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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Lésbica, psicóloga renomada diz que homossexuais “não nascem assim” e que a prática é uma escolha


Resultado de imagem para ideologia de genero em 24 de novembro de 2016



A afirmação de que a prática homossexual é um comportamento soa como ofensa aos ativistas gays, porque nesse contexto, a prática homossexual poderia ser, de alguma forma, desestimulada. No entanto, uma das principais ativistas LGBT dos Estados Unidos, psicóloga, afirmou que a homossexualidade é uma escolha.

Lisa Diamond, uma psicóloga renomada, lésbica e uma das principais pesquisadoras da Associação Americana de Psicologia (APA, na sigla em inglês), declarou que a homossexualidade não é inerente ao ser humano, mas sim, uma prática que pode ser adotada a partir das experiências de vida do indivíduo.

A afirmação de Lisa está no “Manual de Sexualidade e Psicologia” da APA, onde ela frisa que a orientação sexual é “fluida” e não permanente.

De acordo com informações do site LifeNews, as declarações de Lisa motivaram outra psicóloga, Laura A. Haynes, a produzir um ensaio sobre o assunto. Em uma entrevista, Laura afirmou que “a batalha para refutar [a tese de] que homossexuais ‘nasceram dessa maneira e não podem mudar’ está acabada, pois [Lisa Diamond] está dizendo aos ativistas LGBT para pararem de promover esse mito”.

No manual da APA, Lisa Diamond deixa transparecer que a comunidade científica sabe que o que se vem propagando a respeito da homossexualidade é uma falácia: “Diretamente contrária à sabedoria convencional que indivíduos com exclusivas atrações pelo mesmo sexo representam o ‘tipo’ prototípico de indivíduos de minorias sexuais e que aqueles com padrões de atração bissexuais são raras exceções, o oposto é verdadeiro. Indivíduos com padrões não-exclusivos de atração são indiscutivelmente a ‘norma’, e aqueles com exclusivas atrações do mesmo sexo são a exceção (v.1, p.663). A maioria das pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo também já sentiu atração pelo sexo oposto”, frisou a pesquisadora.

O novo posicionamento da pesquisadora e psicóloga, ela mesma homossexual, alarmou a ala ativista da comunidade LGBT. Em uma palestra, Lisa Diamond sugeriu que os gays e lésbicas parem de se esconder atrás do vitimismo.

“Como representante de uma comunidade, eu sinto que os ativistas LGBT têm que parar de dizer: ‘Por favor, nos ajude. Nós nascemos assim, e não podemos mudar’. Parem de usar isso como um argumento para legitimação permanente. Eu não acho que precisamos desse argumento, e isso vai nos prejudicar, porque agora sabemos que há dados suficientes lá fora para refutar esse argumento. O outro lado está ciente do quanto nós estamos cientes disso”, sugeriu.

A conclusão de Lisa Diamond sobre a questão, a partir de seus estudos, é coerente com sua própria experiência, já que ela se tornou lésbica apenas em 2011, há cinco anos. Sua postura, como uma das mais respeitadas especialistas dos Estados Unidos, é um recado para que a sexualidade dessa minoria deixe de ser usada como artifício político, algo que acontece também no Brasil.

Perseguição

A psicóloga Marisa Lobo, cristã, ativista pró-vida, chegou a ser cassada pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP) do Paraná, por conta de sua declaração pública de fé. A postura da especialista sobre sua confissão de fé foi usada como artifício para chantageá-la a mudar suas afirmações de que ex-homossexuais existem e que ninguém nasce gay.

Como o processo inicial de cassação foi revertido no Supremo Tribunal Federal (STF), Marisa agora está sendo alvo de uma nova investigação do CRP-PR por suas declarações a respeito da homossexualidade.

“Se o ser humano é livre fluido, como pode ser estático quando o assunto é homossexualidade? É um oportunismo ativista político LGBT e não uma realidade. Chega de propagar mentiras.Temos que enfrentar esse movimento político que está promovendo há anos essa mentira”, afirmou, em contato com o Gospel+. O novo posicionamento da especialista norte-americana é um reforço no argumento de Lobo em sua defesa contra as acusações do CRP-PR.
 
 
https://noticias.gospelmais.com.br/psicologa-renomada-homossexuais-nao-nascem-assim-escolha-86943.html 
 
 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Psiquiatra alerta para efeito desastroso da cirurgia de mudança de sexo: “É castração”


 
Segundo a Dra. Akemi Shiba, uma cirurgia de mudança de sexo pode surtir efeitos 
desastrosos na vida de quem se submete ao procedimento. (Foto: Russia Beyond)

A cirurgia de mudança de sexo pode ter efeitos desastrosos na vida que passa por ela. O alerta é da psiquiatra gaúcha Akemi Shiba, que tem buscado alertar sobre o perigo dos diagnósticos de disforia de gênero que têm sido feitos, segundo ela, de maneira precoce e sem o estudo aprofundado de cada caso.

Em entrevista exclusiva por telefone à TV Jornal da Cidade Online, Dra. Akemi falou sobre a possibilidade de o Brasil e diversos outros países ocidentais estarem vivendo uma “epidemia de transgêneros”, que ainda não tem uma explicação certa, mas segundo ela, precisa ser analisada e seguida de perto.

A psiquiatra alertou que o número de jovens, adolescentes e até mesmo crianças que começam a fazer a tratamentos com bloqueadores de puberdade para trocar de gênero tem aumentado assombrosamente e que eles dão início a tal procedimento cada vez mais cedo.

Segundo a psiquiatra que é especialista no assunto, a comunidade médica fez um abaixo assinado, para solicitar a revogação da Resolução nº 2.265/2019 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que diminui a idade para realização da cirurgia, de 21 anos para 18 anos, e de 18 anos para 16 anos para realizar hormonioterapia.

“Agora eles aprovaram o bloqueio da puberdade, ou seja, nos primeiros sinais de desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários, a criança já pode receber os hormônios para bloquear o desenvolvimento da puberdade. Não existem estudos a longo prazo que mostrem os malefícios que isso pode trazer, em um momento de grande desenvolvimento cerebral, que efeitos podem acarretar no cérebro. Como eles estão baixando as idades, resolvemos nos manifestar e começar a levantar essa discussão mais intensamente”, explicou a médica.

Akemi também alertou que as proporções que as acusações de “transfobia” têm tomado atualmente são preocupantes.

“Dizem que quem é contra a conduta de afirmação de gênero é contra a comunidade LGBT, isso é uma maneira de calar as pessoas. Juntam uma coisa com a outra para fazer de conta que é verdade”, destacou.

Mascarando a gravidade

A psiquiatra ainda ressaltou que há uma estratégia do ativismo LGBT para tornar um procedimento invasivo e agressivo como o tratamento hormonal e a cirurgia de mudança de sexo algo “normal”. O movimento LGBT chega a classificar tais procedimentos, não como uma mudança drástica, mas sim como uma “readequação da anatomia ao sexo psíquico”.

“Os ativistas LGBT estão querendo despatologizar [descaracterizar como doença] a disforia de gênero, ou seja, querem mudar as palavras, ao invés de tratamento cirúrgico, seria uma readequação da anatomia com o sexo psíquico. Temos que usar as palavras como elas devem ser, é castração, são retirados os órgãos, é uma coisa muito grave, vai definir a vida da pessoa”, disse ela. “A nossa preocupação é com a precipitação e a pressa para fazer um tratamento e chegar à cirurgia de transgenitalização, que pode ter uma repercussão desastrosa na vida de uma pessoa se ela for diagnosticada com disforia de gênero transitória, que provavelmente, muitos casos são”.

“Existem outros problemas também. A cirurgia de menino para menina, na qual se retiram o pênis e testículos, fazendo uma neovagina, é relativamente tranquila. Mas a cirurgia de menina para menino é muito complicada, tem que fazer várias. Uma das técnicas, a mais aceitável, é botar extensor no clitóris, botar prótese para os testículos, e podem ocorrer complicações na uretra, fístulas, estenoses, e o pênis fica minúsculo, não fica igual”, acrescentou.

Akemi ainda alertou que os adolescentes ainda não têm maturidade suficiente para tomar uma decisão que irá definir o restante de sua vida.

“O adolescente não tem muita ideia do que ele quer para a vida dele, então não é uma época boa para tomar decisões dessa magnitude. Existem os grupos ativistas que estão preconizando essa conduta de afirmação de gênero, e as pessoas que estão perdidas, que se arrependeram? Não tem nenhum grupo ativista em prol deles”, destacou.
 
 
https://guiame.com.br/gospel/noticias/psiquiatra-alerta-para-efeito-desastroso-da-cirurgia-de-mudanca-de-sexo-e-castracao.html?
 
 

sábado, 7 de julho de 2018

Ideologia de Gênero, Agenda LGBT e o Evangelho: o que está em jogo?




Pura e simplesmente, a integridade do Evangelho. Explico.

Na discussão crescente sobre a inserção da ideologia de gênero na base curricular nacional e da promoção dos valores do lobby LGBT na sociedade, há muitas coisas em jogo: a conservação do arranjo familiar tradicional, a autonomia dos pais na educação e orientação sexual dos seus filhos e a proteção psicológica, social e moral das crianças (para aqueles que ainda acreditam nessas coisas, como eu). Tudo isso certamente está em jogo. Mas, há algo ainda mais importante.
 
O que está em jogo é a autoridade suprema e final das Escrituras Sagradas, resumida no mote protestante Sola Scriptura. Para os herdeiros e adeptos da Reforma Protestante, somos um povo Sola Scriptura, que vê nas Escrituras Sagradas a nossa autoridade final de fé e prática. Sola Scriptura não se rende ao mote dos nossos tempos: sola cultura. É a Palavra que julga toda cultura, não a cultura que julga a Palavra.

Como outros tem mostrado mais a fundo, a Palavra de Deus só conhece um arranjo como normativo e aceitável: a união monogâmica heterossexual. Esse foi o padrão estabelecido por Deus no Jardim do Éden (Gn 1.26-28; 2.23-25), conforme registrado e defendido por Moisés (Ex 20.14); tal padrão foi autenticado pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 19.4-6) e citado pelo apóstolo Paulo como sendo um fiel retrato da aliança entre Cristo e a Igreja (Ef 5.22-33). Portanto, as Escrituras só reconhecem um padrão como sendo aceitável e normativo para todos os homens e mulheres, em todos os lugares e em todos os tempos.

Curiosamente, ao refletir sobre a união entre marido e esposa no arranjo matrimonial, Paulo enxerga nisso um retrato público e visível da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.23-25). A aplicação direta que Paulo faz desse princípio é a natureza insubstituível do papel de um homem e uma mulher no casamento: um não pode cumprir o papel do outro, assim como os papeis de Cristo e da Igreja não são intercambiáveis. No caso, o marido é o “cabeça” (autoridade) da mulher assim como Cristo é o “cabeça” da Igreja. E não, isso não confere um “cheque em branco” para o domínio tirânico do homem sobre a mulher. Pelo contrário, ele deve representar bem em seu lar a autoridade espiritual, sacrificial e amorosa de Cristo, ao qual todo marido responderá no Último Dia.
Mas, creio que podemos legitimamente estender a aplicação original da metáfora de Paulo para incluir o debate em questão. Assim como os papeis do homem e da mulher não são intercambiáveis no casamento, eles só podem ser cumpridos por um homem e uma mulher. Não um homem e outro homem, nem uma mulher e outra mulher (ou qualquer outra variação criativa da nossa época). Mexer nesse arranjo bíblico significaria adulterar o retrato público, visível e terreno mais próximo da aliança entre Cristo e a Igreja, sacramentada no Evangelho. E quem teria maior interesse em adulterar esse retrato a não ser os que desejam adulterar o próprio Evangelho?

Mas, o Evangelho não é a declaração do amor de Deus por pecadores? É sim. O evangelho é a declaração do grande amor de Deus por pecadores. Deus é amor. Mas o amor – tal qual definido pela nossa cultura desde a década de 1960 como sendo “livre”, ou seja, sem nenhuma restrição ou submissão a uma autoridade alheia ou externa – esse tipo de amor não é Deus. Deus é amor santo, distinto, único. Tal distinção foi selada no sacrifício do seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, na Cruz do Calvário, por pecadores indignos desse amor como eu e você. E, em parte, tal distinção do amor de Deus é revelada neste mundo, segundo o apóstolo Paulo, pelo amor sacrificial conjugal entre seres humanos de gêneros distintos: um homem e uma mulher.

Comprometer esse arranjo e promover outro que defenda o amor por alguém do mesmo gênero é simplesmente fazer do amor um ídolo, um amor ou deus “à nossa imagem e semelhança”, um amor que não nos confronte e desafie a amar aquele que é radicalmente diferente de nós (apesar de ainda sermos da mesma espécie humana, com todas as diferenças existentes entre homens e mulheres!).

O Evangelho é a proclamação pública do amor santo e imerecido de Deus por criaturas radicalmente diferentes dele. O Evangelho nos comissiona a amarmos este Deus amoroso, santo e radicalmente diferente de nós de todo o nosso ser, e a amarmos outras criaturas humanas radicalmente diferentes de nós – em casa, no trabalho, no estudo, na igreja e na sociedade como um todo (até mesmo os nossos inimigos, inclusive os que discordam das convicções expostas aqui). Mas, no casamento, este Deus santo e amoroso ordena que somente um homem e uma mulher se unam pelos laços matrimoniais, como testemunho do amor de Cristo pela Igreja, conforme revelado no Evangelho.

Qualquer coisa diferente disso não é bíblica e, muito menos, evangélica.


Por: John McAlister. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: Ideologia de Gênero, Agenda LGBT e o Evangelho: o que está em jogo?

John McAlister é pastor titular da Catedral da Igreja Cristã Nova Vida no Rio de Janeiro - RJ, deão acadêmico do Instituto Bispo Roberto McAlister de Estudos Cristãos e instrutor do The Charles Simeon Trust Brasil. É casado com Raquel e pai de dois filhos: João Felipe e Teodoro.


domingo, 16 de abril de 2017

A experiência catastrófica de um psicólogo com a imposição da Ideologia de Gênero



Por Marisa Lobo  
 

A imposição de gênero e o menino sem pênis criado como menina

Ao psicólogo e sexologista John Money é creditada a expressão papel de gênero (gender role) em 1955. “A expressão papel de gênero é usada para significar tudo o que a pessoa diz ou faz para evidenciar a si mesma como garoto ou homem, como garota ou mulher, respectivamente. Isso inclui, mas não é restrito a, sexualidade, no senso de erotismo”.

Elementos de tais papéis incluem vestimenta, modo de falar, gestos, profissão e outros fatores que não são limitados pelo sexo biológico. Por se presumir que os aspectos sociais de gênero são normalmente os aspectos de interesse na sociologia e disciplinas relacionadas, papel de gênero é normalmente abreviado por gênero, sem que haja ambiguidade neste contexto.

A diferença conceitual entre sexo e gênero foi estabelecida pelo psicólogo norte-americano Robert Stoller em 1968: “sexo refere-se aos aspectos anatômicos, morfológicos e fisiológicos (genitália, cromossomos sexuais, hormônios) da espécie humana”. Stoller estudou casos de meninos e meninas classificados, à época, como hermafroditas (hoje em dia fala-se em pessoas intersexuais) ou que possuíam “genitais escondidos” e que foram educados de acordo com um gênero que não correspondia ao seu sexo biológico.

“Esses meninos e meninas, mesmo depois de saberem que suas genitálias externas eram mal formadas ou sofreram alguma mutilação acidental, empenhavam-se em manter os padrões de comportamento de acordo com os quais haviam sido educados, o que levou Stoller à conclusão de que seria ‘mais fácil mudar o sexo biológico do que o gênero de uma pessoa’”.

Foi um experimento baseado nessa ideologia de gênero que castrou e torturou um menino de 2 anos, David Reimer, até levá-lo ao suicídio

Um fato real, documentado e detalhadamente comprovado desmascara a loucura criminosa da chamada “teoria de gênero”: o drama brutal dos gêmeos canadenses Reimer, mártires dessa ideologia que não tem nenhum embasamento científico e cujos resultados práticos são escandalosamente antinaturais.

Dr. Money e o Menino sem Pênis, a tragédia da ideologia de gênero

O principal divulgador dessa modalidade de tortura física e psicológica, irresponsavelmente fantasiada de “ciência”, foi o médico neozelandês John Money, que tentou obrigar um menino de 2 anos de idade a se transformar em menina a fim de “comprovar” que o gênero seria uma “construção social” independente dos fatos reais da biologia. Seu “tratamento” incluiu, entre uma série abominável de crimes de tortura, nada menos que a castração do pequeno Bruce Reimer, submetido a partir de então a uma insana tentativa de “torná-lo menina”.

O resultado foi uma tragédia familiar sem precedentes que culminou na morte de um irmão e no suicídio do outro.

David Reimer nasceu do sexo masculino, com um irmão gêmeo idêntico, em Winnipeg, Manitoba. Seu nome de nascimento era Bruce, e seu irmão gêmeo foi chamado Brian. Com a idade de 6 meses, após seus pais se preocuparem com a maneira como ambos urinavam, os meninos foram diagnosticados com fimose. Eles foram encaminhados para a circuncisão com a idade de 8 meses. Em 27 de abril de 1966, um urologista realizou a operação utilizando o método não-convencional de cauterização.

O procedimento não saiu como os médicos tinham planejado, e o pênis de Bruce foi queimado além do reparo cirúrgico. Os médicos optaram por não operar Brian, cuja fimose logo desapareceu, sem qualquer intervenção cirúrgica (“David Reimer: The boy who lived as a girl”, CBC News, July 2002).

Os pais, preocupados com as perspectivas futuras de felicidade de seu filho, que desempenharia a função sexual sem um pênis, levaram-no para o Johns Hopkins Hospital, em Baltimore para ver John Money, um psicólogo que estava a desenvolver uma reputação como um pioneiro no campo do desenvolvimento sexual e identidade de gênero, com base em seu trabalho com pacientes intersexuais. O Dr. Money era um proeminente defensor da “teoria da Neutralidade de Gênero”; e de que a “identidade de gênero” era desenvolvida principalmente como resultado da aprendizagem social desde a infância, e poderia ser alterada com as intervenções apropriadas de comportamento.

Os Reimers tinham visto o Dr. Money ser entrevistado no programa de notícias canadense “Esta hora tem sete dias”, onde ele discutiu suas teorias sobre gênero. Ele e outros médicos que trabalhavam com crianças nascidas com genitália anormal acreditavam que um pênis não podia ser substituído, mas que uma vagina funcional poderia ser construída cirurgicamente, e que seria mais provável que David tivesse uma mais bem sucedida maturação funcional sexual como uma menina do que como um menino (Colapinto, J. As Nature Made Him: The Boy Who Was Raised as a Girl. [S.l.]: Harper Perennial, 2001. ISBN 0-06-092959-6 Revised in 2006).

Esses médicos convenceram os pais de David Reimer de que a cirurgia de mudança de sexo seria o melhor para o garoto, e, com a idade de 22 meses, uma orquidectomia foi realizada para remover seus testículos. Seu sexo foi redefinido, os pais foram instruídos a criar David como uma mulher, e foi-lhe posto o nome de Brenda.

O Dr. Money deu apoio psicológico para a cirurgia para a posterior reeducação sexual, e ele continuou a ver Reimer anualmente por cerca de dez anos, para consultas e para avaliar o resultado. Esta mudança foi considerada um caso de teste especialmente válido do conceito de aprendizagem social da identidade de gênero, por duas razões. Primeiro, o irmão gêmeo de Reimer, Brian, serviu de controle ideal, pois os dois não só compartilhavam genes e ambientes familiares, mas tinham compartilhado o ambiente intrauterino também. Segundo, esta tinha a fama de ser a primeira mudança e reconstrução realizada em um bebê do sexo masculino que não tinha anormalidade pré-natal ou pós-natal precoce de diferenciação sexual.
O Dr. Money forçou os gêmeos a ensaiarem atos sexuais envolvendo “movimentos empurrando”, com David desempenhando o papel sexual passivo. Quando criança, David Reimer dolorosamente lembrou-se de ter que de “ficar de quatro” com seu irmão, Brian Reimer, “por trás de sua bunda”, com “sua virilha contra “suas” nádegas”. Em outra posição sexual, o Dr. Money forçou David a ter suas “pernas abertas” com Brian por cima. O Dr. Money também forçou as crianças a tirarem suas roupas e se envolverem em “inspeções genitais”. Em “pelo menos uma ocasião”, o Dr. Money tirou uma “fotografia” das duas crianças fazendo essas atividades. A razão do Dr. Money para estes vários tratamentos era a sua crença de que “jogos sexuais infantis” eram “importantes para uma identidade de gênero adulta saudável” (Colapinto, J. As Nature Made Him: The Boy Who Was Raised as a Girl. [S.l.]: Harper Perennial, 2001. ISBN 0-06-092959-6 Revised in 2006).

Durante vários anos, O Dr. Money relatou o desenvolvimento de Reimer como o “caso João/Joana”, descrevendo-o como um aparentemente bem-sucedido desenvolvimento de gênero feminino, e usando esse caso para apoiar a viabilidade de mudança de sexo e de reconstrução cirúrgica, mesmo em casos de não-intersexuais.

O Dr. Money escreveu: “O comportamento da criança é claramente o de uma menininha ativa, muito diferente dos modos masculinos de seu irmão gêmeo”. Notas de um ex-aluno do laboratório do Dr. Money relatam que, durante as visitas de acompanhamento do caso, que ocorreram apenas uma vez por ano, os pais de Reimer costumavam mentir ao pessoal do laboratório sobre o sucesso do procedimento. Ficou comprovado, mais tarde, que Brian, o irmão gêmeo de David, sofreu de esquizofrenia.

A experiência de Reimer em suas visitas a Baltimore foi traumática, em vez de terapêutica, e quando o Dr. Money começou a pressionar a família para trazê-lo para uma cirurgia de construção de uma vagina, a família interrompeu as visitas de acompanhamento. Dos 22 meses de vida até seus primeiros anos como adolescente, Reimer urinou por meio de um orifício que cirurgiões fizeram em seu abdômen. Foi-lhe dado estrogênio durante a adolescência, para induzir o desenvolvimento das mamas. Não tendo mais contato com a família, visto que as visitas foram suspensas, o Dr. John Money não publicou mais nada sobre o caso, deixando sugerido ao público que a mudança não havia sido bem sucedida.

O relato de Reimer, escrito com o Dr. John Colapinto duas décadas mais tarde, descreveu como – ao contrário do que informou o Dr. Money – quando viveu como Brenda, Reimer não se identificou como uma menina. Ele foi marginalizado e intimidado pelos colegas, e nem vestidos de babados (que ele foi forçado a usar durante invernos gelados em Winnipeg), nem hormônios femininos fizeram-no sentir-se feminino. Com a idade de 13 anos, Reimer estava experimentando depressão suicida, e disse a seus pais que ele iria cometer suicídio se eles o fizessem ver o Dr. John Money novamente. Em 1980, os pais de Reimer disseram-lhe a verdade sobre sua mudança de sexo, seguindo o conselho do endocrinologista e do psiquiatra de Reimer. Aos 14 anos, Reimer decidiu assumir uma “identidade de gênero” masculino, autodenominando-se David. Em 1987, Reimer se submeteu a um tratamento para reverter a mudança, incluindo injeções de testosterona, uma mastectomia dupla e duas operações de faloplastia. Em 22 de setembro de 1990, ele se casou com Jane Fontaine e se tornou o padrasto de seus três filhos.

Em 1997 seu caso começou a chamar atenção da sociedade acadêmica e da imprensa. Seu caso chamou a atenção internacional em 1997, quando ele contou sua história a Milton Diamond, um sexólogo acadêmico que persuadiu Reimer a lhe permitir apresentasse os resultados do experimento que fizeram com David a fim de dissuadir médicos de tratarem outras crianças da mesma forma. Logo depois, Reimer foi a público com sua história e o Dr. John Colapinto publicou um relato amplamente divulgado e influente na revista Rolling Stone, em dezembro de 1997, eles contaram a história em um livro, “As Nature Made Him: The Boy Who Was Raised as a Girl”.

A morte da criança cobaia da ideologia de gênero

Além de um relacionamento difícil com seus pais durante toda a vida, Reimer teve de lidar com o desemprego e a morte de seu irmão Brian por uma overdose de antidepressivos em 2002. Em 2 de maio de 2004, sua esposa Jane lhe disse que queria a separação. Na manhã de 5 de maio de 2004, Reimer foi a uma mercearia, e cometeu suicídio dando um tiro na própria cabeça. Ele tinha 38 anos (Colapinto, J. “Gender Gap: What were the real reasons behind David Reimer’s suicide?”, Slate, 2004-06-03. Página visitada em 2009-02-13).
O relatório e posterior livro sobre Reimer influenciou várias práticas médicas e reputações, e uma compreensão ainda atual da biologia do gênero.

O declínio das cirurgias de mudança de sexo 

O caso acelerou o declínio da cirurgia de mudança de sexo e de cirurgias para crianças masculinas inequivocamente XY com micropênis, várias outras raras malformações congênitas ou perda do pênis na infância.

Ele apoiou os argumentos daqueles que acham que os hormônios pré-natais e da primeira infância têm uma forte influência na diferenciação cerebral, identidade de gênero e, talvez, o comportamento sexual-dimórfico. A aplicabilidade deste caso para atribuição sexual adequada em casos de condições intersexuais envolvendo grave deficiência de testosterona ou a insensibilidade de seus efeitos é mais incerta.

A confusão gerada na comunidade científica

Para algumas pessoas, a incapacidade de prever a identidade de gênero neste caso confirmou o ceticismo sobre a capacidade dos médicos de fazê-lo em geral, ou sobre a crença de usar a cirurgia reconstrutora genital para comprometer uma criança com uma condição intersexual ou defeito genital a um papel de gênero específico antes que a criança tenha idade suficiente para reivindicar uma identidade de gênero.

A Sociedade Intersexual dos Estados Unidos da América, que se opõe a mudança de sexo involuntário, considera a história de David Peter Reimer como uma advertência sobre o porquê de os órgãos genitais de menores não dever ser desnecessariamente e sem consentimento modificado.

O livro do Dr. Colapinto descreveu desagradáveis sessões de terapia infantil, o que implica que o Dr. Money havia ignorado ou escondido a evidência de que o desenvolvimento da transformação de Reimer em uma menina não estava indo bem.

O caso de Reimer inspirou documentário, episódios, filmes, novelas, discussões é lembrado por todos os defensores da família e contrários a ideologia de gênero nas escolas. Essa é a prova de um experimento que não deu certo, trouxe uma grande tragédia para a humanidade, causou um caos na comunidade científica, e um macabro silencia na psicologia, e na militância lgbtts , e é ignorado pela corrente pedagógica que defende a ideologia de gênero.

O episódio “Boys Will Be Girls” (2000), da 6ª temporada da série Chicago Hope foi baseado na vida de Reimer e no direito da criança de ser criada como menino.

O episódio “Identidade” (2005), da 6ª temporada da série Law & Order: Special Victims Unit season 6 foi baseado nas vidas de David e Brian Reimer e em seu tratamento pelo Dr. Money.

Em seu álbum de 2007, Reunion Tour, uma música do The Weakerthans intitulada “Hino da Estranheza Médica” foi inspirada pela história de David Reimer.

O documentário Horizon, de uma série da TV BBC, baseou dois episódios em sua vida, “O Menino que foi transformado em uma menina” (2000) (“The Boy who was Turned into a Girl”) e “Dr. Money e o Menino sem Penis” (2004) (“Dr. Money and the Boy with No Penis)
Um capítulo intitulado “Fazendo Justiça a Alguém: Mudança de Sexo e Alegorias da Transexualidade” (Doing Justice to Someone: Sex Reassignment and Allegories of Transsexuality) do livro de 2004 “Desfazendo gênero, pela filósofa feminista Judith Butler”, aborda o caso de David Reimer.

O oitavo episódio da série de TV “Casa dos Espelhos” (2009) (“House of Mirrors”), lida com a história Reimer.[9] A novela brasileira chamada Chocolate com Pimenta teve um personagem baseado em sua vida.


Referências
  • Dr. Money And The Boy With No Penis Retrieved December 24, 2010.
  • Diamond, M., Sigmundson, K. (1997). Sex Reassignment at Birth: Long-term Review and Clinical Implications. Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, 151(3), 298-304
  • “David Reimer: The boy who lived as a girl”, CBC News, July 2002. Colapinto, J. As Nature Made Him: The Boy Who Was Raised as a Girl. [S.l.]: Harper Perennial, 2001. ISBN 0-06-092959-6 Revised in 2006
  • Colapinto, John. “The True Story of John/Joan”, Rolling Stone, 1997-12-11, pp. 54–97.
  • Colapinto, J. “Gender Gap: What were the real reasons behind David Reimer’s suicide?”,
  • Dr Money and the Boy with No Penis BBC.

Marisa Lobo é psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista; realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.