Mostrando postagens com marcador PECADO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PECADO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A mais longa lista de pecados da Bíblia está relacionada à homossexualidade


Imagem relacionada


Quando o homem desprezou o conhecimento de Deus e perverteu o culto divino, perdeu a sua identidade. O homossexualismo é uma negação total do mundo real. Refuta qualquer possibilidade de continuidade e ameaça a identidade da pessoa como fruto do relacionamento de um pai e uma mãe. Não podemos concordar com a bandeira levantada pela homofobia, quando os ativistas desse movimento afirmam que o homossexualismo é uma opção normal e que o casamento de pessoas do mesmo sexo é uma união de amor que deve ser chancelada pela lei de Deus e dos homens. Ao descrever o homossexualismo, Paulo aponta sete características desse pecado abominável: 1) imundícia (Rm 1.24); 2) desonra para o corpo (1.24); 3) paixão infame (1.26); 4) antinaturalidade (1.26); 5) contrariedade à natureza (1.26); 6) torpeza (1.28); 7) erro (1.28).

O apóstolo Paulo amplia a questão quando faz um diagnóstico sombrio da realidade que nos cerca. A decadência moral atinge todos os relacionamentos: com Deus, consigo próprio, com o próximo e com a família. Esta é a mais longa lista de pecados encontrada nas epístolas paulinas. Paulo faz uma lista de 21 pecados, que mostraremos agora:
  1. Cheios de injustiça – A palavra grega adikia significa roubar tanto aos homens como a Deus de seus direitos.
  2. Cheios de malícia – A palavra grega poneria se refere a uma maldade sedutora, maligna. Trata da pessoa que não apenas é má, mas procura arrastar os outros para sua maldade.
  3. Cheios de avareza – A palavra grega pleonexia é o desejo desenfreado que não conhece limites nem leis, o desejo insaciável de ter o que não lhe pertence por direito. É amor insaciável às possessões e aos prazeres ilícitos.
  4. Cheios de maldade – A palavra grega kakia descreve o homem desprovido de todo o bem. Trata-se da pessoa que tem inclinação para o pior. É o vício essencial que inclui todos os outros e do qual todos os outros procedem.
  5. Possuídos de inveja – A palavra grega fthonos descreve o terrível sentimento de sentir-se desconfortável com o sucesso dos outros, não só desejando o que lhe pertence, mas também alegrando-se com suas tragédias.
  6. Possuídos de homicídio – A palavra grega fonos se refere a desejo, intenção ou atitude de ferir o outro para tirar-lhe a vida. O assassino é também aquele que odeia a seu irmão (1Jo 3.15). O homem pode ver a ação, mas Deus conhece a intenção.
  7. Possuídos de contenda – A palavra grega eris diz respeito ao sentimento e à atitude daquele pessoa que é dominada pela inveja e por isso se torna facciosa e briguenta.
  8. Possuídos de dolo – A palavra grega dolos retrata a pessoa que não age da maneira reta, usando sempre métodos tortuosos e clandestinos para alguma vantagem. A palavra vem do verbo doloun usado para referir-se à falsificação de metais preciosos e a adulteração de vinhos.
  9. Possuídos de malignidade – A palavra grega kakoetheia descreve a pessoa que sempre supõe o pior acerca dos outros. É a pessoa que sempre vê as coisas pelo lado mais sombrio.
  10. Difamadores – A palavra grega psithyristes representa a pessoa que murmura suas histórias maliciosas de ouvido a ouvido.
  11. Caluniadores – A palavra grega katalalos refere-se a pessoa que proclama publicamente suas infâmias.
  12. Aborrecidos de Deus – A palavra grega theostygeis retrata o homem que odeia a Deus, porque sabe que Deus é estorvo em seu caminho de licenciosidade. De bom grado eliminaria Deus se pudesse, pois para ele o mundo sem Deus lhe abriria o caminho para o pecado.
  13. Insolentes – A palavra grega hybristes retrata a pessoa altiva, soberba, sadicamente cruel, que encontra prazer em prejudicar o próximo.
  14. Soberbos – A palavra grega hyperefanos descreve a pessoa que está cheia de si mesma como um balão cheio de vento. Este é o ponto culminante de todos os pecados. Trata-se de quem despreza todos, exceto a si mesmo, e tem prazer em rebaixar e humilhar os outros.
  15. Presunçosos – A palavra grega alazon descreve a pessoa que pensa de si mesma além do que convém e exalta a si mesma acima da medida. Diz respeito a quem pretende ter o que não tem, saber o que não sabe e jacta-se de grandes negócios que só existem em sua imaginação.
  16. Inventores de males – As palavras gregas efeuretes kakon retratam aquelas pessoas que buscam novas formas de pecar, novos recônditos nos vícios, porque estão enfastiadas e sempre à procura de novas emoções em alguma fora diferente de transgressão.
  17. Desobedientes aos pais – As palavras gregas goneusin apeitheis se referem àquela atitude dos filhos de sacudir o jugo da obediência aos pais. Trata-se de filhos rebeldes e irreverentes.
  18. Insensatos – A palavra grega asynetos descreve o homem que é incapaz de aprender as lições da experiência. Trata-se da pessoa culpada de grande sandice, que se recusa a usar a mente e o cérebro que Deus lhe deu.
  19. Pérfidos – A palavra grega asynthetos descreve a pessoa que não é confiável. É aquele desonesto em quem não se pode confiar.
  20. Sem afeição natural – A palavra grega astorgos significa sem amor à família. Trata do desamor dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. É a falta de afeto entre os irmãos de sangue. A prática abusiva de abortos e os crimes familiares apontam para a gravidade desse pecado em nossos dias.
  21. Sem misericórdia – A palavra grega aneleemon retrata a pessoa implacável, sem piedade, que fere e mata o outro sem compaixão.

Conclusão


Depois de descrever com cores fortes e vividas o estado de decadência da sociedade, Paulo faz duas afirmações ainda mais chocantes:

1) Os homens pecam conscientemente. “Ora conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam não somente as fazer…” (Rm 1.32ª). 

2) Os homens aplaudem os que praticam as mesmas coisas. “…mas também aprovam os que assim procedem” (Rm 1.32b). 
O Eterno tenha misericórdia de nós.


por: Pr Marcelo Oliveira
Biblio
Rienecker, Fritz; Rogers, Cleon. Chave lingüística do NT
Lopes, Hernandes Dias. Romanos. Ed. Hagnos
Barclay, William. Romanos, p. 45-51


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Satanás usa o desejo sexual


Imagem relacionada


Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento. Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.

O nosso foco no domingo que antecede o Natal será a grande verdade de 1 João, que “o Filho de Deus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo.” Na última semana expusemos uma dessas obras, isto é, que Satanás se esforça para levar embora a Palavra de Deus quando esta é pregada. Hoje nós exporemos outra obra de Satanás, ou seja, que ele usa o desejo sexual.

O texto ensina pelo menos quatro coisas.
 
1. Celibato é um dom a ser celebrado

Você poderia chamar 1 Coríntios 7 o manifesto de Paulo para a vida solteira. Quando ele diz no versículo 1 “bom seria que o homem não tocasse em mulher”, tem em vista a mesma coisa que no versículo 8: “Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu.” “Bom seria que o homem não tocasse em mulher” significa “É bom ser solteiro.”

Paulo versus a Concepção Moderna de Celibato

Paulo estava tão plenamente comprometido com a vida de celibato que ansiava que todos tivessem a mesma vida. Mas a razão porque ele tinha grande apreço pela vida solteira é exatamente oposta daquela por que muitos hoje gostam da vida solteira e mesmo romperiam casamentos a fim de novamente gozar a solteirice. Hoje a solteirice é apreciada por muitos porque traz a liberdade suprema para a auto-realização. Você mexe os seus próprios pauzinhos. Ninguém restringe o seu modo de ser.

Mas Paulo estimava a sua solteirice porque ela o deixava totalmente à disposição do Senhor Jesus. Nem esposa nem filhos precisariam ser levados em conta quando a missão por Cristo fosse perigosa. Nenhum dinheiro precisaria ser gasto em roupas e na educação do pequeno Paulo júnior. Não precisaria ser dispensado tempo preservando e cultivando a relação com sua esposa.

Celibato Como Propósito de Escravidão a Cristo

Segundo os versículos 32-35, Paulo promovia o celibato porque ele se deleitava em servir a Cristo com tão poucas distrações quanto fosse possível, e almejava isso para os outros também. A disposição contemporânea promove solteirice (mas não castidade) porque ela livra da escravidão. Paulo promove a solteirice (e castidade) porque ela livra para a escravidão — ou seja, escravidão a Cristo.

Deus chamou muitos de vocês para uma vida de celibato. O ensino dessa passagem para você é que esse é um dom a ser celebrado. Você estaria pensando — como muitos de vocês — em que sentido a sua liberdade pode ser maximizada pela causa de Cristo aqui e pelo mundo. Você tem algumas vantagens que a pessoa casada não tem.

2. Celibato não é para todas as pessoas

Nem todos são chamados ao celibato como Paulo. O versículo 7: “Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra.” Da mesma forma que Paulo gostaria de recomendar o celibato a todas as pessoas, ele faz referência à sabedoria de Deus que chama alguns para casar. Celibato não é para todas as pessoas.

3. Casamento é uma barreira para a torrente de fornicação e adultério

Casamento é uma barreira para a onda de fornicação — relações sexuais fora do casamento. Após dizer no versículo 1 que bom seria que o homem não tocasse em mulher (isto é, celibato é bom), Paulo diz no versículo 2: “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.”

A Clara Proibição ao Intercurso Sexual Pré-marital

Essa é uma clara proibição ao intercurso sexual pré-marital. Há evangélicos alegando hoje que a palavra para “imoralidade” no Novo Testamento (porneia) refere-se somente à promiscuidade, mas não ao intercurso sexual pré-marital para casais comprometidos. Mas esse é um exemplo de se definir uma palavra com muito pouca sensibilidade ao contexto moral e teológico em que ela é empregada.

Quando no capítulo proibiu a imoralidade, Paulo mais definitivamente tinha em mente sexo pré-marital entre casais comprometidos. Veja, por exemplo, em 1 Coríntios 7:36-37. “Mas, se alguém julga que trata indignamente a sua virgem, se tiver passado a flor da idade, e se for necessário, que faça o tal o que quiser; não peca; casem-se. Todavia o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas com poder sobre a sua própria vontade, se resolveu no seu coração guardar a sua virgem, faz bem.” O que nos leva de volta ao ponto do versículo 1, “bom seria que o homem não tocasse em mulher.” Agora, sejamos honestos. Não está claro o que Paulo ensina sobre sexo prémarital para casais comprometidos? Ele ensina que a vida de solteiro é o preferido (como vimos antes), mas que se o desejo sexual é forte… o quê? Vão em frente e durmam juntos, desde que vocês estejam comprometidos um com o outro e tenham gozado todas as outras formas de intimidade? Não! Ele diz que se o desejo é forte, case. Intercurso sexual pré-marital para casais comprometidos não é uma opção cristã. E eu recomendo um artigo de um conselheiro cristão da Standard deste mês, pela excelente exposição de algumas das razões por trás desse padrão divino de castidade (“The Eroding Effect of Premarital Sex”, por P. Roger Hillerstrom).

A mesma coisa é clara a partir do nosso texto no versículo 2. “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” Ele não diz que ficar comprometido é a solução para a tentação sexual. Ele não diz que um compromisso verbal anterior ao casamento justifica o ato do intercurso sexual. Ele diz “Se o seu desejo por relações sexuais com a sua companheira é forte, vá em frente, case.” Casamento é a barreira designada por Deus à torrente de fornicação no mundo. 

Mas você pode cometer adultério. Este é o porquê de Paulo se pôr a mostrar que casamento tem também o propósito de ser uma barreira contra o adultério. Os versículos 3-5: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.”

É claro, a partir desse texto, que as boas relações sexuais no casamento pretendem ser uma barreira contra a torrente de adultério. Maridos e esposas têm o dever de se dispor às relações sexuais um com o outro de forma tal que a tentação do adultério seja significativamente enfraquecida.

Três Elementos da Satisfação Sexual no Casamento

Note cuidadosamente a forma como eu disse isso. Maridos e esposas têm o dever de se dispor às relações sexuais um com o outro de modo tal que a tentação do adultério seja significativamente mitigada. A implicação desse texto é que maridos e esposas devem satisfazer sexualmente um ao outro, tal que seus olhos e corações não perambulem atrás de satisfação em outro lugar. Há muitos elementos que cooperam com essa satisfação. Deixe-me mencionar três deles.

1. A Frequência do Intercurso Sexual

Um desses elementos é mencionado por Paulo no versículo 5, isto é, a frequência do intercurso sexual. Ele diz que casais não devem se abster por muito tempo das relações sexuais para que não sejam vítimas da tentação do adultério. Frequência é um elemento que coopera com a satisfação nas relações sexuais.

2. Atração Física

Outro elemento seria se marido e esposa são fisicamente atraídos um ao outro. Eu admito que essa é uma questão muito delicada e complexa. É delicada porque há muitas coisas em nós que não podemos mudar e outras que são difíceis de mudar. É complexa porque a união íntima de duas pessoas pode fazer com que elas vejam beleza uma na outra que outras pessoas não podem ver.

Todavia, se é verdade que a atração física de um pelo outro é parte daquilo que torna satisfatória uma relação sexual, penso que esse texto implica que maridos e esposas têm o dever espiritual de tentarem ser atrativos um ao outro. Nenhum de nós pode competir com os símbolos sexuais dos nossos dias. E nem deveríamos tentar isso. Há alguns de nós, de fato, que colocam ênfase demasiada na aparência exterior. Mas certamente a visão bíblica é um balanço entre uma autoconsciência excitada por cada ruga e quilograma e fio de cabelo grisalho de um lado, e por outro lado uma negligência descuidada que não atenta à consideração do nosso parceiro quanto à forma que deveríamos nos vestir, comer, tomar banho ou agir em público. A exortação dessa porção das Escrituras é que deveríamos ser sexualmente satisfatórios ao nosso cônjuge a fim de afastar os pensamentos da tentação de procurar satisfação em outro lugar.

(Deixe-me inserir uma advertência. Não infira a partir disso que se o seu parceiro não o satisfaz você tem o direito de procurar satisfação em outro lugar. Casamento é infinitamente mais do que sexo. E um desapontamento nessa área não é uma dispensa honrada dessa relação.)

3. A Integridade de Ambos os Lados no Relacionamento

A despeito da freqüência das relações sexuais e da atratividade de um pelo outro, a satisfação também depende, em terceiro lugar, da dignidade de ambos os lados no relacionamento. Se há raiva, mágoa, ressentimento, sentimentos feridos, nós usualmente não procuramos o contato mútuo, tanto menos nos abraçamos. Assim, o texto é também uma exortação para que nos humilhemos, nos arrependamos e busquemos perdão e renovação em nosso casamento.
[…]
Até o momento definimos, então, que:
1. Celibato é um dom a ser celebrado.
2. Celibato não é para todas as pessoas.
3. Casamento é uma barreira para a torrente de fornicação e adultério, pois dispõe a forma de Deus para a satisfação do desejo sexual.

4. Satanás usa o desejo sexual

Eu não estou dizendo que Satanás cria o desejo sexual. Deus é que criou o desejo sexual. Sentir desejo sexual não é algo pecaminoso ou satânico. Satanás não cria o desejo sexual; ele o usa — ou mais precisamente, abusa dele.

Desejo Forte e Vulnerabilidade a Satanás

O versículo 5 diz “Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” Quando o desejo sexual aumenta, Satanás dirige a sua bateria de mísseis em marcha rápida. O aumento do desejo sexual não significa vitória de Satanás, mas vulnerabilidade a ele.

Há uma verdade muito simples operando aqui: quanto mais intenso for o desejo sexual, mais propensos estaremos ao engano de julgar que não é errado satisfazer esse desejo por meio da fornicação, adultério ou masturbação. A mesma verdade se aplica a todas as áreas da nossa vida: quanto mais forte for o nosso desejo por alguma satisfação, mais vulneráveis estaremos ao engano sobre o que é certo ou errado no que se refere à forma que tentamos satisfazer esse desejo.

Por exemplo, esta é a razão porque quando você ou sua companhia espera que você esteja sozinho num carro para decidir o que é certo ou errado a respeito da fornicação é quase certo que você decidirá a favor dela. Satanás toma o desejo e usa o poder do desejo para fazer a sugestão soar aceitável. Nós estamos numa condição melhor para a reflexão moral quando o desejo está num nível baixo, tal que quando as ondas das racionalizações satânicas quebrem sobre nossas mentes no momento da tentação, teremos um ponto de apoio na verdade e não seremos lançados para a conduta que parece ser tão boa.

Os Esforços de Satanás Para Destruir a Pérola do Desejo Sexual

Deixe-me dizer isso novamente. Satanás não cria o desejo sexual. O desejo é bom e Satanás nunca produziu algo bom. Seu objetivo pleno é destruir o que Deus criara para ser bom. Existem dois modos pelos quais você pode destruir uma pérola. Você pode cortar ela fora da ostra antes que tenha amadurecido ou você pode dar ela de alimento aos porcos. Satanás faz o possível para remover o desejo sexual da ostra da graça e da verdade de Deus. Se ele conseguir que pessoas isolem o sexo da realidade de Deus, ele terá virtualmente destruído seu verdadeiro significado e beleza. Ele também faz o possível para tomar a pérola do desejo sexual e, ao invés de colocá-la no pendente do casamento, dá de comer aos porcos da fornicação, do adultério, da pornografia, do incesto, do abuso infantil e da homossexualidade.

Mas a pérola do desejo sexual é feita para crescer e chegar à plenitude da sua beleza na graça e na verdade de Deus, seu fabricante, e então ser tomada e colocada no pendente dourado do casamento. Ou, para aqueles que são chamados para tomar o caminho do celibato, a pérola do desejo sexual é feita para ser um tipo de rolamento minúsculo no carango da criatividade humana.

Pitirim Sorokin, um professor de sociologia em Harvard, e J. D. Udwin realizaram um estudo em história social que concluiu que “os períodos de liberdade sexual foram os mais pobres do ponto de vista cultural, ao passo que aqueles períodos em que a moralidade e a convenção social impuseram restrições sobre a atividade sexual foram os mais ricos na produção criativa” (Christianity Today, Nov. 23, 1984, p. 29). Mas Satanás usará qualquer coisa que puder para arruinar essa pérola do desejo sexual, cortando-a da graça e da verdade de Deus, ou dando-a de comer aos porcos do adultério e da pornografia, ou restringindo pessoas solteiras de porem suas energias a serviço de uma vida de diligência criativa pela causa de Cristo.

Satanás é Real e Poderoso

Por favor, tome isso com bastante seriedade. Satanás não é alguém fácil de derrotar. Ele é real e poderoso. Ele mantém milhões de pessoas firmemente em sua servidão. E ele está procurando mais pessoas a todo o momento. Eu ouvi ontem de alguém da nossa comunidade a respeito de uma pessoa que rejeitou uma refeição num vôo, e quando inquirida do por que disso, essa pessoa disse que estava jejuando e orando a Satanás. Quando inquirida acerca do que estava orando, ela disse que estava orando pelo rompimento do casamento de pastores.

Se você fosse um adorador de Satanás, e procurasse saber quais são os objetivos do seu mestre, tal que saberia então como orar, onde iria para saber mais a respeito? Você iria ao encontro da Bíblia, pois ela dá um retrato verdadeiro daquilo com que Satanás está ocupado no mundo. E você leria, entre outras coisas, que ele está ocupado em destruir casamentos. Satanás é totalmente comprometido com o adultério e com todos os problemas pessoais que levam a ele. Aprenda das Escrituras esta manhã. Quando você luta contra a tentação sexual, sua luta é contra Satanás. Não porque ele criou o desejo, mas porque ele usa o desejo de forma muito poderosa e enganadora.

Resistindo às mentiras de Satanás pelo conhecimento de Deus

Mas nunca esqueça, “O Filho de Deus veio ao mundo para desfazer as obras do diabo.” O significado do advento é a vitória para todos aqueles que conhecem o Filho de Deus. Há uma forma de resistir à tentativa de Satanás de usar o seu desejo sexual.

Deixe-me encerrar dirigindo a sua atenção à passagem em 1 Tessalonicenses 4, mais exatamente os versículos 3-5. Aqui Paulo mostra a diferença crucial entre aqueles governados por suas paixões e aqueles governados por um senso de santidade e reverência. “Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; Não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus.”

O ponto-chave é “que não conhecem a Deus.” Se você perguntasse a Paulo ‘O que eu posso fazer para que eu fique protegido do poder de Satanás de me enganar no pecado sexual?’ sua resposta seria ‘Conheça a Deus.’ Dedique-se com esmero ao conhecimento de Deus. Seja diligente na busca por uma visão sempre mais ampla de Deus.

Ele disse em Romanos 1:28, “E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm.” Mas se você acumula o conhecimento de Deus é diligente em sua busca, a escravidão da torpeza será rompida. Em Gálatas 4:8, Paulo disse “Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.” Libertação da escravidão de Satanás e das suas forças vem pelo conhecimento de Deus.

Ou, como Pedro expressou em sua segunda carta (1:3): “Visto como o seu divino poder nos deu tudo o que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou pela sua glória e virtude.” Quanto melhor conhecer a glória e a virtude de Deus, menor será o poder que Satanás terá sobre você. Você não pode ser facilmente enganado de que o caminho de Satanás é melhor quando você realmente conhece o caminho de Cristo.

A única forma de lutar contra a mentira do prazer pecaminoso é com a verdade do prazer reto. Quando você chegar ao conhecimento pleno de Deus — que “em Sua presença há plenitude de alegria e em Sua mão direita estão prazeres para todo o sempre” — você terá vencido Satanás de uma vez por todas. Ele é um mentiroso e não tem poder sobre aqueles que realmente conhecem a Deus.


Por: John Piper. 
© Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. 
Traduzido com permissão. Fonte: Satan Uses Sexual Desire.

Original: Satanás usa o desejo sexual. 
© Voltemos ao Evangelho. 
Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados.

John Piper é doutor em Teologia pela Universidade de Munique e fundador do desiring God.org e chanceler no Bethlehem College & Seminary. Ele serviu por 33 anos como pastor principal da Bethlehem Baptist Church em Minneapolis, Minnesota. Piper é autor de diversos livros, incluindo Uma Glória Peculiar (Fiel) e Em busca de Deus (Shedd).

 https://voltemosaoevangelho.com/blog/2018/06/satanas-usa-o-desejo-sexual/


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A pessoa que comete adultério, deve confessar o seu pecado para o parceiro?



Escrever sobre esse assunto é extremamente delicado, tendo em vista a quantidade de pessoas envolvidas e a responsabilidade em opinar sobre algo de tão grande importância. Em dias onde a igreja tem se mostrado quebrada em termos de relacionamento, notícias e pesquisas de adultérios dentro da igreja cresceram assustadoramente, e o tema passou a ter uma procura relevante.

1 . Primeiro, eu quero deixar claro que o adultério é muito grave; é um pecado com consequências severas. Ele provoca graves danos para o culpado , o cônjuge , a família, a igreja e a comunidade. Até mesmo o mundo secular vê o adultério como errado. Um caso nos Estados Unidos de um candidato presidencial, teve suas chances reduzidas a pó, apenas com base no escândalo de uma ” suposta ” infidelidade conjugal.

No entanto , o adultério acontece algumas vezes, e depois? A vida para? Os adúlteros serão banidos da sociedade , sem chance de redenção? É a falta da confissão de um pecado que impossibilita tratamento e reconciliação através de Cristo?

Para responder de forma simples a essas perguntas é necessário ter em mente que a pessoa envolvida precisa ser tratada, simplesmente confessar será equivalente a um anúncio público do ato. Alguém comentará, outro fará fofoca e em seguida a fofoca se espalha como fogo. A fofoca em si torna-se pecado.

2 . Para ter efeito , a confissão precisa ser parte de um processo de tratamento. O significado do propósito e do processo de confissão pode começar com João, que escreveu: ”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9 ; . Cf Sl 103) .

Podemos acrescentar a confissão de Davi, que se envolveu tanto em adultério como também em assassinato , “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” – Salmos 32:5

Davi nos dá mais conhecimento em outro texto, ”Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.“ (Salmo 51:1-4 ) .

A partir desses dados , nós aprendemos que a confissão de Davi foi diretamente a Deus. O conteúdo da confissão de Davi era a de reconhecer honestamente , admitir , e assumir a responsabilidade completa pelo seu pecado. Ele não culpou ninguém, mas apenas si mesmo. Seu apelo era bondade e compaixão de Deus. O pedido de Davi era para perdão e purificação do pecado. Com base nesta confissão, Deus perdoou Davi.

Em outro lugar, Davi ensina : “Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades. Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” (Salmo 103 : 10 , 12 ) . Seria bom ler (e até memorizar), todo o Salmo 103. Este salmo explica em mais detalhes o que significa perdão.

João explica-nos mais a fundo como um Deus justo e santo pode perdoar o pecado. Em outras palavras, em que base Ele pode perdoar e purificar-nos de nossos pecados. João escreveu: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (1 João 2:1, 2).

Em outras palavras, Deus pode nos perdoar , porque Cristo satisfez toda a pena e culpa de todos os nossos pecados de todos os tempos (Cf. Hebreus 10:10-14 ). Cristo tomou toda a punição devido o nosso pecado , e Deus está satisfeito com a obra de Cristo na cruz.

3 . Parte da restauração lida com a atitude de coração em direção a Deus , e o estilo de vida ou comportamento. O provérbio : ”O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal.” (Provérbios 28:13 , 14).

Isso significa que o oposto da confissão é esconder ou tentar esconder de Deus – como Adão e Eva fizeram. É endurecer o nosso coração para Deus, e excluí-lo de nossas vidas. Assim, em caso de adultério , precisamos não só de confessar como Davi, mas também se afastar imediatamente do pecado. Nossa condição de coração e estilo de vida diante de Deus no presente é o que importa para Ele. Confissão e abandono é um processo constante e diário. Somos todos pecadores por natureza , e devemos cuidadosamente cultivar uma relação de coração aberto e obediência para com Deus através de Cristo .
4. Se meu corpo pertence ao meu cônjuge eu não quebrei a aliança? De acordo com Davi, seu adultério ( pecado ) foi contra Deus. Certamente, o adultério é uma quebra de confiança que provavelmente irá afetar o casamento, mas o pecado é algo que fazemos contra Deus.

Mais uma vez, para repetir, Davi disse: ”Contra ti, contra ti somente , pequei , e fiz o que é mal à tua vista .”

Para não concentrarmos somente em Davi, podemos utilizar Jesus Cristo que em diversas vezes afirmou: “Seus pecados estão perdoados.”

Fica claro que apenas Deus tem o poder de perdoar pecados.

Há uma outra suposição problemática no argumento em questão: “o meu corpo pertence ao cônjuge“. O que significa ”pertencer“? Existem dois versículos que podem ser usados ​​para exemplificar o contexto do versículo.

A primeira seria a injunção de Paulo: ”Assim também os maridos devem amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos” (Efésios 5:28) . No entanto, Paulo criou uma metáfora ou figura de linguagem para ilustrar o grau de amor que precisamos ter para com a esposa. Ele não menciona qualquer tipo de propriedade.

O outro versículo seria: ”A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido ; e da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher ” (1 Coríntios 07:04 ) . O contexto aqui é claramente quanto a relações sexuais . Paulo está dizendo para não punir ou privar o cônjuge do sexo.

Eu não consigo ver a lógica, lendo esses versos e ter a ideia de que existe algum tipo obrigação em confessar atos de adultério um para o outro.

5 . Outra coisa que se deve considerar é que esse tipo de pecado geralmente traz uma enorme quantidade de culpa, porque somos culpados! Às vezes, a necessidade de confessar vem de um desejo de encontrar alívio para o fardo da culpa. Confessar pode dar um certo grau de alívio, mesmo que momentaneamente . No entanto, pense em como a verdade iria devastar o seu cônjuge!

Como se trata de um assunto delicado, vamos dividir o artigo em 2 partes.



https://bibliacomentada.com.br/index.php/pessoa-que-comete-adulterio-deve-confessar-o-seu-pecado-para-o-parceiro/

terça-feira, 9 de maio de 2017

O primeiro casal, a primeira briga


Resultado de imagem para o primeiro casal biblico


Quando uma decisão é tomada unilateralmente, frequentemente resulta em crise. O difícil caminho do diálogo. 

A vida do primeiro casal não estava isenta de crises. A primeira e mais profunda delas acontece exatamente quando eles, em sua rotina, deixam de buscar a Deus como casal e passam a ouvir outras vozes que pretensamente têm instruções a lhes dar para a vida. 

A crise nesta vida paradisíaca se inicia quando a serpente se encontra com a mulher, que está sozinha, sem a companhia do esposo. É interessante observar que a serpente escolhe exatamente esse momento, pois quando estamos sozinhos ficamos mais vulneráveis. Por isso o sábio afirma em Eclesiastes 4.9-10 que é sempre melhor serem dois. O fato de estar sozinha faz com que a mulher tome uma decisão sem consultar seu cônjuge – e essa decisão se mostra equivocada. 

O processo de tomada de decisões entre casais é sempre um processo difícil quando não há um diálogo harmônico entre marido e mulher. Nosso machismo cultural afirma que a última palavra deve ser sempre do esposo, e, infelizmente essa modelação cultural entra pelos “poros” e acaba ganhando matizes de pseudo-espiritualidade em intepretações da Bíblia dentro de nossas igrejas. Lemos Efésios 5.22 (“mulheres, sujeitai-vos”) e fechamos os olhos para o verso imediatamente anterior que propõe a sujeição mútua (esposas aos maridos e maridos às esposas). 

A verdade é que o caminho mais difícil – o estreito – aponta para a busca de unidade e harmonia e pressupõe, para alcançar este fim, que serão necessários muitos minutos de diálogo fértil e construtivo, com uma escuta respeitosa e de coração aberto ao outro. É preciso abrir-se à criatividade para superarmos a imposição egoísta do meu (que acredito que é o certo) sobre o teu (que por ser distinto é presumido como errado) e chegarmos ao nosso. 

Quando a decisão é tomada unilateralmente, frequentemente resulta em uma crise! 

Outro dado importante a ser observado nessa crise é que ela passa essencialmente pelo sensorial, sem buscar elementos racionais para a avaliação da realidade. A mulher vê (órgão dos sentidos) que a árvore era “atraente aos olhos” e que parecia “agradável ao paladar” (órgão dos sentidos). Então, deixa-se levar por essas sensações sem refletir (uso da razão) sobre o significado mais profundo de tudo aquilo. Atitude diferente da de Eva verificamos em outra mulher bíblica de destaque, Maria, que refletia nos acontecimentos e buscava significado no que lhe era de difícil compreensão (Lc 2. 51). 

Tampouco Adão se detém para refletir sobre o que estava acontecendo e deixa-se levar pela mesma busca por prazer sensorial. Essa busca é algo que afeta homens e mulheres desde os tempos mais remotos da humanidade. Em si, ela não é negativa. Porém, quando não é equilibrada com a reflexão racional, ela pode ter sequelas desastrosas. Hoje em dia, quando um cônjuge trai seu par em busca de um “algo a mais” (sensorial), acaba destruindo não só o relacionamento, mas também a autoestima do cônjuge e a construção de valores dos filhos. Jovens que buscam sensações orgásticas autocentradas “ficando” com vários parceiros/parceiras de forma inconsequente e descompromissada, sem o perceberem estão transformando os relacionamentos em padrões objetais (uso o outro para ter sensações) e corroendo seu valor pessoal. Da mesma forma que eu uso o outro, torno-me objeto de uso do outro (coisa), deixando de ser uma pessoa na relação. 

A reflexão à posteriori (“ouvindo os passos do Senhor […] esconderam-se”, Gn 3.8) leva a sentimentos de vergonha (3.10), nojo, medo, e tantos outros negativos. Isso é muito comum em um processo de busca irrefletida pelo sensorial. Quantos jovens sentem-se mal após sentirem-se usados e descartados por seus pares? Como Amnom que, de sentir-se intensamente apaixonado, passou a sentir repugnância após estuprar sua própria irmã (2Sm 13.15). 

A crise se intensifica com a troca de acusações (Gn 3.12 e 13) e o não reconhecimento de responsabilidade. Em um processo de crise geralmente pensamos em que o outro é culpado, em vez de nos humilharmos e reconhecermos a nossa parcela de responsabilidade. Sem a humilhação não há a possibilidade de manifestação da graça de Deus (1Pe 5.6). O orgulho próprio impede que desfrutemos de uma vida plena, pois, paradoxalmente quando reconhecemos que erramos é que crescemos. É também quando o relacionamento cresce, mas isso é difícil, pois, como Adão e Eva que tentaram cobrir-se com frágeis folhas em Gênesis 3.7, tememos que, ao expormos nossas falhas, o outro nos rejeitará, perderá sua admiração por nós. 

O desfecho da crise entre o casal se dá no aprofundamento da distância relacional, com Deus “pré-vendo” que cada um dos componentes do casal passaria a priorizar outros elementos, o que causaria profundos problemas – uma mudança de foco da unidade relacional para atividades que são consideradas “mais importantes”. A mulher passaria a valorizar mais a maternidade, quebrando a harmonia conjugal e gerando uma prevalência do marido nos processos decisórios familiares (Gn 3.16; 20). O homem priorizaria o trabalho, através do qual tentaria restabelecer sua dignidade (Gn 3.17-19), mas sempre com sofrimento. O prazer sensorial que é buscado transforma-se em desprazer e o vínculo harmônico do Éden é perdido – já não há mais transparência entre o homem e sua esposa (Gn 3.21). 

Trecho retirado de Acontece nas Melhores Famílias, de Carlos Catito Grzybowski e Jorge E. Maldonado (Editora Ultimato)
http://ultimato.com.br/sites/blogdaultimato/2017/05/08/o-primeiro-casal-a-primeira-briga/?platform=hootsuite

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sexo Antes do Casamento

 


1 Coríntios 6:18-20 e 1 Coríntios 7:1-2
"Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que um homem faz-se sem o corpo, mas o que se prostitui peca contra o próprio corpo. O que não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que habita em vós, que haveis de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço: glorificai pois a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, que é de Deus. Ora, quanto às coisas que vos escreveu-me: É bom não para um homem para tocar uma mulher. No entanto, para evitar a fornicação, tenha cada homem sua própria mulher, e cada mulher seu próprio marido. "
O significado do dicionário a palavra "fornicação" significa qualquer intercurso sexual ilegal, incluindo o adultério. Na Bíblia, a definição grega da palavra "fornicação" significa comprometer as relações sexuais ilícitas. O que constitui o sexo ilícito? Cujas leis vivemos perto? Padrões mundanos ou leis muitas vezes nem sempre se alinham com a Palavra de Deus. Os pais fundadores dos Estados Unidos estabeleceu muitas leis que foram originalmente baseados em padrões cristãos e as leis da Bíblia. No entanto, ao longo do tempo os Estados Unidos se afastou bastante da essas normas e, ao apresentar os nossos padrões morais são chocAntes do mundo. No entanto, a imoralidade não é encontrado somente em os E.U. mas é uma epidemia mundial. Sociedades ao longo da história e ao redor do mundo adotaram padrões sexuais que são chamados pecados na Bíblia.

Fornicação não é apenas tolerado em nossa sociedade, mas que realmente está sendo incentivado. O pecado da fornicação está sendo cometido, mesmo entre os cristãos, como muitos casais "viver juntos" e ter relações sexuais Antes do Casamento. A Bíblia nos diz para fugir deste pecado. Temos aconselhado os cristãos do sexo oposto que compartilham um apartamento e eles nos disseram que não estavam fazendo sexo de modo que este certamente não estava errado. A Bíblia declara essas palavras em 1 Tessalonicenses 5:22-23:

"Abster-se de toda aparência do mal. E o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo, e peço a Deus todo o vosso espírito e alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".

Nossas vidas como cristãos são um testemunho vivo para os outros e não podemos quebrar as leis de Deus, sem incomodar os outros da vinda de Cristo. Temos que viver nossa vida em pureza diante de um mundo pecaminoso e ímpio. Não devemos viver de acordo com suas normas, mas de acordo com o padrão de Deus na Bíblia. Nenhum casal deve viver juntos fora dos laços do Casamento.

Muitos dizem que viver juntos Antes do Casamento para ver se eles são compatíveis, pois não quero o divórcio. Isto pode soar como uma razão justificável para cometer o pecado da fornicação, mas aos olhos de Deus, ainda é pecado. Estatísticas mostram, contudo, que aqueles que vivem juntos Antes do Casamento são mais propensos a divorciar-se do que aqueles que não o fazem. Morando juntos mostra uma total falta de confiança em Deus e uma falta de comprometer-se a ele a escolha de um companheiro. Os cristãos que vivem nesta situação estão fora da vontade de Deus e da necessidade de se arrepender e buscar a Deus de saber se esta pessoa é o caminho certo para eles. Se é a vontade de Deus para que possam ser, juntos, devem se casar. Caso contrário, eles precisam mudar suas condições de vida.

Como cristãos, a meta de qualquer relacionamento deve ser a causa do povo em nossas vidas para amar e conhecer o Senhor melhor. Viver junto é vergonhoso e egoísta como as partes não importa o que os outros pensam ou como elas podem afetar as suas famílias e outros. Eles estão vivendo para satisfazer seus próprios desejos e os desejos egoístas. Este tipo de estilo de vida é destrutiva e especialmente para as crianças cujos pais estão a viver um mau exemplo perante eles. Não admira que os nossos filhos estão confusos sobre o certo eo errado, quando os pais degradar a santidade do Casamento, vivendo juntos fora do Casamento. Como viver juntos podem causar crianças a amar e honrar a Deus quando seus pais quebrar as leis de Deus, Antes deles, porque são sensuais?

Os jovens de hoje precisam ser ensinados a se abster de relações sexuais e permanecem virgens puras Antes do Casamento. Tantos problemas em Casamentos-tronco a partir de hoje o fato de que eles não são virgens quando se casam. Os jovens estão trazendo emoções feridos e corpos doentes em seus Casamentos por causa de assuntos Antes promíscuo. DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são tão comuns que as estatísticas são chocantes. Existem 12 milhões de novos casos de DST por ano nos Estados Unidos e 67% destes ocorrem entre pessoas com idade inferior a 25. Na verdade, todo um ano de seis contratos de adolescentes uma DST. 100.000 a 150.000 mulheres se tornam inférteis a cada ano como resultado de doenças sexualmente transmissíveis. Others ¹ suportar anos de dor, algumas destas doenças são incuráveis. O preço de um trágico para pagar pelos pecados sexuais. A Bíblia tem razão quando diz que a fornicação é um pecado contra o próprio corpo.

O pecado da prostituição não é apenas definido como a relação sexual ilícita entre aqueles que não são casados, mas também é um guarda-chuva para outros pecados sexuais também. A Bíblia também fala do pecado do incesto como fornicação em 1 Coríntios 5:1:

"É comumente relatado que há entre vós fornicação, e fornicação tal como não é tanto como entre os gentios, que deveria ter uma mulher de seu pai."

A Bíblia também lista devassos como fornicadores em Apocalipse 21:8:

Mas o medo, e aos incrédulos, e aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras ea todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.

Todas as prostitutas e os proxenetas são impuros. Casais que apenas "viver juntos", segundo a Bíblia, estão a cometer o mesmo pecado que cometem prostitutas. Singles que "fazer cair o amor" na mesma categoria. Só porque a sociedade tem aceito este tipo de vida não faz direito. A Bíblia deve ser nosso padrão de o que é certo e errado. Devemos mudar nossos padrões, se não queremos que a ira de Deus caia sobre nós. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. Se alguém se arrepende e pede a Jesus hoje Ele irá ajudá-los a sair de um relacionamento ilícito e curá-los de todas as mágoas do passado e até mesmo curar qualquer doença que pode ter contraído.

Deus nos deu as leis da Bíblia para o nosso bem. Eles não são destinadas a negar-nos alguma coisa boa, mas eles são dadas para que possamos desfrutar da relação sexual adequada no momento adequado. Se obedecermos as palavras da Bíblia e "fugir da fornicação" e glorificar a Deus em nossos corpos, o Senhor nos abençoará além do que poderíamos crer.

Salmo 145:17-21: "O Senhor é justo em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras. O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele vai cumprir o desejo dos que o temem: ele também vai ouvir o seu clamor, e vai salvá-los. O SENHOR guarda a todos os que o amam, mas todos os ímpios serão destruídos. minha boca falará o louvor do Senhor, e bendiga toda a carne seu santo nome para todo o sempre. "
 
 
FONTE:
https://bibliacomentada.com/ArtigosDetalhes.aspx?IdArtigo=10 
 
 

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MORAR JUNTO SEM SE CASAR


 
 
“Portanto, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne” Gênesis 2:24
É cada vez mais comum casais que optam por um relacionamento mais livre, e simplesmente passam a morar juntos, sem o compromisso do casamento. É o que o código civil chama de “uniões estáveis”.

Os argumentos para que um casal não queira assumir o casamento, são variados e muito criativos, mas não conseguem anular os preceitos de Deus, que são eternos.

Precisamos entender dois princípios básicos sobre este assunto:

1. O relacionamento íntimo conjugal é um privilégio exclusivo para o casamento. Este é o plano de Deus desde o princípio para o ser humano: “Por causa da imoralidade, cada um deve ter sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido” (1 Coríntios 7:2). Todo aquele que opta por um plano diferente, estará entrando por um caminho obscuro e sem a aprovação do nosso Criador. Ter relações sexuais com alguém que não é seu esposo/esposa é fornicação. Deus assim determinou para que pudéssemos manter nosso corpo limpo, puro e santo. Veja o que a Bíblia fala sobre prostituição na área sexual:
“As obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia… e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.” Gálatas 5:19

“Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o SENHOR, e o SENHOR para o corpo.” 1 Coríntios 6:13

“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria; pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” Colossenses 3:5-6.
2. Morar junto ou manter relações sexuais não substituem o casamento. Casamento é uma cerimônia pública perante Deus e a sociedade, onde o casal faz uma aliança indissolúvel.

O CASAMENTO É UMA CERIMÔNIA QUE OFICIALIZA A UNIÃO DE UM CASAL. NÃO É INVENÇÃO DE HOMENS, MAS DE DEUS. NÃO É DOGMA RELIGIOSO, É BÍBLICO.

Li há pouco tempo um artigo, cujo autor afirmava que casamento não é bíblico porque Adão e Eva não se casaram, e Isaque deitou-se com Rebeca assim que a conheceu… Ora, ora… Quanta ignorância!!

Adão e Eva não tiveram testemunhas humanas, mas receberam a bênção de Deus (2)! Quanto a Isaque, não sabemos ao certo o que aconteceu (3). Quem estuda (com seriedade) um pouquinho de teologia, sabe que, muitas vezes, a narrativa bíblica não dá detalhes da situação, fazendo com que o leitor desapercebido pense que os fatos foram consecutivos, o que nem sempre é verdade. Um exemplo clássico disso é o capítulo 4 de Gênesis, que conta que Adão e Eva tiveram dois filhos: Caim e Abel. Caim matou Abel, saiu de casa e se casou com uma mulher. O que aconteceu antes e depois do nascimento de cada um, o nascimento de outros filhos, a formação de outras tribos, e outros detalhes, é omitido nas Escrituras com uma única razão: não era importante. Logo, o fato da Bíblia não detalhar o casamento de Isaque não significa que ele não se casou!!! Por outro lado, mesmo que ele não tenha se casado oficialmente, isso não significa que Deus tenha aprovado sua atitude. No início dos tempos, práticas como o incesto, poligamia, escravidão, apedrejamento e tantas outras, faziam parte do contexto cultural do povo de Israel, nem por isso, refletiam os propósitos de Deus.

Jesus Cristo, em seu ministério, por várias vezes denunciou práticas e cerimônias desnecessárias e puramente legalistas, como se lavar antes das refeições, guardar o sábado, não comer na companhia de “pecadores” e a circuncisão, mas nunca disse nada, direta ou indiretamente, contra a cerimônia de casamento. Pelo contrário, confirmou-a várias vezes (Mt 19:1-8, 22:2; Lc 20:34; Jo 2:1-2). Se o casamento fosse algo irrelevante ou desnecessário, com certeza o Mestre nos teria deixado tal ensino. Ao abordar a mulher samaritana, Jesus confrontou seu pecado dizendo que ela morava com um homem que não era seu marido (Jo 4:17-19). A mulher confirmou a fala de Jesus. MORAR JUNTO e ESTAR CASADO são duas coisas diferentes.

As Escrituras falam de casamento e de prostituição. E não há absolutamente nenhum respaldo bíblico para deduzir que sexo e casamento são a mesma coisa. Antes, alerta: sexo sem casamento é prostituição.
“Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. Mas, se te casares, com isto não pecas; e também, se a virgem se casar, por isso não peca” 1Cor 7.2, 28

“Quero, pois, que as que são moças se casem, gerem filhos, governem a casa, e não dêem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, indo após satanás” 1 Tm 5:14-15

“Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula, pois aos devassos e adúlteros Deus os julgará.” Hb 13:4

“Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido. De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera, se for de outro marido.” Romanos 7:2-3

“Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.” 1 Coríntios 7:8-11
Certamente a cerimônia que oficializa o casamento varia conforme a cultura de cada época e lugar. Nos nossos dias, envolve um contrato civil feito em cartório. Com a assinatura deste contrato, o casal recebe uma certidão de casamento, ou seja, um documento que comprova que ambos estão casados. Sem esta certidão, não há casamento. Quando Jesus estava conversando com a mulher samaritana, ele foi bem claro quando disse: “…o homem com quem você mora agora não é seu marido” (João 4:16-18). Confirmando o conceito de que não basta morar junto para se considerar casado. Assim sendo, concluímos que um casal só pode viver junto, como marido e mulher, apenas se forem legitimamente casados um com o outro. Caso contrário, ambos estão em fornicação.

Se este for o seu caso, procure acertar a sua situação. Sabemos que os mandamentos de Deus para nós são todos para o nosso bem. Não podemos amar a Deus e discordarmos de Sua maneira de dirigir todas as coisas.

Sei que muitos hoje pensam de maneira diferente e consideram que o casamento civil é uma prática obsoleta e sem valor algum diante de Deus. É certo que só o contrato não basta se o casal vive em discórdia e desrespeito mútuo. Por outro lado, importa fazer uma coisa sem omitir a outra, casar judicialmente sem se esquecer de honrar esse compromisso em amor.
“Importa antes obedecer a Deus que aos homens. Se porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem vocês irão servir”.
(Atos 5:29 e Josué 24:15).


Márcia Cristina Rezende
Bacharel em Teologia e em Educação Religiosa
Marília/SP
Permitida reprodução e distribuição sem fins lucrativos
mediante citação da fonte e autoria.
 
FONTE:
https://serigreja.wordpress.com/2010/05/27/casamento-em-cartorio-coisa-de-deus-ou-dos-homens/ 


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Os 7 pecados capitais no matrimônio


 
Amiel Cocco

Muito se tem falado sobre os 7 pecados capitais em discursos religiosos através dos tempos. Mas eles afetam seu casamento?
A seguir, você descobrirá verdades eternas que podem salvar seu matrimônio.

  • 1. Luxúria

    Caracterizado por pensamentos excessivos de natureza sexual, ou um desejo sexual confuso ou incontrolável. Hoje fala-se muito sobre o vício em sexo. A pornografia, adultério, fornicação ou mesmo esse seu desejo sexual incontrolável podem destruir seu casamento. As relações sexuais são necessárias no casamento. Certifique-se de que seu cônjuge esteja sexualmente satisfeito para que, em último caso, não tenha que procurar em outros lugares. Se no seu relacionamento você não pratica sexo suficiente, tente controlar seus impulsos e saber pedir e criar o momento adequado para que seu cônjuge sinta vontade de estar com você e compartilhar esse momento tão íntimo e sagrado. A virtude oposta à luxúria é a castidade.

    2. Preguiça

    O lazer parece não ter efeito nenhum sobre o casamento, no entanto, está ligado a sua irmã, a indiferença. A mente que não está ocupada com algo produtivo é uma mente que não trabalha, está doente ou inválida de alguma forma. Então ela produz indiferença para com o cônjuge. Cumpra com entusiasmo suas tarefas domésticas e do trabalho. Quando seu cônjuge quiser lhe contar algo, dê-lhe toda sua atenção. Preocupe-se em saber como ele está, se precisa de algo, se está doente ou com fome, ou se está com vontade de conversar ou sair para passear. Evite as atividades que são só para você, como começar a jogar um videogame sozinho, ou navegar na internet. Seu cônjuge com certeza deseja passar um tempo com você depois de estarem separados devido ao trabalho. Diligência é a virtude em contraste com a preguiça.

    3. Gula e embriaguez

    O consumo excessivo ou desnecessário de comidas ou outras substâncias como álcool ou drogas se enquadram nesta categoria. Essas práticas são viciantes e destrutivas. O consumo de álcool, por exemplo, pode levar a atos de violência ou outros dos quais você com certeza se sentirá envergonhado. Nenhum desses excessos irão ajudar sua autoestima, pelo contrário, irão destruí-la e farão com que você perca seu valor individual e respeito próprio. Seu cônjuge, que o ama, sofrerá com você longas horas de solidão e desesperança diante de um vício que parece insuperável. Evite qualquer excesso, e corte completamente o consumo de qualquer substância que cause dependência, pois isto só te levará a um beco sem saída. A virtude antagônica à gula é a temperança.

    4. Ira

    Também conhecida como raiva ou ódio, é um sentimento cheio de impaciência e intolerância. Não fique bravo com seu cônjuge, seja paciente. Tenha em mente que todo mundo comete erros. Leve as coisas com senso de humor e você verá que nada é tão grave quanto parecia um momento atrás. Aprenda a controlar suas emoções. Pratique meditação, leia a Bíblia ou outro livro religioso que traga paz à sua alma, ore ao seu Deus, respire fundo e leve uns minutos para esfriar a cabeça quando alguém disser algo que lhe irrite ou que não lhe agrade. Não deixe sair de sua boca a primeira coisa que vier à mente. Pense bem antes de falar, e nunca, NUNCA, use a violência com seu cônjuge. Lembre-se que a violência pode ser física, verbal ou emocional. Uma boa dose de paciência, a virtude oposta à ira, irá acalmar esses ataques de raiva.

    5. Inveja

    Este sentimento prejudicial se alimenta e se diverte com o sofrimento dos outros. Você não somente deseja ter a propriedade de alguém, mas também quer que os outros sejam privados do que lhes pertence. Você nunca deve desprezar seu cônjuge em seu relacionamento. Trate-o como igual. Você deve ter empatia pelas tristezas de seu cônjuge e tentar fazê-lo feliz. Se você se sentir miserável, por algum motivo, não arraste seu cônjuge com você para o fundo do poço. Seja feliz por suas realizações, mesmo que isso signifique que você fique em segundo plano por um momento. A virtude que cura a inveja é a caridade.

    6. Avareza

    É outro pecado por excesso, particularmente atribuído à aquisição de bens materiais. Se você for o único provedor da casa não sinta que todo o dinheiro é seu e só você pode administrá-lo e gastá-lo. Se você e seu cônjuge trabalham, não dividam os lucros. Coloquem todo o dinheiro em apenas uma conta bancária, conjunta se for possível, desta forma não sentirão que um contribui mais que o outro. Não fique obcecado em ganhar mais e mais dinheiro e trabalhar incessantemente. Você nunca se sentirá satisfeito com suas riquezas, porque você nunca pode ter suficiente daquilo que você não precisa. Dedique, ao invés disso, mais tempo ao seu cônjuge, passem mais tempo juntos e desfrutem do fruto de seu trabalho. Do que adianta juntar e juntar bens, e nunca desfrutar deles? A virtude em antítese à avareza é a generosidade.

    7. Orgulho

    Conhecido também como o "pai de todos os pecados". Seus sinônimos são: arrogância, avareza, vanglória e insolência. Ele decorre da inimizade, como explicou o líder religioso Ezra Taft Benson. Uma pessoa orgulhosa nunca se inclinaria para pedir desculpas, o que em um relacionamento matrimonial pode ser uma arma mortal. Um relacionamento entre duas pessoas que convivem e na qual nenhum, ou somente um, sabe pedir perdão, não será um lar com felicidade plena. Aprenda a ser humilde, a amar e respeitar seu cônjuge. Controle seu ego e reconheça as excelentes habilidades, dons e talentos de seu cônjuge e seus esforços para lhe agradar. Seja um amigo fiel e companheiro constante da pessoa que você prometeu passar o resto de seus dias. O orgulho é curado com a virtude da humildade.


    Traduzido e adaptado por Sarah Pierina do original Los 7 pecados capitales en el matrimonio.

    FONTE:
    http://familia.com.br/os-7-pecados-capitais-no-matrimonio-lista

quinta-feira, 19 de junho de 2014

É CORRETO BATIZAR PESSOAS AMASIADAS?



Tenho visto muitos pastores de igrejas evangélicas batizarem pessoas que vivem intimamente ligadas sem serem conjugalmente unidas pelos laços do matrimônio. E diante disto surgem questões semelhantes a esta: “Uma mulher que aceitou a Cristo e deseja se batizar, mas há 20 anos vive amasiada com um homem que não aceitou a Cristo. Devemos batizá-la?”.

Em primeiro lugar, antes de responder esta pergunta devemos definir a palavra “amasiada”: Quem vive em mancebia, amigada, amante, amásia, concubina, mulher ilegítima.

Em segundo lugar, cuidado com aquilo que é extra bíblico, pois pode se transformar em antibíblico, por isso devemos ponderar bastante assuntos desta natureza. Não podemos fechar a questão assim sem uma análise bíblica acurada como se fôssemos “Papas”, notem que a base do protestantismo é a Bíblia Sagrada: “Sola Scriptura”. Rezamos que a Bíblia é a “única regra infalível de fé normativa para vida e o caráter cristão”.

RESPOSTA APOLOGÉTICA AO NÃO BATIZAR PESSOAS AMASIADAS

O batismo nas águas tem único objetivo, o arrependimento dos pecados, “apareceu João Batista no deserto, pregando batismo de arrependimento para remissão de pecados”. (Mc.1.4). A palavra “arrependimento” significa “largar o pecado”, “dar meia volta”. Uma pessoa que deseja se batizar deve está sinceramente “arrependida” de seus pecados. “Respondeu-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados...”. (At.2.38).

Uma pessoa amasiada tem duas opções para se batizar: Deixar o pecado ou casar-se! Uma pessoa amasiada, à luz da Bíblia, é uma pessoa que está em “fornicação”. Em Hb.13.4 versão BJ diz: “O matrimônio seja honrado por todos, e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os fornicadores e os adúlteros”. (o grifo é meu). Nas versões: ARA diz “impuros”, ARC/ACF “prostituição”, BLH/NVI “imorais”, AEC “devassos”. Todas estas palavras são traduções da palavra grega “pornos”: Relação sexual ilícita, fornicação, sexo fora do casamento.

O casamento é uma instituição divina, Deus quando formou o primeiro casal Ele os uniu em uma aliança (Gn.2.18-24). O sacerdote foi o próprio Deus (Gn.1.27,28). Essa “aliança” vem sendo celebrada em todos os tempos por sacerdotes, juízes ou pessoa de autoridade constituída. O casamento é a união legítima de homem e mulher. Seja celebrado civil, religioso, ambos estão submissos à autoridade constituída por Deus: “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus”. (Rm.13.1 o grifo é meu).

Toda aliança matrimonial precisa de um sacerdote. A antiga aliança foi constituída por sacerdotes, a nova aliança foi por Jesus Cristo, o nosso sumo sacerdote. Nos clãs das civilizações antigas o pai era reconhecido como sacerdote. O pai da família, na ausência do sacerdote, juiz ou autoridade constituída, tem autoridade de celebrar o casamento. Na ausência de todos estes, Deus será o sacerdote!

QUESTÕES FEITAS PELOS DEFENSORES DO BATISMO DOS AMASIADOS

Questão 1: “Uma pessoa amasiada vai subir?”. (Ir para o céu, ser arrebatado).

Refutação: Quem formulou esta pergunta igualou “salvação” com “batismo”. Pois se eu dissesse que sim, viria uma segunda pergunta: “Então porque ela não pode se batizar?” Ora, a salvação tem a ver com o “crer” (At.16.30,31) e o batismo está ligado ao “arrependimento dos pecados” (Mt.3.11a). O ladrão da cruz não era batizado em águas, mas acreditou em Jesus, isso foi o suficiente para sua salvação (Lc.23.43). Marcos 16.16 não iguala “salvação” com “batismo”, pois na segunda sentença aborda somente o “não crer” para ser condenado!

Questão 2: “Deus faz diferença de pecado?”.

Refutação: Se eu dissesse que não, então uma pessoa amasiada também pode se batizar, pois todos nós cometemos pecados. Ela só é mais uma pecadora se batizando. Porém, levando em consideração que o batismo é para o arrependimento de pecados, assim ninguém deveria se batizar, uma fez que eu deveria “largar” o pecado? Quem seria digno de se batizar?
E se eu dissesse que sim? Há “pecadinho” e "pecadão” para Deus? Acredito que estamos temporariamente sob o jugo da natureza pecaminosa (1Jo.1.10), mas fomos nascidos de Deus para não vivermos em pecado (1Jo.3.9). E quem vive amasiado não pecou esporadicamente, ele está na prática pecado.

Questão 3: “Mas se o companheiro (a) descrente não quer casar?”.

Refutação: Eu respondo esta pergunta com outra: Mas se um casal de jovens cristãos confessasse que transam? o que os pastores diriam para eles? Que continuem num relacionamento que os faz pecar? Com certeza seriam disciplinados e depois orientados a acabarem o relacionamento ou se casarem (ver 1Co.7.9). Qual a diferença de um casal assim para um casal de amasiados? Só por que não estão morando no mesmo teto?
Devemos entender que o batismo não salva. É apenas uma ordenança de Jesus Cristo (Mt.28.19; Mc.16.15,16). Mas, para o cumprimento desta ordenança é necessário o arrependimento dos pecados. Sem o qual não se efetua o batismo!

Questão 4: “Se os dois vivem juntos há tanto tempo. E convivem maritalmente um para o outro. Já não são ‘uma só carne’?”.

Refutação: Tem um ditado popular que diz: “uma mentira sendo dita várias vezes se transformará em verdade”. É o que acontece com pessoas que vivem juntas a 20, 30, 40 anos. Pensam que pelo “tempo” de estarem juntos tornam-se “marido e mulher”. Enquanto que a Palavra de Deus diz: “... eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”. (Êx.20.5).

O fato de duas pessoas transarem apenas entre si não os torna marido e mulher. Se for assim o casal de namorados cristãos que transam já são marido e mulher. Para quê casar então? Paulo faz a diferença: “Mas, se vocês não podem dominar o desejo sexual, então casem, pois é melhor casar do que ficar queimando de desejo”. (1Co.7.9 BLH). A Bíblia não considera o viver em fornicação (do grego: pornos), adultério (idem: moichao) ou prostituição (idem: porneia) como um matrimônio (idem: gamos), embora Paulo use a expressão “uma só carne” numa relação com uma prostituta em 1Co.6.16. Você chamaria prostituição de casamento? Paulo não estava usando o assunto para chegarmos a esta conclusão. A verdade central do texto era que não dava para os irmãos de Coríntos viverem em união com o pecado e ao mesmo tempo em união com Deus.

Aos pastores que batizam pessoas nesta situação deixo as palavras de Paulo ao jovem pastor Timóteo: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes.” 1Timóteo 4.16


Fontes de pesquisa:
Bíblia Online da SBB 3.0 com as versões ARA, ARC, BLH e léxicos grego e hebraico
Dicionário eletrônico Michaelis-UOL
Bíblias: Jerusalém, Almeida Corrigida Fiel, Almeida Edição Contemporânea e NVI 
VIA:
http://anti-heresias.blogspot.com.br/2009/11/e-correto-batizar-pessoas-amasiadas.html
 

sábado, 25 de janeiro de 2014

A poligamia é bíblica?



por Mark Driscoll

Várias seitas, grupos aberrantes e pervertidos fazem a afirmação de que a Bíblia menciona a poligamia, portanto é biblicamente aceitável. No entanto, eles falham ao reconhecer que a Bíblia fala do pecado humano do começo a fim para mostrar os horrores do pecado. Portanto, só porque algo está na Bíblia não significa que Deus a aprova, como é o caso de estupros, assassinatos e adultérios registrados pela Escritura.

PM---Is-Polygamy-Biblical


Existem muitas razões bíblicas e práticas para considerarmos a poligamia pecaminosa e maléfica

1) O primeiro homem a ter mais de uma esposa era o ímpio chamado Lameque (Gênesis 4.19-24)

2) Alguns patriarcas do Antigo Testamento realmente praticaram a poligamia, e isto nunca honrou a Deus. Por exemplo, Abrão casou-se com Hagar sendo já casado com Sarai. O resultado dessa poligamia são verdadeiramente trágicos, como é o caso de outros exemplos de adultério e poligamia na Escritura. Abrão dormiu com Hagar e ela lhe deu um filho. Deus prometeu que o filho de Hagar seria pai de uma grande nação, pois ele era filho de Abrão, embora não o filho da promessa (que eventualmente seria Isaque). Deus prometeu que Ismael seria como um “jumento selvagem” e seria um guerreiro hostil em relação a seus irmãos que descendiam de Abrão. Ismael nasceu de um pai hebreu e uma mãe egípcia, e tornou-se pai das nações árabes, que até hoje estão em hostilidade contra judeus e cristãos, conforme prometido.

3) O desastre da poligamia é ilustrado por Lameque, Ada e Zilá, em Gênesis 4.19-24, por Esaú, Maalate e outras esposas em Gênesis 28.6-9, e por Jacó, Lia e Raquel em Gênesis 29.15-30. Nenhuma dessas situações foi boa ou divina.

4) A Bíblia repetidamente mostra que a poligamia é moldada pelo favoritismo, lutas, ciúmes e maltrato (por exemplo,  Gênesis 35.22, 38.18-28; 2 Samuel 3.2-5, 13.1-29, 15-18; 1 Reis 11.1-4).

5) Os presbíteros da igreja do Novo Testamento, que servem como padrão para as famílias cristãs, devem ser homens de uma só mulher, e não poligâmicos (1 Timóteo 3.22,12).
6) A intenção de Deus é que cada homem teria uma esposa (Gênesis 2.18; Mateus 19.4-6).

7) Casamento é, em última análise, uma figura do relacionamento de amor de Jesus com a igreja (Efésios 5.22-33; Apocalipse 19.6-9). Jesus é fiel a uma noiva, a igreja, como o padrão para todos os casamentos.


Traduzido por Josaías Jr
http://reforma21.org/artigos/a-poligamia-e-biblica.html