pela própria pessoa para ajudá-la a evitar a dor inerente à intimidade real. A falsa intimidade pode ser tão superficial quanto um marido olhar a esposa e imaginá-la como tendo longos e lindos cabelos castanhos. Algo muito mais profundo encontra-se refletido em sua imaginação. Simplificando, ele deseja mais do que tem e demonstra perceber a falta de algo. A falsa intimidade está sempre presente no vicio sexual. A pessoa que é sexualmente revoltada tem um estilo próprio de aversão sexual. Sexo, para ela, é consumidor, pois precisa ser evitado a todo custo. A pessoa que é sexualmente obcecada, por outro lado, vive para o prazer sexual. O sexo também aqui é consumidor, pois precisa se obtido de qualquer modo”.[3]

Sábios conselhos sobre as consequências da infidelidade

Destruição da comunhão familiar

Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a total desestruturação da família. O Sábio avisa que o “fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes” (Pv 5.4). Esse fim amargoso respingará nas famílias envolvidas. O sentimento de vingança estará bem presente no cônjuge traído: “O ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança” (Pv 6.34). Por outro lado, “acharás acoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.33). Se pensássemos que a infidelidade conjugal produz uma nódoa que jamais se apagará, teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. Mas Deus não perdoa quem cometeu esse pecado? Sem dúvida que perdoa, mas as consequências ficam! Uma delas é a honra que nunca mais será restabelecida: “para que não dês a outro a tua honra” (Pv 5.9).

Destruição da comunhão com Deus

É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal, todavia é mais trágico ainda saber que a comunhão com Deus foi perdida. Salomão sabe desse fato e por isso aconselhou: “Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos” no hebraico significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do reino de Deus (1 Co 6.9). O que tudo isso quer dizer? Significa que essa será a consequência que sofrerá quem cometeu esse pecado e não se arrependeu! Por isso tenha muito cuidado com o que é proibido, pois parece mais excitante e mais doce, mas leva à morte (Pv 9.17).

Sábios conselhos como se prevenir contra a infidelidade

Sexo com intimidade

Já estou no ministério pastoral de tempo integral há quase uma década e meia e nesses anos tenho trabalhado diuturnamente com casais. Usando uma técnica simples na terapia com casais descobri que uma grande percentagem dos casais fazem sexo, mas o fazem sem intimidade alguma! Há sexo, mas não há amor. Há coito, mas não há intimidade! Observe o conselho de Salomão quanto a isso: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?” (Pv 5.18-20). Há maridos que não demonstram o mínimo afeto com a esposa e vice-versa. Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Sem isso o relacionamento sexual não atende aos propósitos divinos.

A intimidade sexual permite que os cônjuges vivam um relacionamento sadio, conforme o plano idealizado por Deus para eles. “Esta é intimidade sexual e relacional que dois cônjuges compartilham dentro de seu matrimonio comprometido, amoroso. As dúvidas sobre si mesmos existem, mas o casal se comunica e se deleita um no outro relacional e sexualmente. Considerando a realidade de um mundo de relacionamentos imperfeitos, ambos os cônjuges enfrenta decepções. Dentro do gozo da intimidade real, experimentam o temor de se exporem, o medo de abandono, o medo da perda de controle e o medo de seus respectivos desejos sexuais. Em sua expressão sexual, ambos são dependentes do que o outro cônjuge fará e abertos a isso”.[4]

Apego à palavra de Deus e disciplina

Como o antídoto contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à palavra de Deus e a disciplina: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia” (Pv 6.20-24).[5]

Visando um maior controle sobre o uso das mídias eletrônicas, aconselho:

1. Evite acessar o computador quando estiver sozinho. O ideal é que o limite do cristão seja interior e não exterior (Gl 5.16). Todavia essa prática é importante até que o domínio próprio se torne um hábito (1 Cor 6.12). Quando o cristão aprende a andar no Espírito, então ele terá o domínio necessário para navegar na rede tanto na presença de alguém como na ausência (Rm 8.13).

2. Evite programas de auditório ou reality shows onde é explorada a sensualidade, por exemplo, Big Brother, A Fazenda. Pode ser apenas um programa de auditório, como esses exibidos nas tardes de domingo onde há a presença de uma sensualidade legalizada. Podemos incluir aqui programas como Pânico na TV. Parece um excesso de zelo, mas não é. Se você não se prevenir, essa sensualidade legal acabará por levá-lo para o pecado sexual.

3. Eugene Getz aconselha a cancelar a sua TV por assinatura! Eu já fiz isso quando descobri que naquela prestadora de serviços havia canais, que mesmo não sendo “adultos”, faziam publicidade erótica para aqueles que eram de fato considerados sexy hot. Posteriormente contratei os serviços de uma TV por assinatura com programação voltada mais para a família.

4. Evite bancas de revistas e locadoras de vídeos destinados à promoção desse tipo de material.

5. Renove a sua mente diariamente pela leitura da palavra de Deus.

6. Desenvolva o hábito da oração. Lembre-se que essa é uma guerra espiritual e por trás desses vícios há demônios querendo escravizá-lo.

7. Desenvolva relacionamentos fortes com quem pode ajudá-lo na intercessão. Peça ajuda a um amigo ou amiga que você sabe que é alguém com um ministério de intercessão.

8. Evite salas de bate-bapo com pessoas desconhecidas. E quando se tratar de amigos ou amigas evite criar um vinculo emocional onde as garras da tentação sexual possam ser fincadas em você. Nesse tipo de conversa deixe bem claro que você é uma pessoal fiel a Deus.

9. Tenha cuidado quando se hospedar em algum hotel. Geralmente esses hotéis possuem TV a cabo com dezenas de canais disponíveis. É possível que dentre um deles você encontre algum que promova a impureza sexual. Um grande amigo meu e um dos maiores pregadores do Brasil, disse-me que quando está hospedado em um hotel e se depara com um desses canais que fazem promoção do sexo, ele simplesmente passa imediatamente para um outro ou desliga a TV. Uma demora aqui costuma ser fatal.

10. Vigie o seu celular e Ipad. O acesso ao mundo virtual através dessas máquinas pode se tornar um tropeço para você.

11. Arrependa-se se você se expôs à pornografia. Vigie e não permita que isso se torne um hábito. Exponha diante do Senhor toda atitude, pensamentos ou práticas que demonstre inclinação para a impureza sexual. Não deixe esse tipo de entulho acumular em sua mente.

12. Vigie o seu vocabulário, inclusive piadas quentes. Muitas vezes as palavras revelam o que está por dentro do indivíduo.

13. Lembre-se: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Cor 10.13).

14. Ande no Espírito e você jamais irá satisfazer os desejos impuros da carne (Gl 5.16).

Vimos que a fidelidade conjugal é o que Deus idealizou para seus filhos. a realidade da tentação somados à natureza adâmica que herdamos fazem com que a possibilidade de não vivermos esse ideal seja algo bem real. Todavia o Senhor nos deixou a sua palavra com dezenas de conselhos para nos prevenir para não cairmos nesse abismo.

(texto extraído do livro de minha autoria: Sábios Conselhos Para Um Viver Vitorioso (CPAD, 2013).

Notas
[1] WHITE, Jonh. O Eros Redimido – ABU, Rio de Janeiro, 2004.
[2] WHITE, John. Idem. P.99.
[3] SCHAUMBURG, Harry W. Falsa Intimidade – vencendo a luta contra o vício sexual. Ed. Mundo Cristão, São Paulo, 1995.
[4] SCHUMBURG, Harry W. Falsa Intimidade – vencendo a luta contra o vício sexual. Editora Mundo Cristão. São Paulo, 1995.
[5] Observe essas orientações que o pastor Edison Queirós dar para o líder casado: A)Trate o sexo oposto com a devida distância. Cuidado com beijinhos e toques de mão; b) Evite estar sozinho com uma pessoa do sexo oposto; c)Evite andar de carro com uma pessoa do sexo oposto (desde que não seja sua esposa ou parente), para evitar a aparência do mal; d)Escolha um modelo de porta para o seu gabinete pastoral que contenha uma parte em vido transparente; e) Ouça a sua esposa.

Texto publicado no blog do Pr. José Gonçalves: www.pastorjosegoncalves.blogspot.com.br


sábado, 3 de março de 2018

Transgênero é uma questão psicológica com infelicidade emocional, afirma Psiquiatra

 


Proeminente psiquiatra afirma que a chamada ‘confusão sobre sua sexualidade’ que um adolescente ou um adulto tem é puramente psicológica e que a mudança de sexo não é adequado


O Dr. Joseph Berger, membro do grupo da Distinguished Life da American Psychiatric Association e membro do Royal College of Physicians and Surgeons of Canada, afirma que, “de uma perspectiva científica, ser transgênero é uma questão psicológica, ‘infelicidade emocional’ e a cirurgia plástica não é o tratamento adequado.

O Dr. Berger, que também é um ex-presidente do Distrito Distrital do Ontário da Associação Americana de Psiquiatria, apresentou suas observações perante o Comitê Permanente da Justiça e dos Direitos Humanos da Câmara dos Comuns canadenses quando estava considerando um projeto de lei (C-279) em 2013 para “incluir a identidade de gênero como um motivo de discriminação proibido”.

A legislação proposta, popularmente conhecida como a “lei do banheiro”, essencialmente proibiria a discriminação contra o transgênero. No projeto de lei, a ” identidade de gênero ” é definida como “a experiência individual e individual de gênero do indivíduo, que pode ou não corresponder com o sexo que o indivíduo foi designado no nascimento”.

Dr. Berger disse ao comitê: “De uma perspectiva científica, deixe-me esclarecer o que significa ‘transgênero’. Estou falando agora sobre a perspectiva científica – e não qualquer posição de lobby político que possa ser proposta por qualquer grupo, médico ou não médico “.
“Transgêneros são pessoas que afirmam que realmente são ou desejam ser pessoas do sexo oposto ao que nasceram, ou àquele que o seu alinhamento cromossômico atesta“, afirmou. “Às vezes, algumas dessas pessoas alegaram que são uma mulher presa no corpo de um homem ou, alternativamente, um homem preso no corpo de uma mulher “.

“Cientificamente, não existe tal coisa“, disse ele.
“O tratamento médico adequado é de delírios, psicose ou felicidade emocional; não é por cirurgia”, continuou o médico.

“Por outro lado”, disse ele “se perguntarmos a estas pessoas para esclarecerem exatamente o que é que elas acreditam, isto é, se alguma das proposições listadas em cima se aplica a elas, e elas disseram que não se aplica, e que eles sabem que tal proposição não é verdadeira, mas que eles “sentem” que é, então cientificamente o que estamos falando é de uma infelicidade acompanhada por um desejo, que leva algumas pessoas a tomar hormônios que predominam no outro sexo e até mesmo ter uma cirurgia estética projetada para torná-los aparentes’ como se fossem uma pessoa do sexo oposto “.

“O tratamento adequado da infelicidade emocional não é cirurgia”, disse o Dr. Berger. “A cirurgia plástica não alterará os cromossomos de um ser humano. A cirurgia plástica não fará com que um homem se torne uma mulher, capaz de menstruar, ovular e ter filhos. A cirurgia plástica não vai fazer uma mulher em um homem, capaz de gerar esperma que pode unir com ovulo de uma mulher e fertilizar esse óvulo para produzir uma criança humana".
“Estes são os fatos científicos”, disse ele.

“Parece-me que não há razão médica ou científica para conceder quaisquer direitos ou considerações especiais a pessoas que não estão satisfeitas com o sexo em que nasceram, ou para pessoas que desejam se vestir com roupas do sexo oposto – o que eu acredito não é ilegal “, disse o Dr. Berger.

Jovens transgêneros?

Ao concluir as suas observações, a Dra. Berger disse: “Li as instruções apresentado por aqueles que defendem direitos especiais [para os transgêneros], e não encontro nada de valor científico nele. São utilizadas palavras e frases que não possuem uma base científica objetiva “.

“A chamada ‘confusão sobre sua sexualidade’ que um adolescente ou um adulto tem é puramente psicológica”, disse ele.
 

Portal Padom
com informações CNSNews



sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Os inimigos da masculinidade Cristã


Enea, protected by the shield of Vulcan, fight  against the Rutuli. (Vulcanus - Rubens)


A comunidade da fé está enfraquecida porque os homens estão escondidos em algum quarto de frente para uma televisão jogando GTA.

Há uma preocupação latente nos dias de hoje. Temos visto profundas transformações políticas e sociais em nossa nação e, ao mesmo tempo, um processo denso de desconstrução essencial na figura masculina que habita a pós-modernidade. 

O homem que diz ser “macho” já é taxado nesta sociedade de “machista”. E o homem que se feminiza exacerbadamente é elevado às alturas da aceitação pública e midiática.

Ser homem neste tempo é mais do que um desafio – é um peso que os fracos não podem
suportar.

A comunidade da fé está enfraquecida porque os homens estão escondidos em algum quarto de frente para uma televisão jogando GTA. As esposas estão chorando e cansadas porque tem dois meninos em casa para criar: um de 2 anos e o outro de 30. As crianças encontram mais referências pessoais na TV, na Internet ou na rua do que em casa. Definitivamente, homem é uma “raça” em extinção!

No entanto, o que pode mudar neste cenário? Será que continuaremos assistindo de camarote a derrocada da família tradicional por causa da omissão de maridos e pais? Será que não há mais esperança para essa mulher ou para essa criança?

Será que a sociedade continuará sofrendo com as estatísticas cada vez mais avassaladoras que minimizam a expectativa e a qualidade de vida do homem no mundo? Sinceramente e particularmente, não tenho uma resposta concreta para tantas perguntas, no entanto sei que há um Deus Soberano no trono desta criação.
E este Deus, tão glorioso que é e tão misterioso, assumiu a identidade do homem. Este Deus se fez homem. Ele reavivou a esperança do mundo pela instrumentalidade do gênero humano masculino. Não é à toa que por um só veio o pecado e que também por um só veio a justiça (Rm 5.17).

Jesus tem a palavra da vida eterna que redime o homem do seu maior inimigo: si mesmo.

E é debaixo do ensino de Jesus que podemos encontrar a solução deste mal que tem devastado lares, casamentos e histórias lindas em potencial. Vamos elencar abaixo cinco inimigos da masculinidade cristã e já ponderarmos caminhos para que possamos derrota-los; e, assim, vivenciarmos grandes transformações em nós e nos nossos.

São eles:

Imaturidade espiritual
Um homem não é feito da noite pro dia. E.M Bounds diz que “é preciso 20 anos para se preparar um sermão, porque são necessários 20 anos para formar um homem”. E isso não tem muito a ver com o tempo em si, e sim com o esforço pelo crescimento que gera recompensa. Numa sociedade fast-food como a nossa, adentrar em projetos de longo prazo para muitos parece uma perda de tempo, contudo é esse o caminho bíblico para o amadurecimento espiritual que resultará no pastoreio do lar.

Homens imaturos espiritualmente estão falhando na liderança de suas casas, impedindo que suas esposas e filhos desejem mais a Cristo e busquem a glória de Deus. A imaturidade espiritual se vence pelo exercício da piedade cristã, se devotando mais a Jesus e abandonando as alianças que foram feitas com a carne e os desejos maus.

Imaturidade econômica
Somos bombardeados pelo consumismo e pelo entretenimento, de modo que o dinheiro simplesmente nos falta devido à sua má gestão. Gastamos muito naquilo que não é essencial e falhamos quase que todo dia na arte de economizar. Tudo isso é uma demonstração de que o senso próprio de responsabilidade no Reino está enfraquecido, quiçá inexistente. 

Precisamos enfrentar o sentimento irresponsável e inconsequente (tão comum nos adolescentes) e direcionar a razão para as decisões que implicam diretamente nas nossas contas e necessidades básicas. 

Não adianta sair gastando com cinema, viagem ou com aqueles milhares de luxos supérfluos e ter a dispensa vazia por conta disso. E também precisamos nos dedicar ao nosso emprego, buscando “segurá-lo” (ainda mais no país com a crise que está) e não dando brechas para uma possível demissão sem justa causa. A imaturidade econômica tem roubado o sono de muitos cônjuges e o homem é o maior responsável pela proteção da casa, inclusive financeira. 

É importantíssimo que se busque a orientação bíblica, a sabedoria do alto pela oração e o aconselhamento com vistas de restabelecer a ordem e a decência na administração dos recursos que Deus dá para a sua família subsistir mês a mês.

Imaturidade física
O homem possui ombros mais largos para poder servir melhor a sua família fisicamente. Não somos mais fortes para abusarmos de nossas esposas e filhos, nem para trata-los com violência e ira, mas para protege-los e cuidarmos melhor de todos no recôndito familiar. 

Satanás tem manipulado mentes neste tempo fazendo o homem gastar todas as suas energias na produção da violência e do orgulho, quando Deus o criou para usar tal energia para fins de serviço e cuidado. 

Não permita que o seu corpo deixe de louvar ao Criador por causa das influências malignas que tentam te reduzir a uma imagem e uns músculos. Seja um homem santo que se alegra na verdade de que é a habitação do Espírito de Deus!
*Tirando o caso de quem possui uma enfermidade ou incapacitação física, temos em Deus uma vocação para maturidade física, de modo que seja visível a nossa preeminência masculina na sociedade.
Portanto, combine na sua maneira de viver o compromisso e o vigor para que a sua família seja protegida e, o teu Deus, exaltado.

Imaturidade sexual
Este inimigo precisa ter o seu poder reconhecido. O homem pós-moderno é um escravo sexual. Somos tentados todos os dias a reduzir a mulher a um mero corpo de carne andante, e não temos o controle muitas vezes dos nossos impulsos lascivos. A questão da imaturidade sexual se revela e se esclarece no discipulado (ou na falha dele). 

Os jovens cristãos de hoje em dia não estão conseguindo entrar no casamento virgens, e muitos se enganam pelo que ouvem na escola ou na faculdade. Na questão da moralidade sexual, ser “retrógrado e atrasado” é a chave para o sucesso futuro com o seu cônjuge. 

Quando não sabemos lidar bem com isso, principalmente mediante ao que tememos ou não acerca da vontade de Deus para nós, tendemos a nos frustrar precocemente. E a precocidade pode se agravar na relação direta com a sua esposa.
Lute pela santidade no seu casamento. Considere que o sexo não é apenas prazer (contudo, não é apenas para fins reprodutivos), e que o escopo do desígnio de Deus para a vida humana passa por sua sexualidade. Uma sexualidade sadia adora àquele que a criou; porém, uma sexualidade adoecida é um mal-em-si que entristece o Espírito Santo. 

Não seja vencido pela fraqueza sexual e não se omita na sua busca pela maturidade neste aspecto da vida. Se esforce pelos meios de graça e se fortaleça no amor divino, bem como no amor marital.

Imaturidade pessoal
A nossa maior batalha é a batalha pela integridade e pela piedade. Temos todas as armas, mas não basta apenas deter o poderio bélico contra a imaturidade pessoal. Precisamos de coragem para não recuarmos ante os desafios que sempre exigirão de nós confissão, arrependimento e muitas mudanças nos hábitos e nas escolhas. Precisamos aprender com o fracasso, reconhecer as fraquezas e admitir derrotas. 

Mas também precisamos nos posicionar firmemente em nossas relações conjugais, familiares e comunitárias, demonstrando que somos adultos e responsáveis na colaboração e na construção de uma nova consciência, aquela que prioriza a Deus, o cônjuge, os filhos, a comunidade da fé e a cidade, não negociando a ordem dessas prioridades em nossas vidas.
A masculinidade bíblica, para ser aplicada nos dias de hoje, exige muita coragem de quem a intenta aplicar. Não basta ter boas ideias na mente e palavras belas nos lábios; é preciso de mãos e pés firmados na verdade, na santidade e no amor. 

Não podemos nos permitir viver fora de um olhar fixado na pessoa de Jesus Cristo, que é o nosso Modelo Supremo de ser homem, e não devemos aceitar que este mundo nos defina, pois a Escritura já estabeleceu que fomos recriados pela fé à imagem do Filho, que foi e é homem como ninguém ousou ser, e que nos ajuda em todas as dificuldades, dores, perdas e tribulações.
 

Fonte: Gospel Prime
 
 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Resgatando a Masculinidade Bíblica

Resultado de imagem para masculinidade bíblica CARPINTEIRO 
 

Um quadro bíblico, realista e equilibrado de um verdadeiro homem com certeza está longe de ser o proposto por revistas e novelas. Hoje em dia, temos a tendência de adiar o quanto puder a fase da juventude. Quanto mais jovem você parecer, melhor.

Infelizmente, esse tipo de pensamento coíbe os jovens de amadurecerem, alonga o período da adolescência e, consequentemente, deixa de produzir homens de verdade. O retrato do rapaz com mais de vinte anos que é sustentado pelos pais, acorda ao meio-dia e passa sua tarde jogando video-game tem se tornado cada vez mais comum. Isso, aliás, não é tudo. Existem rapazes piores que, apesar de preencherem o requisito de trabalhar e levantar cedo, não sabem tratar uma mulher com respeito. Fazem todo tipo de piadas sujas e se portam como verdadeiros meninos na frente de uma moça. Não precisa ir tão longe para encontrar coisas desse tipo. Mesmo no meio cristão, essas coisas são vistas com facilidade e é nosso dever lutar pra que os homens deixem de ser meninos e se tornem verdadeiros homens. Existem muitas mulheres solteiras por esse motivo: faltam homens para vaga de marido. Os homens estão se desapegando das responsabilidades que lhes foram designadas e estão deixando um buraco gigantesco na sociedade. Devemos nos empenhar para prepararmos futuros homens que estejam dispostos a cumprirem sua tarefa.

Mas, afinal, quais são as características de um homem bíblico que está preparado para o matrimônio?
 
  • Ele deve amar a Deus.
Aquele que não reconhece Deus como criador jamais será capaz de compreender quem ele é e para qual fim ele existe. Nós só podemos entender o que somos e qual a nossa vocação quando reconhecemos que é Deus quem define isso. O homem foi criado a imagem de Deus e, sendo assim, só poderá preencher as qualidades apropriadas da masculinidade quando encontrar descanso em Deus. Buscar e amar apaixonadamente o Deus da Bíblia é uma atitude própria de um homem¹.
  • Ele deve liderar.
Quando Deus apareceu à Adão no jardim, ele lhe deu ordens especificas. Adão ficou responsável pela supervisão do Jardim (Gn 2.15). Também recebeu o domínio sobre os animais e deu nome a todos eles (Gn 1.28-30; 2.20). Quando Deus colocou Eva no Jardim, as funções não foram divididas entre eles. Não se lê Deus dizendo: "Aqui está Eva. Você, Adão, ficará com metade do trabalho e ela ficará com a outra metade". Ela deveria ser sua auxiliadora (Gn 2.18). Adão deveria liderar e Eva deveria ajuda-lo e segui-lo.
Os maridos recebem essa mesma instrução de serem o cabeça do relacionamento matrimonial. A mulher recebe a ordem de se submeter à liderança do marido e respeitar a posição que Deus deu à ele (Ef 5.22-23). Os homens devem buscar sabedoria, iniciativa, resolução, humildade e coragem para executarem o papel da liderança.
  • Ele deve ser um amante de sua mulher.
Fica evidente na criação que Deus uniu Adão e Eva em matrimonio. Certamente o amor está presente nesse tipo de companheirismo. O Novo Testamento retrata isso de maneira ainda mais clara: ele diz que os homens tem o dever de exemplificar o tipo de amor sacrificial que Cristo tem pela Igreja (Ef 5.25). Os homens devem empenhar-se em buscar excelência nesse amor e nenhuma mulher deve entregar-se à um homem que a ame menos do que é exigido dele. Um homem verdadeiro deve buscar qualidades que demonstrem o amor, tais como a doação de si mesmo, gentileza, consideração, bondade, atitude de servo e sacrifício pessoal. John Benton escreveu:
"Talvez os rapazes solteiros usem seu vigor para servir a si mesmos em lugar de servir ao próximo. Talvez os maridos usem seu vigor para dominar a esposa e os filhos. Precisamos aprender a nos voltar para Deus, para a Sua Palavra e aprender novamente a caminhar com Ele. Ser um servo sacrificial do próximo [e da esposa], como Jesus Cristo foi, não é sinal de fraqueza. Isso é ser um homem de verdade.
  • Ele deve ser protetor. 
Esse é o papel natural do líder. Adão tinha a obrigação de proteger sua esposa de todo e qualquer perigo. Deus, sendo nosso líder e maior exemplo de amor, assumiu o compromisso de proteger o seu povo e nos garante que nada nos arrebatará de sua mão (Jo 10.27-28). Isso certamente envolve aspectos físicos e espirituais. Ser homem envolver ser corajoso, ousado, forte e vigilante. Cristo certamente liderou, amou e protegeu seus discípulos (Jo 17.12). Ser homem envolve proteger. Stuart Scott concorda quando escreve que "o homem precisar assumir o compromisso de proteger sua esposa, seus filhos e sua igreja"³.
  • Ele deve ser provedor.
O líder é necessariamente aquele que prove. Homens devem cumprir sua função de suprir as necessidades daqueles a quem Deus colocou sob seus cuidados, quer físicos quer espirituais. Para cumprir essa função, o verdadeiro homem deve trabalhar. Ele deve exercer um ofício de onde possa trazer sustento para seu lar. Maridos receberam especificamente a função de prover no Novo Testamento (Ef 5.29; I Tm 5.8). Assim como Deus é provedor e nos proveu redenção em Cristo, o homem deve fazer o que estiver ao seu alcance para suprir as necessidade de seu lar.

Ser homem significa não confiar em sua própria concepção de masculinidade, mas apoiar-se no absoluto delineado na Palavra de Deus. Todas essas características demonstram que a masculinidade e o matrimônio, no fim das contas, não são sobre nós: é sobre Cristo. É por isso que mulheres não devem esperar menos do que um homem que cumpra ou que demonstre forte disposição para aplicar esses princípios em sua vida. É por falta de homens bíblicos e mulheres que procurem por homens bíblicos que nossa cultura está arruinada. É por isso que os namoros modernos não são mais do que práticas que exaltam o divórcio.

Homens, orem até que se tornem homens! Mulheres, orem para que encontrem no Senhor verdadeiros homens! Só assim educaremos as próximas gerações à amarem a Deus e à cumprirem com suas respectivas vocações. 


1. Scott, Stuart. O Homem Bíblico, Nutra, São Paulo, 2014, p. 26.
2. Benton, John. Gender Questions, Evangelical Press, London, 2000, acréscimo meu.
3. Scott, Stuart. O Homem Bíblico, Nutra, São Paulo, 2014, p. 36.
 
 
 http://www.confessionalizando.com/2016/09/resgatando-masculinidade-biblica.html