sexta-feira, 20 de julho de 2018

Sobre “O seu tom de voz”: pequena e sábia REFLEXÃO


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Uma esposa exigente insistia constantemente com seu marido para que ele se adaptasse aos padrões de comportamento estabelecidos por ela:

— É assim que você deveria agir, é assim que você deveria vestir-se, é isto o que você deveria dizer, é lá que você deveria ser visto, e é assim que você deveria planejar sua carreira!

Ela insistia para que ele fizesse tudo com perfeição. Sentindo-se um homem completamente fracassado, o marido finalmente disse à esposa:

— Por que você não escreve tudo isso num papel? Assim você não vai mais precisar me dizer essas coisas o tempo todo.

A esposa concordou com satisfação.

Pouco tempo depois, ela morreu. Em um ano, o homem conheceu outra mulher e casou-se novamente. Sua nova vida parecia uma eterna lua-de-mel. Ele mal podia acreditar na grande alegria e no alívio que passou a sentir ao lado da nova esposa.

Certo dia, ele encontrou a lista dos “faça isso e não faça aquilo”, escrita por sua primeira esposa. Após ler a lista, percebeu, para seu espanto, que estava seguindo todas aquelas instruções, embora sua segunda esposa nunca tivesse mencionado nenhuma delas.

Depois de refletir sobre o que poderia ter acontecido, ele disse a um amigo:

— Minha primeira esposa começava as frases com “Eu detesto quando você…”, ao passo que a atual me diz “Eu adoro quando você…”.


https://www.agrandeartedeserfeliz.com/sobre-o-seu-tom-de-voz-pequena-e-sabia-fabula/


domingo, 15 de julho de 2018

A “REGRA DE OURO” DO NAMORO CRISTÃO


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Você já tentou listar todos os diferentes conselhos sobre namoro cristão que você já tenha ouvido, mesmo que os conselhos sejam apenas de outros cristãos?
▪Namore pelo menos um ano.

▪Não namore por mais de um ano.

▪Namore exclusivamente acompanhado.

▪Tenha certeza de que você está tendo bastante tempo a dois.

▪Não beije antes do casamento.

▪ Como você vai saber se não há “química” sem beijo?

▪ Deixe os limites bem claros.

▪ Não tente seguir as regras dos outros.

▪Gastem muito tempo juntos.

▪Tenha cuidado com a quantidade de tempo que passam juntos.

▪Namore várias pessoas antes de se comprometer seriamente.

▪Não namore ninguém a menos que você esteja pronto a se casar com esta pessoa.
Eu poderia ir em frente, e se você é parte de algum tipo de comunidade cristã, você também poderia.

Apesar de estarmos seguindo Jesus, e lendo a mesma Bíblia, e visando a aliança de um casamento, nossos conselhos para o namoro podem ser surpreendentemente amplos e diversos. Um Deus, uma só fé, um batismo - e bilhões de tipos de namoro diferentes.

A primeira regra no namoro


“A primeira regra no namoro é a primeira regra em toda a vida.” "Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma, de todo o seu entendimento e de todas as suas forças" (Marcos 12:30-NVI). Você não amará alguém verdadeiramente se você não amar à Deus acima de todas as coisas e mais que tudo. E ninguém te amará verdadeiramente se não amar a Deus mais do que ama à você.
 
O primeiro passo do namoro deve sempre ser o passo da fé que nós tomamos em direção ao Senhor, Salvador, e maior tesouro, o Rei Jesus. Ele conquista nosso coração; encontramos a nossa mais profunda alegria n'Ele. Nós escondemos nossa alma n'Ele, e paramos de tentar nos salvar ou dar prova de nós mesmos. Dedicamos nossas mentes a conhecê-lo cada vez mais, E rogamos a Ele para que conforme a nossa mente à sua vontade. Colocamos todas as nossas forças em seu objetivo e plano para nossas vidas: fazer discípulos que o amem com todo o seu coração, alma, mente e força.

Se nosso coração não está nisso - se a nossa alma já não estiver segura pela fé, se a nossa mente estiver distraída e focada em outras coisas menores, se a nossos maiores esforços estiverem sendo gastos nas coisas deste mundo - trabalhos, esportes, compras, entretenimento, relacionamentos, e não em Deus - Nós simplesmente não namoraremos bem.

Você deseja namorar e se casar bem? Ouça a Jesus, e “ Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.” Busque-o primeiro (Mateus 6:33 NVI), e o namoro será acrescentado de acordo o perfeito plano e tempo d'Ele.

A regra de ouro em namoro

Mas depois de abraçar e aplicar o primeiro e maior mandamento, descobri que a regra de ouro no namoro é esta:

“Apoie-se firmemente nas pessoas que te conhece melhor, que mais te amam e que te dirão quando você estiver errado.''

Essa não é a primeira regra, porque em absolutamente todas as áreas da vida -cada decisão, cada chamado, cada relacionamento, cada sonho - devemos começar com o que pensamos e sentimos sobre Deus. Nós o amamos mais do que tudo? Nós o obedeceremos, mesmo quando isso nos custar? Estamos dispostos a deixar de lado alguma coisa por sua causa? Confiaremos n'Ele, mesmo quando queremos outra coisa para nós mesmos?

Não é a primeira regra, mas eu descobri que é a "regra de ouro" que mais frequentemente faz a diferença entre relacionamentos de namoro cristão saudável e o não saudável. Se você não é um cristão - se você não tratou com Deus antes de de um namoro - você não tem chance de ter um relacionamento cristão verdadeiramente saudável com outra pessoa. Mas mesmo se você é um cristão, ainda há mil maneiras sutis ou descaradas de rejeitar a sabedoria de Deus e cair em pecado.

A chave será apoiar-se em outros cristãos que o conhecem melhor, o amam e não hesitarão em dizer quando você está cometendo um erro ou se afastando da vontade de Deus para você.

A terceira direção que todos precisamos

Hoje mais do que nunca, somos nos deparamos com um “buffet” interminável de opiniões e conselhos que tem algo a dizer sobre tudo mas ainda nos permite escolher a resposta que queremos.
▪Até onde devemos ir fisicamente antes do casamento?

▪Quanto tempo devo começar a namorar depois de uma separação?

▪Que coisas devo procurar em um cara?

▪O que as meninas estão procurando em um cara?

▪Casais devem viver juntos antes de se casarem?

Não teremos dificuldade em encontrar uma resposta (ou uma dúzia de respostas) a qualquer uma das nossas perguntas nos relacionamentos. A realidade assustadora é que podemos encontrar uma resposta em algum lugar para justificar o que queremos fazer - certo ou errado, seguro ou inseguro, sábio ou imprudente. O conselho que escolhemos pode ser de um livro de um médico, ou uma conversa aleatória com alguém na igreja, ou um post no blog de um adolescente, ou apenas algo que encontramos no Pinterest. Para muitos de nós, se somos honestos, realmente não importa quem está oferecendo o conselho, desde que confirme o que pensávamos ou queríamos em primeiro lugar.

Pensamos estar aprendendo de outros enquanto nós vagamos por todo o material online, mas somos frequentemente entregues aos nossos anseios e ignorâncias. Nós deixamos a segurança do consultório médico e escolhemos a liberdade e a facilidade da loja de conveniência do posto de gasolina. Em vez de obter a perspectiva qualificada e direção que precisamos desesperadamente de pessoas ao nosso redor, nós andamos comendo doces no jantar, lavando tudo com refrigerante, (o texto faz referencia ao refrigerante americano Doctor Pepper).

Um verdadeiro relacionamento, com uma verdadeira prestação de contas mutua de suas vidas, pode não oferecer a mesma quantidade de informações ou conselhos, e você nem sempre gostará do que o outro tem a dizer, mas trará uma nova dimensão crítica para o seu namoro: Os que conhecem você- seus pontos fortes e fracos, seus sucessos e fracassos, suas necessidades únicas. Essas pessoas sabem que você é pecador, e que pecadores que nunca estão são confrontados ou frustrados por verdades inconvenientes, são pecadores que estão se afastando cada vez mais de Deus e não na direção d'Ele.

A verdade é que todos nós precisamos de uma terceira direção- na vida e no namoro - pessoas que realmente nos conhecem e nos amam, e que querem o que é melhor para nós, mesmo quando não é o que queremos no momento.

As vozes que precisamos mais

Namorar frequentemente nos isola de outros cristãos em nossas vidas. Quanto mais próximos nos tornamos de um namorado(a), mais afastados somos de outros relacionamentos importantes. Satanás ama e encoraja isso cada momento. Uma maneira de caminhar sabiamente no namoro é opor-se a absolutamente tudo o que Satanás possa querer para você. Combater o impulso de namorar isolados, e em vez disso incentive um ao outro para esses relacionamentos importantes. Aposte em dobro em família e amigos - com afeto, intencionalidade e comunicação – durante o namoro.

As pessoas realmente dispostas a me fazer responsável pelo namoro foram meus melhores amigos. Eu tive muitos amigos ao longo dos anos, mas os que estavam dispostos a pressionar, fazer perguntas mais difíceis e oferecer conselhos indesejados (mas sábios) são os amigos que eu mais respeito e valorizo.

Eles interviram quando eu estava gastando tempo demais com uma namorada ou começava a negligenciar outras áreas importantes da minha vida. Eles levantaram uma bandeira de alerta quando o relacionamento não parecia saudável. Eles sabiam onde eu havia caído antes em relação à pureza sexual, e eles não tinham medo de fazer perguntas para me proteger. Eles me apontaram incansavelmente para Jesus, mesmo sabendo que isso poderia me deixar chateado – me lembravam sobre não colocar minha esperança no relacionamento, buscar a paciência e pureza, e a me comunicar e liderar bem.

Essas pessoas não me protegeram de todos os meus erros ou fracassos - ninguém pode - mas eles desempenharam um papel importantíssimo em me ajudar a amadurecer como homem, namorado e agora marido. E eu gostaria de tê-los ouvido mais durante o namoro.

Alegre, Corajosa Responsabilidade

Minha regra de ouro no namoro é um convite caloroso, mas impopular para a prestação de contas - para suportar verdadeira e consistentemente os fardos uns dos outros na busca do casamento: “Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.” (Gálatas 6:2-NVI) Talvez esse termo - prestação de contas- tenha se esvaído ou ficado ultrapassado na sua vida. Mas ser responsável é ser autenticamente, profundamente, consistentemente conhecido por alguém que se preocupa o suficiente para nos impedir de cometer erros ou de ser indulgente tolerante com o pecado.

Somente as pessoas que amam Cristo mais do que a você terão a coragem de dizer que você está em um relacionamento errado - errado sobre uma pessoa, errado sobre o tempo, errado sobre o que quer que seja. Só eles estarão dispostos a dizer algo duro, mesmo quando você estiver feliz e apaixonado. A maioria das pessoas vai “flutuar” junto com você, porque eles estarão animados por você, mas você necessita de muito mais do que emoção- pois você já tem muito disso em você. Você precisa desesperadamente da verdade, sabedoria, correção e perspectiva.

A Bíblia nos adverte a tecer todos os nossos desejos, necessidades e decisões dentro da família que nos ama e nos ajudará a seguir Jesus - uma família que Deus constrói para cada um de nós numa igreja local “E consideremo-nos uns aos outros para incentivar-nos ao amor e às boas obras:”Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.”(Hebreus 10: 24-25).

Deus enviou você - sua fé, seus dons e sua experiência - para a vida de outros crentes para seu bem. Para encorajá-los: "Exortamos vocês, irmãos, a que advirtam os ociosos, confortem os desanimados, auxiliem os fracos, sejam pacientes para com todos." (1 Tessalonicenses 5:14-NVI). Para desafiá-los e corrigi-los: "Habite ricamente em vocês a palavra de Cristo; ensinem e aconselhem-se uns aos outros com toda a sabedoria, e cantem salmos, hinos e cânticos espirituais com gratidão a Deus em seus corações." (Colossenses 3:16-NVI). E edificá-los: "Por isso, exortem-se e edifiquem-se uns aos outros, como de fato vocês estão fazendo." (1 Tessalonicenses 5:11-NVI).

E apesar de parecer inconveniente, desnecessário, inútil e até mesmo desagradável às vezes, Deus enviou homens talentosos e experientes, homens e mulheres que amam a Cristo, para o seu bem - e para o bem de seu namorado(a) (e se Deus quiser, seu futuro cônjuge). O Deus que envia esses amigos e familiares para nossas vidas sabe o que precisamos muito melhor do que nós jamais saberíamos.

Todos nós precisamos de amigos e conselheiros corajosos, persistentes e esperançosos nas perigosas e obscuras águas do relacionamento. Apoie-se consistentemente nas pessoas que o conhecem melhor, o amam e lhe dirão quando você estiver errado.


Autor: Marshall Segal
Postagem Original: The Golden Rule in Christian Dating
Tradução: Jéssica Sayuri Sumizono Rafael
Revisão: Ludmila Yuki Sumizono Vieira
 
VIA: http://pno.org.br/Artigo/45


quarta-feira, 11 de julho de 2018

O amor jamais acaba




Se “o amor jamais acaba” (1 Coríntios 13:8), então porque muitos casamentos terminam em separações, divórcios e relacionamentos de fachada? (Estes parecem que está tudo bem olhando por fora, mas dentro de casa os casados mostram a verdadeira realidade de seu matrimônio).

Exemplo: muitos homens falam educadamente, são gentis e tratam bem os outros, especialmente as mulheres, mas quando chegam a suas casas tratam suas esposas de forma rude, seca e em certos casos com violência física – eles podem até enganar os de fora com sua maneira de agir, mas a Deus é impossível, e a mão do SENHOR pesará sobre eles se não se arrependerem pedirem perdão as suas esposas e mudarem de direção! Muitas mulheres também erram com seus maridos em determinadas situações. É preciso humildade para reconhecer o erro e mudar; e isto vale para todas as áreas da vida – Tiago em sua sabedoria disse: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4:6).
 

Muitos casamentos terminam em separações e divórcios porque eles não amam, porque se amassem jamais se separariam. Como alguém pode dizer que ama se envolve com outra pessoa afetivamente? Como alguém pode dizer que ama se o trai com outra pessoa? Como alguém pode dizer que ama se não cuida? Como alguém pode dizer que ama se não sabe resolver os problemas com maturidade? Como alguém pode dizer que ama se não respeita o outro? Como alguém pode dizer que ama se trata mal ao seu cônjuge?

Um irmão certa vez em um estudo para casais indagou: “Eles casaram por amor; o amor era imenso. O noivo dizia: ‘Carrego um trem por ela’; a noiva dizia: ‘não suporto ficar mais longe dele’; e agora estão se destruindo dentro de casa. O que aconteceu? Aconteceu que eles não desenvolveram o casamento, não desenvolveram o casamento no amor, tendo como base o amor.” 

Nossa vida cristã é para desenvolver, não para atrofiar, enfraquecer e acabar. O apóstolo Paulo ensinou: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Filipenses 2:12,13). O mesmo deve ocorrer com o casamento. 

Aplicando o princípio do sermão expositivo/aplicação na passagem de Filipenses em relação a vida conjugal temos: “Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes,” a Deus “não só” no início do namoro, “porém, muito mais agora,” casados, “desenvolvei a vossa” união conjugal realizada pelo SENHOR “com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” perpetuando no amor o vosso matrimônio até que Deus vos chame.

O apóstolo Paulo disse que “o amor jamais acaba”, e é verdade, pois o amor verdadeiro aumenta e não diminui – quanto mais você convive, mais você ama, mais você deseja estar junto – momentos difíceis, tribulações e dificuldades nunca serão motivos para desistir, pois a força do amor os une para enfrentar juntos as barreiras e obstáculos que possam surgir. Se o amor uniu o casal, jamais ele acabará, pois o compromisso deles é pra toda vida, sendo que, primeiramente, seu compromisso é com Deus, o autor e consumador do casamento. Jesus seja o Senhor de seu matrimônio em todas as circunstâncias. 

Se você casou, invista em seu casamento; cuide de seu jardim, da sua flor, da sua plantação; e não do jardim e plantação alheios. Adube, retire e combata as pragas, proteja das intempéries, regue e faça a poda com muito amor, para que sua “plantação” seja vistosa, sadia, forte e exuberante, exalando sempre o bom perfume que flui do amor de Deus.

O amor é maior que tudo (conf. 1 Coríntios 13:13), e nele devemos fundamentar nossa união matrimonial. Para aqueles que se amam, cada momento, cada situação e cada afazer é aproveitado como uma oportunidade para ficar junto, fazer juntos e se beneficiar da presença amável do outro. Que o SENHOR abençoe ricamente seu casamento!


 https://simplesmentecristao.com/2014/10/06/o-amor-jamais-acaba/#more-5832


sábado, 7 de julho de 2018

Ideologia de Gênero, Agenda LGBT e o Evangelho: o que está em jogo?




Pura e simplesmente, a integridade do Evangelho. Explico.

Na discussão crescente sobre a inserção da ideologia de gênero na base curricular nacional e da promoção dos valores do lobby LGBT na sociedade, há muitas coisas em jogo: a conservação do arranjo familiar tradicional, a autonomia dos pais na educação e orientação sexual dos seus filhos e a proteção psicológica, social e moral das crianças (para aqueles que ainda acreditam nessas coisas, como eu). Tudo isso certamente está em jogo. Mas, há algo ainda mais importante.
 
O que está em jogo é a autoridade suprema e final das Escrituras Sagradas, resumida no mote protestante Sola Scriptura. Para os herdeiros e adeptos da Reforma Protestante, somos um povo Sola Scriptura, que vê nas Escrituras Sagradas a nossa autoridade final de fé e prática. Sola Scriptura não se rende ao mote dos nossos tempos: sola cultura. É a Palavra que julga toda cultura, não a cultura que julga a Palavra.

Como outros tem mostrado mais a fundo, a Palavra de Deus só conhece um arranjo como normativo e aceitável: a união monogâmica heterossexual. Esse foi o padrão estabelecido por Deus no Jardim do Éden (Gn 1.26-28; 2.23-25), conforme registrado e defendido por Moisés (Ex 20.14); tal padrão foi autenticado pelo Senhor Jesus Cristo (Mt 19.4-6) e citado pelo apóstolo Paulo como sendo um fiel retrato da aliança entre Cristo e a Igreja (Ef 5.22-33). Portanto, as Escrituras só reconhecem um padrão como sendo aceitável e normativo para todos os homens e mulheres, em todos os lugares e em todos os tempos.

Curiosamente, ao refletir sobre a união entre marido e esposa no arranjo matrimonial, Paulo enxerga nisso um retrato público e visível da união entre Cristo e a Igreja (Ef 5.23-25). A aplicação direta que Paulo faz desse princípio é a natureza insubstituível do papel de um homem e uma mulher no casamento: um não pode cumprir o papel do outro, assim como os papeis de Cristo e da Igreja não são intercambiáveis. No caso, o marido é o “cabeça” (autoridade) da mulher assim como Cristo é o “cabeça” da Igreja. E não, isso não confere um “cheque em branco” para o domínio tirânico do homem sobre a mulher. Pelo contrário, ele deve representar bem em seu lar a autoridade espiritual, sacrificial e amorosa de Cristo, ao qual todo marido responderá no Último Dia.
Mas, creio que podemos legitimamente estender a aplicação original da metáfora de Paulo para incluir o debate em questão. Assim como os papeis do homem e da mulher não são intercambiáveis no casamento, eles só podem ser cumpridos por um homem e uma mulher. Não um homem e outro homem, nem uma mulher e outra mulher (ou qualquer outra variação criativa da nossa época). Mexer nesse arranjo bíblico significaria adulterar o retrato público, visível e terreno mais próximo da aliança entre Cristo e a Igreja, sacramentada no Evangelho. E quem teria maior interesse em adulterar esse retrato a não ser os que desejam adulterar o próprio Evangelho?

Mas, o Evangelho não é a declaração do amor de Deus por pecadores? É sim. O evangelho é a declaração do grande amor de Deus por pecadores. Deus é amor. Mas o amor – tal qual definido pela nossa cultura desde a década de 1960 como sendo “livre”, ou seja, sem nenhuma restrição ou submissão a uma autoridade alheia ou externa – esse tipo de amor não é Deus. Deus é amor santo, distinto, único. Tal distinção foi selada no sacrifício do seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, na Cruz do Calvário, por pecadores indignos desse amor como eu e você. E, em parte, tal distinção do amor de Deus é revelada neste mundo, segundo o apóstolo Paulo, pelo amor sacrificial conjugal entre seres humanos de gêneros distintos: um homem e uma mulher.

Comprometer esse arranjo e promover outro que defenda o amor por alguém do mesmo gênero é simplesmente fazer do amor um ídolo, um amor ou deus “à nossa imagem e semelhança”, um amor que não nos confronte e desafie a amar aquele que é radicalmente diferente de nós (apesar de ainda sermos da mesma espécie humana, com todas as diferenças existentes entre homens e mulheres!).

O Evangelho é a proclamação pública do amor santo e imerecido de Deus por criaturas radicalmente diferentes dele. O Evangelho nos comissiona a amarmos este Deus amoroso, santo e radicalmente diferente de nós de todo o nosso ser, e a amarmos outras criaturas humanas radicalmente diferentes de nós – em casa, no trabalho, no estudo, na igreja e na sociedade como um todo (até mesmo os nossos inimigos, inclusive os que discordam das convicções expostas aqui). Mas, no casamento, este Deus santo e amoroso ordena que somente um homem e uma mulher se unam pelos laços matrimoniais, como testemunho do amor de Cristo pela Igreja, conforme revelado no Evangelho.

Qualquer coisa diferente disso não é bíblica e, muito menos, evangélica.


Por: John McAlister. © Voltemos ao Evangelho. Website: voltemosaoevangelho.com. Todos os direitos reservados. Original: Ideologia de Gênero, Agenda LGBT e o Evangelho: o que está em jogo?

John McAlister é pastor titular da Catedral da Igreja Cristã Nova Vida no Rio de Janeiro - RJ, deão acadêmico do Instituto Bispo Roberto McAlister de Estudos Cristãos e instrutor do The Charles Simeon Trust Brasil. É casado com Raquel e pai de dois filhos: João Felipe e Teodoro.


terça-feira, 3 de julho de 2018

Satanás arrancou das mãos de Adão o controle sobre o Reino, e teve sucesso causando divisão entre homem e mulher




Lorna Simcox

Eu era relativamente nova na fé quando ouvi uma senhora idosa e sábia contar uma história que nunca vou esquecer. Ela tinha aparência abatida e mal-arrumada, efeito evidente de ter muitas bocas para alimentar e poucos recursos para fazê-lo. Seu marido era operário e ganhava pouco.
Alguns anos atrás, contou ela, foi oferecida a seu marido a oportunidade de ser pastor em uma região de que ela não gostava. Ele acreditava que deveriam aceitar o convite. Ela foi contra.
“Meu marido”, disse ela, “me ouviu. E desde então nossas vidas têm sido miseráveis”. Era a angustiante história da mãe Eva repetindo-se mais uma vez.
A influência de Eva sobre Adão começou cedo, e desde então tem mudado o curso da história humana. Logo depois que Adão e Eva caíram repentinamente em pecado, Deus amaldiçoou a serpente, o homem e sua mulher. Para a mulher, como castigo, Ele prometeu dores de parto e a colocou sob a liderança do homem: “o teu desejo será para teu marido, e ele te governará” (Gn 3.16). Essa única maldição provavelmente fez mais estrago entre os sexos do que todas as outras juntas. Ela instituiu um princípio bíblico que as feministas se empenham por destruir e as mulheres tementes a Deus se esforçam por obedecer, mesmo com dificuldades – a submissão ao marido. E ninguém está mais ciente da magnitude dessa batalha e a explora mais efetivamente que Satanás.
Entre todas as mulheres que já viveram, Eva foi única. Ela não nasceu, pois foi moldada por Deus a partir de uma costela de Adão no sexto dia da criação (Gn 2.18-25). Não teve infância, nem adolescência, nem pais ou amigos. Eva tinha apenas Adão.
Eva nem sequer possuía um nome até o momento em que Adão se referiu a ela. Primeiro, chamou-a genericamente de varoa, declarando: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23). Mais tarde, Adão deu-lhe o nome de Eva, significando “doadora de vida”, “por ser mãe de todos os seres humanos” (Gn 3.20).
Criada especificamente para Adão, o administrador humano do reino teocrático, Eva foi projetada para ser o maior bem de seu marido – sua fonte de conforto, sua auxiliadora e sua companheira por toda a vida. Ele, por sua vez, recebeu de Deus o cetro que lhe concedia poder e autoridade sobre toda a terra. Segundo o teólogo Renald Showers, “Deus criou o homem, colocou-o como administrador sobre a terra e incumbiu-o da responsabilidade de administrá-la adequadamente para o Senhor”.1
Porém, Adão falhou diante de sua responsabilidade. Em meio às circunstâncias idílicas em que vivia, uma serpente estava à espreita no gramado. Satanás queria o reino de Deus para si mesmo. Como lhe faltava o poder de criar, a única forma de consegui-lo era por usurpação. Isso somente seria possível através de Adão. E para chegar a Adão, ele usou Eva. As Escrituras revelam que Satanás falou exclusivamente com ela: “Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito, disse à mulher: É assim que Deus disse...?” (Gn 3.1).
Evidentemente Satanás pensava que Eva era a vítima mais frágil, e manipulou a esposa para alcançar o marido. Eva comeu do fruto proibido e depois ofereceu-o a Adão, que estava com ela. Adão comeu, e desde então a humanidade tem experimentado o gosto amargo das consequências de seu pecado: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Rm 5.12).
Satanás arrancou das mãos de Adão o controle sobre o Reino, causando divisão entre homem e mulher.
Já que Adão estava com Eva, por que não a impediu? Ele não apenas falhou diante de sua responsabilidade, concedida pelo Senhor, de proteger sua esposa, mas igualmente desobedeceu e comeu do fruto. Imediatamente o pecado tomou conta e jogou Adão contra Eva. Quando Deus perguntou a Adão: “Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3.11), Adão culpou Eva. Ele havia chamado-a de “osso dos meus ossos”, e agora dizia: “A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Foi assim que Satanás arrancou das mãos de Adão o controle sobre o Reino, e teve sucesso causando divisão entre homem e mulher. Aparentemente Eva confiou e acreditou ingenuamente na mentira de Satanás. Mas Adão não teve a força de caráter para insistir no que ele sabia ser o certo (1 Tm 2.14).
Quantas vezes essa mesma cena se repete hoje em muitos lares? Eva foi formada depois de Adão e foi enganada. Por isso Deus ordenou que o homem ocupasse a posição de liderança espiritual dentro de seu lar e na Igreja (1 Tm 2.11-14).
Desde então, Satanás continua à espreita, como uma serpente no gramado, tentando criar o caos e atacando a ordem divina. Sua tática não tem mudado através dos milênios. Ele é mestre em causar divisão e em conquistar os corações humanos através do apelo à auto-indulgência (concupiscência da carne), da auto-satisfação (concupiscência dos olhos) e da auto-estima (soberba da vida). Eva foi a primeira pessoa que ele fisgou. Mas desde então a humanidade também tem mordido a isca satânica.
Se homens e mulheres disputam a supremacia, Satanás está tendo êxito em seu intento, causando rivalidade, divisão, instabilidade e confusão. E como o mundo continua degenerando espiritualmente, homens e mulheres de Deus, mais do que nunca, precisam viver dentro dos parâmetros que Ele estabeleceu para cada um deles. Esposas devem ser submissas a seus maridos (Ef 5.22); maridos devem assumir a responsabilidade de serem líderes, atentando à Palavra de Deus e posicionando-se com integridade ao lado do que é correto. Assim será mais difícil Satanás se esgueirar por debaixo da porta; assim será mais difícil a serpente entrar em nossos lares. 


(Lorna Simcox — Israel My Glory)

Nota:

Renald Showers, What on Earth Is God Doing, Loizeaux Brothers.

Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite julho de 2006