segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A pessoa que comete adultério, deve confessar o seu pecado para o parceiro?



Escrever sobre esse assunto é extremamente delicado, tendo em vista a quantidade de pessoas envolvidas e a responsabilidade em opinar sobre algo de tão grande importância. Em dias onde a igreja tem se mostrado quebrada em termos de relacionamento, notícias e pesquisas de adultérios dentro da igreja cresceram assustadoramente, e o tema passou a ter uma procura relevante.

1 . Primeiro, eu quero deixar claro que o adultério é muito grave; é um pecado com consequências severas. Ele provoca graves danos para o culpado , o cônjuge , a família, a igreja e a comunidade. Até mesmo o mundo secular vê o adultério como errado. Um caso nos Estados Unidos de um candidato presidencial, teve suas chances reduzidas a pó, apenas com base no escândalo de uma ” suposta ” infidelidade conjugal.

No entanto , o adultério acontece algumas vezes, e depois? A vida para? Os adúlteros serão banidos da sociedade , sem chance de redenção? É a falta da confissão de um pecado que impossibilita tratamento e reconciliação através de Cristo?

Para responder de forma simples a essas perguntas é necessário ter em mente que a pessoa envolvida precisa ser tratada, simplesmente confessar será equivalente a um anúncio público do ato. Alguém comentará, outro fará fofoca e em seguida a fofoca se espalha como fogo. A fofoca em si torna-se pecado.

2 . Para ter efeito , a confissão precisa ser parte de um processo de tratamento. O significado do propósito e do processo de confissão pode começar com João, que escreveu: ”Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9 ; . Cf Sl 103) .

Podemos acrescentar a confissão de Davi, que se envolveu tanto em adultério como também em assassinato , “Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” – Salmos 32:5

Davi nos dá mais conhecimento em outro texto, ”Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade, e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.“ (Salmo 51:1-4 ) .

A partir desses dados , nós aprendemos que a confissão de Davi foi diretamente a Deus. O conteúdo da confissão de Davi era a de reconhecer honestamente , admitir , e assumir a responsabilidade completa pelo seu pecado. Ele não culpou ninguém, mas apenas si mesmo. Seu apelo era bondade e compaixão de Deus. O pedido de Davi era para perdão e purificação do pecado. Com base nesta confissão, Deus perdoou Davi.

Em outro lugar, Davi ensina : “Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniquidades. Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.” (Salmo 103 : 10 , 12 ) . Seria bom ler (e até memorizar), todo o Salmo 103. Este salmo explica em mais detalhes o que significa perdão.

João explica-nos mais a fundo como um Deus justo e santo pode perdoar o pecado. Em outras palavras, em que base Ele pode perdoar e purificar-nos de nossos pecados. João escreveu: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.” (1 João 2:1, 2).

Em outras palavras, Deus pode nos perdoar , porque Cristo satisfez toda a pena e culpa de todos os nossos pecados de todos os tempos (Cf. Hebreus 10:10-14 ). Cristo tomou toda a punição devido o nosso pecado , e Deus está satisfeito com a obra de Cristo na cruz.

3 . Parte da restauração lida com a atitude de coração em direção a Deus , e o estilo de vida ou comportamento. O provérbio : ”O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal.” (Provérbios 28:13 , 14).

Isso significa que o oposto da confissão é esconder ou tentar esconder de Deus – como Adão e Eva fizeram. É endurecer o nosso coração para Deus, e excluí-lo de nossas vidas. Assim, em caso de adultério , precisamos não só de confessar como Davi, mas também se afastar imediatamente do pecado. Nossa condição de coração e estilo de vida diante de Deus no presente é o que importa para Ele. Confissão e abandono é um processo constante e diário. Somos todos pecadores por natureza , e devemos cuidadosamente cultivar uma relação de coração aberto e obediência para com Deus através de Cristo .
4. Se meu corpo pertence ao meu cônjuge eu não quebrei a aliança? De acordo com Davi, seu adultério ( pecado ) foi contra Deus. Certamente, o adultério é uma quebra de confiança que provavelmente irá afetar o casamento, mas o pecado é algo que fazemos contra Deus.

Mais uma vez, para repetir, Davi disse: ”Contra ti, contra ti somente , pequei , e fiz o que é mal à tua vista .”

Para não concentrarmos somente em Davi, podemos utilizar Jesus Cristo que em diversas vezes afirmou: “Seus pecados estão perdoados.”

Fica claro que apenas Deus tem o poder de perdoar pecados.

Há uma outra suposição problemática no argumento em questão: “o meu corpo pertence ao cônjuge“. O que significa ”pertencer“? Existem dois versículos que podem ser usados ​​para exemplificar o contexto do versículo.

A primeira seria a injunção de Paulo: ”Assim também os maridos devem amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos” (Efésios 5:28) . No entanto, Paulo criou uma metáfora ou figura de linguagem para ilustrar o grau de amor que precisamos ter para com a esposa. Ele não menciona qualquer tipo de propriedade.

O outro versículo seria: ”A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido ; e da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher ” (1 Coríntios 07:04 ) . O contexto aqui é claramente quanto a relações sexuais . Paulo está dizendo para não punir ou privar o cônjuge do sexo.

Eu não consigo ver a lógica, lendo esses versos e ter a ideia de que existe algum tipo obrigação em confessar atos de adultério um para o outro.

5 . Outra coisa que se deve considerar é que esse tipo de pecado geralmente traz uma enorme quantidade de culpa, porque somos culpados! Às vezes, a necessidade de confessar vem de um desejo de encontrar alívio para o fardo da culpa. Confessar pode dar um certo grau de alívio, mesmo que momentaneamente . No entanto, pense em como a verdade iria devastar o seu cônjuge!

Como se trata de um assunto delicado, vamos dividir o artigo em 2 partes.



https://bibliacomentada.com.br/index.php/pessoa-que-comete-adulterio-deve-confessar-o-seu-pecado-para-o-parceiro/

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

CASAMENTO MISTO - Mas, e se...? Comigo deu certo!




A despeito do claro ensino das Escrituras quanto a proibição do casamento entre crentes e incrédulos (Gn 6.1-3; Ex 34.12-17; Ne 13.23-27; 1Co 7.39), sempre haverá quem argumente da forma como está no título, seja para justificar a escolha de um não crente para o matrimônio – “Mas, e se a parte incrédula for um eleito de Deus e vier a se converter depois? Nunca se sabe, né?” – ou para demonstrar que Deus aprovou a união – “Meu cônjuge se converteu depois de uns anos, comigo deu certo!”.

É preciso considerar essas questões e respondê-las. São procedentes? Cristãos podem se apegar a elas e “arriscar” o relacionamento misto?

Comecemos com o “e se?”. Alguns têm argumentado, a partir da história de Rute, que Deus pode salvar o cônjuge incrédulo. Só para lembrarmos, Rute era a moabita que se casou com um dos filhos da viúva Noemi e cuja bela profissão de fé é usada, inclusive, como versículo de convite de casamento: “Aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus.” (Rt 1.16).

Aqui já temos algumas questões a se considerar. Tudo começa ao se retirar o versículo do seu contexto. A bela afirmação foi feita para a sogra e não para o esposo que, a essa altura, já tinha morrido. Ele sequer viu a conversão acontecer e, há teólogos que até entendem que a razão da morte foi exatamente a desobediência em tomar uma esposa descrente. A segunda questão é que essa não é toda a história. Noemi tinha dois filhos e ambos tomaram esposas moabitas. Após a morte dos dois, Noemi despediu as noras e, ainda que Rute tenha ficado com a sogra, Orfa, que nunca é citada por razões óbvias, voltou para os seus deuses (Rt 1.11-15). O que vemos, portanto, é que o “e se” vale também para a hipótese da não conversão do cônjuge que é o que mais acontece, podendo ser constatado empiricamente.

Entretanto, desconsiderarei essa segunda hipótese, para continuarmos a pensar. Será que se em todos os casamentos mistos acontecesse a conversão da parte incrédula (deu certo!), isso poderia ser tomado como sinal da aprovação de Deus? Deixe-me tentar ilustrar isso com uma história conhecida.

Certa vez o rei Davi, em vez de ir para a batalha com seus soldados, resolveu ficar em seu palácio. Numa tarde, passeando pelo terraço, viu na vizinhança uma mulher muito bonita e se encantou com ela. Mandou perguntar, então, quem era e foi avisado de que era ela a mulher de Urias, um de seus soldados. Ele então pensou: “Eu sei que adultério é pecado, mas, quem sabe não seja propósito de Deus usar um filho que terei com ela para ser o ascendente do Messias?” e, assim, mandou chamar a mulher de Urias e a possuiu.

Antes que você pense que eu endoidei, afirmo que sei exatamente que não foi assim que aconteceu. Apesar de não ter nenhuma dúvida de que era mesmo propósito de Deus que um dos filhos de Davi com Bate-Seba entrasse na linhagem do Messias (perceba que ao registrar a linhagem de Jesus Mateus faz questão de frisar: “Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias” – Mt 1.6), a razão de Davi ter pecado tomando a esposa do seu próximo, conforme o ensino da Escritura, foi a sua própria cobiça que o atraiu e o seduziu (cf Tg 1.14,15).

Para que não passe pela sua cabeça que isso faz de Davi um inocente, preciso dizer que o fato de estar no plano de Deus que Salomão estivesse na linhagem do Messias não torna o pecado de Davi “menos pecado”, apenas demonstra a ação soberana de um Deus que governa a história e que usa, inclusive, os atos maus dos homens para realizar a sua vontade soberana.

Se você é um leitor atento da Bíblia vai lembrar que era plano de Deus fazer José governador do Egito (Gn 45.8; 50.20,21), mas que foi pecaminosa a atitude dos seus irmãos que, por inveja, o venderam como escravo para o Egito e mentiram a seu pai afirmando que ele havia morrido (Gn 37.4-36). Você deve se lembrar também que foi o próprio Deus que enviou a Assíria para punir o seu povo que estava longe dos seus caminhos usando a maldade do seu governante, mas após cumprir o que desejava castigou “a arrogância do coração do rei da Assíria e a desmedida altivez dos seus olhos” (Is 10.5-15).

Vários exemplos do Senhor usando o pecado dos homens para cumprir seus propósitos poderiam ser citados, mas mencionarei apenas mais um. Era plano de Deus enviar seu Filho ao mundo para morrer em lugar do seu povo, recebendo sobre si a ira do Pai, mas a culpa da morte do Senhor recaiu sobre os homens, como afirmou Pedro em seu sermão: “sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos;” (At 2.23).

Os fatos narrados, portanto, ainda que demonstrem que “deu certo!”, não tornam legítimas as escolhas erradas e pecaminosas que são feitas segundo a nossa cobiça, mas reafirmam a verdade bíblica de um Deus Soberano que dirige a história e cumpre seus planos sempre.

Casamentos mistos sempre serão uma desobediência a Deus, ainda que haja conversão da parte incrédula após o casamento (nesses casos percebemos a misericórdia, apesar do pecado). Mas a essa altura alguns podem questionar: “O que fazer, então, se eu amo alguém que é incrédulo? Não vale a pena arriscar? Ele(a) é uma pessoa tão boa...”.

Minha resposta é simples. Fique amigo dele(a) e sempre que tiver oportunidade evangelize-o(a). Ofereça-se para discipulá-lo(a), convide-o(a) para ir aos cultos e, se um dia ele(a) se converter, case-se. É claro que isso pode demorar dias, meses, anos ou nunca vir a acontecer, mas se você, de fato, o(a) ama tanto como afirma estará dando a maior prova de amor ao se esforçar para apresentar a ele(a) o evangelho redentor. Seu amor resiste ao tempo?

Por fim, mas não menos importante, negando a sua própria vontade (Mt 16.24), você demonstrará que ama em primeiro lugar ao Senhor e que, por amor a ele, irá se submeter à ordem para que não haja casamentos mistos.

 
Milton Jr
http://aconselhandocombiblia.blogspot.com.br/2014/08/mas-e-se-comigo-deu-certo.html 
 
 

sábado, 16 de setembro de 2017

Uma ajuda para quem aconselha casais (e outras pessoas)


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Por Jônatas Abdias
 

O conselho que tenho para dar aqui é: pense além dos textos sobre casamento.

As pessoas sustentam uma visão muito superficial do que seja aconselhar biblicamente, se por aconselhar casais você entende aplicar, ainda que corretamente, os textos sobre casamentos encontrados na bíblia, ao problema que o casal está enfrentando. Ainda que isso venha a acontecer, confinar o aconselhamento de casais à isso é reduzir em muito a ajuda que podemos dar ao casal que precisa dos direcionamentos preciosos que Deus nos dá na Palavra, mas estão em outros contextos espalhados pelas suas páginas. Este reducionismo pode ser expresso das mais variadas formas, e por alguns é até justificado. Mas quem faz assim não está fazendo um uso apropriado da Bíblia.

A dificuldade principal, se podemos colocar assim, vem por conta da Bíblia não ser um compêndio temático de problemas humanos com as respectivas respostas divinas, como se pudéssemos, ainda que através de seu complicado índice, achar o problema, que estaria registrado lá, seguido da solução. Justamente por ser esta uma configuração aparentemente mais fácil, podemos imaginar que tenha sido uma das razões para o atual Manual que lista todos os alegados problemas humanos tratáveis pelos profissionais da área de ajuda. Aqui é difícil não generalizar, mas não me restam outras alternativas, peço a gentileza da generosidade do leitor.

Continuando... Creio que haja muita gente bem-intencionada querendo ajudar, com uma aproximação limitada como essa. Você deve estar consciente, desde já, que agir assim é, no mínimo, ser superficial. Por que? Porque pensar biblicamente sobre um problema matrimonial envolve muito mais do que somente levar em consideração somente os textos nos quais o casamento parece ser o foco principal. Pensar biblicamente é dar ao seu sistema de pensamento limites conceituais que nascem de um correto entendimento da Palavra de Deus, entendida em seus apropriados contextos, mas entendida principalmente como a fidedigna revelação de um Deus que nos ama e se importa conosco, ao ponto de fazer registrar não somente as soluções para nossos probleminhas vivenciais, mas na medida que o faz, estar registrando a história da nossa redenção que foi consumada em Cristo na cruz, e é aplicada em nós pelo Espírito Santo.

A beleza de enxergarmos o amor de Deus revelado nas Escrituras vai além do conteúdo. Esta visão deve alcançar a beleza da forma como Deus fez registrar sua revelação especial. Ao fazê-lo como fez, ele não somente nos deu frias soluções de problemas, mas revelou-se a si mesmo. Sim! Em primeiro lugar, o que temos é Deus descortinando seu caráter e seu plano para nós. Aos poucos e amorosamente, Deus foi se fazendo conhecer de um modo que não ficássemos sobrecarregados dele, mas pudéssemos ver claramente sua sabedoria, amor, poder e graça, dentre outras muitas qualidades, sendo não só admitidos pela mente, pelo entendimento, mas experimentadas na vida, na experiência pessoal e comunitária.

Isso nos leva a considerar o outro benefício decorrente do formato de Deus nos ter dado a Escritura como fez. Deus nos deu histórias. Ele mostrou na vida real, de pessoas reais, com problemas reais e iguais aos nossos que sua vontade é a melhor, seu querer é soberano, seu amor é preferível... Que não podemos viver à parte dele. Deus aqueceu cada solução no calor da discussão, mas trouxe pronto refrigério, para que soubéssemos que, quando fôssemos nós a passar pela prova, saberíamos que outros tiveram êxito por que contavam com a mesma excelsa companhia (Deus-Conosco).

Quando nosso campo de visão é aumentado por essa percepção, tomamos consciência de que Pedro realmente tinha razão ao afirmar que já nos fora dado tudo o de que precisamos para viver esta vida piedosamente (2 Pe 1.3). Mas não falta quem sustente a ideia de que se a Bíblia não falou especificamente sobre o problema, então ela não tem nada a dizer sobre o problema.

Portanto, aprenda a fazer uso correto da Escritura no aconselhamento:

1. Quando o problema é tratado diretamente na Bíblia, ela funciona como um preciso mapa. Se houvesse como um GPS para nunca errar, não seria ótimo? Já inventaram um. Seu inventor é Deus, e seu nome é Bíblia. Este divino GPS, quando trata de um problema diretamente é um mapa de precisão nanométrica. Assim, Deus nos guia inequivocamente. Mas nem sempre temos um texto que trata diretamente do nosso problema. Creio que a maioria das pessoas sabe usar (ou saberia usar) a Palavra de Deus quanto há orientações diretas. Mas quando elas faltam? Aí entram os curiosos dizendo que a Escritura nada tem a dizer sobre o tema... O que fazer? Vá para o tópico seguinte.

2. Muitas vezes a Bíblia trata do tema indiretamente. Nesses casos, ela funciona mais como uma proteção, uma certa que delimita claramente os limites da ação cristã. Mesmo que indiretamente, as implicações de uma certa lei, ou de uma certa doutrina se encaixam perfeitamente ao tema. Fique atento para ouvir mais do que está sendo dito, quando estiver ouvindo uma exposição bíblica fiel. Isso resolve até certo ponto, pois a capacidade humana de criar problemas difíceis, unido ao fato de que esse vive num mundo suficientemente complicado, trazem problemas que vão além de orientações diretas e indiretas. Como lidar com a vida de modo agradável a Deus quando não houver instruções, nem diretas, nem indiretas, sobre o problema específico que passamos, ou sobre as dúvidas que nutrimos?

3. Caminhando sobre a fé de que temos na Palavra de Deus tudo de que precisamos, nossos solhos se abrem para o fato de que temos mais na Palavra. Podemos não ter orientações, mas sempre teremos direções gerais. A Bíblia foi forjada na vida, não num ideal imaginário. Vivemos versões modificadas do que todos antes de nós viveram, mas muito dificilmente experimentamos algo realmente inédito (como já dizia o sábio em Eclesiastes, afirmando que nada há de novo debaixo do sol: Ec 1.9). O que fazer com orientações gerais? Eles te servem como um "norte", como em uma bússola. Quando estamos perdidos, e não sabemos como chegar ao local de destino, qualquer ajuda serve. E como é bom quando, mesmo que a orientação não seja tão precisa, sabemos que a saída é "por ali"! Para muitas situações na vida, Deus não dá orientações diretas, pois sabe que Ele mesmo nos deu discernimento suficiente para sair da enrascada que estamos, somente com a seta no "Norte" da sua vontade. Em situações com direcionamentos gerais, a Bíblia funciona como uma infalível bússola.

4. Mas digamos que a Escritura nada fale sobre o tema. Sim, digamos que ela não nos forneça qualquer instrução. Poderia a Escritura, ainda assim, me ser útil em meu problema, dilema, dúvida ou questão? Eu acredito que sim, pois ainda em tais casos extremos, Deus continua jogando luz para o nosso caminho, a fim de não tropeçarmos. Se há horas em que nos sentimos como que barcos perdidos num imenso e revolto mar, desistir não é uma opção para o marinheiro que sabe que, cedo ou tarde, a luz insistente de um longínquo farol haverá de furar as trevas da tempestade, fornecendo uma direção segura.

Olhe além, e você sempre enxergará utilidade na Palavra de Deus. Aconselhe usando "todo o conselho" de Deus, e os casais que estão sob seus cuidados obterão melhor proveito do aconselhamento, ao passo que também aprenderão a ver além dos textos básico, para o todo de uma Revelação que revela mais do que podemos ver.


http://aconselhandocombiblia.blogspot.com.br/2015/10/uma-ajuda-para-quem-aconselha-casais-e.html

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

4 atitudes que todo casal deve ter para manter sua vida espiritual


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Vida espiritual do casal. O que significa isto? Irem os dois juntos à igreja? Realizarem o culto doméstico? Fazerem uma oração rápida na hora da refeição? Nossa mente logo se direciona para atos de espiritualidade, mas gostaria de lhes pedir atenção para outra linha: atitudes que o casal deve tomar. Os atos isolados ou específicos devem refletir uma atitude íntima tomada pelo casal, e é desta atitude que quero lhes falar nesta ocasião. As atitudes definirão os atos e lhes darão valor. Alistarei apenas quatro, mas que nortearão nossa conversa.
 
PRIMEIRA ATITUDE: CONSCIÊNCIA DA AUTORIDADE DIVINA


A primeira atitude a tomar é o reconhecimento de ambos que estão sob a autoridade divina. Sei que “autoridade” é uma palavra maldita em nosso momento cultural. Associa-se, indevidamente, com opressão. Por causa disso, além da excessiva ênfase que nossa cultura dá no “eu”, ninguém quer se submeter e todos querem exercer autoridade.  Mas eu falo da autoridade divina. O casal crente precisa ter a consciência de que está debaixo da autoridade divina. Ou seja, há alguém acima dos dois. Há alguém que cuida, sim, mas esse alguém cuidador julga e estabelece critérios para os relacionamentos. Não é papai Noel, mas o Senhor Deus.
Parece tão óbvio, mas é tão esquecido! Poucos casais param e se perguntam, em momentos de decisão e em momentos de crise relacionais, qual é a vontade de Deus para eles. “O que Deus quer de nós, como casal cristão?” ou “O que Deus espera de nosso lar?”. Ou, ainda, “Como Deus deseja que procedamos nesta circunstância?”. Parece que temos um Deus para nos atender em caprichos e nos socorrer em aflições, mas não o vemos como Senhor de nossa vida e de nosso lar. E muitas decisões são tomadas no lar sem a consulta a Deus.
“Isto agrada a Deus?”  é uma pergunta fácil de se fazer, mas bastante incômoda. Por isso não é formulada mais vezes. A forma como criamos os filhos agrada a Deus? Não é se está de acordo com as modernas orientações das colunas psicológicas da Internet, mas se está de acordo com aquilo que sabemos ser a vontade de Deus, expressa em sua Palavra. Aliás, vontade de Deus está em desuso em nosso meio. O tal de “decretar” e de “declarar” tem nos tornado em deuses e tornado Deus o nosso funcionário prestativo, que tem prazer em fazer a nossa vontade. Deus tem deixado de ser nosso Senhor e paramos de perguntar o que ele quer de nós, e tem se tornado nosso servo e ouvido o que queremos dele. Inclusive na vida doméstica.
Para se colocar sob a autoridade divina e buscá-la sem fardo e com alegria, o casal precisa nutrir a consciência de que o lar cristão é firmado sobre o Senhor, é constituído para o Senhor e é propriedade do Senhor. Ele está sempre presente nos planos e aspirações do casal. Está presente nos projetos e no orçamento financeiro. No modo de nos tratarmos um ao outro, porque raciocinaremos nos seguintes termos: “Isto aqui é de Deus e eu tenho uma parte a cumprir para que dê certo. E prestarei contas a Deus pela maneira que procedo em minha casa”.
Precisamos tirar a vida cristã do âmbito do culto e entender que ela molda e rege toda a nossa vida. Principalmente o lar. Por isso, o casal crente precisa reconhecer que está sob a autoridade de Deus. E que seu lar é de Deus.

SEGUNDA ATITUDE: A CONSCIÊNCIA DE AUTORIDADE DA IGREJA
 
 
A igreja é de Cristo, é amada por ele, que deu sua vida por ela, e é valiosa aos olhos do Senhor. Mas é menosprezada por muitos crentes. Como há crentes falando mal da igreja! E muitos têm uma visão utilitária e funcional  dela! Em que a igreja pode nos servir? Qual igreja oferece o melhor programa, ou tem os maiores atrativos para nos deixar entretidos? Qual permitirá mais desenvolvimento aos  nossos filhos? Onde encontraremos uma que tenha estacionamento próprio e não precisaremos deixar o carro na rua? Qual tem os bancos mais confortáveis?A igreja é o corpo de Cristo. Inclusive a igreja local. Paulo disse isso da igreja dos coríntios, que ela era o corpo de Cristo. Não podemos ter uma visão da igreja meramente institucional, mas sim uma visão teológica e espiritual. Nela somos inseridos na vida de outras pessoas, que são nossas irmãs na fé, somos colocados dentro do propósito de Deus não apenas para nossa vida, mas para o mundo. E é onde temos a oportunidade desenvolver nossa família.
Temos vínculos com ela, somos responsáveis por ela, estamos sob a autoridade dela. O casal precisa ver a igreja como o espaço em que Deus o colocou para viverem em grupo, cultivarem amizade, serem ajudados, servirem ao Senhor e aos outros. É mais que freqüentar cultos. É entender que há uma instituição de origem divina que foi onde Deus os colocou e onde viverão experiências em comum. É triste ver marido ou apenas mulher na igreja. É triste não ver os dois juntos. Mas que alegria ver uma família chegar de mãos dadas, Bíblias nas mãos, louvar a Deus juntos, fazer propósitos de serviço juntos, ser benção juntos. É lindo ver um casal vir à frente reconsagrar a vida ou trazer os dízimos! Nos cultos de oração, ver os dois, juntos, ajoelhando-se para orar. Isto é se colocar sob a autoridade da igreja, sua autoridade espiritual.
É preciso colocar-se também sob a autoridade institucional da igreja. Amá-la, inserir-se na sua programação, mostrar aos filhos, com a vida, que a igreja lhes é importante.
Ame sua igreja, casal crente! Se vocês têm o hábito de se queixar e falar mal da igreja, será que não é mais uma atitude pecaminosa de vocês que uma  montoeira de falhas dos crentes? Será que há tantos imprestáveis lá e que vocês são os certinhos? Vejam-na como bênção divina, onde vocês crescerão juntos e onde criarão filhos juntos. O casal cristão insere a igreja em sua vida e faz do seu lar uma igreja. Que bela a expressão de Paulo sobre o casal Aqüila e Priscila: “As igrejas da Ásia vos saúdam. Saúdam-vos afetuosamente no Senhor Aqüila e Prisca, com a igreja que está em sua casa” (1Co 16.19). Quando um casal ama a igreja, vive a igreja, tem relacionamento sincero com ela, como casal, não é difícil ter uma igreja em casa.

TERCEIRA ATITUDE: AUTORIDADE MÚTUA
 
 
O princípio está em 1Coríntios 7.4: “A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher”. Não discutirei a questão de sexo, mas o princípio: um tem autoridade sobre o outro. O casamento nos coloca um sob a autoridade do outro. O marido está também debaixo da autoridade da esposa. Não tem vida independente dela, e deve satisfações sobre sua conduta, sobre aonde vai e o que faz.Muitos homens gostam muito de lembrar que o  homem é a cabeça da mulher. O grego é kephalê, que não significa apenas quem manda, mas quem nutre. É a mesma palavra usada na literatura grega secular para um rio afluente do outro, que o faz crescer e ter mais vida. O belo rio Negro é afluente do Amazonas (ou, se preferirem, Solimões). Ele o faz ser mais caudaloso e mais volumoso. O marido é responsável por fortalecer a esposa. Ele não manda nela, mas deságua nela, para torná-la mais vistosa. Ele é líder para puxar para cima, para dar perspectiva, mais que mando.
É oportuno lembrar 1Pedro 3.7: “Igualmente vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”. É significativo que Pedro diga que se o marido não honra a esposa e não cuida dela (e aqui o cuidado é mais emocional que financeiro) as orações ficam impedidas. Ele faz uma conexão entre relacionamento conjugal e espiritualidade. Um bom relacionamento conjugal produz melhor espiritualidade. Um mau relacionamento conjugal prejudica a espiritualidade.
Nós, homens, fomos acostumados ao discurso, inclusive da igreja, de que somos os “mandões”, mas somos os responsáveis pelo ambiente do lar. A honra e o respeito que dispensamos às nossas esposas influem até na qualidade espiritual do lar. Orar e ler a Bíblia, realizar culto doméstico, mas não cultivar bom relacionamento pessoal é um tanto estranho. Os dois, o trato pessoal e a comunhão com Deus, caminham juntos. Nós, homens, também estamos sob autoridade no lar. Sob a autoridade de Deus e sob a autoridade da esposa. Nós devemos alguma coisa à mulher com quem nos casamos. Ela não  é nossa empregada doméstica. É alguém a quem devemos honra. Somos responsáveis por ela, diante de Deus. E, ao mesmo tempo, estamos sob a autoridade dele e ela está sob a nossa, e ambos estamos debaixo da autoridade de Deus.

QUARTA ATITUDE: A VIDA ESPIRITUAL PROPRIAMENTE DITA 
 
A verdadeira espiritualidade considera um relacionamento correto diante de Deus e diante das pessoas. E a espiritualidade do casal considera um relacionamento correto dos dois diante de Deus e entre si. O casal cristão precisa nutrir a consciência da direção e da presença divina no lar. Precisa ver seu lar como sendo propriedade do Senhor.Aqui há um agir duplo. O marido é o sacerdote do lar, como Jó era (Jó 1.6). Ele acordava de madrugada e intercedia pelos filhos. Mais que sultão, o marido é o intercessor da família, aquele que ora pela esposa, ao invés de se queixar dela. Aquele que ora pelos filhos, ao invés de apenas dar-lhes broncas. O marido cristão dobra os joelhos para pedir pela esposa e filhos.
A mulher é o fiel da balança. Na realidade, são as mulheres que dão o tom da vida e o rumo a seguir no lar. As muitas admoestações de Provérbios sobre a mulher mostram isso. Uma mulher levanta ou derruba um homem. Ela o muda, para pior ou para melhor. Ela é que comanda, nos bastidores. Sua influência, seu jeito, sua postura fazem as coisas acontecer. Se ela tem equilíbrio espiritual, tudo se ajusta. Tenho observado isto: se o marido não é ajuizado, mas a mulher é e mostra isto aos filhos e é terna e amorosa, as coisas podem ser salvas. Mas se a mulher é desajuizada, não há marido que ajude os filhos ou salve o lar. Não é apenas o marido que não é nada sem a mulher. Os filhos também não são. O lar, como um todo, também não é. Se o homem é o sacerdote do lar, a mulher é o fiel da balança.
Ele é a fonte de equilíbrio e ela, o manual de equilíbrio. E quando os dois têm consciência de que são do Senhor e ambos mantêm o lar nos caminhos do Senhor, tudo flui bem. A espiritualidade do casal inclui a consciência de que construíram um lar para Deus.

CONCLUSÃO

A espiritualidade do casal é mais que atos e liturgia. São atitudes que se resumem a uma consciência: “Somos cristãos, somos de Cristo, existimos para Cristo”.
Quero voltar a Áquila e Priscila. Paulo os conheceu em Corinto: “E encontrando um judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que pouco antes viera da Itália, e Priscila, sua mulher (porque Cláudio tinha decretado que todos os judeus saíssem de Roma), foi ter com eles, e, por ser do mesmo ofício, com eles morava, e juntos trabalhavam; pois eram, por ofício, fabricantes de tendas”. Eles acolheram o missionário, tanto no seu espaço profissional como na sua casa. Eles hospedavam missionários.
Em Atos 18.18, o casal deixa de hospedar missionários e se torna  missionário: “Paulo, tendo ficado ali ainda muitos dias, despediu-se dos irmãos e navegou para a Síria, e com ele Priscila e Áquila, havendo rapado a cabeça em Cencréia, porque tinha voto”. A espiritualidade o casal cresceu. Não lhes bastava hospedar gente que fazia missões. O casal foi fazer missões.
Por fim, em Romanos 16.3-5, Paulo dá uma síntese da espiritualidade do casal: “Saudai a Prisca e a Áquila, meus cooperadores em Cristo Jesus, os quais pela minha vida expuseram as suas cabeças; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios. Saudai também a igreja que está na casa deles”. Ele agora coloca o nome dela em primeiro lugar (o que Lucas já fizera em Atos 18.18), chama-a pelo nome (Prisca era o nome e Priscila o diminutivo), agradece ao casal porque se expôs por ele, e diz que o casal hospedava, agora, não um missionário, mas a igreja toda.
Parece que Priscila era mais líder que o esposo, mas não há indícios de que isto tivesse sido causa de desconforto. O Espírito Santo registrou assim,  nos escritos sagrados: o nome dela antes do nome dele. Lucas e Paulo respeitam o casal e reconhecem, inclusive, a liderança de Priscila. Afinal, colocar o nome da esposa antes do nome do esposo era bastante incomum e impróprio.
Aqui está o modelo de casal cristão. Crescendo cada vez mais no serviço ao Senhor. E sendo uma só cabeça e um só coração. No trato com Deus, no trato com o seu reino e no trato com a igreja de Deus. Isto é espiritualidade de um casal cristão. Que seja um modelo para nós.

O pastor Isaltino era filósofo, psicólogo, teólogo e pastor, foi considerado o escritor batista com o maior número de livros publicados ainda em vida.

https://www.udf.org.br/artigos/4-atitudes-que-todo-casal-deve-ter-para-manter-sua-vida-espiritual/

 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Características de um homem biblicamente orientado. 1Timóteo 6. 3 a 16:


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O apóstolo Paulo, quando escreveu sua carta a Timóteo, apresentou algumas qualidades, algumas formas de como deveria ser um caracterizado o homem que é guiado pela palavra de Deus. 

O homem de Deus é conhecido por fugir da prática ímpia.
O homem de Deus deve estar preparado para resistir à tentação de abrigar em seu coração tais aspectos carnais e ímpios. Vejam a lista de qualificações negativas que o apóstolo Paulo apresenta: enfatuado, nada entende, mania por questões, contendas, inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, altercações sem fim, mente pervertida, privados da verdade, gananciosos...
É assustador imaginar que tais qualificações negativas possam direcionar o coração de homens que deveriam espelhar o modelo maior que é de Jesus Cristo. O homem de Deus foge destas coisas e não fica bem ambientado onde tais práticas acontecem.

O homem de Deus é conhecido por seguir a: justiça, piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.
A Palavra de Deus é mesmo incrível. Não basta “apenas” fugir. A exigência de fugir é acompanhada por uma instrução propositiva, ou seja, o homem de Deus foge da impiedade enquanto se aperfeiçoa na santidade. As duas realidades devem caminhar juntas.

O homem de Deus é conhecido por combater o bom combate da fé.
Esse combate exigirá mais do que força física. Exigirá a entrega total e completa da alma, visando um bem maior. O homem de Deus mostrará toda a sua força quando reconhecer que é fraco (2 Co 12:10) e, neste reconhecimento de sua própria fraqueza, procurará os recursos celestiais.
Visto como, pelo seu divino poder, nos têm sido doadas todas as cousas que nos conduzem à vida e à piedade, pelo conhecimento completo daquele que nos chamou para a sua própria glória e virtude. 2 Pedro 1. 3
Toda a força que os homens necessitam vem do Senhor e não dos conchavos espúrios. Homens biblicamente orientados não se calam diante da injustiça. Homens biblicamente orientados procuram agradar a Deus e não a si mesmo. Homens biblicamente orientados procuram promover a paz, sem jamais comprometer a verdade. Nestes dias de intenso relativismo moral/ético e espiritual, a igreja necessita que homens biblicamente orientados se apresentem para protege-la.
Dito isso, perceba que Paulo tem em mente o cuidado primeiro com o próprio Timóteo. Ou seja, antes de arriscar-se na defesa da fé, certifique-se que o seu coração está rendido ao senhorio de Jesus Cristo. 

Conclusão:
Devemos todos, homens e mulheres, sermos conhecidos por nossa identificação com Jesus Cristo e não por aspectos secundários da nossa vida.
Com isso em mente, lembre-se que o Senhor nosso Deus cuida dos seus. Nunca estaremos sozinhos ou abandonados. Deus não prometeu que teríamos uma vida triunfante aqui neste mundo, mas prometeu que terminaria a obra maravilhosa que ele mesmo começou em nós.
Como digo com alguma frequência ao meu filho: O mundo é imenso, intimidador, fascinante e sedutor, mas, saiba que o nosso Deus é infinitamente maior.
Sei que muitos homens têm imensas dificuldades de se portar da maneira exigida pela Palavra de Deus. Reconhecer isso é um bom caminho, porém, é preciso clamar pela urgente intervenção de Deus, para que ele, em seu tempo e soberana vontade, nos livre da apatia e do medo de sermos o que a Bíblia exige de nós. 

http://aconselhandocombiblia.blogspot.com.br/2017/08/caracteristicas-de-um-homem.html