Mostrando postagens com marcador ADULTÉRIO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ADULTÉRIO. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Existe perdão para quem cometeu adultério?


 Imagem relacionada
 
 
De acordo com o evangelho o perdão de Deus está disponível para todas as pessoas.

♦”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

“Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus” (1 Timóteo 2:5).

“Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

A sábia orientação bíblica diz que “quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia” (Provérbios 28:13).

A Bíblia diz que todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). O convite de salvação é feito para toda a humanidade (João 3:16). Para que o homem seja salvo ele deve se voltar para o Senhor em arrependimento e confissão dos pecados, aceitando a Jesus como Senhor e Salvador (Atos 2:37, 38; 1 João 1:9; 3:6). Recordamos, entretanto, que o arrependimento não é algo que o ser humano produz por si mesmo. É na verdade o amor de Deus e Sua bondade que o conduz ao verdadeiro arrependimento (Romanos 2:4). 

A palavra arrependimento na Bíblia é traduzida do termo hebraico nachum, que significa “sentir-se triste”, “contristar-se”, e da palavra shuwb que significa “mudar de direção”, “voltar-se”, “retornar”. O termo equivalente em grego é metaneo, e denota o conceito de “mudança da mente”. Segundo o ensino bíblico o arrependimento é um estado de profunda tristeza pelo pecado e implica em uma mudança de comportamento. F. F. Bruce define da seguinte maneira: “Arrependimento (metanoia, ‘mudança da mente’) envolve o abandono do pecado e voltar-se para Deus em contrição; o pecador arrependido está em condições próprias para receber o perdão divino.”

É unicamente através dos méritos de Cristo que o pecador pode ser declarado justo, libertado da culpa e da condenação. O texto bíblico afirma: “O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Provérbios 28:13). O “nascer de novo” implica em renunciar a velha vida de pecado, reconhecer a necessidade de Deus, de Seu perdão e depender dEle diariamente. Como resultado, a pessoa vive na plenitude do Espírito (Gálatas 5:22). Nessa nova vida o cristão pode dizer como Paulo: “Fui crucificado com cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). Ao se deparar com o desânimo, ou incerteza sobre o amor e cuidado de Deus, reflita:

“Ninguém tem necessidade de se abandonar ao desânimo e desespero. Satanás poderá se achegar a vós com a cruel sugestão: ‘Teu caso é desesperado. És irremissível.’ Mas há para vós esperança em Cristo. Deus não nos manda vencer em nossas próprias forças. Pede-nos que nos acheguemos bem estreitamente a Ele. Sejam quais forem as dificuldades sob que lutemos, que nos façam vergar o corpo e a alma, Ele está à espera de nos libertar.” (A Ciência do Bom Viver, p. 249). Creia nisso, e seja feliz!
 

Equipe Biblia.com.br
http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/adulterio/existe-perdao-para-quem-cometeu-adulterio/

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O que a Bíblia diz sobre o adultério?


Imagem relacionada


Saiba como a Bíblia define adultério.

Deus proíbe o adultério ao ordenar: “Não adulterarás” (Êxodo 20:14). Ele também expressa Seu repúdio contra o divórcio: “‘Eu odeio o divórcio’, diz o Senhor, o Deus de Israel, e ‘o homem que se cobre de violência como se cobre de roupas’, diz o Senhor dos Exércitos. Por isso tenham bom senso; não sejam infiéis” (Malaquias 2:16).

Cobiçar a mulher ou o homem alheio é uma forma de adultério. A Bíblia diz em Mateus 5:27-28: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.”

Em caso de divórcio ocorrido por causa de incompatibilidade, ambos cônjuges não têm o direito moral de se casar com outra pessoa, pois isso seria adultério:

“Mas eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, faz que ela se torne adúltera, e quem se casar com a mulher divorciada estará cometendo adultério” (Mateus 5:32).

De modo implícito o texto acima revela que se o divórcio ocorre em decorrência de “imoralidade sexual” (adultério, homossexualismo, pedofilia, incesto), a parte inocente fica livre para um novo casamento. Entretanto, todo esforço deve ser feito no sentido de se buscar o perdão para que possa ocorrer a reconciliação e restauração do casamento. Esse pode ser um processo lento, mas possível, se ambas partes se dispuserem a recomeçar.

Em caso de incompatibilidade ou desacordo, a Bíblia orienta: “Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher” (1 Coríntios 7:10, 11).

Por Deus considerar o casamento tão sagrado, pois foi Ele quem o criou, Ele faz declarações muito fortes a fim de nos advertir contra a prática do adultério. É nesse tom que Pedro escreveu um alerta sobre um tipo de pessoa considerada maldita:

“Tendo os olhos cheios de adultério, nunca param de pecar, iludem os instáveis e têm o coração exercitado na ganância. Malditos!” (2 Pedro 2:14).

“A expressão ‘eles têm os olhos cheios de adultério’, no grego é muito mais vigorosa, literalmente significa: ‘Têm os olhos cheios de uma adúltera.’ Muito provavelmente, como foi sugerido, isto signifique que em cada mulher veem uma possível adúltera. Consideram a toda mulher com olho calculador e luxurioso, perguntando-se se pode ser persuadida e como pode gratificar sua cobiça. ‘A mão e o olho são os agentes do pecado’, diziam os mestres judeus. Como o assinalou Jesus, tais pessoas olham para cobiçar (Mateus 5:28), chegaram a tais extremos que já não podem olhar sem sentir apetências carnais. Tal como Pedro apresenta estas atitudes, vê-se que há nelas um horrível e deliberado propósito. Essa classe de gente padece uma desenfreada ambição por coisas que não têm direito algum de possuir. Nas traduções faz falta toda a frase para expressar o que diz a palavra grega pleonexia. Pleonexia significa o desejo de possuir mais daquelas coisas que a gente não tem sequer direito de desejar, e menos de possuir. É um quadro horrível. No original a palavra traduzida habituado é a mesma que se usa para descrever o atleta que está treinado para participar nas competições. Esta gente em realidade treinou, capacitou e ensinou sua mente e seu coração para concentrar-se com exclusividade nos desejos proibidos. Deliberadamente lutaram contra a consciência até destruí-la; deliberadamente lutaram contra Deus até expulsá-lo de suas vidas; deliberadamente pelejaram contra seus melhores e mais nobres desejos até eliminá-los; deliberadamente se prepararam para dedicar-se às coisas proibidas. Suas vidas foram uma horrorosa batalha para destruir a virtude e para capacitar-se nas técnicas do pecado. Resta nesta passagem ainda outra acusação. Já seria muito lamentável que essa gente se enganasse somente a si mesma, mas o pior é que também enganam a outros. Apanham almas que não estão firmemente estabelecidas na fé. A palavra traduzida seduzem é deleazein, que significa caçar com uma isca. O homem torna-se realmente mau quando se dedica a fazer com que outros sejam tão maus quanto ele. Toda pessoa terá que assumir a responsabilidade de seus próprios pecados, mas agregar a isto ainda a responsabilidade pelo pecado de outros é a carga intolerável.” (William Barclay, p. 61- 62).

Algumas pessoas se iludem pensando que serão mais felizes e realizadas vivendo em adultério. As consequências são destruidoras. Não importa quão difícil seja a situação no casamento, o adultério nunca será a solução. Além de ser traumático, é reprovado por Deus. Se você vive uma tempestade no matrimônio, talvez seja oportuno considerar que esta pode ser uma oportunidade de analisar as atitudes pessoais que não foram corretas e que novas disposições podem ser adotadas. Muitos que optam pelo divórcio, o fazem de modo irresponsável, pois não dão chance para uma nova oportunidade, acumulam mágoas que se tornam em ressentimentos (ressentir significa sentir novamente), perdem a perspectiva e a esperança sem nunca terem buscado ajuda, orientação profissional e aconselhamento bíblico.

Quando as ondas bravias do mar assolam contra a embarcação do casamento, revela-se que tipo de amor se desenvolveu; se foi amor do tipo paixão, não há raiz e nem profundidade; se é amor do tipo “apesar de”, “incondicional”, há estrutura que suporta os revezes da vida.

Se o tipo de amor revelado nas tempestades for “paixão”, não há estrutura para suportar as ondas do mar, mas em Deus pode ser encontrado a fonte do verdadeiro amor; Ele é a única rocha sobre a qual é possível edificar a vida, o casamento, o lar e a família com segurança. A paixão é forte, mas passageira. É egoísta e inconstante, entretanto, o amor é fiel, constante e eterno. A paixão é humana, mas o amor, divino.

1 Coríntios 13 descreve o que o amor é em ação e João 3:16 sintetiza o amor de Deus em um ato: “Por que Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16). É esse o tipo de amor que se deve ter para com o cônjuge (ver Efésios 5:25) e que não temos naturalmente para oferecer. Então, antes de pensar em divórcio, é hora de se voltar totalmente para Deus e receber o Seu divino amor, pois somente através dessa perspectiva, pode haver solução, restauração e felicidade. Através da comunhão, consagração pessoal, estudo diário da Bíblia e oração, milagres podem ocorrer, a começar na própria vida. 
 

Equipe Biblia.com.br
http://biblia.com.br/perguntas-biblicas/adulterio/o-que-a-biblia-diz-sobre-o-adulterio/



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A pessoa que comete adultério, deve confessar o seu pecado para o parceiro?



Escrever sobre esse assunto é extremamente delicado, tendo em vista a quantidade de pessoas envolvidas e a responsabilidade em opinar sobre algo de tão grande importância. Em dias onde a igreja tem se mostrado quebrada em termos de relacionamento, notícias e pesquisas de adultérios dentro da igreja cresceram assustadoramente, e o tema passou a ter uma procura relevante.

1 . Primeiro, eu quero deixar claro que o adultério é muito grave; é um pecado com consequências severas. Ele provoca graves danos para o culpado , o cônjuge , a família, a igreja e a comunidade. Até mesmo o mundo secular vê o adultério como errado. Um caso nos Estados Unidos de um candidato presidencial, teve suas chances reduzidas a pó, apenas com base no escândalo de uma ” suposta ” infidelidade conjugal.

No entanto , o adultério acontece algumas vezes, e depois? A vida para? Os adúlteros serão banidos da sociedade , sem chance de redenção? É a falta da confissão de um pecado que impossibilita tratamento e reconciliação através de Cristo?

Para responder de forma simples a essas perguntas é necessário ter em mente que a pessoa envolvida precisa ser tratada, simplesmente confessar será equivalente a um anúncio público do ato. Alguém comentará, outro fará fofoca e em seguida a fofoca se espalha como fogo. A fofoca em si torna-se pecado.

2 . Para ter efeito , a confissão precisa ser parte de um processo de tratamento. O significado do propósito e do processo de confissão pode começar com João, que escreveu: ”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9 ; . Cf Sl 103) .

Podemos acrescentar a confissão de Davi, que se envolveu tanto em adultério como também em assassinato , “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” – Salmos 32:5

Davi nos dá mais conhecimento em outro texto, ”Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.“ (Salmo 51:1-4 ) .

A partir desses dados , nós aprendemos que a confissão de Davi foi diretamente a Deus. O conteúdo da confissão de Davi era a de reconhecer honestamente , admitir , e assumir a responsabilidade completa pelo seu pecado. Ele não culpou ninguém, mas apenas si mesmo. Seu apelo era bondade e compaixão de Deus. O pedido de Davi era para perdão e purificação do pecado. Com base nesta confissão, Deus perdoou Davi.

Em outro lugar, Davi ensina : “Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades. Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” (Salmo 103 : 10 , 12 ) . Seria bom ler (e até memorizar), todo o Salmo 103. Este salmo explica em mais detalhes o que significa perdão.

João explica-nos mais a fundo como um Deus justo e santo pode perdoar o pecado. Em outras palavras, em que base Ele pode perdoar e purificar-nos de nossos pecados. João escreveu: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (1 João 2:1, 2).

Em outras palavras, Deus pode nos perdoar , porque Cristo satisfez toda a pena e culpa de todos os nossos pecados de todos os tempos (Cf. Hebreus 10:10-14 ). Cristo tomou toda a punição devido o nosso pecado , e Deus está satisfeito com a obra de Cristo na cruz.

3 . Parte da restauração lida com a atitude de coração em direção a Deus , e o estilo de vida ou comportamento. O provérbio : ”O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal.” (Provérbios 28:13 , 14).

Isso significa que o oposto da confissão é esconder ou tentar esconder de Deus – como Adão e Eva fizeram. É endurecer o nosso coração para Deus, e excluí-lo de nossas vidas. Assim, em caso de adultério , precisamos não só de confessar como Davi, mas também se afastar imediatamente do pecado. Nossa condição de coração e estilo de vida diante de Deus no presente é o que importa para Ele. Confissão e abandono é um processo constante e diário. Somos todos pecadores por natureza , e devemos cuidadosamente cultivar uma relação de coração aberto e obediência para com Deus através de Cristo .
4. Se meu corpo pertence ao meu cônjuge eu não quebrei a aliança? De acordo com Davi, seu adultério ( pecado ) foi contra Deus. Certamente, o adultério é uma quebra de confiança que provavelmente irá afetar o casamento, mas o pecado é algo que fazemos contra Deus.

Mais uma vez, para repetir, Davi disse: ”Contra ti, contra ti somente , pequei , e fiz o que é mal à tua vista .”

Para não concentrarmos somente em Davi, podemos utilizar Jesus Cristo que em diversas vezes afirmou: “Seus pecados estão perdoados.”

Fica claro que apenas Deus tem o poder de perdoar pecados.

Há uma outra suposição problemática no argumento em questão: “o meu corpo pertence ao cônjuge“. O que significa ”pertencer“? Existem dois versículos que podem ser usados ​​para exemplificar o contexto do versículo.

A primeira seria a injunção de Paulo: ”Assim também os maridos devem amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos” (Efésios 5:28) . No entanto, Paulo criou uma metáfora ou figura de linguagem para ilustrar o grau de amor que precisamos ter para com a esposa. Ele não menciona qualquer tipo de propriedade.

O outro versículo seria: ”A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido ; e da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher ” (1 Coríntios 07:04 ) . O contexto aqui é claramente quanto a relações sexuais . Paulo está dizendo para não punir ou privar o cônjuge do sexo.

Eu não consigo ver a lógica, lendo esses versos e ter a ideia de que existe algum tipo obrigação em confessar atos de adultério um para o outro.

5 . Outra coisa que se deve considerar é que esse tipo de pecado geralmente traz uma enorme quantidade de culpa, porque somos culpados! Às vezes, a necessidade de confessar vem de um desejo de encontrar alívio para o fardo da culpa. Confessar pode dar um certo grau de alívio, mesmo que momentaneamente . No entanto, pense em como a verdade iria devastar o seu cônjuge!

Como se trata de um assunto delicado, vamos dividir o artigo em 2 partes.



https://bibliacomentada.com.br/index.php/pessoa-que-comete-adulterio-deve-confessar-o-seu-pecado-para-o-parceiro/

terça-feira, 9 de maio de 2017

O primeiro casal, a primeira briga


Resultado de imagem para o primeiro casal biblico


Quando uma decisão é tomada unilateralmente, frequentemente resulta em crise. O difícil caminho do diálogo. 

A vida do primeiro casal não estava isenta de crises. A primeira e mais profunda delas acontece exatamente quando eles, em sua rotina, deixam de buscar a Deus como casal e passam a ouvir outras vozes que pretensamente têm instruções a lhes dar para a vida. 

A crise nesta vida paradisíaca se inicia quando a serpente se encontra com a mulher, que está sozinha, sem a companhia do esposo. É interessante observar que a serpente escolhe exatamente esse momento, pois quando estamos sozinhos ficamos mais vulneráveis. Por isso o sábio afirma em Eclesiastes 4.9-10 que é sempre melhor serem dois. O fato de estar sozinha faz com que a mulher tome uma decisão sem consultar seu cônjuge – e essa decisão se mostra equivocada. 

O processo de tomada de decisões entre casais é sempre um processo difícil quando não há um diálogo harmônico entre marido e mulher. Nosso machismo cultural afirma que a última palavra deve ser sempre do esposo, e, infelizmente essa modelação cultural entra pelos “poros” e acaba ganhando matizes de pseudo-espiritualidade em intepretações da Bíblia dentro de nossas igrejas. Lemos Efésios 5.22 (“mulheres, sujeitai-vos”) e fechamos os olhos para o verso imediatamente anterior que propõe a sujeição mútua (esposas aos maridos e maridos às esposas). 

A verdade é que o caminho mais difícil – o estreito – aponta para a busca de unidade e harmonia e pressupõe, para alcançar este fim, que serão necessários muitos minutos de diálogo fértil e construtivo, com uma escuta respeitosa e de coração aberto ao outro. É preciso abrir-se à criatividade para superarmos a imposição egoísta do meu (que acredito que é o certo) sobre o teu (que por ser distinto é presumido como errado) e chegarmos ao nosso. 

Quando a decisão é tomada unilateralmente, frequentemente resulta em uma crise! 

Outro dado importante a ser observado nessa crise é que ela passa essencialmente pelo sensorial, sem buscar elementos racionais para a avaliação da realidade. A mulher vê (órgão dos sentidos) que a árvore era “atraente aos olhos” e que parecia “agradável ao paladar” (órgão dos sentidos). Então, deixa-se levar por essas sensações sem refletir (uso da razão) sobre o significado mais profundo de tudo aquilo. Atitude diferente da de Eva verificamos em outra mulher bíblica de destaque, Maria, que refletia nos acontecimentos e buscava significado no que lhe era de difícil compreensão (Lc 2. 51). 

Tampouco Adão se detém para refletir sobre o que estava acontecendo e deixa-se levar pela mesma busca por prazer sensorial. Essa busca é algo que afeta homens e mulheres desde os tempos mais remotos da humanidade. Em si, ela não é negativa. Porém, quando não é equilibrada com a reflexão racional, ela pode ter sequelas desastrosas. Hoje em dia, quando um cônjuge trai seu par em busca de um “algo a mais” (sensorial), acaba destruindo não só o relacionamento, mas também a autoestima do cônjuge e a construção de valores dos filhos. Jovens que buscam sensações orgásticas autocentradas “ficando” com vários parceiros/parceiras de forma inconsequente e descompromissada, sem o perceberem estão transformando os relacionamentos em padrões objetais (uso o outro para ter sensações) e corroendo seu valor pessoal. Da mesma forma que eu uso o outro, torno-me objeto de uso do outro (coisa), deixando de ser uma pessoa na relação. 

A reflexão à posteriori (“ouvindo os passos do Senhor […] esconderam-se”, Gn 3.8) leva a sentimentos de vergonha (3.10), nojo, medo, e tantos outros negativos. Isso é muito comum em um processo de busca irrefletida pelo sensorial. Quantos jovens sentem-se mal após sentirem-se usados e descartados por seus pares? Como Amnom que, de sentir-se intensamente apaixonado, passou a sentir repugnância após estuprar sua própria irmã (2Sm 13.15). 

A crise se intensifica com a troca de acusações (Gn 3.12 e 13) e o não reconhecimento de responsabilidade. Em um processo de crise geralmente pensamos em que o outro é culpado, em vez de nos humilharmos e reconhecermos a nossa parcela de responsabilidade. Sem a humilhação não há a possibilidade de manifestação da graça de Deus (1Pe 5.6). O orgulho próprio impede que desfrutemos de uma vida plena, pois, paradoxalmente quando reconhecemos que erramos é que crescemos. É também quando o relacionamento cresce, mas isso é difícil, pois, como Adão e Eva que tentaram cobrir-se com frágeis folhas em Gênesis 3.7, tememos que, ao expormos nossas falhas, o outro nos rejeitará, perderá sua admiração por nós. 

O desfecho da crise entre o casal se dá no aprofundamento da distância relacional, com Deus “pré-vendo” que cada um dos componentes do casal passaria a priorizar outros elementos, o que causaria profundos problemas – uma mudança de foco da unidade relacional para atividades que são consideradas “mais importantes”. A mulher passaria a valorizar mais a maternidade, quebrando a harmonia conjugal e gerando uma prevalência do marido nos processos decisórios familiares (Gn 3.16; 20). O homem priorizaria o trabalho, através do qual tentaria restabelecer sua dignidade (Gn 3.17-19), mas sempre com sofrimento. O prazer sensorial que é buscado transforma-se em desprazer e o vínculo harmônico do Éden é perdido – já não há mais transparência entre o homem e sua esposa (Gn 3.21). 

Trecho retirado de Acontece nas Melhores Famílias, de Carlos Catito Grzybowski e Jorge E. Maldonado (Editora Ultimato)
http://ultimato.com.br/sites/blogdaultimato/2017/05/08/o-primeiro-casal-a-primeira-briga/?platform=hootsuite

quinta-feira, 27 de abril de 2017

O amor tem 5 estágios, mas a maioria dos casais separa no terceiro


Imagem relacionada
 
O psicólogo Jed Diamond descobriu os estágios do amor. Ele trabalhou como terapeuta de casais e famílias por mais de 40 anos e reparou que o amor tem 5 fases e que a maioria das pessoas para na terceira fase e vai à procura de um novo amor, por acreditar que o relacionamento anterior não deu certo.

Todos querem ter um amor, alguém que para envelhecer juntos e dividir momentos importantes de suas vidas. Mas poucos estão dispostos a ir além do terceiro estágio, por isso que vemos tantos divórcios.

O Dr. Jed explica que muitas pessoas acreditam que estavam com a pessoa errada, mas é porque elas não entendem que o estágio 3 é apenas o começo de um amor forte e duradouro.

Estágio 1: Apaixonam-se

Esta é a fase que todos já experienciaram um dia. É quando a pessoa apaixonada se vê no futuro com a outra, imagina que aquela pessoa irá satisfazer todos os seus desejos e completar sua vida. É quando o corpo libera hormônios como a dopamina, que dá uma sensação de felicidade e satisfação. O casal apaixonado acredita que esses sentimentos irão permanecer para sempre, mas não é bem assim.

Estágio 2: Tornam-se um casal

Nessa fase o casal se apaixona mais, os sentimentos ficam mais aflorados e eles se tornam um casal. Normalmente, é nessa fase que os dois se casam e têm filhos. Eles constroem uma família e, se suportarem as adversidades de criar as crianças, o amor entre eles fica mais profundo e se desenvolve mais. É quando o casal se sente unido, seguro, feliz e confortável.

Estágio 3: Desilusão

Para muitos casais esse estágio é o começo do fim. Os dois começam a se irritar por coisas pequenas e se sentem menos amados. Sentem que devem escapar dessa armadilha. Eles se perguntam para onde aquela pessoa amada foi e onde aquele relacionamento feliz está. Por isso que um parceiro ou o casal decide se separar.

O Dr. Jed explica que essa fase pode apenas parecer um "inferno". Mas ela é, na verdade, muito importante para o relacionamento. É a oportunidade que o casal tem de queimar todas as ilusões que tem um do outro e aprender a amar verdadeiramente um ao outro. É quando eles param de amar as "projeções" que tem um do outro e amam a pessoa com quem se casaram.

Estágio 4: Criam amor real e duradouro

Após vencer o estágio 3 e perceber o que causa dor e conflito na relação, o casal pode desenvolver um amor forte e mais verdadeiro. É nessa fase que os dois se tornam aliados e tentam ajudar um ao outro a curar qualquer trauma ou medo. Eles aceitam um ao outro exatamente da maneira que são.

Estágio 5: Usam o poder de dois para mudar o mundo

Se um casal não consegue resolver seus próprios conflitos e aprender a se amar, eles não conseguirão mudar o mundo à sua volta. Vemos tantas desgraças nas notícias, pessoas que fazem o mal para outras, catástrofes... Mas um casal é capaz de mudar o mundo à sua volta e espalhar amor se eles nutrirem o amor um pelo outro.


https://familia.com.br/12276/o-amor-tem-5-estagios-mas-a-maioria-dos-casais-separa-no-terceiro

http://static2.blastingnews.com/media/photogallery/2017/4/19/660x290/b_586x276/confira-quais-sao-essas-fases-e-como-evitar-problemas-na-relacao_1283069.jpg
 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Traí minha esposa. Devo confessar o adultério a ela ou só para Deus?



Resultado de imagem para Traí minha esposa. Devo confessar o adultério a ela ou só para Deus?

Caro leitor, essa é uma situação que tem ocorrido com muitos servos de Deus, infelizmente. O fato de sermos servos de Deus não nos isenta de pecarmos. Se não cuidarmos, a tentação vem sobre nós, e a nossa cobiça nos leva a pecarmos. Foi o que ocorreu com você. Você foi seduzido e caiu no laço do pecado. Baseado em seus questionamentos, gostaria de te orientar sobre o que acho que deve ser feito nessa situação: 

(1) Creio que o primeiro passo você já deu, que é o arrependimento de seu erro. O arrependimento é aquilo que nos faz compreender humildemente que pecamos, que transgredimos a vontade de Deus de alguma forma. Necessariamente o arrependimento nos leva até Deus, até a busca do perdão Dele e da restauração de vida. O adultério é um pecado gravíssimo, porém, pode sim ser perdoado por Deus como nos ensina 1 João 1:9.

(2) O segundo passo, tão importante quanto o primeiro, é a compensação de nossos erros perante pessoas que prejudicamos. Se você tivesse roubado, deveria ir até a vítima para compensar o seu erro de alguma forma. Se tivesse mentido, deveria pedir perdão a quem prejudicou. Se tivesse ofendido alguém, deveria também pedir perdão a essa pessoa. Com a sua esposa não é diferente, pois você, quando a traiu, a feriu mesmo que ela ainda não saiba. O verdadeiro arrependimento no caso de adultério passa pela confissão do seu erro a sua esposa, passa pelo caminho da verdade e da reparação do erro. Você deve mostrar seu verdadeiro arrependimento falando com ela. Isso pode ser feito diretamente, ou se você teme essa conversa, pode pedir ajuda a um pastor ou a alguém de confiança para mediar essa conversa entre vocês. 

(3) Mas muitos se perguntam: por que confessar? Não é melhor confessar somente a Deus e seguir a vida? Uma confissão não vai acabar com o relacionamento ao invés de mantê-lo de pé? Vou explicar por que creio ser importante confessar:

a) Quem foi traído merece saber disso. Aqui temos o princípio ensinado por Jesus em Mateus 7:12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”;

b) O fantasma desse adultério não confessado sempre vai ser uma pedra no sapato dentro da relação;

c) A pessoa com quem você traiu sua esposa pode, a qualquer momento, aparecer na vida do casal e causar um estrago ainda maior, revelando toda a verdade que não foi confessada;

d) A verdade é sempre o melhor caminho, e o verdadeiro amor não se alegra com a injustiça: “não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1 Coríntios 13:6); 

e) O verdadeiro arrependimento nos leva a reparação dos erros cometidos. A falta de disposição para fazer reparação dos erros pode indicar apenas um remorso e não um arrependimento verdadeiro.
(4) Consequências. Uma das coisas que faz com que muitos fiquem em silêncio com o cônjuge sobre uma traição ocorrida são as consequências que o ato de confessar pode trazer. Quanto a isso é importante saber que o pecado sempre trará consequências, seja ele confessado ou não. Seja no momento ou mais tarde. Não há como fugir das consequências. Por isso, é sempre melhor escolher o caminho da verdade e buscar uma reconciliação e reparação o quanto antes. Mas é importante se preparar, pois o cônjuge se sentirá traído, machucado, sem confiança. Poderá, inclusive, querer o divórcio. Essas são consequências possíveis. Mas também poderá haver perdão e misericórdia. Não há como saber. A conversa precisará existir para que tudo fique esclarecido e o casal tome as decisões sobre como fica a vida deles dali para frente.

(5) Feche todas as portas para um possível novo adultério. É importante conversar também com a pessoa com que se adulterou, no caso a sua colega de trabalho, e também pedir perdão a ela por tê-la exposto a essa situação terrível, deixando claro que não mais ocorrerá o que ocorreu e que foi um grande erro. Feche totalmente essa porta aberta para futuras traições.

(6) Dessa forma, concluso que o remédio para determinadas doenças é amargoso, mas precisa ser tomado. O adultério é um desses pecados terríveis, que mexe com uma área muito importante na vida do ser humano. A reparação é dolorida, o remédio é amargo, mas apenas tomando-o poderá haver uma restauração mais plena do casal e de cada um dos envolvidos. Toda essa dificuldade causada pelo adultério deve servir para que cada cônjuge pense muito bem quando for tentado nessa área e possa perceber o quanto é amargo e terrível desobedecer a Deus. Dizer não ao pecado sempre será o melhor caminho.



https://www.esbocandoideias.com/2016/06/devo-confessar-meu-adulterio-a-minha-esposa.html#sthash.DuqzN9tt.dpuf



Devo confessar meu adultério a minha esposa?

(1) Creio que o primeiro passo você já deu, que é o arrependimento de seu erro. O arrependimento é aquilo que nos faz compreender humildemente que pecamos, que transgredimos a vontade de Deus de alguma forma. Necessariamente o arrependimento nos leva até Deus, até a busca do perdão Dele e da restauração de vida. O adultério é um pecado gravíssimo, porém, pode sim ser perdoado por Deus como nos ensina 1 João 1:9.
(2) O segundo passo, tão importante quanto o primeiro, é a compensação de nossos erros perante pessoas que prejudicamos. Se você tivesse roubado, deveria ir até a vítima para compensar o seu erro de alguma forma. Se tivesse mentido, deveria pedir perdão a quem prejudicou. Se tivesse ofendido alguém, deveria também pedir perdão a essa pessoa. Com a sua esposa não é diferente, pois você, quando a traiu, a feriu mesmo que ela ainda não saiba. O verdadeiro arrependimento no caso de adultério passa pela confissão do seu erro a sua esposa, passa pelo caminho da verdade e da reparação do erro. Você deve mostrar seu verdadeiro arrependimento falando com ela. Isso pode ser feito diretamente, ou se você teme essa conversa, pode pedir ajuda a um pastor ou a alguém de confiança para mediar essa conversa entre vocês.
(3) Mas muitos se perguntam: por que confessar? Não é melhor confessar somente a Deus e seguir a vida? Uma confissão não vai acabar com o relacionamento ao invés de mantê-lo de pé? Vou explicar por que creio ser importante confessar:
a) Quem foi traído merece saber disso. Aqui temos o princípio ensinado por Jesus em Mateus 7:12: Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”;
b) O fantasma desse adultério não confessado sempre vai ser uma pedra no sapato dentro da relação;
c) A pessoa com quem você traiu sua esposa pode, a qualquer momento, aparecer na vida do casal e causar um estrago ainda maior, revelando toda a verdade que não foi confessada;
d) A verdade é sempre o melhor caminho, e o verdadeiro amor não se alegra com a injustiça: não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade” (1 Coríntios 13:6);
e) O verdadeiro arrependimento nos leva a reparação dos erros cometidos. A falta de disposição para fazer reparação dos erros pode indicar apenas um remorso e não um arrependimento verdadeiro.
Leia também: Qual a diferença entre arrependimento e remorso
(4) Consequências. Uma das coisas que faz com que muitos fiquem em silêncio com o cônjuge sobre uma traição ocorrida são as consequências que o ato de confessar pode trazer. Quanto a isso é importante saber que o pecado sempre trará consequências, seja ele confessado ou não. Seja no momento ou mais tarde. Não há como fugir das consequências. Por isso, é sempre melhor escolher o caminho da verdade e buscar uma reconciliação e reparação o quanto antes. Mas é importante se preparar, pois o cônjuge se sentirá traído, machucado, sem confiança. Poderá, inclusive, querer o divórcio. Essas são consequências possíveis. Mas também poderá haver perdão e misericórdia. Não há como saber. A conversa precisará existir para que tudo fique esclarecido e o casal tome as decisões sobre como fica a vida deles dali para frente.
(5) Feche todas as portas para um possível novo adultério. É importante conversar também com a pessoa com que se adulterou, no caso a sua colega de trabalho, e também pedir perdão a ela por tê-la exposto a essa situação terrível, deixando claro que não mais ocorrerá o que ocorreu e que foi um grande erro. Feche totalmente essa porta aberta para futuras traições.
(6) Dessa forma, concluso que o remédio para determinadas doenças é amargoso, mas precisa ser tomado. O adultério é um desses pecados terríveis, que mexe com uma área muito importante na vida do ser humano. A reparação é dolorida, o remédio é amargo, mas apenas tomando-o poderá haver uma restauração mais plena do casal e de cada um dos envolvidos. Toda essa dificuldade causada pelo adultério deve servir para que cada cônjuge pense muito bem quando for tentado nessa área e possa perceber o quanto é amargo e terrível desobedecer a Deus. Dizer não ao pecado sempre será o melhor caminho.
- See more at: https://www.esbocandoideias.com/2016/06/devo-confessar-meu-adulterio-a-minha-esposa.html#sthash.DuqzN9tt.dpuf