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domingo, 5 de janeiro de 2020

Evite namorar quem esconde o celular. Amor verdadeiro não exige senha


Resultado de imagem para celular SENHA


 
Mais do que namorar alguém que não tenha senha no telefone, relacione-se com quem lhe inspire tanto amor, tanta confiança, ao ponto de você não ter a mínima necessidade de verificar o celular.

A internet ajuda e muito a popularizar a traição. Os perfis sociais nos mostram dezenas de sugestões de amizade o tempo todo, muitas delas de pessoas já mal-intencionadas. Os aplicativos de encontro fazem a vida dos amantes mais prática e discreta. Não precisa de muita conversa, o acesso a informações básicas é fácil e rápido, sem falar no âmbito sigilo da internet anônima.

Tudo muito bem armado para a infidelidade. E não há nada que possamos fazer. Ficar conferindo curtidas nas fotos de quem amamos e mensagens no “zap” é entrar em uma paranoia estressante que salta em nossa mente cada vez que o celular apita. Desgastante demais.
Preste atenção: se a pessoa que você se relaciona tem mania de sair de perto quando recebe ligações e mensagens ou deixa no silencioso quando está com você, algo não vai bem.

A não ser que estejam organizando uma festa surpresa no seu aniversário. Fora isso, a intenção é clara: traição, seja de que nível, e o primeiro indício é a senha.

Claro que nem toda senha revela um traidor, mas, então, não tem porque evitar dividir com você. Ter acesso livre ao celular é mais do que prova de confiança, é prova de que a pessoa é, com você, exatamente o que é no mundo virtual. E isso, além de respeito e compromisso, é prova de entrega, de transparência. Goste você ou não, o papel do celular representa no micro, o que o afeto é no macro.

Isso não quer dizer que não se pode ter privacidade ou que é preciso saber tudo o que se passa no celular do outro. Evidente que não, mas, com certeza, restrição de acesso deixa suspeitas sobre coisas que você não poderia saber, e isso não é amor de verdade porque amor de mentira é que precisa se esconder. Até porque nosso celular diz exatamente quem a gente é. Nele estão as nossas preferências. Seja através dos aplicativos instalados ou das mensagens trocadas.

Se lhe negam o acesso ao telefone, não é necessário conferir o conteúdo para revisar a relação. E caso você pegue alguma mensagem reveladora, poupe-se de discutir com a pessoa que fica azarando sua esposa pelo privado. Poupe-se de mandar seu namorado bloquear a fulaninha ou deletar o perfil social. Apenas aceite que você precisa de alguém que se dê o respeito em vez de confiança para qualquer desconhecido que manda um coraçãozinho.

Não se coloque em um papel que não é seu, de insistir, discutir, brigar. Você não precisa de um relacionamento onde tem que se desgastar descobrindo senha ou esperar o celular dar sopa para investigar a possibilidade de traição. Ou, ainda, ficar atrás do seu marido espiando o que ele escreve no celular. É um comportamento pequeno, de quem não tem autoestima.
Entenda que seu papel, antes de lutar por uma relação que não lhe faz bem, é amar a si mesmo e escolher a pessoa certa.

Por isso, mais do que namorar alguém que não tenha senha no telefone, relacione-se com quem lhe inspire tanto amor, tanta confiança, ao ponto de você não ter a mínima necessidade de verificar o celular. Caso contrário, vá direto ao botão excluir da sua vida e procure alguém que o(a) valorize, que prefira estar com você não no “zap”. Alguém que o(a) ame exatamente como você sabe que merece ou que, pelo menos, prefira vê-lo(a) nu(a) a receber nudes.
 

Luciano Cazz
Luciano Cazz é autor do livro "A tempestade depois do arco-íris".

https://oamor.com.br/colunistas/evite-namorar-quem-esconde-o-celular-amor-verdadeiro-nao-exige-senha/?
 
 

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Como se libertar do vício sexual e da pornografia


 
 

O sexo se tornou o deus desta era! Escândalos sexuais envolvendo pastores, padres ou líderes religiosos sempre aconteceram na história das religiões. Isso, portanto, não é nenhuma novidade nem tampouco motivo para admiração. Todavia não podemos negar que relatos onde é denunciados o envolvimento de religiosos, inclusive pastores, em práticas sexuais ilícitas têm aumentado em escala geométrica. As cifras já alcançam proporções assustadoras. Agora mesmo quando escrevo este capítulo um famoso blogueiro está expondo na sua página a prisão de um pastor acusado de pedofilia. Ele faz questão de mostrar que se trata de um “pastor da Assembleia de Deus”. Isso é uma observação desnecessária, bairrista e tola, pois batistas, presbiterianos, metodistas e todos os ramos do protestantismo e também do catolicismo, inclusive da confissão de fé desse blogueiro, tem experimentado o gosto amargo advindo com a queda de seus clérigos.

Depois que escrevi em 2006 o livro: Por que Caem os Valentes?, tenho recebido dezenas de e-mails de crentes, muitos deles pastores, contando suas tentações ou narrando alguma aventura sexual que tiveram. Não estou aqui me referindo a uma simples tentação sexual, pois acredito que todos nós estamos sujeitos a ser tentados. Refiro-me a algumas práticas que são chocantes e que de tão sórdidas que são, fica até mesmo difícil de acreditar que as pessoas envolvidas nesses relatos sejam de fato crentes nascidos de novo. Os relatos incluem desde a existência de um “simples caso” até mesmo a prática de pedofilia. Em um deles o amado irmão que me escreveu detalhou a sua odisseia. Narrou que logo após seu casamento envolveu-se com uma antiga namorada e também com a esposa de um parente próximo. Chegou ao fundo do poço quando descobriu que estava assediando uma menina de onze anos. Arrependeu-se, mas as suas palavras demonstram que continua com feridas profundas na alma!

O que então está errado com a sexualidade dos evangélicos hoje? De início podemos afirmar sem medo de errar que é muito mais fácil pecar hoje do que ontem. É mais fácil cometer algum pecado sexual hoje do que há vinte anos passados. Quando me converti ao evangelho, por exemplo, no inicio dos anos oitenta, o acesso a uma revista masculina era muito mais difícil para quem era menor de idade. Alem da embalagem plástica que protegia o periódico, havia também uma tarjeta onde se lia: proibido para menores de dezoito anos! Com o advento da Internet esse fraco muro de proteção foi implodido e o acesso ao caudaloso rio da pornografia está à disposição de crianças, adultos e velhos. Evidentemente que as mídias sociais: Orkut, Facebook e MSN, apenas para citar os mais populares, pontencializaram em muito a possibilidade de alguém se prender nas teias da tentação sexual. Não é mais novidade alguma que a Internet se tornou a grande confidente de homens e mulheres que estão vivendo alguma desilusão nos seus casamentos. A porta está escancarada para uma aventura sexual.

Foi isso que ouvi de um colega pastor quando estive pregando em um outro estado da federação (Ouvi algo incrivelmente semelhante em meu estado). Contou-me que acabara de ver um lar sendo desfeito por conta de um caso extraconjugal envolvendo membros de sua igreja. Segundo me disse, o esposo o procurou para relatar o que havia descoberto no histórico das redes sócias visitadas por sua esposa. Desconfiado do comportamento de sua esposa, aquele irmão contratou um racker para instalar um programa espião em seu computador e assim acompanhar as páginas que a sua esposa visitava na Internet. Foi ai que descobriu que a ela havia se envolvido com um outro homem, inclusive se despindo em frente de sua webcam para o seu amante virtual. O amante virtual se tornou real e o casamento, que começou como um ideal desabou!

Como vimos o advento das mídias eletrônicas e a criação do seu universo virtual, de uma forma mais específica com a criação das redes sociais tais como: Orkut, Face book, MSN,etc., cresceu em proporção geométrica as possibilidades de alguém vir a ter um “caso”extraconjugal. As estatísticas mostram que de fato isso já está acontecendo. Cresce a cada dia o número de lares desfeitos, e com eles um conjunto de consequências nefastas para a sociedade, por conta da infidelidade conjugal. As igrejas também tem sofrido o efeito desse mal.

Convém dizer, no entanto, que a infidelidade conjugal não é algo novo. Sendo a sexualidade algo intrínseca do próprio ser humano, o desejo por satisfação sexual acompanha tanto o homem como a mulher. A forma de expressar esse desejo é que é o X da questão. Para o mundo não há regras, mas para o povo de Deus as Escrituras demarcam com precisão em que espaço isso deve acontecer – dentro do casamento legitimamente instituído por Deus. É exatamente aqui que encontraremos os conselhos da sabedoria bíblica para nos orientar contra as intrusões que procuram destruir a vida do casal.

Sábios conselhos sobre a sexualidade humana

É uma dádiva divina

Uma boa parte dos conselhos de Salomão diz respeito a sexualidade humana e a sua forma correta de expressão. Assim sendo ele dedicou boa parte de três capítulos do seu livro para falar de uma forma profunda sobre o sexo e os desvios aos quais ele está sujeito (Pv 5.1-23; 6.20-35; 7.1-27; 9.13-18). Nestes provérbios há dezenas de máximas que são verdadeiras pérolas que deverão servir de adorno a um relacionamento saudável.

O sábio, quando ainda discorria sobre os perigos da infidelidade conjugal em Pv 5.1-23, adverte: “Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele considera todas as suas veredas” (Pv 5.21). O sexo, incluindo a sua forma correta de expressá-lo, é algo que interessa ao Criador. O Senhor “considera todas as suas veredas”, demonstra um claro cuidado de Deus pelo exercício correto da sexualidade. O sexo é uma criação divina e como tal é uma dádiva à humanidade. Deus considera os caminhos do homem e isso inclui a sua forma de conduzir a sua sexualidade. Não, o sexo não é algo mau ou maligno, ele é divino e, portanto, é também espiritual (1 Pe 3.7)

É algo também humano

Ao dar início a sua coletânea de conselhos como evitar as intrusões na vida conjugal, Salomão chama a atenção do seu “filho”: “Filho meu, atende a minha sabedoria; á minha inteligência inclina os ouvidos para que conserves a discrição, e os teus lábios guardem o conhecimento” (Pv 5.1). Aqui o texto hebraico de Provérbios tem a palavra ben, traduzida em nossas Bíblias como “filho”. Essa mesma expressão ocorre também nas advertências contra o adultério nos seguintes textos: Pv. 6.20; 7.1. Essa palavra pode se referir a um filho biológico como também a um discípulo. Em todos os casos, a exortação é dirigida a alguém que é humano. Somos humanos e o sexo faz parte de nossa natureza humana e é por isso que estamos sujeitos à tentação! No céu na haverá necessidade da expressão sexual (Mt 22.30) por isso devemos buscar expressar nossa sexualidade com amor dentro dos limites estabelecidos pelo criador.

Sábios conselhos para entender as causas da infidelidade

Concupiscência, luxúria e desejo descontrolado

Um fato interessante logo salta aos olhos de quem ler os conselhos contra a mulher adúltera no livro de Provérbios – não há referência ao diabo nessas advertências! O sábio parece não responsabilizar o anjo caído pelo fracasso moral de alguém, mas põe toda responsabilidade naquele a quem chama de “filho meu”. Não há dúvida que o diabo já existia antes de Salomão e também nos dias dele. Foi Satanás quem incitou Davi a levantar o censo muito antes de Salomão subir ao trono (1 Crônicas 21.1; 2 Sm 24.1), e com certeza Salomão sabia disso. Mas mesmo assim ele nos responsabiliza. Somos agentes morais livres. Temos o poder de escolher o bem ou o mal. Temos desejos tanto bons como ruins e são esses desejos (cobiça) pecaminosos ou concupiscências que nos levam a queda! É por isso que o sábio aconselha: “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te deixes prender por suas olhadelas” (Pv 6.25, veja ainda Gl 5.16).

Ao escrever sobre a natureza da concupiscência, o psiquiatra cristão John White afirmou: “O desejo legítimo dado por Deus se transforma em luxúria no momento em que fizemos dele um deus. Adorar comida é luxúria. A preocupação neurótica em dormir também. A escravidão às sensações eróticas representam a luxúria sexual”.[1]

Ainda segundo White, “o sexo pode ser um anseio quando o amor e o desejo sexual estão separados. Faz pouca diferença a forma da atividade – sexo heterossexual dentro do casamento, ou qualquer outro prazer erótico. Quando amor e desejo sexual não estão juntos (situação extremamente comum), o erotismo assemelha-se ao manjar turco mágico de Edmundo. Ao final, o anseio leva a formas de sexo ilícitas ou patológicas. O mal atinge seu objetivo. Caímos em desejos que nos deixam viciados em pornografia, masturbação, necessidade excessiva de relações sexuais (hetero ou homossexuais), molestamento de crianças e todas as formas de perversão. Ponto comum em tudo isso é uma fome que nunca se aplaca, que deixa o individuo mais vazio do antes”.[2]

Carências
 
Atente para o texto seguinte: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço. Derramar-se-iam por fora as tuas fontes, e, pelas praças, os ribeiros de águas? Sejam para ti somente e não para os estranhos contigo.” (Pv 5.15-17). O sábio usa algumas metáforas para dar conselhos de como deve ser a vida sexual do casal. “Bebe a água da tua própria cisterna”. Isso mostra que o sexo não deve ser praticado apenas como um dever que um dos cônjuges deve ao outro (1 Co 7.3), mas como algo prazeroso assim como é prazeroso se beber água! Quando esse princípio não é observado então um dos cônjuges ficará com a sensação de que alguma coisa está faltando! E está mesmo! Infelizmente muitos vão buscar noutra fonte a água para matar essa sede: “Vem, embriaguemo-nos com as delícias do amor, até pela manhã; gozemos amores” (Pv 7.18).

O escritor Harry W. Schaumburg, observa que o sexo sem amor, além de gerar um vicio sexual, acaba por criar uma falsa intimidade:“Isso é essencialmente uma ilusão criada pela própria pessoa para ajudá-la a evitar a dor inerente à intimidade real. A falsa intimidade pode ser tão superficial quanto um marido olhar a esposa e imaginá-la como tendo longos e lindos cabelos castanhos. Algo muito mais profundo encontra-se refletido em sua imaginação. Simplificando, ele deseja mais do que tem e demonstra perceber a falta de algo. A falsa intimidade está sempre presente no vicio sexual. A pessoa que é sexualmente revoltada tem um estilo próprio de aversão sexual. Sexo, para ela, é consumidor, pois precisa ser evitado a todo custo. A pessoa que é sexualmente obcecada, por outro lado, vive para o prazer sexual. O sexo também aqui é consumidor, pois precisa se obtido de qualquer modo”.[3]

Sábios conselhos sobre as consequências da infidelidade

Destruição da comunhão familiar

Uma das primeiras consequências da infidelidade conjugal é a total desestruturação da família. O Sábio avisa que o “fim dela é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois gumes” (Pv 5.4). Esse fim amargoso respingará nas famílias envolvidas. O sentimento de vingança estará bem presente no cônjuge traído: “O ciúme excita o furor do marido; e não terá compaixão no dia da vingança” (Pv 6.34). Por outro lado, “acharás acoites e infâmia, e o seu opróbrio nunca se apagará” (Pv 6.33). Se pensássemos que a infidelidade conjugal produz uma nódoa que jamais se apagará, teríamos mais cuidado quando lidássemos com o sexo oposto. Mas Deus não perdoa quem cometeu esse pecado? Sem dúvida que perdoa, mas as consequências ficam! Uma delas é a honra que nunca mais será restabelecida: “para que não dês a outro a tua honra” (Pv 5.9).

Destruição da comunhão com Deus

É trágico quando alguém perde a comunhão familiar por conta de um relacionamento extraconjugal, todavia é mais trágico ainda saber que a comunhão com Deus foi perdida. Salomão sabe desse fato e por isso aconselhou: “Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno” (Pv 9.18). A palavra hebraica usada aqui para inferno é sheol, e designa o mundo dos mortos. De fato a expressão “ali estão os mortos” no hebraico significa: espíritos dos mortos ou região das sombras. O Novo Testamento alerta que os adúlteros ficarão de fora do reino de Deus (1 Co 6.9). O que tudo isso quer dizer? Significa que essa será a consequência que sofrerá quem cometeu esse pecado e não se arrependeu! Por isso tenha muito cuidado com o que é proibido, pois parece mais excitante e mais doce, mas leva à morte (Pv 9.17).

Sábios conselhos como se prevenir contra a infidelidade

Sexo com intimidade

Já estou no ministério pastoral de tempo integral há quase uma década e meia e nesses anos tenho trabalhado diuturnamente com casais. Usando uma técnica simples na terapia com casais descobri que uma grande percentagem dos casais fazem sexo, mas o fazem sem intimidade alguma! Há sexo, mas não há amor. Há coito, mas não há intimidade! Observe o conselho de Salomão quanto a isso: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias. Por que, filho meu, andarias cego pela estranha e abraçarias o peito de outra?” (Pv 5.18-20). Há maridos que não demonstram o mínimo afeto com a esposa e vice-versa. Deus criou o sexo para ser desfrutado com afeto, amor e intimidade. Sem isso o relacionamento sexual não atende aos propósitos divinos.

A intimidade sexual permite que os cônjuges vivam um relacionamento sadio, conforme o plano idealizado por Deus para eles. “Esta é intimidade sexual e relacional que dois cônjuges compartilham dentro de seu matrimonio comprometido, amoroso. As dúvidas sobre si mesmos existem, mas o casal se comunica e se deleita um no outro relacional e sexualmente. Considerando a realidade de um mundo de relacionamentos imperfeitos, ambos os cônjuges enfrenta decepções. Dentro do gozo da intimidade real, experimentam o temor de se exporem, o medo de abandono, o medo da perda de controle e o medo de seus respectivos desejos sexuais. Em sua expressão sexual, ambos são dependentes do que o outro cônjuge fará e abertos a isso”.[4]

Apego à palavra de Deus e disciplina

Como o antídoto contra a infidelidade, Salomão aconselha o apego à palavra de Deus e a disciplina: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai e não deixes a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, pendura-os ao pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é lâmpada, e a instrução, luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida; para te guardarem da vil mulher e das lisonjas da mulher alheia” (Pv 6.20-24).[5]

Visando um maior controle sobre o uso das mídias eletrônicas, aconselho:

1. Evite acessar o computador quando estiver sozinho. O ideal é que o limite do cristão seja interior e não exterior (Gl 5.16). Todavia essa prática é importante até que o domínio próprio se torne um hábito (1 Cor 6.12). Quando o cristão aprende a andar no Espírito, então ele terá o domínio necessário para navegar na rede tanto na presença de alguém como na ausência (Rm 8.13).

2. Evite programas de auditório ou reality shows onde é explorada a sensualidade, por exemplo, Big Brother, A Fazenda. Pode ser apenas um programa de auditório, como esses exibidos nas tardes de domingo onde há a presença de uma sensualidade legalizada. Podemos incluir aqui programas como Pânico na TV. Parece um excesso de zelo, mas não é. Se você não se prevenir, essa sensualidade legal acabará por levá-lo para o pecado sexual.

3. Eugene Getz aconselha a cancelar a sua TV por assinatura! Eu já fiz isso quando descobri que naquela prestadora de serviços havia canais, que mesmo não sendo “adultos”, faziam publicidade erótica para aqueles que eram de fato considerados sexy hot. Posteriormente contratei os serviços de uma TV por assinatura com programação voltada mais para a família.

4. Evite bancas de revistas e locadoras de vídeos destinados à promoção desse tipo de material.

5. Renove a sua mente diariamente pela leitura da palavra de Deus.

6. Desenvolva o hábito da oração. Lembre-se que essa é uma guerra espiritual e por trás desses vícios há demônios querendo escravizá-lo.

7. Desenvolva relacionamentos fortes com quem pode ajudá-lo na intercessão. Peça ajuda a um amigo ou amiga que você sabe que é alguém com um ministério de intercessão.

8. Evite salas de bate-bapo com pessoas desconhecidas. E quando se tratar de amigos ou amigas evite criar um vinculo emocional onde as garras da tentação sexual possam ser fincadas em você. Nesse tipo de conversa deixe bem claro que você é uma pessoal fiel a Deus.

9. Tenha cuidado quando se hospedar em algum hotel. Geralmente esses hotéis possuem TV a cabo com dezenas de canais disponíveis. É possível que dentre um deles você encontre algum que promova a impureza sexual. Um grande amigo meu e um dos maiores pregadores do Brasil, disse-me que quando está hospedado em um hotel e se depara com um desses canais que fazem promoção do sexo, ele simplesmente passa imediatamente para um outro ou desliga a TV. Uma demora aqui costuma ser fatal.

10. Vigie o seu celular e Ipad. O acesso ao mundo virtual através dessas máquinas pode se tornar um tropeço para você.

11. Arrependa-se se você se expôs à pornografia. Vigie e não permita que isso se torne um hábito. Exponha diante do Senhor toda atitude, pensamentos ou práticas que demonstre inclinação para a impureza sexual. Não deixe esse tipo de entulho acumular em sua mente.

12. Vigie o seu vocabulário, inclusive piadas quentes. Muitas vezes as palavras revelam o que está por dentro do indivíduo.

13. Lembre-se: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1 Cor 10.13).

14. Ande no Espírito e você jamais irá satisfazer os desejos impuros da carne (Gl 5.16).

Vimos que a fidelidade conjugal é o que Deus idealizou para seus filhos. a realidade da tentação somados à natureza adâmica que herdamos fazem com que a possibilidade de não vivermos esse ideal seja algo bem real. Todavia o Senhor nos deixou a sua palavra com dezenas de conselhos para nos prevenir para não cairmos nesse abismo.

(texto extraído do livro de minha autoria: Sábios Conselhos Para Um Viver Vitorioso (CPAD, 2013).

Notas
[1] WHITE, Jonh. O Eros Redimido – ABU, Rio de Janeiro, 2004.
[2] WHITE, John. Idem. P.99.
[3] SCHAUMBURG, Harry W. Falsa Intimidade – vencendo a luta contra o vício sexual. Ed. Mundo Cristão, São Paulo, 1995.
[4] SCHUMBURG, Harry W. Falsa Intimidade – vencendo a luta contra o vício sexual. Editora Mundo Cristão. São Paulo, 1995.
[5] Observe essas orientações que o pastor Edison Queirós dar para o líder casado: A)Trate o sexo oposto com a devida distância. Cuidado com beijinhos e toques de mão; b) Evite estar sozinho com uma pessoa do sexo oposto; c)Evite andar de carro com uma pessoa do sexo oposto (desde que não seja sua esposa ou parente), para evitar a aparência do mal; d)Escolha um modelo de porta para o seu gabinete pastoral que contenha uma parte em vido transparente; e) Ouça a sua esposa.

Texto publicado no blog do Pr. José Gonçalves: www.pastorjosegoncalves.blogspot.com.br


sábado, 2 de julho de 2016

UM CASAMENTO A PROVA DE INFIDELIDADE




Pr. Ismael e Pra. Cleire
 
Um casamento para ser um bom casamento, precisa ser duradouro e com satisfação. Um casamento duradouro mas sem satisfação é uma porta aberta para a infidelidade e às vezes os cristãos acham que porque o seu cônjuge é cristão então está tudo resolvido, e que não há PERIGO. Como marido posso até ser negligente com algumas coisas da minha vida, porém, nunca posso ser negligente com o meu cônjuge. O salmista diz: "Olha bem o estado das tuas ovelhas". O relacionamento marido-mulher é o relacionamento principal de uma família (se bem que alguns pensam que são os filhos, outros que é o trabalho) mas não, o relacionamento principal da família é o do casal. Se pai e mãe estão bem, os filhos estarão bem. Alguém escreveu que dentro de nós existe uma conta bancária aberta em nome das pessoas que comigo se relacionam.
 
Uma conta bancária no coração do cônjuge

O marido diariamente movimenta a conta bancária existente no coração da esposa e vice e versa.
Ele pode realizar saques ou depósitos, de tal forma que a conta pode estar no azul ou no vermelho; depende dos depósitos e dos saques.

Os depósitos

São as palavras e gestos que geram algo bom dentro do coração do outro; de repente um elogio, um presente, um telefonema durante uma viagem, uma frase: "estava com saudade de você", ou "Você me faz falta", "Puxa vida, como é bom ter você aqui",ou um carinho, um abraço, um beijo, ou ainda um tempo junto, um passeio de mãos dadas na praça perto de casa, coisas assim, grandes ou pequenas. Todos nós temos a necessidade de sermos aceitos, reconhecidos, respeitados e até mesmo admirados; não adorados, mas queridos por aqueles que estão ao nosso redor. E toda vez que somos honrados por alguém, esse alguém fez um depósito no nosso coração, naquela conta que ele já tinha ou que abriu naquele instante e ali vai se acumulando. A conta vai ficando "gorda", o relacionamento é o melhor possível, há reciprocidade, há amizade, há crescimento emocional, social e até mesmo espiritual. Aliás, todo bom relacionamento, só é bom se ele trouxer crescimento.

Os saques ou retiradas

Ao contrário dos depósitos, os saques são aquelas palavras impensadas, aquelas que nunca deveriam ter saído de nossos lábios, são expressões carregadas de agressividades, que detroem, desestimulam e diminuem. Às vezes até mesmo o silêncio pode ser uma forma de saque. E também os gestos, atitudes e comportamentos impróprios, assim como os vícios e hábitos desagradáveis.

"O bico de Pão" - Ilustração

Perguntaram a um velho casal, que tinha 65 anos de casados, como foi que chegaram até ali naquele relacionamento, no que ele respondeu: "Sabe aquele bico do pão..., ele é a parte que eu mais gosto do pão, e toda manhã eu dou para ela". Da mesma maneira perguntaram à mulher e ela respondeu: "Sabe aquele pedaço do pão, o "Bico"? Então, aquele é o pedaço que eu menos gosto do pão".

Antes de continuar gostaria de perguntar, como anda a sua conta bancária no coração de sua esposa? Você tem feito mais depósitos ou mais saques? A sua esposa tem se sentido amada? Qual foi a última vez que você deixou claro que ainda a ama, apesar de tantos anos juntos? E você mulher, como anda o seu marido? Tem sido por você honrado, respeitado, reconhecido?

Exercitando o lado prático da coisa
 
Um marido faz regularmente depósitos no coração da esposa: elogio, um carinho, um gesto de cavalheirismo abrindo a porta do carro, puxando a cadeira no restaurante para ela sentar; andando de mãos dadas, deixando ela falar e dando-lhe ouvidos, mas de vez em quando ele faz um saque, solta uma palavra áspera, discute, enfim, faz um saque. No entanto como houve muitos depósitos a conta ainda continua no azul. Porém, as coisas começam a piorar: o estresse, a falta de tempo, a crise financeira, tudo isso acaba inibindo os depósitos que antes eram tão regulares e, para piorar a situação, ele começa a agredí-la emocionalmente e assim vai sacando tudo o que tinha de bom no coração dela.
 
Agora ela está no vermelho com relação à conta bancária do marido no seu coração e aí ela chega no trabalho e alguém do sexo masculino lhe diz, "Puxa seus cabelos estão lindos!!". Aquela frase é sincera e isenta de maldade, mesmo porque é um bom rapaz, sem maldade, casado e se conhecem há muito tempo, mas faz um estrondo no coração dela, e ela pensa: "Ele notou os meus cabelos, o meu marido porém...". E aí surge uma oportunidade e lá está o rapaz de novo, se apresentando para ajudar em algo em que ela está tendo dificuldade, mais um depósito no coração dela e assim vai, uma gentiliza aqui, um elogio ali, um reconhecimento, um parabéns... Preste atenção, um coração no vermelho é um coração aberto. Chega a um ponto em que começa a haver uma correspondência de gentilizas por parte dela e assim eles passam o dia fazendo depósitos no coração um do outro. Note que nenhum dos dois está com malícia, porém, para azar do marido, aquele rapaz também está no vermelho com relação a sua esposa, portanto está com as suas necessidade emocionais não satisfeitas, as coisas não andam bem. O campo está preparado, o clima está criado, só falta então a oportunidade e essa o diabo é mestre em providenciar, um encontro casual, um lugar, uma festa... e aconteceu.

Existe dentro de cada um de nós um "Tanque emocional" ou "Tanque de amor" ainda, uma conta bancária e não pode estar no vermelho, nunca, mesmo durante as crises, os estresses, as doenças, não importa, deposite no coração do outro.

Quem está com o tanque emocional cheio vai mais longe, ou como diz Josué Gonçalves, um dos grandes pregadores sobre família: "Quem tem um Vectra na garagem, não procura fusquinha na rua".


Pr Ismael e Pra Cleire

FONTE:
http://casadosemcristo.blogspot.com.br/search/label/-Um%20casamento%20a%20prova%20de%20infidelidade
 
 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Algumas maneiras que o Facebook pode destruir seu casamento



Por Herb Scribner
 
O Facebook já foi um lugar para postar como você estava se sentindo e onde você iria passar o seu sábado. Agora, ele está sugando muito mais tempo da vida das pessoas e pode ter um efeito profundo em casamentos.

O Facebook já foi um lugar para postar como você estava se sentindo e onde você iria passar o seu sábado. Agora, ele está sugando muito mais tempo da vida das pessoas e pode ter um efeito profundo em casamentos.

De acordo com um estudo citado pela Christian Post, o Facebook tem sido relacionado a um aumento no número de divórcios. Na medida em que o número de usuários do Facebook aumenta, a taxa de divórcios também cresce, segundo o estudo. Isso não é de todo surpreendente, uma vez que um terço dos pedidos de divórcio em 2011 tem citado o Facebook como o motivo, reportou o New York Daily News.

Mas a história não é de consenso geral. Eliana Dockterman do site Time.com observou em julho de 2014, que o estudo que liga o divórcio ao Facebook deixa de considerar que as pessoas que ingressam no Facebook não estão necessariamente se divorciando, e que a rede social não está necessariamente relacionada à taxa de divórcios.

Ainda assim, o Facebook poderia estar prejudicando seu casamento. Aqui estão oito coisas e meia que você está fazendo no Facebook ou por causa do Facebook que poderiam prejudicar o seu casamento.
 
  • 1. Você fica checando o Facebook em seu telefone, em vez de conversar com o seu cônjuge.

    De acordo com o Daily Mail, uma nova pesquisa descobriu que as pessoas passam mais tempo em seus smartphones do que com seus cônjuges. As pessoas tendem a usar seus smartphones por cerca de 119 minutos por dia, enquanto gastam cerca de 97 minutos com o seu ente querido, constatou a pesquisa.

  • 2. Você se preocupa mais com o que as outras pessoas postam do que com o que seu cônjuge faz.

    Alguns chamariam isso de "efeito Instagram", mas a ideia é simples: Você se preocupa mais com o que seus amigos e familiares estão postando no Facebook do que com o que faz sua esposa ou marido que estão bem diante de você. O Instagram tem mais de 150 milhões de usuários (muitos dos quais postam seus arquivos no Facebook também), e pessoas consequentemente acabam vendo algumas coisas lá que lhes chamam a atenção para longe de seus cônjuges.

  • 3. Você não está curtindo o status do seu ente querido.

    Isto pode parecer simples, mas é um passo importante. Muito tem sido escrito por blogueiros e sites de namoro sobre os efeitos de curtir o status de alguém, principalmente porque um grande número de curtidas implica que quem está curtindo está interessado no curtido. Ao evitar o botão curtir para o seu ente querido, você pode estar emitindo uma fria impressão sobre como você se sente a respeito dele.

  • 4. Você curte o status de outra pessoa de forma demasiada.

    Segundo dados do próprio Facebook, as interações dentro do Facebook são mais fortes entre aqueles que estão a um passo de se tornar um casal, com o compartilhamento de posts e curtidas aumentando progressivamente em cerca de 100 dias antes do início de um relacionamento. Ao curtir em demasia o status ou fotos de outra pessoa, você pode passar a impressão de que não está comprometido com seu relacionamento e está procurando uma maneira de deixá-lo.

  • 5. Cuidado com alguns destes amigos do Facebook.

    Sem dúvida você e seu cônjuge têm alguns amigos em comum. Mas muito cuidado com eles, porque alguns podem causar conflitos. De acordo com o Pew Research Center, metade dos usuários do Facebook terá mais de 200 amigos em sua rede antes que um amigo em comum apareça entre os casais. Apenas certifique-se que esses 200 amigos não vão comentar algo perturbador ou desanimador sobre o status do seu ente querido, o que pode levantar problemas dentro do casamento e no círculo de amigos também.

  • 6. Você sai do Facebook, mas ainda se interessa por o que acontece lá.

    De acordo com a pesquisa citada pelo Daily Mail, mais pessoas estão dizendo adeus às redes sociais, já que estão preocupadas com sua privacidade ou em ficar viciado nos sites. Mas quando você sai do Facebook, você pode começar a fazer ao seu amado algumas perguntas como com quem o seu cônjuge está interagindo o que está postando e o que viu recentemente no site, o que poderia aumentar discussões e criar problemas de confiança.

  • 7. Você não se preocupa muito com as configurações de privacidade.

    O casamento deve envolver confiança e a capacidade de se abrir para alguém. Mas o Facebook cria a possibilidade de muitas outras pessoas verem o que está acontecendo em suas vidas. A NBC News relatouque a privacidade é uma preocupação importante para os usuários do Facebook, porque é algo que os deixa sujeitos à revisão e julgamento por parte de seus amigos e, possivelmente, do público. Conversas que devem acontecer primeiro entre marido e mulher são postadas para o público ver. Por exemplo, uma fonte disse ao Deseret News National que sua mulher compartilhou no Facebook que ele e o filho deles começaram a fazer caminhadas antes que ele mesmo soubesse. Isso não foi uma conversa fácil para o casal. O Facebook também pode levar as pessoas a descobrirem coisas sobre você antes que seu cônjuge saiba a respeito, o que é mais um sinal de falta de confiança.

  • 8. Sua foto do Facebook não é correta.

    É fato que o que você expõe como uma imagem de perfil diz muito sobre você. Na verdade, The Atlantic citou que o que faz uma foto de perfil ser boa é a quantidade de envolvimento que ela traz, como curtidas, compartilhamentos e comentários. Mas se você mantiver algo desagradável como uma foto que ninguém gosta, seu cônjuge pode sentir-se pressionado a pedir que a remova.

  • Existem outros problemas. Mas quais são eles?

    O Facebook está pleno de uma variedade de usuários que interagem com um grande número de pessoas todos os dias, por isso há obrigatoriamente problemas nos quais ainda não pensamos.


Nota do Editor: Este artigo foi originalmente publicado no Deseret News National e reproduzido aqui com permissão, traduzido por Stael Pedrosa Metzger.

FONTE:

http://familia.com.br/8-maneiras-que-o-facebook-poderia-destruir-seu-casamento


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O quão sincero você é com seu cônjuge?

 
Ao ver pornografia na internet, você fala para seu cônjuge o que fez e perde perdão? Quando alguma outra pessoa se insinua a você, isso é compartilhado com seu cônjuge, a fim de ele lhe fortalecer e ajudar a vencer a tentação? Quando você mente no trabalho e dá mau testemunho, seu cônjuge tem ciência disso, porque com ele você se aconselha? Quando existem pensamentos suicidas em sua mente, você compartilha e pede ajuda para seu cônjuge? Quando sente que seu amor por ele(a) está esfriando, o(a) chama para conversar e buscam auxílio no Senhor, a fim de honrar o santo matrimônio? Quando você denigre a imagem de seu cônjuge para alguém e depois se arrepende, você pede perdão a ele(a) e lhe expõe o que falou? Quando sua fé está se esvaindo ou você percebe que sua vida tem tomado rumos contrários ao evangelho, você conversa sobre isso com seu cônjuge?

Por que começamos nossa reflexão de modo tão direto? A razão é porque o assunto é de extrema relevância e urgência. É preciso que muitos fujam da Sodoma e Gomorra em que vivem e se refugiem na segura cidade, como disse o Senhor a Ló: "Apressa-te, escapa-te para ali" (Gn 19.22).

Muitos dos casamentos de hoje são tímidos, fracos e resultam em toda sorte de problemas, devido ao fato de não haver real intimidade entre os cônjuges. Eles não vivem juntos, apenas dormem juntos; eles não andam juntos, apenas caminham ao lado um do outro; eles não choram juntos, apenas veem a fraqueza um do outro; eles não se alegram juntos, apenas riem de coisas bobas.

A palavra de Deus nos diz claramente que o casamento é uma bela e magnífica prefiguração da união de Cristo e Sua Igreja: "Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor [...] Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Ef 5.22, 25). A relação dentro de um casamento cristão, deve, necessariamente, ser uma expressão visível da Igreja e Cristo. Tudo o que for menos que isso, resultará em fracassos, tristezas, angústias e, infelizmente, não raro, divórcios.

Sobre este último, convém perguntar: por que as pessoas se divorciam? Embora eu seja casado há aproximadamente 4 anos seguramente posso dizer: é porque os seus relacionamentos não são transparentes. Tais pessoas se divorciam porque nunca houve fidelidade genuína. Ora, a fidelidade não está condicionada somente às relações sexuais, e sim à totalidade da vida. Noutras palavras, um casamento fiel é um casamento onde os cônjuges sabem o quão pecador (ainda que salvo) é a pessoa com quem convivem e por isso mesmo não constroem uma falsa imagem sobre ela.

Deixem-me ilustrar com algo corriqueiro:

Quando você houve a notícia de que algum policial foi preso porque vendia drogas aos traficantes - qual seu pensamento? Quando você toma ciência de que determinado bombeiro deixou alguém morrer porque não o quis salvar - qual seu pensamento? Quando você ouve falar de um médico que não atendeu na emergência, simplesmente porque estava em seu horário de descanso - qual seu pensamento? A resposta comum é geralmente é assim: "um absurdo! Como pode uma coisa dessas! Um policial que deveria proteger a sociedade! Um bombeiro sem coração! Um médico insensato!"

O que estes pensamentos possuem em conexão com o casamento? É que os cônjuges, mesmo cristãos, se esquecem que convivem com um pecador, ainda que salvo pela graça. Se esquecem de que erro, fracasso e engano devem ser esperados, ao passo que acerto, força e verdade devem ser buscados.

A Bíblia nos diz, claramente, que por natureza, "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Rm 3.23). O próprio apóstolo afirmou que lutava constantemente para realizar tudo de acordo com a Lei de Deus, no entanto, "Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo. Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; Mas vejo nos meus membros outra lei, que batalha contra a lei do meu entendimento, e me prende debaixo da lei do pecado que está nos meus membros" (Rm 7.21-23). Se assim era com Paulo, qual a razão de não ser com os demais cristãos?

O casamento cristão, portanto, deve refletir a simplicidade que há em Cristo (2Co 11.3), levando os cônjuges a praticarem o que diz a Escritura: "Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos" (Tg 5.16).

E então - o que você precisa dizer ao seu cônjuge? Quais são seus segredos para com ele?

Lembre-se, marido, de que sua esposa é (ou deveria ser) "uma ajudadora idônea" (Gn 2.18). A palavra "ajudadora", em hebraico, remete à ideia de auxiliadora e socorrista, aquela a quem o homem recorre nos dias de angústia. John Dod e Robert Cleaver, no século XVII, assim expressaram: "A esposa é designada para o homem, como o monte Zoar, uma cidade de refúgio para a qual ele pode fugir em todos os seus problemas; e não existe paz comparável a ela, exceto a paz de consciência." [1]

Lembre-se, esposa, de que marido é (ou deveria ser) um guardador e protetor do lar - "E tomou o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar" (Gn 2.15). A palavra "lavrar", em hebraico, remete à ideia de servir, trabalhar em prol de outrem; já a palavra "guardar", diz respeito à vigia, sentinela e proteção. Ambas as palavras foram dadas ao homem e não à mulher. Isto significa que seu marido possui grande responsabilidade e que ele zela por você, e, portanto, não é seu inimigo. Demonstrando também todo o romantismo que o homem deve ter, Willian Gouge (1575–1653) disse: "Se um homem tem uma esposa não muito bonita ou agradável, mas que possui algum defeito em seu corpo, alguma imperfeição no falar, no olhar, nos gestos ou em qualquer parte do corpo, [deve, mesmo assim], deleitar-se nela como se fosse a mais linda e, de todos os modos, a mulher mais completa do mundo." [2]

Aos homens alerta e exorta a Bíblia Sagrada: "Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações" (1Pe 3.7). Se você, marido, não tem coabitado com entendimento, honrando e cuidando de sua esposa, saiba que suas orações são impedidas e Deus não lhe concederá coisa alguma do que pedir.

Às mulheres, conclama a justa e perfeita Palavra: "As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada" (Tt 2.3-5). Se você, esposa, não tem buscado ser mestra do bem, amando seu marido, cuidando de seus filhos, bem como sendo boa dona de casa e sujeita (em amor) a ele, saiba que isto tem feito a palavra de Deus ser blasfemada.

Por fim, querido cônjuge, jamais se esqueça de que o casamento e a sinceridade que nele deve residir, precisa seguir com a graça e misericórdia de Cristo. Se você tem escondido alguma coisa de seu cônjuge, ore e busque muito ao Senhor, confesse primeiramente a Deus e depois ao seu cônjuge. Nada esconda dele, pois uma vez que a relação matrimonial é uma demonstração da grandeza da união com Cristo e nela não pode haver nada oculto, assim também deve ser seu casamento.

E para o caso de você ainda não ter casado, mas já visualizar segredos e angústias não revelados ao seu futuro cônjuge, inicie esta mudança no dia que se chama hoje e "exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado" (Hb 3.13).

Que o Senhor possa abençoar todos os cônjuges e os levar a uma sinceridade santa e amorosa, "Porque o perverso é abominável ao Senhor, mas com os sinceros ele tem intimidade" (Pv 3.32).


Notas:
[1] Citado em "Vivendo para a glória de Deus - Uma introdução à fé reformada", Joel R. Beeke, Ed. Fiel, pág. 337
[2] Ibid, pág. 347.

http://2timoteo316.blogspot.com.br/
 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

ADULTÉRIO - CRENTE NÃO CAI NESSE PECADO

 Adultério: Crente Não Cai Nesse Pecado

Várias pesquisas realizadas no Brasil indicam que a grande maioria dos homens e 50 a 60% das mulheres têm praticado ou praticam o adultério ou, como se diz na linguagem mais em uso, “transam” com pessoas que não são sua esposa ou seu marido. Com a ênfase dada ao sexo na TV, no cinema, na literatura, e até nas instituições de ensino, chegando ao extremo da obsessão, não é de se admirar que o homem secular, sem a convicção espiritual e os princípios da Palavra de Deus, caia nesse pecado.

O crente em Cristo, porém, não cai nesse pecado. Ele entra nele aos pouquinhos. Isso porque não observa a sinalização que o adverte do perigo. Faz vista grossa a esses sinais porque, embora não deseje precipitar-se no abismo da desgraça da imoralidade, quer sentir pelo menos um pouco a gostosura dos seus prazeres. Assim, avançando sinal após sinal, deixa a vida pegar embalo no caminho errado até ao ponto de não conseguir mais fazer a manobra de frear para evitar o desastre. Diz, então, que “caiu no pecado”, quando este, de fato, há tempo já estava no seu caminho.

O primeiro sinal é falta de carinho e afeto na conversa e relacionamento cotidianos com o cônjuge. A comunicação começa a limitar-se a frases como: “Tive um péssimo dia no escritório hoje”; “Já pagou a conta do dentista?”, ou, pior ainda: “Você já gastou todo o dinheiro que lhe dei no mês passado?”; “Se você não comprar logo uma geladeira nova, eu simplesmente vou parar de cozinhar”.

Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado – é um dos primeiros sinais de perigo.
Perto desse sinal vem outro: a falta de conversa sobre assuntos espirituais, a leitura da Bíblia em conjunto e a oração com a esposa. Quando essas coisas não fazem parte da vida conjugal, é um sinal de alerta. Prosseguindo nesse caminho pode haver adultério mais adiante.

Há mais sinais. Quando você começa a compartilhar os problemas de relacionamento no lar com algum amigo ou amiga do sexo oposto, você está aproximando-se mais do perigo. Freqüentemente essa outra pessoa tem problemas também, e está disposta a ouvir, a conversar e demonstrar simpatia, o que gera ainda mais intimidade.

Não demora muito para que aconteça o “toque inocente”. O patrão põe a mão no ombro da sua secretária ao pedir que ela digite uma carta; ela encosta seu corpo ligeiramente no dele ao entregar a carta pronta, depois um abraço fraternal, um beijinho no rosto. Você argumenta que não há nada de errado nisso, que é apenas amizade.

 
 Quando você percebe que é difícil conversar com sua esposa ou seu marido com aquela linguagem carinhosa que usava durante o namoro, tome cuidado.
Aos poucos vocês estão gastando mais tempo juntos. “Acontece” que saem para o almoço na mesma hora e “por que não almoçarem juntos”? Ela precisa pegar o metrô para ir para casa; “por que não levá-la no seu carro?” Você precisa trabalhar duas horas extras para terminar o projeto, e ela, sendo boa amiga, fica também para ajudar. Se parar um pouco para pensar, você perceberá que tem prazer na companhia dela ou dele. Não, vocês não estão dormindo juntos mas estão em grande perigo. Nessa altura, o sinal é um luminoso vermelho piscando a todo vapor.

Se você não retroceder, haverá um envolvimento emocional que provavelmente o arrastará para a fossa fatal do adultério. E com amargura de coração você dirá – “Caí no pecado”. Não, você não caiu... você entrou nele aos pouquinhos.
O pastor Charles Mylander, num artigo publicado no periódico “Moody Monthly”, sugere três áreas onde é preciso aumentar o controle para evitar ser arrastado ao pecado do adultério:

Primeiro: Controle da mente

Adultério, como a maioria dos pecados, começa na mente. O crente em Cristo precisa levar “cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2 Co 10.5). O apóstolo Paulo exorta o cristão a uma transformação “pela renovação da... mente” (Rm 12.2), e Jesus Cristo, no Sermão da Montanha, disse: “Qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28).

A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura. O homem que permite aos seus olhos o prazer de assistir aos programas de TV que apelam para sexo a fim de obter mais IBOPE (e são muitos); que toma tempo para folhear revistas como “Playboy”, que deixa seus olhos analisarem o corpo das mulheres para uma avaliação sexual, logo vai perder a primeira batalha contra a tentação. Sua mente vai QUERER o adultério, e este querer só espera a oportunidade para se realizar com a experiência.
A mulher também precisa praticar o controle. Talvez mais na maneira de vestir-se do que pelo olhar. É interessante que a Bíblia exorta a mulher a vestir-se com modéstia, bom senso, etc., e não o homem, isso porque a mulher não é tão facilmente levada à tentação sexual pelos olhos como o homem. Mas a mulher que é indiscreta na maneira de vestir-se, sem dúvida, é cúmplice do diabo na tentação ao homem. A admoestação da Bíblia de “glorificar a Deus no vosso corpo” (1 Co 6.20), com toda a certeza inclui o cuidado que cada mulher precisa ter em não provocar a concupiscência, revelando a beleza do seu corpo, seja por falta de roupa adequada ou pelo uso de roupa colante. Argumentar que “está na moda” não mudará em nada a opinião do Autor das Sagradas Escrituras.

Segundo: Controle de palavras

 
 A porta principal da mente são os olhos. E nessa área de imoralidade o homem, muito mais que a mulher, precisa desenvolver o controle a fim de ter uma mente pura.

O homem casado, ou a mulher casada, jamais devem usar as palavras carinhosas de amor no trato com outras pessoas além do cônjuge. Nunca compartilhe problemas de casa com amigos do sexo oposto. E não procure conselho com alguém que tenha seus próprios problemas. Quem é perdedor dificilmente ajudará outro a ganhar. Ao encontrar problemas sem solução, procure conselho com alguém que descobriu a fórmula para constituir uma família feliz e vive essa felicidade no lar. Muitos adultérios tiveram o seu início na intimidade da “sala de aconselhamento”.

Terceiro: Controle de toque

Homens, não ponham suas mãos noutra mulher a não ser a sua própria esposa. E, mulheres, não conversem com o homem em “Braille”. O prazer da intimidade física é algo que Deus reservou para a santidade do casamento. Sexo antes ou fora do casamento sempre contamina o sexo no casamento, e o contato físico é um prazer que leva à consumação do desejo dessa intimidade. É preciso avaliar sinceramente se os abraços e beijos que damos e recebemos são uma expressão de estima recíproca ou um prazer “inocente” que podemos desfrutar sem compromisso. Deus reconhece o nosso desejo de intimidade, mas não aprova tal intimidade fora do casamento. “Por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido” (1 Co 7.2).
O conselho de Salomão ainda é válido: “Bebe a água da tua própria cisterna e das correntes do teu poço... alegra-te com a mulher da tua mocidade... e embriaga-te sempre com as suas carícias... O que adultera com uma mulher está fora de si; só mesmo quem quer arruinar-se é que pratica tal coisa” (Pv 5.15,18-19; 6.32). 

(Haroldo Reimer - http://www.chamada.com.br)

John Harold Reimer, mais conhecido como Haroldo, nasceu nos EUA, sendo o sexto filho de um casal de camponeses menonitas. O extremo zelo e a obediência dos pais à Palavra de Deus marcou a sua vida. No ano de 1952, seguindo o chamado de Deus, veio ao Brasil para compartilhar sua fé em Cristo. Inicialmente foi missionário entre os índios do Mato Grosso. Depois, na liderança da Organização Palavra da Vida, desenvolveu múltiplos ministérios, alcançando milhares de jovens com o Evangelho. Ele tem pregado a Palavra de Deus em 11 países e em quase todas as partes do Brasil, procurando chamar muitos a crer em Cristo como Salvador e a segui-lO como Senhor.

Haroldo é casado com Débora, mineira de Jacutinga/MG. O casal tem cinco filhos, 13 netos e uma bisneta. Atualmente aposentado da administração da Organização Palavra da Vida, Haroldo dedica seu tempo à pregação do Evangelho e à produção de fitas de vídeo para a família evangélica.

Extraído do livro Cutucando - O que as igrejas toleram e a Bíblia reprova

sábado, 15 de outubro de 2011

Adultério: Pecado que assusta as igrejas e destrói famílias



O adultério, a infidelidade, não é um mal visto apenas no mundo. Entre o povo evangélico já é possível enumerar vários casais que viveram ou estão vivendo esse pecado. Uma pesquisa realizada em 10 países por uma escritora americana mostra que 12% da população do Brasil é infiel ao parceiro(a). A pesquisadora Carmita Abdo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, traçou o perfil da sexualidade dos brasileiros e revelou que nada menos que 50% dos homens e 25% das mulheres já traíram pelo menos uma vez numa relação estável, de confiança.
Essa realidade de traição, infidelidade e até promiscuidade, assusta e atormenta inclusive casais cristãos, que cada vez mais têm se deparado com essas situações em suas vidas.
Mas o que leva uma pessoa casada a envolver-se com outra que não seja o seu cônjuge? As diferenças de pensamento, a insatisfação sexual, a falta de tempo para a família, as influências do mundo e, sobretudo, o esfriamento da dependência de Deus são algumas das causas apontadas. Vale destacar que homens e mulheres têm “fraquezas” diferentes: um é mais físico, o outro emocional. É nesse ponto que muitos casais não se entendem.
No livro “A Batalha de Toda Mulher”, a autora Shannon Ethridge aponta que os homens desejam intimidade física, dão amor para conseguir sexo, são estimulados pelo que vêem, o corpo pode desligar-se da mente, do coração e da alma, eles têm ciclos recorrentes de necessidades físicas e são vulneráveis à infidelidade na ausência de toque físico. Já as mulheres desejam intimidade emocional, fazem sexo para obter amor, são estimuladas pelo que ouvem, têm o corpo, mente, coração e alma interligados, têm ciclos recorrentes de necessidades emocionais e são vulneráveis à infidelidade na ausência de ligação emocional.
A pastora Norma Lucia Santos Raymundo, especializada em sexologia clínica, relata que no casamento é preciso sempre perguntar: “Estou fazendo meu marido/esposa feliz?”. “Este é o cuidado necessário. É preciso notar que há diferenças reais entre homens e mulheres. Para ela, a relação sexual é conseqüência de toda a vivência que envolve afetividade. Já o homem aprecia o envolvimento físico sexual, e a afetividade vem como conseqüência. Quando os cônjuges não suprem essas necessidades específicas, ficam vulneráveis a buscar este suprimento em outras pessoas, ou até mesmo em outros projetos de vida. Os casais precisam conversar sobre suas necessidades físicas e emocionais, assim como fazer investimentos para estarem mais juntos, criando afinidade e cumplicidade, afastando qualquer brecha para a quebra da aliança, como,por exemplo, a infidelidade”, relata.
Quando o limite é ultrapassado e uma traição é concretizada, os primeiros que sofrem são os membros da família. A relação entre marido e esposa piora, mesmo o pecado ainda não sendo revelado, e o trato com os filhos também é alterado. A mentira fica latente e cada vez mais freqüente. Os sentimentos de culpa e de desconfiança também são notados.
“Quando um casamento acaba por causa de um adultério, os filhos saem marcados, o cônjuge traído também. Se for cristão, o Evangelho é envergonhado e as perdas são irreparáveis. Nenhuma outra dor é maior. A traição é uma flecha que atravessa a alma”, declara o pastor Josué Gonçalves, terapeuta familiar e pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça, da Assembléia de Deus em Bragança Paulista, São Paulo.
 
Causas da Infidelidade
Afastamento de Deus, da sua palavra e da igreja.
Imaturidade emocional
Insatisfação na vida sexual ou emocional
Influência do mundo
Internet e televisão
Dificuldades financeiras
Falta de investimento na relação
Problemas de relacionamento

e-infidelidade, a internet a favor da traição
Nas revistas, nos jornais, nos programas de TV e nas novelas a gama de material sensual, de conteúdo promíscuo, de culto ao corpo, de supervalorização do sexo, abrem brechas enormes para os primeiros passos do pecado da infidelidade. Um vilão mais recente é a internet, que divulga imagens de sexo e proporciona conversas desinibidas em salas de bate-papo, propiciando que aquelas frustrações com o marido/esposa sejam deixadas de lado por uma ilusão de que tudo pode ser diferente com o amigo ou amiga virtual.
Numa das palestras proferidas pelo reverendo Nivaldo Schneider, da Congregação Evangélica Luterana Paz, no Ibes, em Vila Velha, ele fala justamente sobre a “e-infidelidade” (a infidelidade que usa a internet como canal) e destaca uma frase que hoje já é muito ouvida: “Trair e teclar é só começar”. Para o pastor, a internet criou uma nova forma de infidelidade. “Começa com a troca de mensagens eletrônicas, o envolvimento vai crescendo e estabelece-se um vínculo íntimo. Tem todos os ingredientes de um caso extraconjugal. Em 60% dos casos a infidelidade sexual virtual termina em sexo real”, alerta.
Para o pastor Ashbell Simonton, “quem busca erotismo na internet maltrata o casamento, pois compara injustamente o cônjuge com aquele apresentado no material pornográfico, produzindo o desinteresse sexual dentro do casamento, levando conseqüentemente à traição.
Tenho ouvido muitas histórias reais de pessoas fiéis que destruíram o casamento por causa de uma sala de bate-papo, orkut e sites de relacionamentos”, relata.
Já o pastor Sandro Santoro, da Primeira Igreja Batista de Vila Batista, em Vila Velha, afirma que muitas vezes a simples pergunta “Como foi o seu dia?” pode fazer surgir um interesse na pessoa que inicia uma conversa em um chat quando em casa esse cônjuge não recebe a atenção que queria. “O conteúdo online traz à realidade sonhos virtuais e mentiras, e isso pode virar uma compulsão”, disse Santoro, que é mestrando em Terapia de Família.

Como a igreja aborda o assunto
Falar sobre traição nas igrejas é ainda um tabu e, enquanto casais destróem seus casamentos, líderes muitas vezes preferem fingir que nada está acontecendo. Muitas das vezes, por total falta de instrução. Faltam pastores e líderes de casais com maturidade espiritual e até conjugal para falar sobre o assunto. Essa é a análise do pastor americano Jaime Kemp, diretor da Sociedade Religiosa Lar Cristão, e um dos pioneiros no trabalho com casais e famílias no Brasil.
“O pastor tem que ser um detetive nesses problemas de casais. Ele precisa identificar a dificuldade, mas o grande mal é que não sabe fazer isso, porque no seminário aprendeu apenas a realizar casamento, mensagem, funeral. Quando se fala sobre traição, o pastor passa creme em cima do câncer, quando é preciso cirurgia para extirpar a doença. A falta de instrução impede a solução dos problemas, aliada ao fato de 50% dos pastores terem sérios problemas conjugais ou com os filhos. Infelizmente, essa é uma realidade, e estamos vivendo uma epidemia de divórcios nos púlpitos. Se os pastores estão com problemas graves, não são exemplo. E como a igreja vai caminhar?”, revela e questiona Jaime Kemp.
Ele contou que recebe dezenas de casais por semana em seu escritório, em São Paulo, e nas crises conjugais a infidelidade é um dos maiores problemas. Mas, buscando ajuda em um pastor, em um conselheiro familiar ou algum casal com casamento firme é possível conciliar. “Já recebi a esposa de um pastor que chegou desesperada contando que durante uma madrugada acordou e não viu o marido na cama. Ao procurá-lo pela casa, viu que ele estava na internet assistindo a vídeos pornográficos. Isso é realidade e, mesmo que não tenha ocorrido contato físico, já é traição. A Bíblia diz ‘que qualquer que olhar com mente impura para uma mulher, já em seu coração cometeu adultério com ela’ (Mateus 5:28). A infidelidade é um problema terrível”, disse Kemp.
A igreja, em casos de traição, precisa ser um ponto de apoio, e não de inquisição. Assim como entre os cônjuges, a igreja deve tratar o assunto com carinho, diálogo, conciliação e perdão. A mulher e o homem precisam ser ajudados, e não rotulados, incluídos e não excluídos, amados e não discriminados. Segundo o reverendo Simonton, atualmente em apenas 27% das igrejas evangélicas há ministério específico para divorciados, solteiros e viúvos. “São necessárias ações mais profundas, que restaurem a dignidade humana e a capacidade de servir ao Senhor”, destacou.

Conseqüências da infidelidade
Sentimento de vingança
Baixa auto-estima
Culpa
Esfriamento sexual
Depressão
Dificuldades na criação dos filhos
Vergonha
Mentiras
Cobrança da igreja e da sociedade
Desespero
Inércia diante da situação
Perda da confiança nas pessoas
Problemas financeiros
Doenças sexualmente transmissíveis

Existe saída: o perdão, o amor e o diálogo
É pensando no perdão e na restauração do casamento que trabalha o Ministério Casados Para Sempre, que no Espírito Santo tem como coordenadores regionais o casal Ubiracy e Luzia Arnulfo da Fonseca, da Igreja Evangélica Batista de Vitória. São oferecidos cursos até mesmo para noivos, para mostrar a realidade vivida em um casamento e como enfrentar as dificuldades.
“Hoje a liberalidade da pornografia lida, vista e falada; a promiscuidade nos relacionamentos; e a televisão, a internet, as revistas, oferecendo condições, circunstâncias e oportunidades para a libertinagem, contribuem para a degradação do bem mais precioso para Deus, que é a família. Tem-se visto muitos casais, mesmo estando no meio cristão, praticando a traição. Dessa forma, o inimigo de Deus tem atacado muito ferozmente os casamentos e, por conseqüência, há muitas separações. Entretanto, nosso Senhor não desiste do homem, e tem dado ferramentas para utilização das igrejas. Satanás sabe que famílias fortes significam igrejas fortes e por isso tenta destruí-las”, afirma Ubiracy.
“O maior problema dos casamentos que terminam em divórcio é que não levaram em conta o que Deus fala sobre o assunto. O plano original de Deus para o casamento não incluía separação ou divórcio. Deus quer as famílias estruturadas”, destaca Luzia.
A pastora Norma, que é da Igreja Apostólica Brasileira, em Jardim Camburi, Vitória, aponta alguns passos para a restauração dos laços conjugais após um caso de infidelidade. É preciso primeiro perdoar, e o cônjuge que caiu em pecado deve pedir perdão a Deus, perdão ao companheiro(a) e a si mesmo. Em seguida, precisam decidir se há disposição para permanecer juntos e quais os investimentos necessários para a restauração deste casamento.
Além dessas análises e decisões, é preciso mudança de comportamento. O pecado confessado é perdoado, mas haverá as conseqüências deste erro, e o casal vai necessitar de acompanhamento, que pode ser realizado por seus líderes, ou por profissionais idôneos.
“O diálogo é imprescindível, por isso o casal não pode excluir Jesus do centro deste relacionamento. A rotina também não pode tomar conta. Casal precisa sair sozinho para passear, conversar. É claro que, mesmo havendo uma reconciliação, houve pecado, e Deus diz que há conseqüências. Cada caso deve ser analisado separadamente, mas a pessoa que traiu vai ser movida pelo Espírito Santo para expor a situação. Se não fizer, vai viver sob tensão, sob a sombra de um fantasma, sem paz”, afirma a sexóloga.
Ninguém deve se iludir achando que Deus vai deixar de lado esse pecado. Todo pecado tem conseqüência, assim como está escrito em Gálatas 5:19-21: “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.”
O pastor Jaime Kemp destaca a importância do acompanhamento de líderes de casais no momento da reconciliação, e diz que reconquistar a confiança da pessoa traída é o grande trabalho a ser feito. “Isso pode demorar de um a dois anos, por isso deve haver na igreja um ministério bem estruturado para casais, que se baseie profundamente no perdão e no relacionamento com Deus”, disse.
Mas o que acontece com uma pessoa que não consegue perdoar o cônjuge que a traiu? O perdão não é obrigatório, e muitos maridos e esposas não vão conseguir conviver com o outro sabendo de uma traição no passado. Nesses casos, é preciso avaliar a questão da separação, do divórcio. Segundo o pastor Sandro Santoro, a pessoa traída, se não exercer o perdão, pode sofrer conseqüências emocionais, além de espirituais.
“Ela vai ter complexo de inferioridade, porque, muitas vezes, acaba colocando a culpa em si própria, e será atacada por uma confusão de sentimentos, não mais conseguindo discernir o que é amor, carinho. Vai achar que todo mundo agora vai traí-la e por isso vai ter dificuldades em confiar novamente em alguém. O perdão é voluntário e a Bíblia diz que aquilo que você perdoar será perdoado”, disse o pastor.
Como é maravilhoso ver problemas que até então pareciam sem solução serem transformados e resolvidos, mas isso só é possível com a graça do Pai. Deus exige fidelidade no casamento e a colocou na lista dos frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, mansidão, domínio próprio e fidelidade. Há deveres conjugais a serem cumpridos, conforme o apóstolo Paulo descreve em Efésios capítulo 5, mas há também a promessa de que “o amor cobrirá a multidão de pecados” (I Pedro 4:8). Deus quer famílias firmes, casais que amem e saibam perdoar.
O diálogo, a constante doação, o respeito, o investimento no relacionamento, a confiança no Pai e a busca de forças para vencer as tentações, orando e estudando a Palavra de Deus, são ações preventivas que os casais devem adotar para evitar o pecado da infidelidade. É preciso lutar pelo casamento e terapeutas de casais já afirmam: “Casamento não é coisa para preguiçosos”. É um doar-se diário, buscando sempre a sua alegria na alegria do outro e exercendo o amor a todo tempo, como orienta a Bíblia.

Números da infidelidade no Brasil
Uma pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo mostra que um dos menores índices de infidelidade é o do Paraná, mas é onde 43% dos homens já traíram. Em São Paulo, 44%. Em Minas Gerais, 52%. No Rio Grande do Sul, 60%. No Ceará, 61%. Os baianos são os campeões: 64% dos homens se dizem infiéis.
Freqüência de relacionamento extra (“caso”) entre 3.106 mulheres de diferentes estados brasileiros:
Paraná: 19,3%
Pará: 20,3%
Santa Catarina: 23,3%
Mato Grosso do Sul: 23,6%
São Paulo: 24,1%
Bahia: 25,2%
Pernambuco: 26,5%
Ceará: 26,7%
Goiás: 27,7%
Minas Gerais: 29,5%
Rio Grande do Norte: 30,2%
Rio Grande do Sul: 31,7%
Rio de Janeiro: 34,8%
Prevalência de “caso sexual” entre 6.846 participantes da pesquisa:
Homens que admitiram ter “caso sexual”: 50,6%
Mulheres que admitiram ter “caso sexual”: 25,7%

Fonte: “Descobrimento Sexual do Brasil – Para curiosos e estudiosos”, da Professora doutora Carmita Abdo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Revista Comunhão / Portal Padom