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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Sexo oral é pecado?


 
 https://www.portalpadom.com.br/wp-content/uploads/2012/06/manual-do-sexo-oral.jpg
 
 
Perguntas relacionadas à intimidade sexual devem ser tratadas com o que podemos chamar de modéstia verbal e não com palavras chocantes e grosseiras. Eu acredito que a falta de modéstia no vestir e no falar são erradas. Isso é o que vai direcionar a minha forma de falar.

Essas questões são legítimas. Não tenho problema em responder a esse tipo de pergunta. É uma questão um pouco difícil e delicada, mas não tem problema. As pessoas querem direcionamento bíblico, então vou me esforçar para responder com sabedoria bíblica.

Em primeiro lugar, eu estou presumindo que a pergunta é somente sobre pessoas que estão casadas ao dar esse conselho. Fora do casamento, eu creio que é errado. Podemos falar mais detalhadamente sobre isso em outro momento, mas a resposta curta é a seguinte: o sexo oral parece ser ainda mais íntimo e delicado do que a cópula. Nós sabemos disso porque até os casados se perguntam se podem fazer. É como se fosse um estágio de intimidade que talvez seja inapropriado até para os casados, então pensar que pode ser um substituto inocente para a cópula, para que as pessoas possam obedecer a letra da lei fora do casamento, é uma ilusão. Essa é a primeira observação.

No casamento, eu diria o seguinte: se o sexo oral é errado, eu consigo pensar em quatro motivos possíveis para que seja considerado errado. Eu vou dizer quais são e depois eu farei a seguinte pergunta: “Essas quatro coisas existem?” Número 1, seria errado se fosse proibido na Bíblia. Número 2, seria errado se não fosse natural. Número 3, seria errado se causasse danos à saúde. E número 4, seria errado se fosse cruel. Então, vamos analisar uma de cada vez. 
 
Número 1, eu não acredito que o sexo oral seja explicitamente proibido em e qualquer mandamento bíblico. Se for proibido pela Bíblia, terá que ser com base em algum princípio, não com base em um mandamento explícito.

Número 2, é uma prática que não é natural? Essa é complicada. As genitálias masculina e feminina são tão claramente feitas uma para a outra que há uma adequação ou beleza natural. E o sexo oral? Talvez isso faça você pular à conclusão de que não é natural. Mas eu não sou tão rápido para chegar nessa conclusão por causa do que Provérbios e Cantares de Salomão dizem sobre os seios de uma esposa. O que vou dizer é uma analogia, então reflita. Parece-me que não há nada mais natural do que um bebê aconchegado nos braços da mãe, mamando em seus seios. É para isso que servem os seios. Eles são projetados para amamentar os bebês.

Sendo assim, há algo que seja fisicamente natural sobre a fascinação de um marido pelos seios da sua esposa? Bem, talvez você diga: “Não, não é para isso que servem os seios”. Mas Provérbios 5:19 diz: “Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias”. E Cantares de Salomão 7:7-8 é ainda mais explícito. É dito sobre a mulher: “Esse teu porte é semelhante à palmeira, e os teus seios, a seus cachos. Dizia eu: subirei à palmeira, pegarei em seus ramos. Sejam os teus seios como os cachos da vide”.

Bem… Embora não exista muita correlação anatômica entre as mãos ou os lábios de um homem e os seios de sua esposa, realmente parece ser “natural” em outro sentido, a saber, no prazer e desejo inerente que Deus, em sua Palavra, parece recomendar para o nosso deleite no casamento.

Então, eu pergunto: Será que há desejos parecidos por sexo oral ou por outras formas de sexo? Sendo assim, eu não acho que devamos limitar o casal com base na ideia de que não é natural. É arriscado, mas essa é a minha posição sobre a questão de ser natural.

Número 3, causa danos à saúde? Bem, é possível que sim, caso houver doenças sexualmente transmissíveis, e é possível que seja praticado de maneiras que são prejudiciais. Então, o casal precisa ser muito honesto e cuidadoso, não assumindo riscos que carecem de amor, o que nos leva à quarta razão, a:
 
Número 4. É insensível? Eu acho que esse é o ponto mais sensível da questão e é o ponto que causa mais impacto. Você pressionará o seu cônjuge a fazer sexo oral se ele ou ela achar desagradável? Se você fizer isso, estará sendo insensível. É pecado ser insensível. Efésios 4:32: “Sede uns para com os outros benignos”. A palavra-chave aqui é “pressionar”. Eu sei que 1 Coríntios 7:4 diz: “A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher”, e o contexto dessa passagem é sobre sexo.

Então, na prática, o que isso significa? Bem, significa que tanto o marido quanto a mulher podem dizer um ao outro: “Eu gostaria de ____.” E os dois têm o direito de dizer: “Eu não gostaria de ____.” 
 
E em um bom casamento, em um casamento biblicamente belo, um busca ser mais benigno do que o outro. Então, esses são os princípios que eu acredito que devem servir de parâmetro para o casal cristão nessa questão do sexo oral.


Por: John Piper. © Desiring God Foundation. 
Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Is Oral Sex Okay?
Original: Sexo oral é pecado? © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Tradução: Frank Brito. Revisão: Vinicius Musselman. Narração: Gustavo Csorgo e Thiago Guerra. 
 
https://voltemosaoevangelho.com/blog/2019/01/sexo-oral-e-pecado


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

O CASAL CRISTÃO PODE ASSISTIR FILME PORNÔ?





Outro dia alguém me perguntou nas Redes Sociais:

"Pastor, o casal cristão pode assistir filme pornô? Qual o problema de fazê-lo visto que isso vai ajudá-los a apimentarem o relacionamento?"

Pois é, assim como respondi ao meu inquiridor, permita-me responder àqueles que porventura possuem a mesma dúvida.

Os cristãos não devem assistir pornografia porque:

1-) As Escrituras são claras em afirmar que a pornografia é pecado, afronta ao Criador e que aqueles que a praticam não herdarão o Reino dos Céus. 1 Co 6:9-13; Gl 5:19; Ef 5:3 e Ef 5:11.

2-) Os que assistem filmes pornô contribuem com a indústria do sexo que violenta, explora e oprime milhões de pessoas em todo o mundo.

3-) Porque ela escraviza a mente e o coração de todo aquele que a pratica.

4-) Porque ela fere e macula a dignidade das pessoas transformando indivíduos em objetos descartáveis.

5-) Porque ela incentiva a luxúria, adultério e todo tipo de promiscuidade e imoralidade.

6-) Porque não promove edificação do crente.

7-) Porque não glorifica a Deus.

Pense nisso!
 

- Renato Vargens
#DefensordoEvangelhoOficial
 
 
 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

A importância do sexo no relacionamento cristão em contraste com o mundo


“Arrasta-me após ti; corramos! O rei introduziu-me nos seus aposentos. Exultaremos de alegria e de júbilo em ti. Tuas carícias nos inebriarão mais que o vinho. Quanta razão há de te amar!” -Cânticos 1:4.
Bem diferente do que muitos imaginam, o sexo nunca foi um tabu na Bíblia. A sociedade com o passar do tempo criou uma imagem muito distorcida sobre a maneira como esse tema é abordado nas Escrituras Sagradas, distanciando a nossa concepção de santidade de algo criado por Deus para ser bênção e não uma maldição. Mas, felizmente uma análise honesta e atenta na Palavra de Deus nos permite concluir que a sexualidade não só é um dos assuntos mais presentes na Bíblia, como justamente por isso também é algo muito especial, devendo ser entendida com muita responsabilidade.

Um grande mito com relação ao sexo na Bíblia é a ideia de que ele foi criado apenas para a reprodução. Isso é mentira! O livro de Cânticos, por exemplo, deixa claro que os relacionamentos sexuais eram carregados de forte emoção, o que chamamos de paixão, amor e prazer físico.
“Como a macieira entre as árvores da floresta, assim é o meu amado entre os jovens; gosto de sentar-me à sua sombra, e seu fruto é doce à minha boca. Ele introduziu-me num celeiro, e o estandarte, que levanta sobre mim, é o amor” (Cânticos 2:3-4).
O mesmo nós podemos observar no livro de Provérbios, que em seus muitos alertas contra a sedução alheia, deixa evidente a paixão, o amor e o prazer do sexo: “Seja bendita a tua fonte! Regozija-te com a mulher de tua juventude, corça de amor, serva encantadora. Que sejas sempre embriagado com seus encantos e que seus amores te embriaguem sem cessar!” (Provérbios 5:18,19).

Mas a concepção de amor nem sempre vinha antes da união, por conta dos interesses econômicos das comunidades, entretanto ele já existia e estava presente em muitos casos. O exemplo de Isaque e Rebeca é um deles, além dos textos que citei acima como ilustração. É importante destacar que essa não foi uma realidade restrita ao povo de Deus, mas de todos os povos em sua época, o que também ressalta o caráter histórico da Bíblia.

Amor e sexo no cristianismo em contraste com o mundo

Foi justamente o cristianismo que aproximou ainda mais o conceito de amor à união entre o homem e a mulher. O que antes era fruto de contratos sociais em sua maioria, se voltou para o objetivo primordial de Deus, que é a união indivisível do homem e da mulher, ambos como uma só carne, descrita lá em Gêneses 2:23-24. “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem. Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne”.

Aqui derrubamos outro grande mito com relação ao sexo e os relacionamentos entre o homem e a mulher descrito na Bíblia: o cristianismo não é e nunca foi machista. Muito pelo contrário, foi graças ao cristianismo que os homens puderam valorizar, amar e respeitar suas mulheres como nenhuma outra civilização da sua época fazia.

Não precisamos citar o pensamento de Aristóteles, por exemplo, para quem a mulher não passava de um “homem incompleto”, para ilustrar isso no contexto histórico em que o Novo Testamento foi escrito. Podemos avançar no tempo e chegar no século XIX, quando o filósofo ateu, Friedrich Nietzsche, após ser rejeitado por uma pretendente, escreveu uma carta recomendando que “se vais às mulheres, não vos esqueçais de vosso chicote!”.

Por outro lado, foi ainda no primeiro século depois de Cristo que o apóstolo Paulo que escreveu “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Efésios 5:25).

Mas, no lugar de reconhecer o contraste do ensino bíblico em relação à cultura da época, o que alguns críticos fazem é distorcer o conceito de submissão ensinado por Paulo, por exemplo, simplesmente para tentar criar uma imagem pejorativa de uma doutrina fundamentada no amor. Isso porque Paulo não fala de subserviência, mas sim de submissão, no sentido de voluntariedade mediante um propósito, e não de escravidão. Não é por acaso que ele estabelece essa relação na condição de um homem que, “como ama a si mesmo”, e como “Cristo amou a Igreja”, está disposto a entregar a própria vida em favor da mulher. Ou seja, qual mulher não está disposta a se submeter a um homem que lhe enxerga e ama do mesmo modo como Cristo amou e deu a sua vida pela Igreja?

O valor especial do sexo

Portanto, o relacionamento sexual cristão contrasta com a cultura desde a civilização antiga, e não é diferente em nossos dias. Para nós, sexo não é só prazer carnal, mas o envolvimento emocional e espiritual de duas pessoas em um ato de profunda entrega, intimidade e amor. Assim, podemos definir quatro elementos fundamentais que distinguem os relacionamentos sexuais cristãos da forma como o mundo trata o assunto:

01 – Propósito
O relacionamento sexual no cristianismo obrigatoriamente deve possuir um propósito. Apesar do prazer não estar fora da relação e isso também ser uma finalidade, o objetivo primário do ato sexual é a constituição familiar, baseada na união do casal para o resto da vida, sendo o prazer uma consequência e não o fim em si mesmo. Na prática, sexo é casamento, que por sua vez pode originar filhos e assim a formação de uma nova família. Esse é o propósito original estabelecido por Deus;

02 – Satisfação carnal
Uma vez estabelecido o casamento, o sexo proporciona satisfação carnal. Carnal, porque o sexo também é biológico e não apenas emocional. Nós precisamos do sexo porque o corpo do homem e da mulher foram criados um para o outro, pré-determinados biologicamente para essa finalidade, o que justifica a nossa capacidade de atração e sensualidade;

03 – Segurança emocional
Quando a Bíblia diz que Deus odeia o divórcio não é por acaso. Poucas coisas são tão destrutivas para uma família do que o divórcio. Todos são afetados, do casal aos filhos. Quando há infidelidade, as consequências são devastadoras, emocionais e também físicas. Infelizmente o pecado dificulta que muitos compreendam e queiram aceitar essa realidade.
Nesse aspecto o relacionamento sexual cristão contrasta absurdamente com o mundo, pois nossa condição de fidelidade através do matrimônio nos permite ter confiança e respeito um com outro, algo bem diferente do meio anticristão, onde o sexo é explorado como um objeto de consumo e os relacionamentos são descartáveis;

04 – Laço espiritual
O quarto elemento para a condição do relacionamento sexual no cristianismo é a consciência do que ele significa no plano espiritual. Observe o que está escrito em I Coríntios 6:16: “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei eu os membros de Cristo e os unirei a uma prostituta? De forma alguma! Ou não é de vosso conhecimento que quem se une a uma prostituta torna-se um corpo com ela? Porquanto está escrito: ‘Os dois serão uma só carne’. Entretanto, aquele que se une ao Senhor é um só espírito com Ele!”.
O texto correlaciona o ato sexual ao relacionamento com Deus. Por que será? Resumidamente, o relacionamento sexual é a partilha da própria alma com alguém. É a entrega e submissão ao desejo do outro. A associação espiritual feita no texto ilustra a profundidade que tem o relacionamento sexual.
Quando o homem e a mulher se tornam “uma só carne”, e eles se voltam para Deus, estão unidos no Senhor. Suas vidas estão debaixo da graça do Altíssimo e o relacionamento será abençoado. Mas, se um homem ou a mulher mantém relacionamentos promíscuos (o símbolo da prostituição usado no texto), como vão estar sob a autoridade de Deus, se isso contraria seus propósitos?

Finalmente, se você tem interesse de aprender mais sobre o assunto, busque informações em fontes confiáveis, livres de preconceitos. Entre em contato se precisar. A visão cristã sobre o tema não é produto de uma invenção, mas resultado de milhares de anos aprendendo com o Criador da vida, com os erros humanos e suas consequências.


Marisa Lobo
http://gospelmais.com.br/perfil/marisalobo/
Marisa Lobo é psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.



segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Pornografia no bolso – 24 horas por dia, 7 dias por semana


Resultado de imagem para Pornografia no bolso


Por Elsie Gilbert


Pais estão perdendo o sono, preocupados com as facilidades de exposição de seus filhos à pornografia. Recentemente um garoto de 10 anos, de família comprometida com o Evangelho abriu-se com os pais chorando porque se sentia excluído da turma de amigos, pois ele e mais um colega eram os únicos que não acessavam sites pornográficos. De que forma os pais podem ajudar seus filhos a se protegerem da pornografia? É privilégio e também responsabilidade dos pais darem os primeiros esclarecimentos nesta área aos seus filhos.

Depois de traçar paralelos entre ontem e hoje, Elsie Cunha Gilbert fala sobre o papel dos pais e dá alguns conselhos. Confira:

Naquele tempo… O consumidor de pornografia nos anos 80 e 90 tinha de buscar intencionalmente o acesso aos conteúdos eróticos. Procurava em revistas ou vídeos cassete que mais tarde se transformaram em DVDs. Por estes métodos, para acessar e consumir tais conteúdos era necessário ter um aparelho de vídeo, um ambiente específico (sala ou quarto) e um tempo específico (preferencialmente sozinho). A comercialização destes materiais era vedada a crianças e, portanto, crianças e adolescentes chegavam a conteúdos pornográficos ou porque algum adulto os supria ou pelo compartilhamento entre pares. Com o advento da TV a cabo e internet, a oferta foi se diversificando. Os computadores instalados nos domicílios e ambientes de trabalho se tornaram novas portas de entrada. A forma de minimizar a oferta era por meio da instalação de programas bloqueadores de sites com conteúdo indesejado.

Hoje… Toda criança, adolescente, jovem ou adulto que carrega consigo um celular conectado à internet tem à sua disposição a porta de entrada para um universo dinâmico, incrivelmente diversificado e agressivo de conteúdos pornográficos. Não é só a quantidade que impressiona. A variedade também faz parte integral deste submundo. Toda e qualquer imagem passível de excitar um ser humano é explorada comercialmente pelos operadores do comercio sexual: tudo o que é esquisito e fora da caixa passa a ser válido porque é novidade. Imperceptivelmente, a pessoa se vê consumindo imagens de sexo com animais, sexo com crianças, sexo com violência, sexo em grupo, como se tudo fosse muito normal. Os programas anti-pornografia existem, mas ainda são de difícil instalação e manuseio, especialmente para celulares.

Naquele tempo… Os efeitos da pornografia sempre se deram numa via de mão dupla. Isto acontece até hoje. De um lado estão os produtores e as condições sub-humanas a que são submetidas pessoas para este fim. A exploração sexual para fins comerciais sempre foi uma realidade perversa e repugnante nas nossas sociedades. Do outro lado estão os consumidores. Há três décadas, estes consumidores, movidos pelas normas morais e de demanda, se viam obrigados a ter um consumo limitado. A pornografia levou jovens a se masturbar de maneira compulsiva, maridos a desrespeitar suas esposas de forma rude e aviltante, e feriu crianças com conteúdo violento para suas mentes em desenvolvimento. Mas, considerando os números atuais, o vício da pornografia — compulsão capaz de modificar o funcionamento do cérebro e causar transtornos existenciais profundos — era algo raro.

Hoje… O que nós, pais, demoramos a perceber é que os efeitos do consumo de pornografia hoje são muito mais graves do que o que ocorria há duas décadas. Isto se dá por duas razões: quantidade associada à variedade. Experimentos em laboratório comprovam que existe entre nós, mamíferos, um efeito conhecido como efeito coolage. Um macho copulará com uma única fêmea e esfriará a sua excitabilidade voltando à normalidade mesmo na presença daquela fêmea. Haverá um período de descanso e mais tarde o macho novamente se interessará, reiniciando a atividade sexual. Mas, se esta fêmea for trocada por outra, e depois outra, e outra, o macho poderá copular até chegar à completa exaustão em um curto espaço de tempo. O que gera este efeito é a novidade. Estímulo novo, nova reação neurológica que se esvai quando aquele estímulo passa a ser esperado. Com o advento do streaming no qual um vídeo se segue a outro automaticamente, a variedade se tornou a norma. E a possibilidade de desidratação e exaustão biológica por abuso dos mecanismos de excitação e liberação de tensões sexuais se tornou uma realidade. Estamos hoje diante de mais uma “substância química” capaz de causar dependência em nossos filhos: os hormônios sexuais.

Outro efeito grave, associado ao uso da pornografia: o sexo entre um homem e uma mulher, pode literalmente perder a graça. Gary Wilson1, autor do livro Your Brain on Porn, fez uma pesquisa online buscando pessoas que, diante dos efeitos negativos do uso da pornografia, procuravam ajuda. Em quatro fóruns, ele contabilizou 166.000 membros cujo intuito era parar de usar pornografia. Apenas 7% destes buscavam ajuda por motivos religiosos. A maioria queria parar por terem desenvolvido disfunção erétil e, não poucos, total falta de interesse por relações sexuais não virtuais. O mesmo autor descobriu na China um fórum com 800.000 membros. Veja como um jovem descreveu seu estado:

- Comecei a me afastar dos amigos para ficar no meu quarto sozinho.
- Minha família me amava incondicionalmente, mas não tinha a minha presença.
- Era difícil para mim me concentrar no trabalho e também nas minhas aulas na faculdade.
- Não tinha namorada.
- Ansiedade enorme com qualquer interação com outras pessoas.
- Malhava furiosamente, mas não conseguia ganhar massa muscular.
- Todos diziam que eu não estava presente.
- Nenhuma energia. Podia dormir o quanto quisesse, estava sempre cansado, pálido, desidratado.
- Muito deprimido.
- Disfunção erétil induzida pelo autoconsumo de pornografia.
- Vivia estressado, ansioso, confuso e perdido.

E um terceiro efeito, também ligado à associação entre quantidade e variedade, é que as preferências de gêneros pornográficos passam a criar uma dissonância entre o que uma pessoa consome e a sua “identidade sexual”. Se eu consumo pornografia com crianças, eu sou um pedófilo? E se ver cenas de sexo e violência me excita, eu sou um pervertido? Se eu vejo pornografia gay, isto faz de mim um homossexual? E assim por diante. É fácil perceber como estes são obstáculos totalmente desnecessários na formação de uma sexualidade sadia de nossos filhos.

Ser pai, ser mãe naquele tempo… Algumas regras orientavam a maioria dos pais dos anos 80. Os pais monitoravam as amizades de seus filhos, fiscalizavam suas saídas e locais que frequentavam, vigiavam o que os filhos traziam para dentro de casa e, nos ambientes mais conservadores, controlavam o uso da televisão e vídeos. Sendo assim, a regra para proteger o seu filho era: não deixar o ladrão entrar. Esta estratégia exigia vigilância por parte do pai ou mãe e a obediência dos filhos aos limites estabelecidos pelos pais.

Ser pai, ser mãe hoje... A estratégia descrita acima não funciona mais! Isto por uma razão muito simples: o ladrão já está dentro. Há hoje no Brasil 220 milhões de smartphones ativos.2 A maioria absoluta das crianças da classe média brasileira possui um celular devidamente conectado à internet. Segundo o pesquisador Simon Lajeunesse, da Université de Montreal, a maioria dos meninos passa a se interessar por pornografia a partir dos 10 anos e muitos deles a procuram e compartilham. O mundo produtor de pornografia deseja fazer do pré-adolescente um consumidor rentável no futuro e está disposto a investir no presente. A pornografia chegará ao celular por vários canais, sendo que o mais pernicioso destes são os grupos de WhatsApp. E, para complicar ainda mais a situação, a maioria de nós não sabe como bloquear conteúdos indesejados em cada um dos aplicativos instalados nos nossos aparelhos. Algumas ideias de pessoas que se debruçaram sobre o tema3:

1. Postergar, o máximo possível, a entrega de um smartphone nas mãos de uma criança. Estudos recentes sobre o tema não nos dão uma idade certa, mas apontam vários problemas relativos ao uso de celulares por crianças. Jesse Weinberger, no seu livro The Boogeyman Exists: And He’s in Your Child’s Back Pocket, relata seus achados após entrevistar 70.000 crianças por 18 meses. Ela descobriu que, em média, sexting (mensagens de texto com conteúdo sensualizado ou erótico) começa no sexto ano, consumo de pornografia começa quando as crianças completam oito anos de idade e o vício da pornografia aos 11. Isto, nos Estados Unidos. Seguir o exemplo de Bill Gates que só deu um smartphone para seu filho quando este completou 14 anos, talvez não seja uma má ideia. Uma das regras sugeridas: esperar até que o adolescente entre no ensino médio e depois que já tenha aprendido a exercer autocontrole e o valor da comunicação face a face.

2. Conscientizar a criança sobre o uso da tecnologia e seus perigos. A psiquiatra Alícia Casas, criadora do Claves, uma metodologia de prevenção à violência sexual contra crianças, acredita que vivemos num tempo em que proibições são pouco eficazes. Os limites precisam ser estabelecidos com a criança e o adolescente. Conscientizar de que aquele limite representa cuidado pessoal é de suma importância, tão importante quanto ensinar ao invés de proibir a travessia na faixa de pedestre em uma avenida movimentada. 


Notas:
1. Sobre as fontes para este artigo: as informações contidas aqui foram extraídas do livro Your Brain on Porn: Internet Pornography and the Emerging Science of Addiction escrito por Gary Wilson, especialista na neurobiologia da adição. A sua palestra sobre os aspectos neurobiológicos do vício da pornografia no TED’s Talk foi visto até hoje por quase 10 milhões de pessoas.
2. Informações sobre números de usuários de celulares no Brasil: reportagem publicada no Estadão em abril de 2018. “Brasil já tem mais de um smartphone ativo por habitantes, diz estudo da FGV”.
3. Informações sobre o que os especialistas sugerem: artigo publicado no New York Times. “What’s the right age to give a child a smartphone”.

• Elsie Gilbert é jornalista e editora do blog da Rede Mãos Dadas.
 
 http://www.ultimato.com.br/conteudo/pornografia-no-bolso-24-horas-por-dia-7-dias-por-semana
 
 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Masturbação e Pornografia – Duas coisas que quase ninguém consegue se libertar


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Masturbação é um problema inerente na vida de toda e qualquer pessoa, seja homem ou mulher. A masturbação é algo que já faz parte até do cotidiano de algumas pessoas. Esse texto é escrito sem hipocrisia, não é um Superman que está escrevendo, é um homem de 22 anos, que é e sempre foi sujeito aos problemas da sexualidade como qualquer outro.
 
A Bíblia não fala da masturbação em si, tal prática não é descrita como pecado, não há um versículo que fale sobre, porém a maioria dos teólogos ou fundamentalistas de tese sobre o assunto fomentam a ideia de que o ato estaria sujeito à imoralidade sexual, que é sim pecado, isto é, a masturbação em si, não é um pecado específico, agrava-se ou torna-se pecado quando associado à pornografia, desejos carnais, desejo da mulher ou homem de outrem e etc.

Alguns chegam a citar a história de Onã que praticava o Coito Interrompido, na hora de ejacular, ele retirava o pênis da Mulher para que ela não tivesse filhos e Deus o puniu por isso. Gênesis 38:6-8, mas não é considerado “Masturbação” a grosso modo.

Eu julgo que seja mais complicado de se “curar” não da masturbação, e sim da pornografia e o pensamento sexual imoral, porque até homens e mulheres casados masturbam-se, ou seja, não há algo que te iniba de praticar. Cansei de ouvir relatos de esposas que preferiam masturbar-se a transar com o marido, às vezes na mente humana, o sexo solitário é mais prazeroso que o sexo com o cônjuge, por exemplo.
 
Na verdade as pessoas estão cansadas de receber o mesmo tipo de conselho sobre masturbação. Os evangélicos criaram uma resposta universal para todos os problemas da humanidade: “Vá orar” Tá com problema na vida? Vá orar. Está com problemas no casamento? Vá orar. – Não velho –, a oração não é um remédio que você toma e fica bom imediatamente. É um erro pensar dessa maneira. Principalmente, quando se trata de masturbação. Esse conselho de “Vá orar” na mente da pessoa com problema acaba por criar uma imagem de que Deus, durante a oração, vai arrancar todos os seus hormônios. E não, Ele não vai.

Deus não vai retirar sua libido, Deus não vai retirar seus hormônios, muito menos vai tirar a sua vontade de fazer sexo ou de se masturbar. Observando o que diz a Bíblia, eu acredito que a ação do Espírito Santo é suficiente para te fazer ter autocontrole, e também é suficiente para te fazer filtrar aquilo que é pecado e o que não é. Mas mesmo com a ação do Espírito Santo na sua vida, você não está imune às práticas pecaminosas. Você continuará errando, só que com a consciência do erro e com a tentativa diária de tentar melhorar, sabendo da redenção através do sangue de Jesus Cristo.
 
Para você que é solteiro ou casado, tente não se dobrar a imoralidade sexual, tente moldar-se à maturidade sem a pornografia. Não deseje a mulher ou homem do próximo. Eu não estou dizendo que você vai se masturbar pensando na floresta amazônica, estou dizendo que antes de fazer, pare e se pergunte se Deus se agrada do que você está fazendo, pergunte-se se Deus está feliz com o seu pecado, é isso que você tem que se questionar antes de executar certas ações, não só a masturbação, mas a fornicação, o pensamento imoral, a boca que profere imoralidades e etc.

Um exemplo de pessoa que se libertou da pornografia e consequentemente da prática compulsiva da masturbação, é o de Terry Crews, aquele que faz o “Julius” na série “Todo mundo odeia o Chris”, ele dá um relato de como a vida sexual dele melhorou após ter se libertado da pornografia, de como a sua vida está mais plena sem a execução desse pecado.

O meu conselho sempre é: Não faça. Mas se fizer, seja responsável, todas as vezes que orar, peça perdão e se arrependa de seus erros, não só esse, lógico. Se for casado (a), ao invés de masturbação, faça sexo com seu cônjuge, experimente coisas novas, há uma infinidade de sexy shop’s (até gospel), para que seja dada uma incrementada no relacionamento, eu acredito que entre quatro paredes, e devidamente casados, tudo é válido.

Então vale a observância desses detalhes, a masturbação é algo que é comum entre as pessoas, mas pelo menos se liberte da pornografia, uma coisa que eu faço sempre que erro em algo desse tipo é conversar com alguém de confiança, alguém que não te julgará ou punirá, alguém que te entende. É bem verdade que nessas questões sexuais, nós cristãos temos uma plena inibição de conversar com nossos pastores por medo de punições eclesiásticas e etc. Então procure alguém que seja responsável e que te entenda, que te abrace e te aconselhe a melhorar e não praticar mais, ou não tanto quanto você faz.

 
Autor: Paulo Ricardo Lima – Teólogo de Boteco, Pregador, Palestrante DESMOTIVACIONAL.
 
http://botecoteologico.com.br/masturbacao-e-pornografia-duas-coisas-que-quase-ninguem-consegue-se-libertar/
 
 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

10 Maneiras de se fazer Sexo para a Glória de Deus


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"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (1Co 10.31)

1. Tendo cada um sua própria esposa ou esposo - "Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido" (1Co 7.2);

2. Considerando o cônjuge como parte de seu próprio corpo - "Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo" (Ef 5.28);

3. Pensando na beleza e graça do cônjuge, e não de um terceiro - "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai" (Fp 4.8);

4. Estimando o cônjuge acima de todos os relacionamentos - "Formosa és, meu amor, como Tirza, aprazível como Jerusalém" (Ct 6.4);

5. Concedendo a devida benevolência com amor e compaixão - "O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido" (1Co 7.3);

6. Louvando a Deus pela eficiência do corpo humano - "E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gn 1.27);

7. Reconhecendo que não se é digno de tamanho deleite - "Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" (Rm 7.24);

8. Aceitando a eventual fraqueza e debilidade do cônjuge - "Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também" (Cl 3.13);

9. Mais do que carícias, buscar um coração unido - "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24);

10. Agradecendo ao Senhor pelo precioso momento - "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1Ts 5.18).


FONTE: http://2timoteo316.blogspot.com.br/2012/10/10-maneiras-de-se-fazer-sexo-para.html


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

É Pecado Fazer Sexo Anal?




O cristão é alguém que busca, pela graça e misericórdia de Deus, fazer somente o que está determinado na Escritura. Este princípio é firmemente estabelecido em Dt 12.32: "Tudo o que eu te ordeno, observarás para fazer; nada lhe acrescentarás nem diminuirás". Isto significa dizer que todas as coisas não ordenadas, são proibidas. Para ilustrar, a Bíblia nos diz que "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10.17) e que este ouvir vem somente mediante a pregação, afinal, "Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?" (Rm 10.14). Assim, significa dizer que para levar o evangelho, é preciso somente pregar a Palavra, sendo um grave pecado a substituir por algum filme, acrescentar ("nada lhe acrescentarás") ou diminuir ("nem diminuirás") a pregação, a trocando por algum teatro ou fazendo alguma dança no palco antes ou após a pregação (leia aqui sobre este tema). A ordem é pregar e tudo que for menos ou mais que isso é pecado.

Existem quatro formas de aprendermos lendo a Bíblia: A primeira é mediante uma ordem de Deus para se fazer alguma coisa, como no quarto mandamento: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar" (Êx 20.8). A segunda é quando o Senhor determina algo que não deve ser feito, como no primeiro mandamento: "Não terás outros deuses diante de mim" (Êx 20.3). A terceira é quando lemos um exemplo positivo e que é louvado, de maneira a aprendermos que as atitudes tomadas foram boas, ainda que não houvesse um mandamento literal para se fazer aquilo: "Enviamos, portanto, Judas e Silas, os quais por palavra vos anunciarão também as mesmas coisas. Na verdade pareceu bem ao Espírito Santo e a nós, não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias" (At 15.27-28). A quarta é quando existe um exemplo negativo na Escritura e dele aprendemos a não repetir o erro: "Haveria coisa alguma difícil ao SENHOR? Ao tempo determinado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara terá um filho. E Sara negou, dizendo: Não me ri; porquanto temeu. E ele disse: Não digas isso, porque te riste" (Gn 18.14-15).

Todas estas quatro maneiras que o Senhor usa para nos ensinar, invariavelmente estarão em conformidade com os dez mandamentos, pois uma vez que estes são a expressão moral de Deus, isto é, revelam quem é Deus e o que requer, toda a Escritura deve ser interpretada de maneira a não haver contradições entre a Palavra de Deus, afinal, contradições são duas verdades opostas e isto significa que alguma destas verdades é falsa, o que seria dizer que Deus mente, contrariando o versículo afirmativo que "Deus não é homem, para que minta" (Nm 23.19).

Mas o que tudo isso tem a ver com ser ou não pecado realizar atos sexuais? A resposta é que a Bíblia tem a resposta. Isto mesmo: a Bíblia, por ser a Palavra de Deus e possuir em sua estrutura diversas formas de nos ensinar, não nos deixa órfãos do conhecimento. Ainda mais: a Escritura não prescreve um padrão relativo com relação a este tema, e sim nos dá um firme, justo e pleno dizer sobre como devemos proceder.

Para entendermos corretamente, precisamos analisar dois pontos: a Lei de Deus e como Ele se revela aos homens.

1. A Lei de Deus

O apóstolo assim escreveu aos irmãos em Roma: "a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom" (Rm 7.12). Todo o Salmo 119, por exemplo, fala exaustivamente sobre a Lei de Deus, a ponto de lermos a expressão do salmista: "Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia [...] Odeio os pensamentos vãos, mas amo a tua lei [...] Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua lei (Sl 119.97, 113, 163). Tamanha é a necessidade de compreendermos a Lei do Senhor que nos diz o apóstolo João: "Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei" (1Jo 3.4 - NVI).

Os teólogos dividem a Lei de Deus em cerimonial (leis de purificação, aspersão de sangue, sacerdócios...), civil (leis sobre o patrimônio público, acerca da propriedade privada, assaltos, mortes inevitáveis...) e moral (os dez mandamentos). Todavia, convém lembrar que esta é uma divisão de cunho pedagógico, pois quando lemos a narrativa de Moisés no monte Sinai, não encontramos o Senhor dividindo Sua Lei - Ele a deu por inteiro, significando que a Lei é una, não havendo razão para se dizer que determinada lei não é mais válida simplesmente porque era cerimonial, por exemplo. Evidente que as leis cerimoniais foram completadas em Cristo Jesus, mas ainda permanece a ordenança para os cristãos oferecem incenso, porque o incenso não é mais físico, e sim espiritual, como diz o salmista: "Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e as minhas mãos levantadas sejam como o sacrifício da tarde" (Sl 141.2); também em Apocalipse: "E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso juntamente com as orações dos santos" (Ap 8.4).

Portanto, a Lei de Deus é necessária para nossas vidas, a fim de sermos firmemente guiados por Sua palavra e vontade.

2. Como Ele se revela aos homens

Tendo uma vez Deus fornecido Sua Lei para os homens, é necessário entender que a Lei de Deus não está somente em livros como Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. A Lei de Deus é Sua própria Bíblia. Paulo expressa esse entendimento ao amado Timóteo: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra" (2Tm 3.16-17). Não temos "partes melhores" na Escritura ou "partes inferiores", pois "Toda a Escritura é inspirada por Deus".

Sendo isto verdade, significa dizer que nos primórdios da criação a Lei de Deus já era vigente, pois não a temos registrada sem motivo. Olhemos o que disse Deus para Adão e Eva: "E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra" (Gn 1.27-28 - grifo meu). Três coisas nos são ensinadas nestes versículos: homem e mulheres foram abençoados pelo Senhor, de maneira que não haveriam de ser alvos da ira de Deus, e sim de Sua graça; o primeiro casal deveria se multiplicar e para isso foi dotado de capacidade mediante e bênção de Deus; eles deveriam exercer domínio sobre toda a criação de Deus. Foquemo-nos no segundo elemento.

Frutificar e multiplicar não são facultativos ao casamento - é uma ordem bíblica. Noutro lugar já escrevi mais detidamente sobre isso (clique aqui), de modo que se compreende ser uma negação da Palavra o evitar ter filhos. Sim, amado leitor, isto pode soar muito forte a você e aqui deixo registrada minha compaixão, porque também a mim soou demasiadamente severo quando da primeira vez que conheci esta doutrina; entretanto, fixemos nossas mentes no ideal cristão: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5.29).

Tendo o Senhor ordenado a multiplicação, isso não significa que o casamento deve ser isento de prazer. O prazer do casamento não está somente no ato sexual, e sim que este é prazeroso na medida em que é feito segundo a ordem bíblica (leia o link acima, para melhor entendimento). Isto se traduz em dizer que o prazer do sexo deve estar na conformidade como Deus ordenou que ele acontecesse, e não segundo os ditames do mundo ou de nossa vontade.

Notamos o fato de Deus ter revelado sua vontade aos primeiros pais para que se multiplicassem. Porém, para que não sobejasse dúvidas se estamos obrigados à mesma ordenança (embora isso seja evidente, visto que nunca foi revogada em parte alguma da Escritura), o apóstolo Paulo registrou, quando na ocasião falava sobre aqueles que nunca haviam escutado do evangelho: "Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis" (Rm 1.20 - grifo meu).

É certo que Paulo está a falar com respeito à inescusabilidade que o homem tem diante de Deus, pois mesmo que não tenha ouvido falar do evangelho, o apóstolo, inspirado, afirma que "pelas coisas que estão criadas" é manifestado o poder de Deus e até mesmo Sua divindade. Mas este versículo não deixa, outrossim, de afirmar que as coisas criadas revelam a ordem do Senhor e de como elas deveriam ser, isto é, a Lei de Deus, firmemente registrada nas Escrituras, é também visível na criação. A criação dos luminares, dos mares, das plantas, dos animais e dos homens revela o que o Artífice ordenou. Isto implica na afirmativa, por exemplo, de que existe uma razão divina e também biológica (Deus é o melhor biólogo, o melhor médico, o melhor matemático...) para termos as cavidades nasais voltadas para baixo - já imaginou como seria andar em dia de chuva se as cavidades fossem viradas para cima?

Desta forma, sendo as coisas criadas, reflexo exato (antes da queda, mas persistindo após a mesma, ainda que manchada pelo pecado) do que o Senhor intentou, entendemos que é preciso a compreensão do que ou qual parte do corpo humano foi criado para ter relações sexuais.

Este excelente vídeo nos mostra, baseado no conhecimento médico, que o canal anal não possui nenhuma característica para a prática sexual. Pelo contrário, a fisiologia torna evidente o fato de que o único lugar do corpo da mulher (não é necessário afirmar que o homossexualismo é um pecado, porque isto é clarividente) propício a ter relação sexual com o homem (seu marido, somente) é o canal vaginal e este pelo orifício genital. Mas o que isto significa? Significa que o poder criativo de Deus é visto "pelas coisas que estão criadas" e isso se desdobra em dizer que Deus projetou o corpo do homem e da mulher para terem relações sexuais de maneira instituídas por Ele mesmo e tal fato é plenamente visível na criação. 

Paulo evidenciou isto ao dizer: "E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro" (Rm 1.27). O apóstolo fala que muitos homens, devido ao pecado e porque não reconhecem Deus como Senhor, se inflamam em paixões homossexuais, "homens com homens, cometendo torpeza" e com isso recebem "em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro". A expressão "uso natural" denota, por certo, que a criação revela ser o único meio adequado de relacionamento, a união entre homem e mulher, corroborando, assim, com o que temos afirmado, de que o padrão bíblico é aquele determinado pela Escritura. Além: este versículo deixa evidente que a prática de sexo anal, por não ser parte da criação natural (o canal anal destina-se à eliminação das fezes - isso responde todas as perguntas), é uma torpeza e fruto do pecado, que leva ao homossexualismo. Não obstante, o sexo anal viola a ordem de se gerar filhos, já estabelecida na criação.

Portanto, podemos pela graça de Deus, seguramente concluir que, conquanto o sexo anal não seja expressa e literalmente proibido, a criação de Deus supre toda dúvida e demonstra o caminho correto para a prática sexual, sendo grave violação do corpo da mulher o realizar tal prática, a uma, porque é um descaminho da criação divina e a duas, devido ao caráter maléfico de tal prática. 

Convém sempre lembrar, igualmente, que não estamos a conjecturar se os cônjuges consentem ou não com essa prática. A questão não é se o homem a aprova, e sim se está no padrão da criação de Deus - e isso nós vemos claramente que não está.


FONTE:
http://2timoteo316.blogspot.com.br/2013/07/e-pecado-fazer-sexo-anal.html


quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sexo Antes do Casamento

 


1 Coríntios 6:18-20 e 1 Coríntios 7:1-2
"Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que um homem faz-se sem o corpo, mas o que se prostitui peca contra o próprio corpo. O que não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo que habita em vós, que haveis de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço: glorificai pois a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, que é de Deus. Ora, quanto às coisas que vos escreveu-me: É bom não para um homem para tocar uma mulher. No entanto, para evitar a fornicação, tenha cada homem sua própria mulher, e cada mulher seu próprio marido. "
O significado do dicionário a palavra "fornicação" significa qualquer intercurso sexual ilegal, incluindo o adultério. Na Bíblia, a definição grega da palavra "fornicação" significa comprometer as relações sexuais ilícitas. O que constitui o sexo ilícito? Cujas leis vivemos perto? Padrões mundanos ou leis muitas vezes nem sempre se alinham com a Palavra de Deus. Os pais fundadores dos Estados Unidos estabeleceu muitas leis que foram originalmente baseados em padrões cristãos e as leis da Bíblia. No entanto, ao longo do tempo os Estados Unidos se afastou bastante da essas normas e, ao apresentar os nossos padrões morais são chocAntes do mundo. No entanto, a imoralidade não é encontrado somente em os E.U. mas é uma epidemia mundial. Sociedades ao longo da história e ao redor do mundo adotaram padrões sexuais que são chamados pecados na Bíblia.

Fornicação não é apenas tolerado em nossa sociedade, mas que realmente está sendo incentivado. O pecado da fornicação está sendo cometido, mesmo entre os cristãos, como muitos casais "viver juntos" e ter relações sexuais Antes do Casamento. A Bíblia nos diz para fugir deste pecado. Temos aconselhado os cristãos do sexo oposto que compartilham um apartamento e eles nos disseram que não estavam fazendo sexo de modo que este certamente não estava errado. A Bíblia declara essas palavras em 1 Tessalonicenses 5:22-23:

"Abster-se de toda aparência do mal. E o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo, e peço a Deus todo o vosso espírito e alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".

Nossas vidas como cristãos são um testemunho vivo para os outros e não podemos quebrar as leis de Deus, sem incomodar os outros da vinda de Cristo. Temos que viver nossa vida em pureza diante de um mundo pecaminoso e ímpio. Não devemos viver de acordo com suas normas, mas de acordo com o padrão de Deus na Bíblia. Nenhum casal deve viver juntos fora dos laços do Casamento.

Muitos dizem que viver juntos Antes do Casamento para ver se eles são compatíveis, pois não quero o divórcio. Isto pode soar como uma razão justificável para cometer o pecado da fornicação, mas aos olhos de Deus, ainda é pecado. Estatísticas mostram, contudo, que aqueles que vivem juntos Antes do Casamento são mais propensos a divorciar-se do que aqueles que não o fazem. Morando juntos mostra uma total falta de confiança em Deus e uma falta de comprometer-se a ele a escolha de um companheiro. Os cristãos que vivem nesta situação estão fora da vontade de Deus e da necessidade de se arrepender e buscar a Deus de saber se esta pessoa é o caminho certo para eles. Se é a vontade de Deus para que possam ser, juntos, devem se casar. Caso contrário, eles precisam mudar suas condições de vida.

Como cristãos, a meta de qualquer relacionamento deve ser a causa do povo em nossas vidas para amar e conhecer o Senhor melhor. Viver junto é vergonhoso e egoísta como as partes não importa o que os outros pensam ou como elas podem afetar as suas famílias e outros. Eles estão vivendo para satisfazer seus próprios desejos e os desejos egoístas. Este tipo de estilo de vida é destrutiva e especialmente para as crianças cujos pais estão a viver um mau exemplo perante eles. Não admira que os nossos filhos estão confusos sobre o certo eo errado, quando os pais degradar a santidade do Casamento, vivendo juntos fora do Casamento. Como viver juntos podem causar crianças a amar e honrar a Deus quando seus pais quebrar as leis de Deus, Antes deles, porque são sensuais?

Os jovens de hoje precisam ser ensinados a se abster de relações sexuais e permanecem virgens puras Antes do Casamento. Tantos problemas em Casamentos-tronco a partir de hoje o fato de que eles não são virgens quando se casam. Os jovens estão trazendo emoções feridos e corpos doentes em seus Casamentos por causa de assuntos Antes promíscuo. DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são tão comuns que as estatísticas são chocantes. Existem 12 milhões de novos casos de DST por ano nos Estados Unidos e 67% destes ocorrem entre pessoas com idade inferior a 25. Na verdade, todo um ano de seis contratos de adolescentes uma DST. 100.000 a 150.000 mulheres se tornam inférteis a cada ano como resultado de doenças sexualmente transmissíveis. Others ¹ suportar anos de dor, algumas destas doenças são incuráveis. O preço de um trágico para pagar pelos pecados sexuais. A Bíblia tem razão quando diz que a fornicação é um pecado contra o próprio corpo.

O pecado da prostituição não é apenas definido como a relação sexual ilícita entre aqueles que não são casados, mas também é um guarda-chuva para outros pecados sexuais também. A Bíblia também fala do pecado do incesto como fornicação em 1 Coríntios 5:1:

"É comumente relatado que há entre vós fornicação, e fornicação tal como não é tanto como entre os gentios, que deveria ter uma mulher de seu pai."

A Bíblia também lista devassos como fornicadores em Apocalipse 21:8:

Mas o medo, e aos incrédulos, e aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras ea todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte.

Todas as prostitutas e os proxenetas são impuros. Casais que apenas "viver juntos", segundo a Bíblia, estão a cometer o mesmo pecado que cometem prostitutas. Singles que "fazer cair o amor" na mesma categoria. Só porque a sociedade tem aceito este tipo de vida não faz direito. A Bíblia deve ser nosso padrão de o que é certo e errado. Devemos mudar nossos padrões, se não queremos que a ira de Deus caia sobre nós. Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. Se alguém se arrepende e pede a Jesus hoje Ele irá ajudá-los a sair de um relacionamento ilícito e curá-los de todas as mágoas do passado e até mesmo curar qualquer doença que pode ter contraído.

Deus nos deu as leis da Bíblia para o nosso bem. Eles não são destinadas a negar-nos alguma coisa boa, mas eles são dadas para que possamos desfrutar da relação sexual adequada no momento adequado. Se obedecermos as palavras da Bíblia e "fugir da fornicação" e glorificar a Deus em nossos corpos, o Senhor nos abençoará além do que poderíamos crer.

Salmo 145:17-21: "O Senhor é justo em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras. O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. Ele vai cumprir o desejo dos que o temem: ele também vai ouvir o seu clamor, e vai salvá-los. O SENHOR guarda a todos os que o amam, mas todos os ímpios serão destruídos. minha boca falará o louvor do Senhor, e bendiga toda a carne seu santo nome para todo o sempre. "
 
 
FONTE:
https://bibliacomentada.com/ArtigosDetalhes.aspx?IdArtigo=10